‘Foi um baque’

Maringaense foi quem mais perdeu com a decisão de PP e União Brasil apoiarem o pré-candidato a governador do PSD
Integrantes da bancada federal do Paraná consideram que o deputado federal Ricardo Barros (PP) foi quem mais perdeu com a decisão da maioria da federação União Progressista em apoiar o pré-candidato do PSD, Sandro Alex.
Contam que Barros já havia negociado com o senador e conterrâneo Sergio Moro a indicação de sua mulher, Cida Borghetti (PP), para ocupar uma vaga vitalícia de conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. O parlamentar também vinha negociando com o ex-juiz que virou político o comando da Casa Civil, a indicação para a vice-governadoria e a presidência ou primeira secretaria da Assembleia Legislativa para sua filha, Maria Victoria (PP).
O governador Carlos Massa Ratinho (PSD) antecipou-se a uma agenda estabelecida pelo próprio Barros, de que esperaria até o último instante para se decidir. Uma pesquisa havia sido encomendada por ele e a federação decidiria então decidiria apoiar quem estivesse na frente. Como em todas as pesquisas feitas até agora Moro aparece na frente, o governador comeu pelas beiradas, e a decisão foi antecipada – e para apoiar o pré-candidato do PSD.
Dizem que até agora Barros não se recuperou da derrota, mas teve garantido da continuidade do repasse de recursos estaduais para as obras em Maringá e passou a focar na sua reeleição e na de sua filha. “Ricardo não escondeu o baque. Nunca tinha visto ele daquele jeito, abatido”, disse um colega de bancada. (Atualizado)
Foto: Arquivo/Agência Senado
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