Demissões no Samu

Exonerações são resultado da terceirização na área da saúde, alertam servidores e representantes do Sismmar

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá participa nesta manhã de reunião com representantes da prefeitura para discutir a demissão em massa de trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Há alguns dias a informação vinha sendo comentada nos bastidores, mas poucos acreditavam, visto que o Samu é tido como serviço respeitado e essencial na área pública.

Para o Sismmar, a demissão em massa é resultado da terceirização na área da saúde. A prefeitura pretende fazer o mesmo com as unidades de pronto-atendimento anunciadas para este ano. A notícia está causando grande repercussão num momento em que a administração já enfrenta problemas por causa do reajuste no IPTU. O aviso prévio de 30 dias começa hoje.

Em rede social, o Coletivo Somos Todos Sismmar manifestou “preocupação e discordância diante do anúncio feito pelo secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, com o aval do secretário de Gestão de Pessoas, Moacir Olivatti, e do procurador Cezar Moreno, sobre a demissão em massa de trabalhadores municipais do Samu de Maringá”.

A decisão, comunicada em reunião nesta quinta-feira (8), ocorreu sem diálogo prévio com os trabalhadores, o que causa apreensão e insegurança, além de gerar impactos diretos sobre profissionais que exercem uma função essencial para a população”, diz a nota (confira ao final). A reunião ainda acontece neste momento; a Proamusep enviou advogado como representante.

“Defendemos a reavaliação imediata da medida, a abertura de diálogo com os trabalhadores e a busca por alternativas que preservem tanto os direitos dos profissionais quanto o atendimento à população”.

Foto meramente ilustrativa: Sesa