Quando a ficção mostra realidades
Novelas, certamente, não são os programas prediletos de muitos, mas temos que reconhecer que algumas , ultimamente, têm tratado de temas de grande utilidade para a sociedade, mostrando a realidade das drogas, homossexualidade, preconceitos religiosos, dentre outros, chamando-a à reflexão.
Em Esperança, exibida em 2002 pela Rede Globo, o autor trouxe à discussão as “influências espirituais”, assunto que mereceu destaque jornalístico, também, através do Globo Repórter e no Fantástico. Realidade ou ficção? Vejamos :
Um sério problema da existência humana é a influência exercida por Espíritos perturbados ou perturbadores.
Essa realidade, às vezes fantasiada, o que deu origem à figura mitológica do demônio, de certa forma, sempre foi admitida em todas as culturas religiosas.
A Doutrina Espírita, que tem o grande mérito de mostrar-nos que a vida não se encerra no túmulo, oferece informações preciosas, que ajudam a enfrentá-la com serenidade.
Com ela aprendemos que essa influência não é exercida por supostos seres infernais, (demônios) devotados ao mal eterno. São apenas seres humanos desencarnados ou almas dos mortos, que continuam sendo como eram quando vivos, muitos sem informações da sua nova realidade, mas que pelas leis da evolução, mais cedo ou mais tarde, serão conduzidos aos roteiros do bem, já que para isso fomos criados e Deus não falha jamais em seus objetivos.
A presença desses Espíritos se faz sentir em nós na forma de sentimentos, idéias, sensações e desejos que nos envolvem sutilmente, sem que saibamos definir com exatidão a sua origem.Uma tristeza repentina, um inesperado envolvimento passional, intraduzível ansiedade, impulsos agressivos, idéias negativas, sensações desagradáveis, impertinentes males físicos- tudo isso pode estar associado à presença de Espíritos que se aproximam, atendendo a variadas motivações.
Pode tratar-se, como diriam alguns, de “alma penada”, que precisa de socorro. Raras são as pessoas que estão preparadas para a morte. Falta-lhes conhecimento. Ligam-se tão intensamente aos interesses materiais que ao “morrerem” não apresentam a mínima condição para reconhecer onde estão e o que lhes compete fazer.
Considere-se que o Plano Espiritual, a morada dos Espíritos, não é um lugar distante das cogitações humanas. Ele é tão somente uma projeção da terra. Começa exatamente aqui, onde estamos e aqui ficam aqueles que “morrendo” estão presos às ilusões humanas.
Espíritos assim podem permanecer no próprio lar, ao lado de familiares sem serem percebidos aos olhos dos “vivos”. Ignorando a sua nova condição, solicitam ajuda e se desesperam ao sentir que não são atendidos. Se alguém da casa tem razoável sensibilidade psíquica, passa a sentir o mesmo que sente o “morto”, o que explica sintomas que não são detectados em exames.
As situações aqui descritas configuram uma obsessão pacífica , já que o “morto” não pretende dominar ninguém, não tem noção do que faz.”O tratamento não é difícil, mas existem casos mais complexos, de dominação.
O Espiritismo trata tais casos sem, altares, imagens, velas, paramentos, bebidas, incenso, fumo, cristais búzios ou outros objetos e rituais. Seus instrumentos são O Evangelho, orações, diálogos, amor, esclarecimentos. Atende a todos sem nada cobrar, sem exigir adesão ou mudança de religião.
Na Doutrina Espírita não restam dúvidas que as influências espirituais são realidade. Outras admitem as boas, como o caso dos Santos da igreja, espíritos bons. Por analogia é de se concluir que os “não bons”, também influenciem.
Valcir Martins – Administrador, Maringá