É maltratada demais a terra/mãe


Há quem aposte em que a desordem global seja sinal do fim do mundo. A propósito, as versões são muitas
O El Niño passou a ser a justificativa mundial a todas as violências contra a terra/mãe. Assim, fica mais tranquila a posição do seleto grupo nuclear do planeta para prosseguir os testes com as ogivas nucleares. Nos redutos das explosões, a temperatura se eleva a 100 milhões de graus de calor Celsius e, portanto, mais elevado que o calor do núcleo do sol. Felizes ante o “sucesso” Trump e Putin se alegram, já que os EUA e Rússia são os donos da quase totalidade das 12.500 ogivas nucleares existentes. Ora, o impacto de cada bomba termonuclear testada circula por ao menos três vezes ao redor da terra. Bolas de fogo sobem até 40 quilômetros, ensejando radiação que chega a danificar até mesmo os satélites.
E prosseguimos imaginando que o El Niño seja o único vilão dos excessos de temperatura que nos atormentam. O planeta está rebelde – é a afirmativa usual. Conhecemos toda a geografia das placas tectônicas , mas insistimos em sobre elas construir, isso quando não se edificam moradias até nas profundezas de áreas vulcânicas.
Tragédias sucedem- se por incêndios ou inundações descomunais. O CO2 reina absoluto. Usinas termoelétricas continuam sendo implantadas. Pen semos nos gases do efeito estufa gerado pela somatória mundial de veículos, aviões, navios, destruição de florestas que absorviam o CO2, os oceanos cada vez mais convertidos em lixeiras planetárias, o poluidor universal denominado plástico, os leitos dos rios mais e mais invadidos por toda sorte de detritos.
Há quem aposte em que a desordem global seja sinal do fim do mundo. A propósito, as versões são muitas. Quando estive na elevação do Jardim das Oliveiras, o guia israelense fez questão de destacar a localidade percorrida por Jesus Cristo montado num jumento sob os aplausos da multidão clamando “hosana ao Filho de David”.
– E estão vendo este vale? perguntou. É o vale do Hebron. É aqui que acontecerá a segunda volta de Jesus para julgar a humanidade.
São várias as versões quanto ao final dos tempos.
Despreocupado quanto às agressões ao planeta, Trump determinou o reinício dos testes nucleares, enquanto as próprias crateras da lua passam a ser vistas como excelentes depósitos de lixo, depois que se tornarem rotineiras as viagens ao satélite que tanto nos encanta.
(*) Tadeu França, professor e deputado federal constituinte
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