Pedro Cezar Gomes Lemos (1938-2026)

Morreu hoje em Maringá; em 1950, final da Copa do Mundo, no Maracanã, foi eternizado em foto de José Medeiros
Comunicamos, com pesar, o falecimento do amigo Pedro Cezar Gomes Lemos, ocorrido às 9 horas deste dia 1º de janeiro de 2026, aos 87 anos de idade.
Capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, Pedro Cezar Gomes Lemos nasceu em 10 de agosto de 1938. Ainda criança, mudou-se com sua família para a cidade do Rio de Janeiro.
Torcedor de carteirinha do clube Botafogo de Futebol e Regatas, Pedrinho foi ao Maracanã assistir à final da Copa do Mundo de Futebol, quando o selecionado do Brasil foi derrotado pela seleção do Uruguai, em 16 de julho de 1950. Sua imagem foi capturada e eternizada pelo fotógrafo José Medeiros.
Em 17 de agosto de 1961, com 23 anos de idade, Pedrinho tomou posse no Banco do Brasil – BB, na agência 352-2 Maringá. Sua ideia era ficar um ano no Norte do Paraná e, então, pedir transferência para uma agência do BB no Rio de Janeiro.
Mas Pedrinho conheceu Nair de Campos e seus planos mudaram. Casou-se em 24 de julho de 1965 e formou família em Maringá. O casal teve quatro filhos: Cristina, Paulo, Marcos e Eduardo.
Em 1974, Pedrinho liderou a criação de um intercâmbio internacional entre a Associação Atlética Banco do Brasil – AABB Maringá e o Club Deportivo de Puerto Sajonia, de Assunção – Paraguai, dos amigos Maciel, Raul e Lulo, que resultou em uma amizade que perdura por mais de 50 anos.
Além de ser associado ao Maringá Clube, Pedrinho foi presidente da AABB Maringá por quatro gestões: 1976-1977, 1978-1979, 1979-1980 e 1984-1986. Duas de suas principais realizações na gestão da AABB foi a construção da primeira sauna dentro de um clube social de Maringá e do imponente prédio da sede social, projetado na gestão do presidente Vanderley Luiz Zarpelon (1977-1978), construído durante a gestão do Pedrinho e inaugurado em 22/11/1980, no início da gestão de Antenor Errerias Lopes.
Pedrinho aposentou-se em 28 de agosto de 1986 e passou a dedicar-se mais intensamente à pecuária. Membro da Sociedade Rural de Maringá, Pedrinho mantinha uma propriedade de 40 alqueires paulistas no município de Ângul, microrregião de Maringá, na qual empreendeu técnicas modernas de criação de gado, que lhe renderam reconhecimento por sua alta produtividade.
Era um gentleman; um homem gentil, educado, honrado e de conduta irrepreensível, um cavalheiro que se destacou pela cortesia, cultura e delicadeza no trato com as pessoas.
Seu corpo será velado a partir das 10 horas desta sexta-feira, 2, nasala nobre nº 2, da Capela Prever, no Cemitério Parque, onde ocorrerá a cerimônia de despedida, às 17h. À família, nossas condolências. (Marco Antonio Deprá)
Fotos: Instituto Moreira Sales/Arquivo pessoal
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