Rejeição a data centers cresce entre eleitores nos EUA e é alerta ao Brasil

Candidatos ao Planalto incentivam construção de centros de dados de forma genérica, mas americanos mostram que população vê mais prejuízos do que ganhos, diz reportagem do Valor Econômico

Reportagem de Anaïs Fernandes publicada hoje no jornal Valor Econômico destaca que os data centers se tornaram um dos temas centrais das eleições de novembro nos Estados Unidos. A rejeição da população americana à presença dessas instalações cresce por todo o país e é bipartidária, com democratas e republicanos citando temores de impactos sobre recursos naturais e qualidade de vida. O tema também interessa ao Brasil, já que o estímulo a centros de dados é um dos raros consensos entre os candidatos à Presidência.

Os EUA são o país com a maior concentração de centros de dados no mundo, com 4.767 instalações, segundo o Data Center Map. A China está em quinto, com apenas 376. Já o Brasil tem 218, a maioria (59) na cidade de São Paulo.

Os candidatos brasileiros ao Planalto que aparecem em primeiro, segundo e terceiro lugares nas principais pesquisas de intenção de voto mencionam o incentivo a data centers no país em seus programas de governo, mas Lula (PT) e Ronaldo Caiado (PSD) são os que apresentam propostas menos genéricas, com previsão de contrapartidas sociais e ambientais (leia mais).

Em Maringá, anunciou-se em janeiro do ano passado que a cidade teria o maior data center da América Latina, mas o processo junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para a autorização de uma Zona Processamento de Exportação sequer havia sido iniciado neste segundo semestres.

Foto: İsmail Enes Ayhan/Unsplash