Esquecimento ou má-fé?

Completando a postagem anterior, fiquei intrigado com o ano em que o vereador Heine disse que tinha decidido se candidatar a vereador, 2007. Ouvi diversas vezes sua fala e entendi que ele quis passar a impressão que ali tinha decidido entrar para a política, mas lembrava e fui confirmar no site do TSE, que ele fora candidato em 2004 e não eleito, foi nomeado secretário de Saúde, de onde saiu após sofrer críticas violentas do atual candidato a prefeito, de seu partido, Pupin em entrevista à CBN, em uma das inúmeras vezes em que substituiu o titular que estava viajando. Por que omitiu isso? Esquecimento ou má-fé?, diria ele, se a falha fosse de outro colega.
Quero acreditar que tenha sido esquecimento. Se foi confiando o esquecimento do eleitor (dizem que brasileiro tem memória fraca), se enganou em relação a este modesto colaborador. Tenho uma memória prodigiosa e lembro de tudo de mau que o grupo ao qual pertence o vereador tem feito para a cidade. O chefão é tão nocivo a Maringá, como Sarney está para Maranhão, ACM para BA, Jader Barbalho para o Pará, só para citar alguns exemplos. Os poucos minutos de gravações de conversas telefônicas que foram divulgadas são uma pequena amostra que como ele cuida só dos seus interesses. Se o vereador Heine se considera um exemplo de honestidade, deveria assinar o requerimento da CPI. Se não está percebendo tudo de errado que aconteceu até aqui, nesses oito anos de gestão, deveria desistir de ser vereador, por incapacidade.
Estou confuso. De emocionado com a desprendimento de quem teria entrada para política, por ser honesto, exemplar, e para mudar a credibilidade dos políticos, fiquei revoltado com a tentativa de enganar o eleitor, com uma fala macia. Mas lhe dou o direito da dúvida. Pode ser que tenha esquecido de tudo, e realmente não percebe o mal que seus chefes representam para a administração pública , não só em Maringá. Neste caso, seu amigo deveria aconselhá-lo a desistir da política.
Akino Maringá, colaborador