Leitura

Trova

Pra que possa haver perdão,
estenda a mão o ofensor
ao ofendido – e do irmão
cure a dor com muito amor.
Cônego Telles

Trova

Existe muita tristeza
que ao rosto jamais aflora,
guardada na profundeza
dos olhos de quem não chora.
Mª Thereza Cavalheiro

Trova

O tempo passa depressa
mas, quem diz que eu envelheço?
– cada olhar é uma promessa!
– cada espera… um recomeço!
José Ouverney

Trova

Deu-me a sorte com descaso,
no banquete deste mundo,
alegria em prato raso
e tristeza em prato fundo…
José Fabiano

Trova

Que tu estejas presente,
junto a mim, é o que desejo,
inda que seja somente
o tempo exato de um beijo.
Jeanette De Cnop

Trova

Se a justiça, um dia, enfim,
a todos der vez e voz,
Deus dirá que agora, sim,
mora no meio de nós!
A. A. de Assis

Baú do blog

Poesia Di Pacheco
O recorte do Sabadoteque, encarte semanal de O Diário no final dos anos 70/início dos anos 80, em dezembro de 79 trouxe a poesia “Peso morto”, de Di Pacheco, o jornalista Edmundo Pacheco, da RICTV Maringá.

Trova

Terra de tanta riqueza,
fertilidade, alimento;
eu canto tua beleza,
choro teu desmatamento.
Jessé Nascimento

Trova

Por mais poder e dinheiro,
muitos homens, desalmados,
expõem Jesus no madeiro…
e escondem bolsos recheados…
Jeanette De Cnop

Trova

Toda tarde o passarinho
bate as asas, quando canta.
Quanto mais longe do ninho,
mais afinada a garganta!
Francisco Garcia

Trova

Naquela noite de lua
o balde subiu chorando;
no poço não a viu nua,
mas o luar se espelhando.
José Marins

Trova

Dentre os bens que o filho espera
receber por transmissão,
tesouro nenhum supera
o exemplo que os pais lhe dão.
A. A. de Assis

Trova

Ao homem muito ciumento
há um dilema que aperreia:
ou esquece o casamento,
ou casa com mulher feia!
Josa Jásper

Trova

Tem muita trova que choca,
e é natural que aborreça…
Exemplo: a trova-minhoca,
que não tem pé nem cabeça!
Antônio da Serra

Trova

Para mantê-los me empenho,
porque penso sempre assim:
tendo os amigos que tenho,
eu nem preciso de mim!
Izo Goldman

Lançamento na abertura da Semana dos Escritores

Livro infantil
A segunda edição do livro “Tuga, a Tartaruguinha Hiperativa”, da escritora maringaense Vera Margutti, será lançada no Sesc Maringá, abrindo a Semana dos Escritores, cuja programação vai de 22 a 26 próximos. “Tuga, a Tartaruguinha Hiperativa”, que tem ilustrações de Leônidas Grego, aborda a questão do bullying, maus tratos sofridos por vítimas que são os indivíduos considerados mais fracos e frágeis na relação, os quais acabam sendo transformados em objeto de diversão e prazer por meio de “brincadeiras” maldosas e intimidadoras. Estudos indicam que as simples “brincadeirinhas de mau-gosto” de antigamente, hoje denominadas bullying, podem resultar em consequências graves: causam desde simples problemas de aprendizagem até sérios transtornos de comportamento. O livro levanta, ainda, a questão dos preconceitos raciais, da aceitação do eu, da autoestima, da solidariedade e amizade. O lançamento acontecerá a partir das 15h, no dia 22, no salão de eventos do Sesc.

E agora, Brasil?

De José Luiz Boromelo:
(*Um “plágio” necessário, no momento em que o país passa por turbulências. Que me perdoe o grande mestre Drummond em sua infinita sabedoria, mas é por uma boa causa).

E agora, Brasil?
O dinheiro sumiu,
a paciência acabou,
o caldo entornou,
o povo reagiu,
e agora, Brasil?
E agora contribuinte?
E agora trabalhador?
Você que “rala” todo dia,
que produz riquezas,
você que faz o país crescer,
e agora Brasil?Continue lendo ›

Poetas brasileiros publicados no Peru

portada-1-paseos-en-la-floresta
Ademir Demarchi (Passeios na floresta), Cândido Rolim (Pedra habitada) e Paulo de Toledo (51 mendicantos) serão lançados em edição bilíngue juntamente com Vuelo de identidad de Óscar Limache (e tradução para o português por Alessandro Atanes) iniciando a coleção de poesia Aiapæc || Poesía da editora Amotape Libros. Os livros serão apresentados e lançados na 18 Feria Internacional del Libro de Lima, graças ao trabalho feito pelo editor Alfredo Ruiz e pelo poeta e tradutor Óscar Limache. Ademir Demarchi já teve seu livro Do sereno que enche o Ganges também publicado em 2011 no Peru pelo Centro de Estúdios Culturales, em tradução de Oscar Limache. Leia mais.

Trova

Em quatro linhas eu conto
qual é do amor todo o mal,
pois se resume num ponto:
o simples ponto final.
Amaryllis Schloenbach

Trova

Amar e não demonstrar
é como estrela sem lume,
é boca sem paladar,
é flor que não tem perfume.
Raymundo Salles

Trova

Amigo, não tenha pressa,
pois a vida é um bem precioso.
A treva às vezes começa
em um sinal luminoso!
Wandira F. Queiroz

Trova

Desfazendo a natureza,
vai o homem construtor
desconstruindo a certeza
de um futuro promissor.
Eliana Jimenez

Trova

Quiero siempre despertar
con trinos por la ventana,
que las aves saben dar
con fervor cada mañana.
Cristina Oliveira Chávez

Trova

Nesta imagem refletida
(tão bom se o espelho falasse…),
quanta história está contida
nos vincos da minha face!
Jeanette De Cnop

Trova

Vaidade, doença triste
que nos condena a estar sós…
Não nos deixa ver que existe
ninguém mais além de nós.
A. A. de Assis

Trova

A mulher é imponderável,
instável, imprevisível,
indócil, imperscrutável…
Não se esqueça: imprescindível!
Magdalena Léa

Vers´encartados para Joãozito

De José Roberto Balestra:

João, meu caro Escritor-Mor,
Broto fino do divino das Gerais.
Hoje você apagaria 105 velinhas,
Porém, as anteviu 59, não mais.

E como seria bom, João,
Se o que houve não tivesse sido.
Você por aqui, de entrevinda,
Anotando os seus encantos
Que sobrevivem tão lindos
Por todos esses nossos cantos
Leia mais.

Trova

O homem vai, sem detença;
rompe os ares, vence espaços!…
A esperança é que ele vença
o desamor em seus passos.
Wagner Marques Lopes

Trova

Anunciou a partida,
dizendo: – “É melhor assim”!
E saiu da minha vida,
levando o melhor de mim…
Darly O. Barros