Gemidos e ranger de dentes

Li no blog do Linjardi e reproduzo: “Sob uma avalanche de protestos, gritos e xingamentos, Mário Hossokawa, presidente da Casa, deu a sessão por encerrada. Os vereadores rejeitaram por oito votos a sete o pedido de entrada, em regime de urgência, o projeto que prevê o fim do cadastro para quem tem interesse em construir casas geminadas. Antes da sessão o prefeito ligou para vereadores da base aliada, pedindo apoio, para que o projeto não entrasse em votação. Entre os que receberam a ligação estava o vereador Wellington Andrade (PRP). “O prefeito pediu para a gente segurar”, confirma. Apesar do pedido, ele votou a favor da votação do projeto, junto Humberto Henrique (PT), Manoel Sobrinho (PCdoB), Mário Verri (PT), Marly Martin (DEM), Belino Bravin (PP) e Flávio Vicente (PSDB).Votaram contra a entrada da matéria na sessão de hoje Cardos Eduardo Saboia (PMN) — ele mudou de ideia, porque havia garantido que votaria pelo fim do cadastro –, John Alves Correa (PMDB), Paulo Soni (PRP), Luiz do Postinho (PRP), Heine Macieira (PP), Márcia Socreppa (PSDB), Aparecido Domingos Regini (PP) e Mário Hossokawa (PMDB).Presidente da Casa, Hossokawa fugiu da rotina e participou da votação. Caso não o fizesse, teria de dar o voto de desempate, o que aumentaria seu desgaste diante do público. Com o pedido de entrada para votação em regime de urgência, o projeto segue agora os ritos normais da Câmara, passando pelas comissões. Não há previsão de quando ele volte para ser votado.

Meu comentário: O presidente Hossokawa poderia ter entrada para história, por sua independência ao relação aos Barros, mas capitulou, fraquejou. Lembrei do delegado Batoré de Cordel Encantado. E o dr. Heine? Que lástima a sua postura, aquelo sorriso irônico, debochado, a maneira como se conduziu no pequeno expediente. Lamentável.

Akino Maringá, colaborador