Crime da canafístula ainda impune

A postagem abaixo me fez lembrar que recebi a homenagem porque, além de publicar denúncias de cortes ilegais de árvores em Maringá, por ter subido numa canafístula centenária que, infelizmente, depois do acordo no papel de que ela não seria derrubada, foi cortada por ordem do prefeito Silvio Barros II (PP). Há uma ação judicial contra os que assumiram as ordens do chefete, no caso o então secretário de Meio Ambiente e seu imediato. Mas, apesar de ter acontecido um acordo também no Juizado Especial Cível, antes da homologação os dois voltaram atrás e o caso passou a seguir o ritmo lento da justiça comum. Ou seja, o crime cometido contra o meio ambiente na administração Barros continua impune.

No início do mês, a Turma Recursal Única atendeu recurso feito pelo ex-secretário Diniz Afonso e Edson Evilásio Cantadori Filho no Juizado Criminal (um dos advogados, vejam só, chegou a presidir o Conselho Municipal de Meio Ambiente – claro, na gestão do ímprobo), que alegavam a incompetência do Jecrim para julgar este tipo de crime, declarando nulo o processo a partir do oferecimento da denúncia na esfera criminal e determinando o retorno dos autos à origem. Em Maringá, portanto e por enquanto, f(*)der a natureza continua compensando.