Parábola do mau maringaense
Sexta-feira, sagrada para muitos, antes de dormir li esta postagem do Messias Mendes: “Umberto Crispim chegava a espumar pelos cantos da boca quando falava de Ricardo Barros para todo mundo ouvir ali pelos lados da Banca do Massao. Foi, durante muitos anos, o político que mais deitava falação sobre RB, seu maior desafeto. Mas na política fisiológica, onde o que fala alto são interesses pessoais e de grupos, tudo pode acontecer. Hoje, Ricardo e Crispim estão juntos na disputa eleitoral, “para o bem de Maringá” e em nome de uma lógica partidária torpe que, mais dia, menos dia, sempre coloca os iguais do mesmo lado.”
Adormeci e tive um sonho, onde uma voz me disse: “Filho, não se atormente, vou contar-lhe uma história, mas não a interprete ao pé da ‘palavra’: – ‘Havia um homem que passava por dificuldades, por estar desempregado e faria qualquer sacrifício para resolver a situação, ainda que indiretamente. Um cavalheiro, devoto de São Paulo e São Bernardo, ofereceu ajuda , mas apesar de todos os esforços junto ao governo federal, não logrou êxito. Um segundo cavalheiro, sem richa com os secretários, prometeu que a solução poderia vir do governo estadual, mas também fracassou. Então surgiu um poderoso chefe de governo municipal, que antigamente poderia ser chamado de chefe dos publicanos( cobradores de impostos), e resolveu o problema, dando tudo que o aquele homem e seu grupo precisavam, merecendo assim eterna gratidão.
Mas esta não é a parábola do bom samaritano, perguntei. Não, esta é a do mau maringaense, respondeu a voz. Os dois cavalheiros que tentaram ‘ajudar’, e não conseguiram, merecem o perdão, pois não consumaram o pecado. O atendido também pode ser perdoado, pois não sabe o que é o trabalho (…) (que não seja pago pelo erário). Já o chefão, que usou o dinheiro dos impostos dos maringaenses, não para ajudar um grupo de necessitado, mas em defesa dos seus interesses, precisa ser contido para não continuar a fazer tanto mau aos contribuintes”.
Hoje acordei com um grilo na cabeça, sem entender o sonho. Vou tirar um tempinho, alguns minutos de televisão e rádio O que acha, Fuji?
Akino Maringá, colaborador
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