Moro erra agência reguladora que fiscaliza concessões do Paraná

Candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL) foi entrevistado pelo grupo RIC nesta semana e errou ao afirmar que vai “fortalecer a agência reguladora” para fiscalizar as obras das novas concessões.
O motivo é que a concessão é federal, o que torna a fiscalização uma responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestre, que é da União, e não do governo estadual.
Os seis lotes do novo pacote de concessões foram leiloados pela própria ANTT, após supervisão e anuência do Tribunal de Contas da União e transferência da gestão das rodovias estaduais que integram o programa para o governo federal. Os últimos leilões foram realizados em 2025 e algumas das principais obras do programa já estão em execução, como a duplicação da BR-277 em trechos na RMC e nos Campos Gerais.
Na entrevista (veja ao final), Moro dá a entender, sem provas, que o processo pode ser parecido com o Anel de Integração, cujos contratos mal feitos e escândalos de corrupção deixaram o Paraná sem as obras necessárias. Dessa vez, no entanto, a ANTT adotou um modelo de concessão na B3 que inclusive tem dispositivos que travam a cobrança de pedágio se as obras não forem executadas.
O modelo é tão inovador, aliás, que está sendo usado pela ANTT para concessões em outros estados. Ele foi organizado pelo Governo do Paraná em parceria com o então presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Tarcísio de Freitas, que deram aval para a nova modelagem, a quem Moro garante apoio incondicional. (Assessoria)
Foto: Arquivo
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