Rede de academias criada em Cianorte quer expandir o conceito de bem-estar

Force One tem unidades no Paraná, Santa Catarina e São Paulo e já projeta novos saltos de expansão para 2026

Aos 34 anos, Renan Pedroche (foto) carrega no discurso a serenidade de quem construiu com método e visão, e no olhar a inquietação típica dos empreendedores que nunca consideram uma obra concluída. Fundador e CEO da Force One, uma das redes de academias que mais crescem no Sul do Brasil, ele transformou uma inquietação pessoal (a percepção de um setor carente de gestão profissional) em um negócio que hoje soma 20 unidades entre
Paraná, Santa Catarina e São Paulo e já projeta novos saltos de expansão para 2026.

Criada em 2016, em Cianorte, a 81 km de Maringá, a Force One nasceu distante dos grandes centros, mas desde o início carregou um projeto de escala. Apenas
nos últimos seis meses, quatro novas unidades foram inauguradas em Curitiba, movimento que elevou os investimentos na capital para mais de R$ 30 milhões no período. Agora, a marca se prepara para avançar sobre novas praças estratégicas, com duas inaugurações confirmadas em Maringá e Chapecó, cidades-polo onde a rede já opera e vem colhendo resultados positivos do público.

Não é só abrir portas. A estratégia de Pedroche passa por impor um padrão. Ao instalar uma nova unidade, a Force One não se adapta ao espaço: ela o transforma. Arquitetura, tecnologia, equipamentos e conceito de treinamento seguem uma mesma cartilha, pensada para garantir escala sem abrir mão da experiência. As academias contam com equipamentos de musculação importados, salas amplas para modalidades variadas, climatização com sistema de renovação de ar, catracas com reconhecimento facial, botão de chamada nos aparelhos, balança de bioimpedância conectada e ambientes dedicados a
treinos de alta demanda, como o Black Hiit, inspirado no crossfit, e o Spinning Tech, com aulas imersivas.

Toda essa estrutura é integrada ao Force One App, que concentra treinos personalizados, acompanhamento nutricional e histórico de desempenho. A proposta é estender a experiência da academia para além do espaço físico, criando um vínculo contínuo com o aluno e usando a tecnologia como aliada nos cuidados com a forma física e a qualidade de vida.

Visão – Esse modelo reflete uma leitura pragmática de mercado. “A pandemia ressignificou o cuidado com a saúde e impulsionou o segmento de bem-estar como um dos mais relevantes do mercado. Isso também atraiu muitos investidores e provocou uma expansão acelerada no número de academias. Mas agora, só vai permanecer quem tiver serviço de verdade e estiver atento ao cliente”, afirma Pedroche.

Observador atento dos movimentos do setor, ele acredita que a academia do futuro será menos um espaço de máquinas e mais um hub de saúde. “As pessoas não buscam só resultados físicos, mas conexão, apoio e um estilo de vida com propósito”, diz. Na sua visão, o próximo passo da indústria passa por integrar serviços como nutrição, fisioterapia e conteúdos digitais. Pedroche também antecipa um novo ciclo de crescimento a partir de 2026, impulsionado pela popularização do GLP-1, substância usada no combate à obesidade, que deve levar uma nova geração de usuários a enxergar o exercício físico como complemento indispensável.

A trajetória até aqui começou de forma simples. Frequentador assíduo de academias desde a adolescência, Pedroche passou anos observando o funcionamento interno do setor. “Como cliente, percebi o quanto esse mercado era mal gerido, e vi oportunidade onde a maioria via rotina”, relembra. Com experiências anteriores em administração, decidiu estruturar a Force One já como uma rede, e não como uma academia isolada. A segunda unidade, inaugurada em um centro urbano maior, nasceu com conceito replicável e foco em escala.

Preço acessível – O modelo de negócios parte de um princípio claro: preço acessível não precisa significar serviço limitado. “Não somos apenas low cost. Trabalhamos com eficiência operacional, mas entregamos uma experiência que muitas academias premium não conseguem oferecer. O nosso modelo é baixo custo com alto valor”, define. O discurso se materializa em academias amplas, bem equipadas e tecnologicamente integradas, onde cada detalhe, da entrada à execução do treino, é pensado para reduzir fricções e aumentar a satisfação do cliente.

Para os próximos dez anos, Pedroche projeta um salto ainda maior. O plano é levar a marca para mais estados e consolidar um ecossistema próprio que reúna treinos, nutrição, dados biométricos e conteúdo digital em uma única plataforma. “Não queremos ser apenas uma rede de academias. Queremos ser um ecossistema de saúde e qualidade de vida, com propósito claro”, afirma. Em um setor cada vez mais competitivo, a história de Renan Pedroche se confunde com a própria transformação do mercado de academias no Brasil: menos improviso, mais gestão; menos promessa vazia, mais entrega. (Assessoria)

Foto: Divulgação