Mourão, mourão… Moraes, morais

Os contratos podem ser legais, mas nem sempre são morais, ou moralmente aceitos

Quando eu era criança, nossa  mãe nos  ensinou que jogar o dente de leite no telhado,  fazia com o novo, permanente, nascesse saudável , mas era preciso dizer, nas suas palavras: ‘Morão, morão, toma teu dente podre e me dá um são’.  O sabemos o correto seria dizer “Mourão, mourão”, pela tradição popular, que não foi criada por mamãe.

Lembrei disso, ao saber do sobrenome do Sicário, um dos homens do grupo de Vorcaro e como o nome do ministro Alexandre Moraes é citado, em todo o imbróglio do caso do Banco Master. À família do Luiz Phillipi Mourão, o Sicário,  que segundo informações da PF, cometeu suicídio, ao que tudo indica para não responder criminalmente pelo delitos praticados na curta existência de 43 anos, a nossa solidariedade e talvez pudéssemos dizer ao Criador: receba essa criatura que foi ‘podre existencialmente’,  de o devolva, na próxima encarnação, são, para resgatar o seus erros. 

Bem ao contrário, o  passado recente do ministro Alexandre Moraes,  deve ser reconhecido como um dos maiores responsáveis pela manutenção da democracia no Brasil, com sua atuação corajosa, à frente do TSE e do STF.  Moraes merece o nosso reconhecimento por tudo que fez, o que não nos impede de, ainda dando o benefício da dúvida, o criticarmos pela eventual atuação como um sócio oculto, eventualmente, do escritório de advocacia de sua esposa, e se realmente  recebeu e respondeu mensagens de de Vorcaro. 

Os contratos podem ser legais, mas nem sempre são morais, ou moralmente aceitos, a começar pelos valores absurdamente fora do razoável. Dias e dias (Tofollis), melhores devem vir. Que os culpados  respondam pelos erros.

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