Opinião

Um equívoco que beneficiará os corruptos

Da Transparência Brasil:
Em meio às diversas medidas precipitadas que passaram a ser propostas a partir do momento em que os políticos brasileiros foram desancados nas manifestações de rua, reaparece a ideia de eliminar o privilégio de foro para deputados, senadores e outros ocupantes de cargos públicos. Não havendo privilégio de foro, os processos contra esses políticos correrão na primeira instância, seja nas Justiças estaduais, seja na Justiça Federal. Se condenados, recorrerão aos tribunais de justiça ou aos tribunais federais. Se os recursos a essas instâncias forem negados, recorrerão ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Continue lendo ›

Fim da greve: avanços e lições

Samu
De Paulo Vidigal:
Quais conquistas tiveram os servidores do SAMU que entraram em greve? Qual foi a lição deixada por eles? Para responder isso é necessário voltar um pouco no calendário. Primeiro é importante dizer que os servidores do SAMU há anos reivindicavam alguns direitos mínimos. Digo “mínimos” no sentido que tais direitos são garantidos por lei e até não eram respeitados. Leia mais.

Um gigante nasceu

edmarAs manifestações que começaram pela reivindicação de que as tarifas do transporte público não tivessem reajuste foram impulsionadas pela hashtag #ogiganteacordou. As redes sociais foram o canal de comunicação e organização de uma nação, do nosso Brasil. Pela primeira vez vimos milhares de pessoas, organizadas pela internet e depois nas ruas. Vi a ditadura militar de perto, a luta pela liberdade de expressão, o grito pelas diretas já e os caras pintadas pedindo o impeachment do Collor. Mas, vi pela primeira vez, os jovens sem bandeiras partidárias, se organizando por um novo canal, a internet e com tanta força.
Em vez de falar “o gigante acordou”, prefiro dizer “um gigante nasceu”. É uma nova geração, claro, que tem o apoio dos mais velhos, mas que nasceu para a democracia, para a cidadania e busca a justiça. Algo é certo, as manifestações aproximaram os jovens brasileiros das questões políticas, econômicas e sociais.Continue lendo ›

O esvaziamento das conferências

O articulador político e comunitário João Vitor Cruzoletto, do Fórum Municipal DCA Maringá, ao analisar a IX Conferência Municipal de Assistência Social de Maringá, e depois de destacar a escassez de material informativo na pasta de materiais e a uniformidade dos crachás, sem informação sobre a representatividade dos participantes, considerou que falta “de forma urgente” a presença dos movimentos sociais nestes espaços de conferências realizadas na cidade. “Faltam bandeiras dos movimentos políticos e sociais nestes espaços, que atualmente se configuram com um “caráter meio amorfo”, tecnicista, um espaço para que os burocratas de plantão elaborem todas as suas teorias que propõem a uniformidade e conformismo pelo processo, o que esvazia, desmobiliza e despolitiza cada vez mais este “lócus” tão importante de discussão política denominado conferência”. Leia mais na página do Facebook.

Reforma política: por onde começar?

Por Edmar Arruda:
edmarCom relação a proposta de reforma política feita pela presidente Dilma Rousseff, na qual propõe fazer um plebiscito para ouvir a população sobre a reforma política, não seria esta uma manobra para acalmar os ânimos dos manifestantes? Explico porque digo isto. Mesmo tendo 80% da base de apoio do Congresso, há 10 anos o governo do Partido dos Trabalhadores – PT manteve paralisadas as propostas para a reforma política.
Nesta legislatura foi formada no Congresso uma Comissão especial de reforma política que discutiu o assunto por dois anos, fazendo audiências públicas em vários Estados e, apresentou uma proposta de projeto de lei que já foi lida em plenário e está parada por falta de apoio e vontade política da base do governo na Câmara. Essa Comissão, na qual fiz parte, pesquisou e analisou vários sistemas políticos de diferentes países. Trabalhamos arduamente nesse estudo e apresentamos a proposta de lei por entendermos a urgência do assunto. Isso, no primeiro semestre de 2012.Continue lendo ›

Desabafo de um guarda municipal

GMM
De Gláucia Crystina:
Desde que entrei na Guarda Municipal de Maringá tenho me dedicado inteiramente para cumprir o meu dever. Sempre me dispus a ir em todos os treinamentos, fazer academia, corrida, enfim, estar sempre preparada para servir e proteger. Ultimamente tenho ficado muito triste com alguns comentários que tenho visto em blogs e no Face, comentários de pessoas que parecem dispostas a denegrir a imagem da nossa instituição, pessoas que não entendem nadinha de segurança pública e querem dar pitaco.  Vemos exemplos de outras guardas municipais em cidades próximas como é o caso de Arapongas, Londrina, Curitiba, Foz do Iguaçu e muitas outras, onde a Guarda Municipal é respeitada pela população.Continue lendo ›

O paradoxo da violência contra a juventude e a redução da maioridade penal

De Luiz Fernando Rodrigues:
“A violência se liberou de qualquer fundamento ideológico” Hans M. Enzensberger
Ao mesmo tempo em que a grande mídia e seus pseudo-especialistas tentam pautar uma discussão sobre o encarceramento de jovens e adolescentes em cadeias comuns e a redução da idade mínima para serem julgados como criminosos adultos, o país passa por um período de sangrenta guerra que vem, ilegitimamente, exterminando sua juventude. A violência urbana, enquanto representação simbólica da realidade em que estamos imersos, hoje se encontra num constante processo de assimilação como prática comum nas relações sociais. Ao mesmo tempo, a mídia apresenta a violência como espetáculo e como verdadeira paranoia, como se todos os ambientes, se todas as cidades, se todos os espaços, principalmente públicos, fossem espaços violentos. Percebe-se aí a tentativa de uma construção hegemônica de estabelecer a ordem social como forma de vida constituída pelo uso da força como princípio organizador das relações sociais. Continue lendo ›

Dia do Relojoeiro

Dia do Relojoeiro
Do leitor:
Hoje é o Dia Nacional do Relojoeiro. O tempo está passando e seria um ótimo dia para que o TSE defenestrasse o Pupin, já que seu coordenador de campanha, RB, um dia, “auto-defenestrou-se-a-si-mesmo”.

Permissividade democrática

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De José Luiz Boromelo:
?O país experimenta uma das maiores ondas de manifestações públicas desde as passeatas dos “caras-pintadas”, que culminaram com a deposição de um presidente da república na década de 90. Por todo o país as demonstrações de insatisfação tomaram conta das ruas e logradouros públicos, reunindo multidões que ultrapassam as centenas de milhares de manifestantes. A maioria das manifestações foi pacífica, mas em alguns locais houve casos de vandalismo. Veículos incendiados, prédios públicos depredados, estabelecimentos comerciais saqueados e outros casos de violência foram registrados. O confronto com o aparato de repressão foi inevitável e o saldo não poderia ser diferente: policiais, guardas municipais e manifestantes feridos, envoltos num verdadeiro campo de batalha. Na capital da República, a cobertura do Congresso Nacional foi tomada por manifestantes portando cartazes e gritando palavras de ordem, mostrando a indignação do cidadão com a situação atual do país.Continue lendo ›

Quem tem medo de reformas?

De Alex Costa:
Vamos ver agora até quantos graus vai a febre revisionista a muito em marcha no Brasil. Até agora setores conservadores tem se esmerado em tecer críticas ao Código Penal e ao Estatuto do Criança e do Adolescente, nesses casos o clamor por mudanças trazem a reboque doses extras de criminalização para as classes menos favorecidas. Mas eis que surge um teste para os que só gostam de exigir mudanças que afetam majoritariamente a terceiros. A proposta presidencial de uma constituinte específica para uma reforma política já acumula críticas. As mais insanas falam que é uma tentativa de golpe, as mais cínicas dizem que a Constituição é boa como está e não precisa mexer. Precisa sim, embora pontualmente. Mas, ao que parece, o que incomoda é com quem ela mexe. Continue lendo ›

Abordagem sobre a criminalidade e redução da maioridade penal

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Por Rubens Sartori:
Um dos assuntos mais palpitantes do momento que vivemos no Brasil é a diária discussão por sobre os fatores que estimulam, dia-a-dia, os índices de criminalidade, especialmente em crimes diversos com a participação sempre de menores de 18 anos. Há correntes defendendo a redução da idade para possível punição rigorosa desses “menores”. Há outros, com iguais argumentos, totalmente contrários a essa tese, pois entendem que fatores educacionais, econômicos e sociais é que fundamentam a participação de criminosos “menores” em delitos que participam empurrados pelas condições mencionadas e de cunho exógeno à “idade”. Todos têm bons argumentos e boa-fé nesta imensa discussão sem síntese aparente de consenso.Continue lendo ›

Resposta do PCdoB ao PSTU

logo_pcdobDe Mário Henrique Alberton, presidente do PCdoB e Maringá, a propósito de nota publicada ontem pelo PSTU:
Camaradas do PSTU de Maringá, o PC do B de Maringá compartilha do mesmo sentimento de vocês quanto a não concordar com a proibição de participação de partidos políticos nos atos públicos que se verificam nos últimos dias. De tal modo que não precisamos reavaliar qualquer posicionamento quanto a este fato. Se não estamos ostentando nossas bandeiras nessas mobilizações é porque não temos ainda muito claro a natureza progressista de alguns setores desse movimento. Não porque não comungamos da maioria das reivindicações levantadas, mas sim por avaliar que a tão propagada horizontalidade, que prega a ausência de lideranças, pode estar a acobertar um direcionamento conservador do mesmo, no sentido de que o único consenso que se tem está no fato de não se permitir manifestações de partidos políticos.Continue lendo ›

O movimento e suas direções

manifestação
De Alex Costa:
Semana passada, fiz o seguinte comentário em uma postagem do facebook: “Muitos conservadores dizem que os protestos são motivados por bandeiras anacrônicas da esquerda e que, por não estarmos sob uma ditadura, as reivindicações devem ser feitas pelos canais institucionalizados. Eu digo que o anacronismo de algumas bandeiras é fruto do anacronismo de uma sociedade que se diz democrática, mas não é; digo também que não é apenas um tipo de regime que oprime. Os donos do Estado é que oprimem, oprimem sob o manto da ditadura ou sob o véu do que chamam democracia. A estrutura jurídica não é capaz proteger do crime ou da corrupção, também não é capaz de atender as reivindicações atuais, portanto outros canais são necessários. Ah, mas os liberais, do alto de um pedestal, dizem que é o estatismo e outras coisas a causa da carestia. Diante disso fico pensando: por que um sistema dito tão perfeito não se implanta naturalmente, afinal traz tantos benefícios? Continue lendo ›

Um dia histórico nas ruas de Maringá

A avaliação da manifestação, feita por Andye Iore, foi extremamente positiva. “É certo que não houve uma unidade, uma demanda clara, que o trajeto era incerto em alguns momentos. Mas foi muito bonito de ver tantas pessoas – não há número oficial, mas aposto em mais de 15 mil pessoas – juntas, sendo a maioria de adolescentes. Qual foi a pauta? Partiu do reajuste da passagem do transporte público, passou a xingar a presidente Dilma, criticou vereadores, ameaçou um tumulto na prefeitura, reclamaram da PEC 37, criticaram a Copa do Mundo, pediram maconha e esquentaram (e muito) a orelha do prefeito Pupin, o mais criticado, xingado e ofendido durante todo o evento. Um aspecto bem positivo foi não terem aceitado a participação de partidos políticos no começo da passeata. Já que o protesto parte do princípio que os problemas que acontecem no país são causados por… políticos. Assim, o caminhão de som com militantes políticos foi por um lado e a multidão para outro. Leia mais.

De novo, fazem pouco de Iguatemi

Não ficou nada boa a imagem da administração junto aos moradores do distrito de Iguatemi. É que ontem houve uma reunião dos moradores promovida pela Paróquia Santa Rosa de Lima, que fez o convite a toda a comunidade, à administração municipal e distrital, estendendo às demais comunidades evangélicas local, que responderam ao chamado e compareceram em peso para tratar do assunto – a construção de uma capela mortuária, revindicação antiga e necessária. Entretanto, todos os presentes perceberam o desprezo com que foram tratados por parte dos representantes da atual administração, pois nem mesmo o administrador distrital nem os demais CC’s que moram no distrito compareceram ao evento.
Minha opinião: Não ter o mesmo empenho que tiveram a dias atrás quando mobilizaram dezenas de pessoas, até mesmo de fora do distrito, para eleger representantes no Conselho Municipal de Saúde, sobre um assunto tão importante e ainda nem sequer comparecer à reunião, nos deixa bem claro o real compromisso destes nômades, que não fincam raízes, com a população que eles dizem representar.
O Olho do Observador

Pupin não precisa dos vereadores

De Paulo Vidigal:
O prefeito Roberto Puppin vetou a emenda criada pelos vereadores que limitava em um ano a isenção de cobrança do ISS para a TCCC. Veja o que ele disse em entrevista à RPC Cultura em 14 de junho: “O maior interessado em que as coisas funcionem é a prefeitura. E eu como prefeito, qualquer coisa que não funcionar, eu não preciso da Câmara municipal para tomar as providências. Isso cabe ao prefeito, ao gestor. Então portanto, fiquem tranquilo. Eu não preciso que a Câmara Municipal fala o que eu tenho que fazer se as coisas não estão sendo cumpridas, como foram licitadas, como está no contrato da empresa exploradora do transporte coletivo”Meu comentário: fico aqui imaginando como os vereadores receberão essa declaração. Afinal eles foram eleitos para criar leis e fiscalizar o Executivo. Os vereadores têm 30 dias para decidir se derrubam ou aceitam o veto do prefeito.Façam suas apostas: o veto será mantido como quer o prefeito ou derrubado?

Aposentadoria bolivariana de Requião

Por Fernando Tupan:
O senador Roberto Requião (PMDB) é um seguidor das doutrinas de Hugo Chávez e um crente no ‘Socialismo do Século XXI’, pajelança ideológica inventada pelo defunto caudilho venezuelano. Assim como Chávez, Requião também repudia o ‘mercado’, o ‘neoliberalismo’ e o “culto ao capital” que marca as sociedades ocidentais. Na prática, no entanto, o “anticapitalismo” do senador é bem seletivo. Quando se refere a próprio capital ele não abre mão de um tostão, exige juros e correção.Continue lendo ›

As verdades sobre uma gestão estadual de mentira

Por Zeca Dirceu:
zecaRecebi com grande decepção, na última semana, a declaração de um representante do governo do estado, apontando que o problema para o crescimento econômico do Paraná é o Brasil. Querer omitir-se da responsabilidade de uma gestão ineficiente, julgando como culpado o governo federal, é praticamente uma insanidade. Aliás, mais contraditória ainda é a informação, quando retomamos os fatos de que, constantemente, o governo do estado tem trocado nomes de programas federais e divulgado como suas, ações do governo sério do PT, para suprir a falta de trabalho, ato inclusive já tradicional na prática tucana.
Foi assim com o programa “Minha Casa Minha Vida”, com a tentativa de tomar para si o mérito do maior programa habitacional que este país já viu e, mais recentemente, com a divulgação da distribuição de ‘tablets’ aos professores dos colégios estaduais, um programa federal de investimento para a modernização da educação.Continue lendo ›

No lamaçal de Veja

Do leitor:
Sem querer isentar José Dirceu, a Veja é reconhecidamente uma revista mau-caráter, venal e que tem ódio do lulopetismo. No começo do primeiro mandato de Lula, Roberto Civita queria um empréstimo bilionário do BNDES em condições pra lá de privilegiadas. Lula negou, no período em que Zé Dirceu era chefe de gabinete de Lula. A partir daquele momento, la famiglia Civita, que devia – e deve – horrores na praça por conta da necessidade de modernização do parque gráfico da Editora Abril e por causa dos prejuízos altíssimos com a falida rede de hotéis Quatro Rodas, que lhe pertencia -, declarou guerra sem trégua a Lula e aos que não concordaram com o megafinanciamento bilionário e em condições horríveis para o contribuinte e excelente para os Civita.Continue lendo ›

As cisões e o debate sobre a educação

De Alex Costa:
Diante de tumultos como os registrados recentemente na cidade de Juazeiro do Norte no Ceará, onde professores protestam contra redução dos salários, levada a cabo por uma câmara que, por outro lado, aumentou o número de folgas e os vencimentos dos vereadores, uma série de situações que afetam a educação vem à nossa cabeça. Com o risco de esquecer muitas cito algumas, as mais conhecidas: baixos salários, estrutura física precária, teorias pedagógicas de difícil aplicação em virtude da superlotação das salas de aula. Enfim, tudo isso e muito mais. Entre os professores é unânime a ideia de que muito precisa ser feito para a educação alcançar padrões mínimos, todavia o debate no interior da classe revela cisões inaceitáveis, tais como a falta de solidariedade entre concursados e contratados temporariamente. Do meio dessa desunião vozes clamam pelo corporativismo da classe em favor da luta comum. Atitude louvável, mas que deixa escapar pelos dedos as causas mais profundas do problema.Continue lendo ›

Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa

De João Arruda:
Existem situações em que a emoção sobrepõe à razão, dando origem a ações prejudiciais ao conjunto da sociedade e hoje o país debate um tema que sazonalmente volta à tona: à redução da maioridade penal, dos atuais 18 anos para 16, 15, 14 ou ainda menos, como querem alguns defensores. Não raro a emoção sobrepõe à razão e vemos âncoras de programas policialescos julgando e condenando jovens envolvidos em delitos, usando frases como “os adolescentes sabem que não irão sofrer nada por que são menores de idade”. Temos aí uma clara distorção. No Brasil, a partir dos 12 anos, os adolescentes já respondem judicialmente, podendo sofrer penas de até três anos de internamento. É esta mudança de foco, de dizer que os jovens não são punidos antes dos 18 anos, que acaba desviando a atenção da sociedade.Continue lendo ›

Há alternativa para verba de novos tribunais

De Pablo Cerdeira, especial para a Folha de S. Paulo:
A emenda que cria os quatro Tribunais Regionais Federais não altera qualquer direito constitucional. Tudo fica como está. Menos o orçamento. Ela é muito mais orçamentária do que constitucional.C ria despesas permanentes para os cofres públicos. Para instalação, manutenção, aposentadorias futuras. Seu único fundamento é: “Atender os reclamos dos jurisdicionados por uma Justiça ágil e próxima da sociedade”. Que serve para fundamentar qualquer coisa. Não há um único estudo, nem estimado, que diga quanto ela custará. Fala-se entre R$ 1 bilhão e R$ 8 bilhões. Isso apenas para sua instalação.Continue lendo ›

Até quando?

De José Luiz Boromelo:
As notícias dos casos de violência por todo o país são cada vez mais freqüentes. Os crimes acontecem nas movimentadas metrópoles e também nos mais pacatos municípios. O ilícito apenas muda de lugar, com o agravante que os marginais estão cada vez mais agressivos e letais. Em casos recentes distintos, dois profissionais liberais foram queimados em seus consultórios. Uma dentista morreu e outro continua internado com ferimentos graves. Num tradicional evento cultural na capital paulista, gangues apavoraram os freqüentadores com os chamados “arrastões”, provocando uma enxurrada de prisões. O caos instalou-se na delegacia da área, com mais de uma dezena de viaturas aguardando a entrega dos presos, enquanto que as vítimas multiplicavam-se por todos os lados. Sobrou até para um senador da República, vítima ilustre da marginalidade.Continue lendo ›

Deus, perdoa-me porque pequei

De Maria Newnum:
Há poucos meses meu marido assumiu o pastoreio de uma pequena comunidade. Tem sido uma experiência rica e nova para nós que há anos trabalhamos juntos em tantas outras atividades. Ele conduz os cultos de um modo bem diferente do que comumente se vê nas igrejas do Brasil. Por exemplo, ele não manda embora as crianças, ao contrário, prepara um sermão especial para elas primeiro e só depois conduz o sermão para os adultos. Na verdade, percebo que os adultos ficam com os olhos brilhantes, esperando o sermão dos pequenos. Quando chega a hora do sermão dos adultos a criançada se joga no chão sobre um tecido estendido, ao lado do púlpito e fica por ali, lendo historinhas bíblicas, desenhando, pintando… É reconfortante vê-las ali protegidas por Deus e por nós os adultos.Continue lendo ›

Morte de ciclista: saiba que a culpa não é (só) dos políticos…

De Christian Fausto:
Diferente de mim, o senhor de 47 anos que morreu na manhã desta terça-feira (21 de maio de 2013), em Maringá, não conduzia sua bicicleta para se exercitar. Sim, sou um apaixonado por bicicletas, mas posso me dar ao luxo de evitar, ao menos parcialmente, o trânsito selvagem da Cidade Canção quando vou de casa até o trabalho. A escolha que faço, toda manhã, entre o carro de 1 tonelada e a bicicleta de 10 quilos se dá por conta da experiência, de quase morte, que tive ao tentar chegar, pedalando, ao trabalho. Sim, sou apaixonado pela bicicleta, mas eu e minha esposa optamos por pedalar em Maringá após as 20hrs, quando a maioria dos carros da cidade repousam em suas jaulas, digo, garagens. Entretanto, sou consciente do fato de que, para uma parcela esmagadora da população maringaense, pedalar até o trabalho é uma questão de sobreviver até o fim do mês com algum alimento na geladeira e despensa.Continue lendo ›

Pobre país rico

De José Luiz Boromelo:
O governo brasileiro mostrou interesse em contratar 6 mil médicos cubanos para que atuem em áreas remotas do país (especificamente no Nordeste e na Amazônia), onde o atendimento de saúde é precário ou inexistente. Conforme o chanceler Antonio Patriota, as negociações para a vinda dos médicos envolvem a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entidades da área médica são contra a autorização para que médicos formados em Cuba exerçam a profissão no Brasil, sob o argumento que as faculdades cubanas não têm padrões de formação similares aos brasileiros e que em alguns casos os cursos de medicina da ilha caribenha equivalem aos cursos brasileiros de enfermagem. A ideia em “importar” determinadas categorias de profissionais foi inspirada no regime comunista cubano, que somente na última década enviou 30 mil médicos para atender a população de bairros pobres na Venezuela, principal aliado político de Havana. Uma conveniente troca de favores com o governo socialista de Caracas, como forma de compensar a venda de petróleo mais barato à ilha.Continue lendo ›

Pela ampliação da maioridade moral

De Eliane Brum,na revista Época:
Eu acredito na indignação. É dela e do espanto que vêm a vontade de construir um mundo que faça mais sentido, um em que se possa viver sem matar ou morrer. Por isso, diante de um assassinato consumado em São Paulo por um adolescente a três dias de completar 18 anos, minha proposta é de nos indignarmos bastante. Não para aumentar o rigor da lei para adolescentes, mas para aumentar nosso rigor ao exigir que a lei seja cumprida pelos governantes que querem aumentar o rigor da lei. Se eu acreditasse por um segundo que aumentar os anos de internação ou reduzir a maioridade penal diminuiria a violência, estaria fazendo campanha neste momento. Mas a realidade mostra que a violência alcança essa proporção porque o Estado falha – e a sociedade se indigna pouco. Leia mais.

A educação em Maringá

Leitora comenta que não é novidade para ninguém que a educação em Maringá está um caos nos últimos anos. “Falta estrutura básica para desenvolver os trabalhos, onde as salas de aula possuem apenas cortinas improvisadas amarradas com barbantes para o sol não prejudicar os alunos na sala inteira, carteiras e cadeiras inadequadas ao tamanho dos alunos, falta de equipamentos necessários ao trabalho do professor como impressoras (as que têm não funcionam ou não têm cartucho), o AEI (Ambiente Educacional Informatizado) que deveria ampliar possibilidades, não funciona, não há nem mesmo aparelhos de som para trabalhar música com as crianças. Sem falar da qualidade do lanche. Esta semana foi servido pão com carne moída próximo ao horário do almoço. É grande a falta de professores nas escolas municipais de Maringá e isso tem sido noticiado até mesmo na mídia, portanto não é concebível que professores auxiliares fiquem fazendo atividades para os diretores das escolas, enquanto há tanta defasagem na aprendizagem dos alunos e tanta necessidade de auxílio desses em sala de aula, até mesmo porque convém lembrar que a função do professor auxiliar é justamente auxiliar o aluno e não o diretor, ainda mais se for para enfeitar a escola para eventos comemorativos como Dia das Mães, Dia das Mulheres, Páscoa, reunião de pais e outras tantas”, relata. Continue lendo ›

Balcão político ministerial

Por Hélio Duque:
Presidente da Câmara de Gestão do Palácio do Planalto, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, alertou a sra. Dilma Rousseff, no exercício da Presidência da República, que administrar um governo com 39 ministérios é “burrice e loucura”. Infelizmente sua advertência caiu no vazio. Acaba de ser criado o Ministério da Micro e Pequena Empresa, destinado a preencher a cota partidária de uma nova agremiação política. Ao invés do enxugamento da máquina estatal adequando-a à racionalidade administrativa, buscando a gestão pública eficiente, acomodar novos aliados políticos com objetivo eleitoreiro passou a ser estratégia de poder. A estrutura ministerial ao inchar com novos cargos e variadas prebendas, acomoda os novos correligionários, ampliando a burocracia e garantindo o desperdício caótico do dinheiro público.Continue lendo ›

Vamos trazer os gringos pra ver

De Juliano Xuxa:
“Pra gringo ver”. Essa é uma frase muito antiga usada pra descrever obras publicas faraônicas. Mas em Maringá essa frase pode ser a solução de nossos problemas. Deixe-me explicar. Em alguns dias teremos uma delegação do Japão em nossa cidade e para receber nossos amigos do outro lado do mundo a administração pública resolveu reformar uma praça e arrumar todo o asfalto próximo à Acema, isso tudo a toque de caixa (nunca vi uma obra pública sendo executada com tal velocidade e empenho). Coisa de primeiro mundo, mesmo… estão de parabéns.
E aproveitando toda essa motivação pública, gostaria de sugerir que nós como bons anfitriões que somos, convidássemos mais umas 100 delegações de outras partes do mundo, fomentando assim esse intercâmbio que é tão importante para nossa cidade. Imagine meus amigos contribuintes que maravilha: Vem uma delegação da Itália e imediatamente a prefeitura resolve terminar o Parque do Ingá e de quebra o Horto Florestal, vem uma delegação da Rússia e reformam a Vila Olímpica aí vem outra do Canadá e resolvem os problemas dos postos de saúde e assim por diante. Em minha opinião a solução está clara e cristalina.