Opinião

“Made in Brazil”

De José Luiz Boromelo:
dilmaDurante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de futebol a presidenta Dilma foi alvo de vaias por parte do público presente. O coro começou tímido, mas logo tomou conta do estádio causando visível constrangimento na anfitriã e autoridades presentes. A frase escolhida para as demonstrações de descontentamento é muito conhecida e utilizada com frequência pelo brasileiro, naquelas situações em que a paciência e a tolerância são deixadas de lado. Isso já foi incorporado no cotidiano das pessoas e não representa fielmente os sentimentos de quem a utiliza, apenas exprime um desejo expansivo e momentâneo de insatisfação com alguma situação. Dependendo da forma como for empregada, não passa de uma brincadeira sem maiores conseqüências. Ocorre que existem ocasiões em que não se deve reproduzir certas expressões pejorativas (por mais descontraídas que sejam), como naquela transmitida ao vivo para todo o planeta em que milhares de vozes amplificadas em muitos decibéis mostraram o nível sofrível de educação e de respeito que acompanha uma parcela do povo brasileiro.Continue lendo ›

Sugestão de pauta

De Jorge Ulises Guerra Villalobos:
jorgeJá tratei, neste espaço, sobre o tema da igualdade do voto nas eleições para Reitor da Universidade Estadual de Maringá, (Informativo UEM nº 1063/2013) argumentando: “quem pode o mais, evidente que pode o menos”. Ou seja, se o voto é igualitário para presidente da República, por que não podemos ser iguais no voto para reitor da UEM? Desta vez, o tema é uma reflexão relacionada com as eleições para reitor da nossa Instituição. Já há alguns meses tenho ouvido, de inúmeras pessoas, dentro do câmpus sede, indagações do tipo: “você sabia que fulano é candidato?”; ou “está sabendo que o candidato a reitor é beltrano e o vice é sicrano?“. Volta e meia ainda aparecem nomes de pessoas que já foram reitores, vice-reitores, diretores de centro, pró-reitores ou candidatos em alguma das eleições passadas. Vislumbro nesse intenso indicar de nomes que o tema da eleição poderia estar centrado em qual é o melhor ou o “menos melhor”. Mas, entendo que esse não devia ser o ponto central da questão, uma vez que há inúmeras situações que deviam estar sendo debatidas.Continue lendo ›

Dentro da normalidade

De José Luiz Boromelo:
bandeira7setA um dia do início da maior competição esportiva do planeta as expectativas aumentam, criando naturalmente um clima de apreensão e suspense. O comércio já se vestiu de verde e amarelo na tentativa de fisgar o torcedor, que como bom brasileiro deixa tudo para a última hora. É inegável o interesse com a Copa do Mundo, que volta ao Brasil depois de 64 anos. Ocorre que nem tudo são flores e pelo caminho sobressaem os espinhos, por conta da incompetência dos governantes no país onde teima em prevalecer uma democracia capenga. As coisas poderiam ter sido muito diferentes, sem a necessidade da correria verificada agora para se tentar concluir pelo menos as obras essenciais de mobilidade urbana.
Ao contrário do que alguns pessimistas alardeiam o legado deixado pela Copa será certamente o da modernidade, uma contribuição importante para o desenvolvimento do País. Mas isso tem seu preço e como não poderia ser diferente o que se viu foram os mais criativos artifícios para postergar o início e a conclusão das obras. Continue lendo ›

A lei das biografias

http://youtu.be/qq-o2IAbN68
Três maringaenses – Antonio Roberto de Paula, Everton Barbosa e Reginaldo Dias – comentam sobre a lei das biografias. A reportagem é da Rede Evangelizar.

Maringá vive grave crise institucional

Do vereador Carlos Mariucci (PT):
Sessão Ordinária 26/11/2013 Câmara Municipal de MaringáPara que serve a Câmara de vereadores? Para que serve o Ministério Público? Para que servem as instituições? Recentemente tenho feito essas perguntas para mim mesmo. Desde 2013, quando assumi uma cadeira na Câmara de Maringá, tenho analisado com mais profundidade a significativa contribuição que as instituições legítimas oferecem ao sistema democrático de direito. Gostaria de propor um debate com a sociedade maringaense sobre duas instituições que, mais recentemente, estão sendo profundamente desrespeitadas pelo poder Executivo municipal: Câmara de vereadores e Ministério Público Estadual.
Em junho de 2013, o prefeito de Maringá – tenho dúvidas de quem é o prefeito de fato – declarou publicamente que ele não precisa da Câmara para governar a cidade. “Eu não preciso que a Câmara fale o que eu tenho que fazer”. Essa frase deu o tom de como seria a relação do prefeito com as instituições da nossa cidade. E tem sido de total desrespeito.Continue lendo ›

O homem e o meio ambiente

De Saint-Clair Honorato Santos:
Saint_Clair_1Não há como falar em meio ambiente sem discutir a questão da sustentabilidade, pressupondo que sustentabilidade está intrinsicamente relacionada ao meio, às pessoas, às relações, usos, necessidades, sistemas produtivos. Portanto, sustentabilidade envolve todos os atos e relações do homem em sociedade e de sua interação com o meio em que vive. Os eventos que vêm se apresentando atualmente, decorrentes das mudanças climáticas, parecem não ter efeito na compreensão da realidade por parte de toda a sociedade, manifestando-se em práticas, atitudes e modos de produção que de fato comprometem a proteção ao meio ambiente e a redução de danos ocasionados pela ação do homem. Continue lendo ›

Joaquim Barbosa: popular ou populista?

De Luiz Flávio Gomes:
Por força da parábola “A tábua e os pregos” se sabe que uma ferida verbal (uma ofensa) é tão maligna para a alma como uma agressão física. Quando você ofende alguém, ficam as marcas. Você pode enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la. Não importa quantas vezes você peça desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Joaquim Barbosa, que disse que vai deixar em breve a magistratura, foi um juiz independente e corajoso, mas deixa cicatrizes profundas nas almas de todas as pessoas que foram vítimas das suas temperamentais ofensas. Muitos vão comemorar sua saída; outros irão lamentar profundamente. Para alguns ele já vai tarde; para muitos ele fará muita falta na desprestigiada magistratura brasileira. De qualquer modo, para quem nunca acreditou na punição dos poderosos no Brasil, JB se mostrou, especialmente no julgamento do mensalão do PT, um exemplo de juiz autônomo e idealista. Leia mais.

Falta de Informação e a violência contra a mulher

Por Tania Tait :
TaniaTaitTemos realizado muitas palestras e oficinas pela ong Maria do Ingá-Direitos da Mulher com públicos distintos desde mães atendidas em serviços sociais até profissionais formados e estudantes de universidades. E, o que chama a atenção é a total falta de informação que as pessoas possuem sobre os serviços de atendimentos às nossas mulheres.
Quando perguntamos “Onde fica a Delegacia da Mulher de Maringá?” Poucas pessoas sabem e quando respondem indicam o endereço antigo. O que não dizer, então, dos serviços de atendimentos que são prestados às nossas mulheres vitimadas nas áreas de assistência social, jurídico e psicológico? Ninguém sabe…Continue lendo ›

Campanha antecipada

De José Luiz Boromelo:
DilmaA presidenta parece que resolveu colocar definitivamente o pé na estrada. A corrida para ocupar a cadeira estofada do Palácio do Planalto por mais quatro anos já começou, bem antes do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. Com a máquina administrativa na mão, sua Excelência não perde oportunidade para utilizar-se dos microfones nas intermináveis inaugurações de obras inacabadas. Em seus discursos pelo País afora se faz acompanhar de um artifício bem conhecido no meio político: o emprego de frases de efeito recheadas de meias verdades. A todo instante tenta induzir o eleitor a acreditar que as medidas tomadas pelo governo estão mudando o Brasil, garantindo o emprego a quem precisa. Evidentemente que a citação é por demais genérica, considerada apenas mais uma estratégia para introduzir o assunto entre outros que aborda em seu périplo nacionalContinue lendo ›

Dilma se inspirou em dona Luíza?

De leitor:
Lendo e ouvindo as idiotices que a Dilma fala e fez com o programa dos médicos cubanos trazendo-os para o Brasil procurando “resolver” a falta desta classe profissional em terras de Cabral, lembrei-me que alguns anos atrás, a atual primeira dama, na altura mulher do vice-prefeito, dona Luíza Pupin, teve a mesma ideia e montou uma grande caravana de famílias e enviou-os para Vila de Rei em Portugal. Tanto quanto se sabe, e não há ninguém que diga o contrário, nenhuma das famílias ficou em terras lusitanas, pois como não tinha ninguém, nem estrutura preparada para recebê-las, o engodo foi logo descoberto e o dinheiro do contribuinte foi pelo ralo.Continue lendo ›

Paternalismo inconsequente

De José Luiz Boromelo:
mapa-do-brasilOs sinais de que a capacidade de endividamento do brasileiro está chegando ao seu limite são evidentes. Comerciantes reclamam de vendas fracas e do comportamento ressabiado do consumidor. Mesmo diante de campanhas publicitárias milionárias não se vislumbram mudanças em curto prazo. A conhecida lei da oferta e da procura impõe suas regras e determina o sucesso de qualquer atividade comercial, regulando naturalmente o mercado. Ocorre que alguns segmentos são tradicionalmente mais suscetíveis às oscilações na economia. As dificuldades no setor automotivo são apenas uma mostra do que vem pela frente. Mais uma vez as montadoras buscam o socorro do governo com o pires na mão. Como em outras incursões bem sucedidas ao Ministério da Fazenda, se fazem acompanhar do argumento manjado das demissões iminentes por conta dos pátios lotados, com o estoque de veículos superior a 60 dias de vendas. Esse tipo de pressão se tornou freqüente no momento em que os anteriormente contemplados com medidas protecionistas não conseguem desovar a quantidade absurda de veículos produzidos no País.Continue lendo ›

Ônus da modernidade

De José Luiz Boromelo:
mobilidadeUm dos maiores problemas sociais na atualidade é a mobilidade urbana. Especialmente no Brasil onde o crescimento econômico se mantém em ascendência, a demanda por produtos e serviços acentuou-se de forma vertiginosa, criando lacunas em diversos setores. Com o aumento do poder de compra o consumidor passou a adquirir bens duráveis e o veículo automotor ganhou a preferência na lista de prioridades das famílias. Nunca se comercializou tantos veículos no País quanto na última década. O resultado da conta evidentemente é desfavorável para o usuário do sistema: as vias públicas há muito perderam sua capacidade de escoar com eficiência o fluxo excessivo de veículos, tendo como causa imediata congestionamentos e transtornos diários. As ruas e avenidas projetadas no passado não atendem às necessidades atuais e carecem de adequações que amenizem os efeitos danosos que a lentidão do trânsito provoca na economia e no cotidiano das pessoas.Continue lendo ›

Tribunais de Contas: balcão de negócios?

Do leitor:
Os Tribunais de Contas, em âmbito estadual, pertencem ao Executivo. Portanto, não podem emitir decisões judiciais. São apenas órgãos de caráter consultivo. Na prática, servem apenas para governadores e prefeitos garantirem aprovação “política” de suas contas. Por trás disso, em muitos casos, funciona uma máquina de corrupção sem precedentes, onde pareceres e “aprovações” de contas são literalmente comprados. Os Tribunais de Contas também servem para abrigar políticos que não conseguem se reeleger – ou abandonam a carreira política. E, coitados, precisam engordar a remuneração em cargo vitalício. No Judiciário, ninguém desconhece que uma parte das sentenças também é negociada dentro do critério de “interpretação” das leis.

Caso de polícia

De José Luiz Boromelo:
ilustraVereadores maringaenses criaram uma CPI para investigar ações da administração municipal no combate e prevenção da dengue por conta da situação caracterizada de epidemia na cidade, de acordo com os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O balanço aponta a notificação de 4.778 casos da doença entre janeiro e março de 2014 e 1.193 confirmados, com a ocorrência de duas mortes. Apesar dos esforços das secretarias envolvidas no mutirão de limpeza e fiscalização a infestação continua alta e em ascendência, sobressaindo-se o pouco ou nenhum empenho de muitos moradores na prevenção à moléstia. Os apelos do Secretário Municipal de Saúde em suas incontáveis aparições nos meios de comunicação parecem não ter atingido o objetivo. Não por falta de competência, disposição, iniciativa, eloquência ou qualquer outro adjetivo a ser atribuído ao titular da pasta no exercício de sua ingrata função. Certamente utilizou-se de toda sua desenvoltura e experiência na área para tentar incutir nas pessoas o mínimo de preocupação com os riscos iminentes que se avizinhavam. Continue lendo ›

A arte de transformar reputações em cinzas

andre1Sou jornalista há três décadas e já assisti muitas reputações arderem em praça pública, de políticos, na maioria. Pessoas que são imoladas pela opinião pública muito antes de receberem uma intimação para prestar esclarecimento sobre pequenos ou grandes crimes. O jornal divulga documentos que deveriam ser sigilosos, faz ilações, liga alguns pontos a outros e pronto: está criado um réu, estabelecido um corpo de jurados e dada a sentença. A pressa em acender o pavio é tanta que os rituais jurídicos ou éticos viram cinzas na mesma velocidade em que o acusado se encolhe e desaparece da cena. O caso do deputado André Vargas é bastante ilustrativo desse processo. Sem entrar no mérito da culpa pela amizade com doleiro que exibe vasta ficha criminal – e usufruir dessa proximidade num nível muito suspeito -, o parlamentar acabou enredado na teia que ele próprio teceu, não sem ganhar ajuda providencial de alguém que ‘deixou’ vazar informações até então sigilosas sobre uma investigação da Polícia Federal. Continue lendo ›

Ainda bem que tragédia ficou só no placar

mga2Perdemos para o Londrina dentro e for a do campo. O torcedor que foi ao estádio neste domingo – e milhares deles entraram pela primeira vez ali nesta temporada – ficou indignado com a forma desumana com que foi tratado. Surpreende como os órgãos supostamente de segurança permitem tamanha desorganização, com riscos evidentes de uma tragédia. O acesso à área coberta do estádio retrata com precisão como a cidade está despreparada para organizar grandes eventos. Não se organizaram filas e o que se viu foi uma massa de gente se espremendo na base da escada, subindo com extrema dificuldade e depois se empurrando num estreito corredor. Na porta do estádio, dezenas de agentes da Guarda Municipal andavam de um lado para o outro, sem objetivo específico. Fiscais da prefeitura em dupla ou trio perseguiam ambulantes. Ninguém se preocupou em organizar o acesso, de forma a minimizar os riscos de acidentes – e até de uma tragédia! Continue lendo ›

Bolha imobiliária em Curitiba, no Brasil e nos emergentes?

De Luciano D´Agostini, na Gazeta do Povo:
Ao elaborar uma pesquisa na Boca Maldita, contendo as perguntas “o preço do imóvel em Curitiba está caro?” e “O seu salário nos últimos anos aumentou?”, certamente observaremos a resposta “sim”. Estas duas perguntas, generalizadas para o Brasil e para os emergentes, teriam a mesma resposta: “sim”. Ambos, inflação dos imóveis e inflação dos salários, aumentaram; no entanto, o segundo cresceu bem menos que o primeiro, pelo oitavo ano consecutivo, em Curitiba, no Paraná, no Brasil e nos mercados emergentes (Brics). Existem também algumas discussões técnicas a respeito da inflação dos imóveis, da inflação dos salários, da taxa de crescimento do crédito, do endividamento das famílias sobre a renda, da rentabilidade do aluguel sobre o preço do ativo imobiliário, da inflação do aluguel e inflação dos salários e taxas de lucros, do déficit habitacional com a demanda efetiva keynesiana e dos custos da construção civil. Na íntegra.

O gargalo da irresponsabilidade

De José Luiz Boromelo
Contorno NorteTrinta e cinco minutos para percorrer pouco mais de dois quilômetros. Seria um tempo razoável se a distância fosse vencida com as próprias pernas. Naquela sexta-feira de sol escaldante o trânsito teimava em simular o caminhar pachorrento dos quelônios. Em ambos os sentidos da via a situação idêntica de lentidão irritava os motoristas. Se a coisa estava complicada antes, ficou pior com a inauguração daquilo que se apregoava como um alívio para o já conturbado trecho urbano da importante rodovia federal que atravessa a Cidade Canção. Há que se ter determinação e autocontrole invejáveis para superar (sem alterar demasiadamente os batimentos cardíacos) o obstáculo equivocadamente inserido naquela confluência sensível, de modo a testar os limites da paciência dos usuários da rodovia. Qualquer leigo no assunto que se obrigue a transitar por aquele local (em qualquer horário) tem plenas condições de enumerar com toda propriedade os desacertos no polêmico e milionário projeto de engenharia, um legado de modernidade para os maringaenses.Continue lendo ›

Divisão de salários entre vereadores e assessores???

De Rodini Netto:
bannermeandrosA situação é hipotética, os cargos são, em tese, inexistentes, e a cidade é fictícia, não devendo constar no mapa de nenhum estado brasileiro.Na cidade de Quadrado Amarelo Azul e Branco, existe uma Câmara Municipal… lá, é verdade, existe um quadro de funcionários concursado… são aqueles servidores públicos que estudaram e prestaram um concurso e foram aprovados para os cargos em que estão nomeados. Mas lá, em Quadrado Amarelo Azul e Branco, tem também uns cargos que são comissionados… são os chamados cargos em comissão, que são apelidados de “cargos de confiança” e são, em tese, destinados a pessoas que possuem competência para tal, e estão ali para prestar serviços de assessoria técnica nas mais diversas áreas… Quadrado Amarelo Azul e Branco tem também os seus vereadores… eles foram eleitos, democraticamente, pelos cidadãos… estão lá legalmente… e assim como em tantos outros milhares e milhares de municípios, Quadrado Amarelo Azul e Branco tem os assessores dos vereadores que, normalmente, são aqueles que ajudaram o vereador a ser eleitoContinue lendo ›

A elevação da assistência social do Paraná

De Wilson Quinteiro:
wilson-quinteiro-1Aparentemente, hoje qualidade de vida é um bem extremamente precioso para o ser humano. Parece que todos a almejam, sendo que em alguns casos, pessoas chegam a se desfazer de carreiras de muito lucrativas, porém extremamente estressantes, somente pela busca da tal qualidade de vida. Num país como o Brasil essa é uma temática um tanto controversa, visto que muitos não possuem nem o mínimo substancial para se viver. Como então pensar em uma preocupação com a elevação do nível de qualidade de vida, que se prega por aí?
O Estado tem um papel muito importante, para que seja possível oferecer a população condições dignas de vida, educação, trabalho e por fim qualidade de vida.Continue lendo ›

Em respeito ao Grêmio Maringá

Do site do Grêmio Maringá:
gremioInquestionavelmente o interior do Paraná vive um momento ímpar no futebol com a final entre as duas principais cidades do interior. Muito se fala a respeito dessa final caipira, onde os principais clubes da capital ficaram de fora e a verão apenas pela tela de televisão. Mas o que nos questiona no frigir dos ovos é a insistência da mídia especializada de Maringá, e também da entidade Sociedade Esportiva Alvorada Clube, em querer de forma oportunista utilizar as cores preto e branca (mas tudo deve ser uma coincidência, né?) e a denominação de “Clássico do Café” no que tange as partidas finais do campeonato paranaense de 2014 envolvendo Maringá F. C. x Londrina E. C. Desde a criação da Sociedade Esportiva Alvorada Clube, essa “guerra” vem sendo travada nos bastidores da mídia oficial e também em redes sociais.Continue lendo ›

Falta de respeito

De Luiz Carlos Rizzo:
Sou contribuinte – pago IPTU de três imóveis – e qualifico falta de consideração para com a comunidade convocar “mutirão” para limpeza do Parque do Japão. Ora, numa gestão municipal – e isto já vem ocorrendo faz 9 anos – que gasta, gasta, gasta de forma irresponsável e eticamente questionável, falar em “mutirão” de limpeza é menosprezar a inteligência dos contribuintes. Ainda mais sabendo-se que o parque do Japão, dirigido pelo ex-prefeito Silvio Barros, condenado por improbidade administrativa, serve mais para jantares esporádicos de um grupo seleto e integrado pelos amigos do “rei”. Até agora, a comunidade não tem acesso ao local.
E tem mais: o Parque do Japão era para ser construído por meio de contribuições de empresas. Ao final, foram gastos milhões de reais de dinheiro público.
Maringá, que pena estar em mãos de um grupo político que….deixa pra lá…

50 anos do golpe militar

De Wilson Quinteiro:
wilson-quinteiro-1O evento que ocorreu no dia 31 de março de 1964 e que instaurou o início da ditadura militar no dia 1º de abril completa 50 anos em 2014. A Ditadura Militar foi um momento marcante na história do Brasil, que mudou para sempre a visão política dos brasileiros. De um momento difícil como esse, foi possível aprender, que o medo de uma nação pode ser usado como instrumento para a consolidação de um extremismo ideológico, que acarreta em uma falta de liberdade. Com a renúncia de Jânio Quadros (PTN) em 1961 o posto de presidente foi assumido por João Goulart (PTB), o Jango, que assumiu um discurso considerado de esquerda para a sociedade da época. Seu discurso preocupou as elites que viram ameaçado o seu poder econômico. A instabilidade política, a crise econômica e as reformas constitucionais propostas por Jango trouxeram medo à população, e formaram o cenário propício para o Golpe de 64.Continue lendo ›

Um breve relato sobre nossa história política

De Fúlvio B. G. de Castro:
FulvioA impressão que tenho é de que a história do Brasil começou a ser contada a partir da chegada do PT ao governo federal, para algumas pessoas, pois a população perdeu a memória dos outros 501 anos do nosso país. Haja vista que se esqueceu dos 389 anos de império onde éramos uma colônia, dos 41 anos da república velha onde se alternavam primeiro os militares no poder e depois as oligarquias cafeeiras e do leite, período chamado de política do “café com leite”, depois “estado novo” quando o Getulio Vargas chega ao poder com um golpe de estado e governou até 1945. Chegada do presidente Dutra ao poder, aliás, a primeira eleição “verdadeiramente democrática” para presidente e com o voto das mulheres que até então eram cidadãs de segunda categoria. 1950 Getúlio Vargas é eleito presidente da república, a primeira e única vez que chegou ao poder pelo voto popular e se mata durante seu governo.Continue lendo ›

Pelos buracos da peneira

De José Luiz Boromelo:
copaAntigamente era costume utilizar a expressão “tapar o sol com peneira” quando se queria ocultar algo evidente e notório ou nas ocasiões em que as pessoas não tinham o controle da situação. Expressão atualmente em desuso, eis que o conhecido ditado popular cai como uma luva nos acontecimentos que deixaram personalidades públicas em maus lençóis, com transmissão ao vivo em rede nacional. É sabido que o brasileiro não tem o hábito de guardar para si suas emoções, preferindo externá-las especialmente nos locais de grande concentração de público. Isso inclui evidentemente todo tipo de manifestação sonora em que se destaca a conhecida e mundialmente utilizada vaia. Os apupos têm alto poder contagiante e o contemplado com essa inesquecível “honraria” passa por momentos constrangedores, totalmente submisso e impotente diante do coro ensurdecedor a que é momentaneamente submetido. Continue lendo ›

A diferença é o que faz do Ser Humano humano

wilson-quinteiro-1Somos diferentes, e é isso que faz do homem um ser tão rico e surpreendente. Tenho o privilégio de ser integrante de um país rico em multiplicidade, são inúmeras culturas e raças unidas e apaixonadas pela vida e a alegria de viver. O Brasil é um exemplo de lugar onde todos vivem pacificamente com o diferente, e acredito que a maioria se orgulhe muito disso, pelo menos eu me orgulho muito. Parece algo contraditório até, um país tão avançado em suas relações sociais ser ao mesmo tempo tão atrasado em outras inúmeras esferas, mas isso é assunto para outro artigo. Enfim esse tema – de diferenças, multiplicidade e união – veio à minha mente essa semana pela lembrança do Dia Internacional da Síndrome de Down, 21 de março, próxima sexta-feira. Continue lendo ›

Consumidor: a relevância da cidadania no Brasil

De Wilson Quinteiro:
wilson-quinteiro-1Nesta semana, quarta-feira, o Código de Defesa do Consumidor atual completou 23 anos. Neste tempo de luta por melhores condições de consumo, podemos comemorar os avanços já obtidos pelo CDC, mas ainda existem melhorias a serem feitas para que possamos gozar plenamente de nossos direitos como consumidores. Neste sábado é comemorado o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, uma data para especial para a cidadania, neste ano o tema escolhido para debate foi a proteção na era digital. Hoje o Brasil usufrui de amplo acesso a tecnologia, assim como o acesso ao consumo através dela, porém os fornecedores desse tipo de serviço parecem não ter acompanhado o avanço tecnológico e acabam falhando na prestação do serviço. Os benefícios trazidos pelo advento da tecnologia são por inúmeras vezes afetados pela má prestação do trabalho.Continue lendo ›

A construção de barragens e o drama das enchentes

Do padre Genivaldo Ubinge:
Genivaldo UbingeO rio Madeira é o maior rio do Estado de Rondônia, recebe água dos Rios Beni (Bolívia), e Guaporé, que por sua vez recebe água de outros rios do Estado e da Bolívia, na altura de Costa Marques, passando por Guajará-Mirim e Nova Mamoré; chama-se rio Mamoré, na altura do distrito de Araras e passa-se a chamar rio Madeira passando por Porto Velho. Neste foram construídas duas barragens. A de Jirau (mais acima) e de Santo Antônio (mais próximo de Porto Velho). Neste ano, em 6 de fevereiro, as águas do Madeira chegaram a 16,28 metros, bem próximo do nível de alerta que é 16,40 metros já anunciando para uma cheia histórica. A última grande cheia ocorreu em 1997, quando atingiu 17,52 metros, pouco mais de 1 metro acima do nível de alerta. No domingo, dia 9, o Madeira atingiu 19 metros, 2,60 metros acima do nível de alerta e já se constatou a maior cheia dos últimos 50 anos. Mais de 10 mil pessoas foram removidas de suas casas e prédios de serviços públicos e instalações dos portos da capital Porto Velho estão alagados.Continue lendo ›

O país do faz de conta

De José Luiz Boromelo:
mapaEra uma vez um País que tinha uma gente de costumes esquisitos. Apesar de sentirem orgulho das cores de sua bandeira, seus habitantes mal sabiam cantar o hino nacional e quando o faziam mostravam uma displicência sem tamanho. Nesse País de dimensões continentais os governantes carregavam consigo a péssima mania de ignorar os compromissos assumidos e só apareciam durante a campanha eleitoral. Ainda assim, mantinham-se no poder sucessivamente, dando a impressão de que a população dessa descontraída nação não tinha memória ou não se preocupava em ingerir Fosfosol regularmente. Aliás, é notório que as carências não se restringiam a deficiências vitamínicas. No País do faz de conta as coisas nunca são o que parecem. Como a famigerada contribuição sobre movimentações financeiras, inicialmente destinada a socorrer a área da saúde, mas que acabou desvirtuada e os recursos utilizados em outras finalidades mais “relevantes”. Conta-se que a situação piorou muito e a superlotação dos hospitais públicos exibe o descaso do Estado para com os direitos elementares do cidadão.Continue lendo ›

Uma análise da situação da mulher brasileira

Por Tania Tait:
TaniaTaitA mulher brasileira alcançou, em um século, patamares de poder e participação na sociedade antes inimagináveis. Muitas conquistas foram obtidas pelas brasileiras, notadamente a partir da Constituição de 1988, quando feministas e mulheres de várias organizações se reuniram para entregar aos constituintes a Carta das Mulheres Brasileiras, que culminou com a inclusão de muitas reivindicações. Saliente-se o artigo 5.º, que trata da igualdade de direitos entre mulheres e homens.
No mundo do trabalho, as mulheres estão mais qualificadas e leis como a promulgada em 2012, punindo empresas que diferenciam salários entre mulheres e homens para as mesmas funções, fez jus à essa presença de forma igualitária. Discussões a respeito de licença-maternidade, aposentadoria, aborto e saúde da mulher, entre outros temas, passam a fazer parte das agendas políticas. Em relação à escolaridade, as pesquisas apontam que as mulheres estão com mais anos de estudo que os homens, o que possibilitaria credenciá-las a melhores vagas no mercado de trabalho.Continue lendo ›