A China e o Porto de Paranaguá

O Porto de Paranaguá, orgulho de todos os brasileiros está sendo cada vez mais patrimônio internacional

Conversando rapidamente não só com acadêmicos, mas também com professores do Instituto Federal de Paranaguá, notei que não houve conhecimento popular de que a Estatal Chinesa China Merchants Port Holding comprou 90% do terminal de contêineres do Porto de Paranaguá, bem como a empresa de serviços logísticos por US$ 2.9 bilhões, envolvendo 90% dos ativos portuários.
Por outro lado, ouvi de vários cidadãos afirmativa de que a vida comercial de Paranaguá depende prioritariamente do porto, hoje maioritariamente controlado pela China, bem como pelo consórcio privado Canal Galheta Dragagem por 25 anos, que administra o canal de acesso ao segundo maior porto do Brasil, responsável que foi por mais de 66 milhões de toneladas de cargas somente em 2024.

Ora, o porto de Paranaguá é o maior porto graneleiro da América Latina e líder em importação de fertilizantes. A bem da verdade, o porto de Paranaguá, orgulho de todos os brasileiros está sendo cada vez mais patrimônio internacional, tendo por gestora mais importante a China.

Penso que ao menos uma ação popular, respaldada pelas autoridades municipais, bem como fortalecida pela intervenção do Ministério Público e da Magistratura deveria ser formalizada, objetivando principalmente que o povo parnanguara pudesse tomar ciência e reagir ante a desnacionalização do maior suporte financeiro do município em que habita.

A propósito, as afirmações que fiz durante recente palestra realizada no Instituto Federal de Paranaguá precisam ser de domínio público, mesmo porque nada menos que 10 = estados brasileiros fazem parte também da rota comercial marítima liderada por essa empresa cada vez menos pública. Finalmente, que cada brasileiro possa ter orgulho desse inventário paranaense:

O Porto de Paranaguá é nosso.


(*) Tadeu França
professor universitário

Foto: Arquivo/AEN