Bronca

Atendimento no Samu

Leitor diz que é lamentável o que passou ontem, quando precisou da ambulância do Samu para atender sua ex-sogra, que é acamada e estava passando mal. “Desde sexta-feira tudo que ela colocava na boca ela vomitava, então minha ex-mulher ligou pro Samu às 12h20; estive lá às 13h35 e a ambulância não havia chegado. Então liguei e fui atendido por uma mulher muito educada que tentou transferir a ligação nem sei pra quem mas em duas tentativas a ligação caiu; às 14h23 liguei novamente (toda vez que eu ligava eles me perguntavam o que ela tinha, mas nada da ambulância) e me irritei quando a telefonista me passou pra que eu falasse com um homem que foi super mal-educado comigo. Quando me perguntou o que tinha minha ex-sogra, falei “vou explicar de novo”, ele me cortou e disse “é a primeira vez que você explica”, eu pedi mais educação pra ele pois já fazia mais de uma hora que eu estava falando a mesma coisa e nada de ambulância, resumindo eu tenho a gravação dele falando comigo. Essas pessoas têm que ter mais respeito com quem precisa deles, é muito humilhante.”

Os óbitos do Contorno Norte

A respeito da morte do ciclista Dejair Aparecido dos Santos, 56, hoje à tarde na BR-376, perto da Noma, em Sarandi, atropelado por um caminhão quando tentava cruzar a pista, o leitor Ricardo escreve: “Neste momento de dor e revolta da família, é injusto e desumano procurar culpados… Mas é revoltante ver como as pessoas são tratadas pelos responsáveis da construção do Contorno Norte, não sei se o Dnit, a prefeitura ou a Sanches Tripoloni, estão contabilizando as vidas perdidas por causa desta obra maldita. Maldita porque fez uma exclusão dos cidadãos que estão dentro e fora do entorno, maldita porque a empreiteira não sinaliza, não coloca muretas nos ¨precipícios” da futura via, maldita por construir meia ponte na travessias suspensas… Maldita, pela prova de vida ou morte que o trabalhador passa todo dia no trecho remendado que liga o Contorno Sul e o Contorno Norte, entre Maringá e Sarandi, pista cheia de ondulações, buracos, demarcações confusas, espaço insuficiente para dois veículos grandes andarem lado a lado. Uma idéia para o jornal O Diário colocar na capa de domingo: “Os benefícios, o valor, os transtornos, os óbitos, do Contorno Norte”.

Deu no que deu

Na avenida Petrônio Portela, entre a Gastão Vidigal e a José Alves Nendo, em Maringá, o leitor via que a qualquer hora iria acontecer algo, pois ao construir a segunda pista a prefeitura deixou um poste no asfalto. Agora, o poste está rrebentado; ao lado dele, há um outro, no meio-fio.

O cruzamento continua problemático, por causa de um projeto de rotatória, que não é rotatória nem aqui nem na China, pois é pequeno e não impede os carros de correrem quando passam por ali. O problema não é novo, ninguém se mexe para fazer uma rotatória decente – e a Setran é ali perto.

“Fomos separados do resto de Maringá”

O leitor Paulo pede que se lembre à Prefeitura de Maringá para dispensar alguma atenção aos chamados “bairros de divisa” e cita como exemplo o Parque Residencial Regente, Zona 36. “É um bairro com mais de 12 anos de existência, na divisa com Sarandi, porém nunca foi contemplado com benfeitoria do município. Somos discriminados. Não existe transporte público, praças, ATIs, creches, nada. Sem contar o monte de terrenos vazios – incluindo um de propriedade da Prefeitura de Maringá – cheios de mato e juntando lixo. Além disso, fomos separados do resto de Maringá pelo Contorno Norte. Pedimos a ligação das ruas do bairro com a marginal do contorno e nada feito: recebemos um sonoro não. É uma vergonha”.

Um trajeto complicado

Do leitor:

Neste 15 de maio, dia da Prova Rústica Tiradentes, os organizadores do circuito conseguiram se superar: foi o pior domingo no centro para quem estava de carro. Fizeram um trajeto impedindo praticamente qualquer ida ou vinda dentro do centro da cidade. Por que não realizar o trajeto em áreas sem grande fluxo de veículos? Eu sei a resposta, é para a administração cidadã aparecer como realizadora de algo, no caso a prova rústica, que sempre existiu e não precisa ser apadrinhada por nenhum político.