Brasil

Delta também financiou a campanha de Dilma

De Cláudio Humberto:
É longo o braço da Delta nas campanha eleitorais. Segundo registra a Justiça Eleitoral, a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, em 2010. E se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões.

Ditadura tinha fornos crematórios

De Cláudio Humberto:
O livro “Memórias de uma guerra suja” (Top Books, Rio), dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, vai mudar versões consolidadas de fatos da História recente, e dará relevância definitiva à Comissão da Verdade, no Congresso. Nele, há revelações bombásticas, como a existência, até hoje desconhecida, de fornos crematórios onde o regime militar dava sumiço a presos políticos mortos sob tortura ou em tiroteio. Um deles funcionava em uma usina de Campos município do norte fluminense.

Brinquedo novo

Da coluna Radar, da Veja:
Ratinho resolveu trocar de jatinho. Vendeu o seu antigo King Air B200 por 2 milhões de dólares à dupla sertaneja Bruno & Marrone e, de quebra, comprou um novinho em folha da Embraer, avaliado pelo dobro do preço.

Cachoeira e a CPI

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Zíper aberto – O empresário do jogo Carlinhos Cachoeira afirmou não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que “está louco” para falar.
Eu te conheço – Um de seus interlocutores diz ter entendido que Cachoeira quer, antes de mais nada, passar “recados” a seus críticos. Mas sem, a princípio, revelações bombásticas e comprometedoras.
De outros carnavais – O mesmo interlocutor afirma que Cachoeira caiu na gargalhada ao ver a lista de parlamentares que fazem parte da CPI que o investigará. Afirmou estar curioso para saber as perguntas que alguns integrantes, que conhece, farão no dia em que ele for depor na comissão.

Mídia

O assassinato do jornalista Décio Sá no Maranhã mostra que no Brasil impera uma espécie de bangue-bangue sem ética. Sim, porque o bangue-bangue praticado no velho oeste americano pelo menos cultiva alguma ética. Por exemplo, não se podia matar o outro pelas costa, como ocorreu com Décio. Ele mantinha um blog parecido com o do Rigon em Maringá. Sempre fazendo o contraponto e mostrando que o outro lado existe. E por falar em assassinato de jornalista, a quantas andam as investigações da morte do radialista Carvalho Júnior, em Foz do Iguaçu?
Donizete Oliveira

Roda Viva

O economista Paul Singer, secretário Nacional de Economia Solidária, foi o entrevistado do programa ‘Roda Viva’ da TV Cultura de São Paulo, na última segunda. Ele falou, entre outras coisas, sobre a Felicidade Interna Bruta (FIB), adotada pelo Butão. Singer disse achar interessante o FIB e, quem sabe, pode se tonar norma para outros países substituindo o Produto Interno Bruto (PIB).
Donizete Oliveira

Prevenção contra a corrupção

Sepúlvela Pertence e Edmar Arruda
Em audiência pública realizada ontem, com a presença do presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, ministro Sepúlveda Pertence, o presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal, deputado Edmar Arruda (PSC) defendeu o uso de ações preventivas pelos órgãos do Estado responsáveis pelo combate à corrupção. Para ele, “é necessário que o aparato estatal pare de agir somente diante dos escândalos revelados pela mídia e passe a conduzir as ações de forma preventiva. Precisamos que o Estado retome o protagonismo nessas discussões”. O ministro Sepúlveda Pertence falou sobre o trabalho da Comissão de Ética da Presidência da República e admitiu que há assuntos pendentes, aguardando a manifestação de alguns membros do governo.

Lente embaçada

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Os óculos ficaram em segundo lugar na lista de produtos mais apreendidos pela Receita em 2011, atrás apenas de CDs e DVDs. O número de itens confiscados subiu 120%: de 8,6 milhões em 2010 para 19 milhões. O Ministério da Justiça envia hoje à feira Expo Abióptica, em SP, representante para discutir o problema com o setor.

Angolano mediou doação de Cachoeira a Lula

De Cláudio Humberto:
Ex-assessor e amigo do peito de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda do governo passado, Rogério Buratti, que pode ser convocado à CPI do Cachoeira, apontou o angolano Roberto Kurzweil como intermediário da suposta doação de R$ 1 milhão à campanha presidencial em 2002, sob o compromisso de o presidente legalizar os bingos. O doador, disse Buratti, foi o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Lula fura fila no Sírio Libanês

De Cláudio Humberto:
Lula encontra todos os dias pelas 9h, no hospital Sírio Libanês, quase os mesmos pacientes em tratamento contra câncer ou fonoaudiologia, como ele. Todos os dias, a mesma desfeita: com ajuda de seguranças, ele fura a fila do elevador que leva doentes à radioterapia e outros setores. Após inúmeros dias fazendo a mesma coisa, esta semana um paciente reclamou. Ele fez que não ouviu, e furou a fila novamente.
Simpatia – Encantador, o ex-presidente Lula sempre cumprimenta os pacientes quando chega ao hospital, mas não abre a mão de furar a fila.

Estranho

De Jânio de Freitas, na Folha de S. Paulo:
A solução dada à injustificável prisão de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em penitenciária de segurança máxima no Rio Grande do Norte, sob isolamento total, mantém o injustificável. Transferido para Brasília, foi posto em uma cela com outros 22 presos.
Como lembrou o senador Pedro Simon, Carlos Cachoeira, em tais condições e com tantas pessoas em situação problemática por sua causa, pode ser assassinado na prisão sem dificuldade. Não há como admitir que o tratamento dado a Carlos Cachoeira não seja deliberado.

Da enfermaria para a UTI

De Josias de Souza, em seu blog:
Saiu mais uma pesquisa do Datafolha. Tomada pela fachada, faz reluzir o já sabido: a popularidade do governo Dilma sobe. Foi de 59% em janeiro para 64% agora. Tomada pelo miolo, acende uma luz no fim do túnel da oposição. Luz vermelha. (…) Nos últimos tempos, a oposição mata o tempo perguntando a si mesma –e não respondendo— que diabo, afinal, está fazendo neste mundo. Considerando-se os dados da sondagem, a resposta é nada. Frequenta a cena como visita. Quem tenta dar-lhe ouvidos ou escuta o silêncio ou não entende o que ouve. (…) O Plano Real é sonho velho. A estabilidade econômica foi como que apropriada por Lula. Ou a oposição coloca de pé uma utopia nova ou vai continuar arrastando a bola de ferro que torna os seus candidatos os mais cotados para fazer de um petista o próximo presidente da República.
Leia mais.

Rumo ao sul

De Cláudio Humberto:
Delegado da PF, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) vai convocar o ex-governador Roberto Requião, que acusou o governador do Paraná, Beto Richa, de contatos com Cachoeira. Richa nega.

Corrupção: crime contra a sociedade

De Leonardo Boff:
Segundo a Transparência Internacional, o Brasil comparece como um dos países mais corruptos do mundo. Sobre 91 analisados, ocupa o 69% lugar. Aqui ela é histórica, foi naturalizada, vale dizer, considerada com um dado natural, é atacada só posteriormente quando já ocorreu e tiver atingido muitos milhões de reais e goza de ampla impunidade. Os dados são estarrecedores: segundo a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), anualmente, ela representa 84.5 bilhões de reais. Leia mais.

Suposta doação de Cachoeira a Lula arrepia o PT

De Cláudio Humberto:
Fantasmas da história recente andam assombrando lideranças do PT que veem na CPI do Cachoeira a chance de vingança dos adversários. É o caso da revelação à CPI dos Bingos, em 2004, feita por Rogério Buratti, amigo e ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci: uma suposta doação de R$ 1 milhão do bicheiro Carlinhos Cachoeira à campanha de Lula, através de empresas de jogo do Rio e São Paulo.

Querem apagar os crimes do mensalão

De Daniel Pereira e Hugo Marques, na Veja desta semana:
Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las. O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado. A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo STF da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão. Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”. Leia mais.

Um alento no STF

Nas páginas amarelas da revista Veja desta semana, o ministro Ayres Britto, que vai assumir o STF no próximo dia 19, disse que sua prioridade será o combate à corrupção e que é preciso fazer valer a Constituição, que prevê que atos de improbidade importarão em perda da função pública, indisponibilidade dos bens, suspensão dos direitos políticos e ressarcimento ao erário. “É pela corrupção que falta dinheiro para programas sociais de primeira grandeza como a moradia, o transporte, a assistência à infância e à adolescência”, afirmou.
A declaração é um alento. O caso da Tenda dos Milagres, ocorrido em 1992, que lesou os cofres municipais de Maringá em valor nunca dimensionado, ainda aguarda a execução da sentença de condenação dos envolvidos – o principal deles, o atual secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, Ricardo Barros (PP).

Projeto aprovado

Vandré Fernando informa, em seu blog, que o senador Álvaro Dias entrou em contato para informar que o PLS 278/2009 [que prevê concessão de direitos trabalhistas a conselheiros tutelares] foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Direitos Humanos do Senado vai à Câmara dos Deputados. “Parabéns conselheiros tutelares por estarem sendo reconhecidos. Obrigado, senador Álvaro Dias”, acrescentou.

Conselho de amigo

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Amigo – Lula telefonou para Eike Batista para se solidarizar com ele pelo acidente que envolveu Thor, filho do empresário, e um ciclista que morreu depois do choque.
Amigo 2 – Lula aconselhou Eike a amparar a família da vítima. E a não mais discutir o caso pelo Twitter, como o empresário vinha fazendo dias depois da tragédia.

Até médico ‘surtou’

De Cláudio Humberto:
Ministros, presidentes de estatais, governadores: ninguém escapa da fúria da presidenta, nem mesmo quem cuida do bem mais precioso – a saúde. Cansado das humilhações diante de assessores, um médico que acompanha Dilma teve um esgotamento nervoso e pediu “baixa” do cargo na Presidência. Militar, ele teria também teria pedido baixa da Marinha, temendo “perseguição”, e não quer seu nome divulgado.
Luluzinhas – Ao contrário da era Lula, Dilma tem um staff feminino até no avião presidencial. Agora duas médicas a acompanham full time.

Projeto prevê cadastramento de torcedor

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na semana passada o projeto de lei do deputado federal Ratinho Junior (PSC) que estabelece que os torcedores e frequentadores dos estádios e demais locais de realização de eventos esportivos, com capacidade para mais de 20 mil pessoas, deverão ser cadastrados para monitoramento e eventual utilização em possíveis inquéritos policiais. De acordo com a proposta, os torcedores e frequentadores deverão ser cadastrados no ato da aquisição dos ingressos mediante apresentação de documento oficial e comprovante de endereço. Continue lendo ›

Projeto obriga divulgação de telefones úteis

O deputado federal Edmar Arruda (PSC) apresentou esta semana projeto de lei que obriga os veículos de comunicação social a divulgar números de telefone de utilidade pública. A obrigação atingiria os veículos “independentemente da sua periodicidade e do suporte tecnológico de que se utilizam”. Em local de destaque e fácil acesso, eles deverão telefones de serviços públicos de emergência, delegacias especializadas no atendimento à mulher, disque-denúncia, secretarias estaduais de direitos humanos, conselhos tutelares, entre outros.
“Além dos serviços públicos de emergência tradicionalmente considerados (polícia civil, polícia militar, polícia rodoviária, defesa civil, corpo de bombeiros e salva-vidas), devem ser incluídos nesse rol os serviços destinados a denúncias e à proteção de minorias em situação de risco, tais como mulheres, crianças e idosos. Continue lendo ›

Calote collorido

De Izabelle Torres, na IstoÉ desta semana:
Aos 47 anos, Rosane Malta é uma mulher decidida a reconstruir a própria vida. Desde que se separou do ex-presidente Fernando Collor, a primeira-dama do impeachment vive uma verdadeira saga. Em busca de uma pensão alimentícia determinada pela Justiça e do direito de dividir com Collor parte do patrimônio milionário acumulado durante o casamento, Rosane moveu, em 2008, duas ações contra o ex-marido. Mas a partir daí começou a provar o gosto amargo de ser adversária do poderoso senador por Alagoas. Advogados abandonaram seu processo sem maiores explicações, magistrados protelaram o desfecho do caso e depois se declararam impedidos de prosseguir com o trabalho e agora o Tribunal de Justiça demora a indicar um substituto para a juíza Nirvana Coelho, a última a desistir da ação. O drama vivido pela ex-primeira-dama é um retrato da influência política na terra dos marechais. “Aqui acontecem coisas muito estranhas, difíceis de acreditar. O Fernando controla tudo de uma forma assustadora. E ninguém tem coragem de enfrentá-lo”, diz Rosane. Leia mais.

O legislador e o fora da lei

De Marcelo Rocha, Murilo Ramos e Andrei Meireles, na revista Época desta semana:
Qual é o papel de um líder? Conseguir que outros o sigam. Inspirar seus subordinados por meio de suas próprias ações. Servir de exemplo para as futuras conquistas de um corpo coletivo. O senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, liderava seu partido no Senado Federal. Suas palavras e atitudes, apoiadas num passado de credibilidade no mundo jurídico e como secretário da Segurança Pública de seu Estado, eram respeitadas na cena política nacional. Não mais. Documentos e escutas telefônicas revelados nas últimas semanas mostram que, em vez de representar seus mais de 2 milhões de eleitores, Demóstenes se concentrou em defender os interesses de um único cidadão brasileiro: o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Demóstenes fez lobby para Cachoeira no Congresso Nacional, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na Infraero, empresa responsável pela infraestrutura dos aeroportos do país. Leia mais.

Um ano da tragédia

A tragédia causada pelo tsunami que devastou a região nordeste do Japão completou um ano dia 11 de março. Luiz Nishimori (PSDB) registrou seu apoio às vítimas da catástrofe e enalteceu a capacidade do país em se reerguer. A notícia foi destacada ontem pela Rádio Câmara na Voz do Brasil.

Ela estava furiosa

De Cláudio Humberto:
O governador é aliado da presidenta Dilma, mas acha que ela precisa mudar ou perderá apoio dos aliados, da classe política e até do eleitor. Ele estava no Planalto, dia desses, quando houve uma cena bizarra: Dilma machucou o pé após um violento pontapé na porta de aço do elevador. Queria ir ao gabinete da ministra Gleisi Hoffmann, mas o elevador não se encontrava à sua espera, como deveria. “Ela estava com raiva. Pior: furiosa”, conta o governador, que teme ser identificado.
Estava ocupada – Dilma se irritou porque Gleisi não atendia ao telefone. Nem poderia: ela estava reunida com um importante embaixador estrangeiro.
Pavio curto – Impaciente, Dilma saiu para um pequeno corredor, atrás do gabinete, mas seu elevador privativo não estava no 3º andar. Ela explodiu de ira.
Andar de cima – O gabinete de Dilma fica no 3º e o de Gleisi no 4º andar do Planalto. O elevador privativo liga os quatro andares à garagem, no subsolo.

Requião e Dilma

Do senador Roberto Requião (PMDB), que, acreditem, está em alta para 2014, no Twitter:
– Dilma que tem discurso progressista acena para o “mercado” e para o capital vadio com a privatização da previdência.