“Duas obradas e grandes obradores”
Minha avó, na sua ignorância e sabedoria de analfabeta, usava o verbo obrar, que segundo os dicionários significa, também, defecar, sempre que se referia à necessidade fisiológica, chulamente chamada de cagar. Deste verbo surgiu uma expressão, com o qual não concordo muito, por ser igualmente chula, para definir algo que se faz de errado, ‘cagada’, prefiro usar, lembrando minha avó, ‘obrada’.
A propósito das denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes e Dnit, envolvendo Maringá, entendo que duas grandes obradas com o dinheiro público são a construção do Contorno Norte e o rebaixamento da linha férrea. Sobre o contorno, não entendi aqueles grandes viadutos ou pontilhões, na entradas de Sarandi e próximo da Coca-Cola. Será que se o dinheiro fosse deles, fariam aquilo? Não ficaria mais barato colocar semáforos, por exemplo? Mas este é só um detalhe para facilitar o superfaturamento, provavelmente. Quanto ao rebaixamento da linha férrea, este último aditivo de R$ 48 milhões para 600 metros da 19 de Dezembro até a Arlindo Planas (rebaixamento desnecessário, na minha opinião), pois bastaria um túnel na passagem da Arlindo Planas, é outra grande obrada.
E quem são os ‘obradores’? Os nomes bem conhecidos, começando por um ex-deputado federal que se gaba de trazer muitos recursos para ‘obras’ e passa por todos aqueles citados pelo amigo que tem cobrado meus comentários. Meu caro anônimo, todos eles, neste caso, são grandes obradores e você e todos os mais atentos devem ter percebido que nós estamos falando há muito tempo, até da possível entrega do jogo, como parte das negociações. Mais explícito que isto, só sexo em filme pornô (dizem, nunca assisti).
Akino Maringá, colaborador
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