Salvação, cooperação e cooperativismo


Se a ‘salvação da lavoura’ está no cooperativismo, a salvação da humanidade está na cooperação
As três palavras têm em comum, além do ‘c’ de coração, com o aumentativo do ão, inspirando-nos a uma reflexão a partir de dois vídeos que assistimos. Um, onde o autor dividia o Evangelho em dois: o da salvação após a morte, e o ‘do reino’, em outras palavras, o da ação, com preocupação na vida física. O outro que dizia que o morador de rua não deveria receber comida, pois precisaria trabalhar para comer.
Refletíamos sobre essas postagens, quando surgiu outra, de um amigo que identifico ao final, sobre cooperativismo, e logo fizemos um link com a palavra cooperação, para conclusão, após um resumo do texto da última:
‘O cooperativismo não é apenas um sistema de organização econômica. No Paraná, representa uma cultura, uma filosofia de desenvolvimento e um dos principais pilares da transformação social e econômica do estado. Ao longo de décadas, a cooperação deixou de ser apenas uma estratégia de produção, para tornar-se parte da identidade paranaense, consolidando um modelo reconhecido nacional e internacionalmente por sua eficiência, sustentabilidade e capacidade de gerar prosperidade, que se expandiu para outros estados, como Minas Gerais.
Embora aquele estado concentre, atualmente, o maior número de cooperativas registradas no Brasil, o nosso é reconhecido como o que melhor traduz a força e a excelência do cooperativismo, em resultados concretos. O protagonismo paranaense não se mede apenas pela quantidade de cooperativas, mas pela qualidade de sua gestão, pelo elevado nível de organização, pela capacidade de inovação e, sobretudo, pelo impacto econômico e social produzido em milhares de comunidades.
Esse reconhecimento é fruto de um trabalho construído ao longo de gerações. As cooperativas paranaenses souberam unir pequenos, médios e grandes produtores em torno de um propósito comum: crescer juntos. Investiram em tecnologia, industrialização, logística, pesquisa, assistência técnica, educação e formação de lideranças. O resultado é um sistema cooperativista sólido, competitivo, capaz de agregar valor à produção, conquistar mercados internacionais e distribuir riqueza entre seus cooperados e suas comunidades.
Nos municípios onde o cooperativismo está presente, observa-se um ciclo virtuoso de desenvolvimento com geração empregos, inovação, apoio a projetos sociais, incentivo à manutenção dos jovens no campo com perspectivas de futuro. . O Paraná tornou-se uma referência porque compreendeu, antes de outros, que competir não significa caminhar sozinho. Ao contrário, a cooperação fortalece a competitividade. Quando produtores compartilham conhecimento, tecnologia, infraestrutura e objetivos comuns, todos crescem.
Essa visão transformou o estado em um dos maiores polos cooperativistas do mundo, especialmente no agronegócio, onde suas cooperativas figuram entre as mais eficientes e respeitadas do planeta. Em um cenário global marcado por desafios econômicos, mudanças climáticas e rápidas transformações tecnológicas, o cooperativismo reafirma sua atualidade. Mais do que nunca, o mundo precisa de modelos capazes de unir eficiência, inovação, inclusão e sustentabilidade. E o Paraná mostra, todos os dias, que esse caminho já existe’.
A este texto, editado do publicado por Angelo Zussa, acrescento, usando uma expressão popular, que se a ‘salvação da lavoura’ está no cooperativismo, a salvação da humanidade está na cooperação.
Podemos dizer que o Criador nos fez, pensando na cooperação mútua e Terra pode ser comparada a uma grande cooperativa, onde uns têm mais , outros menos ‘cotas’, em tese, mas na verdade todos exercemos a propriedade dos bens, em comodato. Se os grandes produtores possuem muitas, o morador de rua, que perdeu ou nunca as teve, deve ser ajudado pelo poder público, entidades assistenciais e pelos que puderem, sem preconceito e exigências.
A salvação das Almas depende da cooperação de umas com as outras. Cooperemos!
Foto: Mica Sato/Pexels
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