Leitura

Trova

Saibam todos que o trabalho
ao homem bom enobrece;
mas quem não pega no malho,
seu espírito empobrece!
Maurício Friedrich

Trova

Coração de mãe é grande,
infinito como o amor.
Sua ternura se expande
como o perfume da flor!
Cônego Telles

Trova

Nunca mostres apatia
diante da luta na vida,
mas brinda com simpatia
e a inércia será vencida!
Mª Luíza Walendowski

Trova

Nos garimpos desta vida,
que o destino abandonou,
eu sou bateia esquecida
que nem cascalho pegou.
José Valdez

Trova

Vinde, andorinhas, no estio,
festivas em tarde mansa,
pousar no último fio
que me resta de esperança!
José Messias Braz

Trova

Errar nunca foi demérito,
e eu também estou sujeito.
– Nem mesmo o velho pretérito
é totalmente perfeito.
A. A. de Assis

Trova

Tive tantas namoradas…
Tantas… Tantas… Que castigo!
Hoje estão todas casadas;
nenhuma delas comigo!
Hélio Azevedo de Castro

Trova

Tentando aparentar trinta,
o cinquentão se “ferrou”.
Comprou um estoque de tinta,
mas… o cabelo acabou.
Wandira F. Queiroz

Trova

Alvo da própria pirraça,
o Zé caiu do cavalo;
em vez de ganhar a taça,
na testa ganhou um galo.
Istela Marina

Trova

Um eremita perfeito
eu encontrei certo dia…
Era tão chato o sujeito
que de si mesmo fugia.
Olympio Coutinho

Trova

A resposta custou tanto,
demorou tanto a chegar,
que a esperança, lá num canto,
envelheceu de esperar.
Lucy Sother da Rocha

Trova

Ciúme não é tolice;
ciúme é medo, meu bem.
Medo de ver o que é nosso
sendo dos outros também.
Adriano Carlos

Nos passos de Santa Rita de Cássia

capalivro
A Editora Paulus anunciou a publicação e liberou a capa do mais novo livro do professor  e escritor maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi, “Nos Passos de Santa Rita de Cássia”. O livro, explica a contracapa, “coloca você diante de uma experiência espetacular. Durante 30 dias você terá a oportunidade de conhecer e viver de perto o cotidiano de uma discípula e missionária de Jesus. Nela encontramos um modelo de vida a seguir”.

O Poetinha em Maringá

Vinicius de Moraes em Maringá
Em seu blog, Luiz de Carvalho publica a foto, de Moracy Jacques, do dia em que o poeta Vinícius de Moraes esteve em Maringá, para um show no Cine Ouro Preto (que depois virou Peduti). Ele estava com Pedro Chagas Neto e conta como foi o encontro.

Causos para não dormir

De al-Gharb:
Eu ouviu, numa sexta-feira, ao final do dia, de um ex-aluno da UEM, que se formou em direito. Que o mesmo estava na antiga cantina da universidade, quando a vontade do café veio e nada mais certo que ir até o balcão e pedir, “um cafezinho… aí…”. O rapaz da lanchonete foi e serviu o café, num daqueles copinhos de vidro, nessa época não se ventilavam os descartáveis. Mas, ocorreu que o café veio frio… Azar. Porém, como bom estudante, futuro advogado, já foi reclamando, com todo o direito de dizer, em voz alta, em bom tom, em tom de quem podia… Isso aí tá frio… Não dá pra beber. Quero um café quente.
Tudo parecia correr normal, café frio, reclama e vem outro quentinho.
Até que o atendente, não se sabe se querendo ou não querendo, lhe escapou o copo e o líquido marrão foi caindo, caindo, caindo até alcançar a calça… Qual foi a surpresa, o rosto de constrangimento, os pedidos de desculpa, de nada adiantaram. Vou pular os diz que diz, os empurra, empurra, volto as palavras… O jovem, sentindo-se ofendido e magoado, deixou sair ao final uma maldição: “espera o dia, em que eu seja prefeito desta cidade.” Contam, que ele está prefeito, não sei dizer a cidade, mas… nunca se sabe.
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PS do Blog: O texto é baseado em fatos reais.

João Guido e A. A. de Assis

Assis por Jaime Pina
O texto abaixo é de João Guido, e foi publicado originalmente na revista Aqui (número 14), em fevereiro de 1980. Foi mantida a ortografia da época. A revista, publicada mensalmente, era de propriedade da Editora Gráfica Clichetec e tinha como diretores Genaro Dutra, Antonio Augusto de Assis, Nobuo Sotozono e Luiz Nora Ribeiro. João Guido, que também apareceu em textos de outras publicações – pouquíssimos sabem -, era um dos heterônimos utilizados pelo grande A. A. de Assis (ilustração) nos velhos e bons tempos de lida jornalística. Assis, por sinal, descansa em Balneáripo Camboriú até o final do mês.

A barragem

De Zé Roberto Balestra, ao som de Led Zeppelin:

Há dias que tanto faz como tanto fez
Que a coisa fique cinza ou amarela
Feito alguma estupidez
Ou qualquer abanadela
De um doce adolescer

Hoje amanheci assim
Não troco uma Zepparella
Por um bom Led Zeppelin
A vida é boa barbaridade

Melhor é ter um dente só
E andar pela cidade
Do que ficar logo banguela
Sem nenhuma bocatividade
Esperando quando a barragem romper…

Trova

Nesses conflitos da Terra,
a minha fé se refaz,
vendo que a bomba da guerra,
não vence a pomba da paz!
Francisco Garcia

Trova

Carícia mais eloquente
que meu coração aprova
é te dar um beijo ardente
nos versos da minha trova!
Renato Alves

Trova

O planeta está fadado
a sumir completamente,
pois a força do machado
já supera a da semente.
Nélio Bessant

Trova

Aplauso é luz de dois gumes…
Cuidado… avisa o teu ego…
O excesso, às vezes, de lumes,
transforma o sábio num cego…
Eliana Dagmar

Trova

Do que agitou nossas almas
restam sonhos calcinados,
cingindo as crateras calmas
de dois vulcões apagados.
Dorothy Jansson Moretti

Trova

Quanto mais a idade avança,
no longo tempo a correr,
eu tenho mais esperança
e mais prazer em viver…
Cônego Telles

Trova

O mundo virou uma bola
desde o velho Galileu;
também nele tudo rola,
se parte é luz, outra é breu.
José Marins

Trova

Há na tragédia da fome
este mistério profundo:
É Cristo quem se consome
em cada pobre do mundo.
Clevane Pessoa

Trova

Não sei se é pecado ou vício,
bobeira… sei lá mais quê
este agridoce suplício
de só pensar em você!
Jeanette De Cnop

Trova

Fizeste tanto mistério
sobre o que por mim sentias,
que, quando falaste a sério,
já não cri no que dizias.
Jaime Pina da Silveira

Trova

Dei-te o melhor dos abraços,
do mais profundo querer…
Mas a força dos meus braços
não conseguiu te prender!
Janske Schlenker

Trova

Não acredites em quem
te promete amor e paz
sem explicar de onde vem,
o que quer nem o que faz.
Amaryllis Schloenbach

Trova

Se palavras são em vão
ao amigo, no fracasso,
externo a minha emoção
no silêncio de um abraço.
J.B.X. Oliveira