Opinião

Tolerância zero é para todos?

De leitor:

Todos concordam que o transito em Maringá anda violento e que precisa mesmo de ações para dar maior segurança a todos, mas não sei se todos ainda concordam com essa operação conjunta intitulada “tolerância zero”. Blitz na hora do rush causa congestionamentos e gera mais transtornos do que melhorias; enquanto na avenida Guaiapó trabalhadores enfrentavam 4 km de congestionamento na volta pra casa por conta de uma blitz, avenidas importantes de Maringá, estavam servindo de palco para carreatas de políticos, que naquele momento complicavam ainda mais, o já pesado trânsito de Maringá, caixas de som com jingles muito acima do volume permitido, pessoas em cima de caçambas de camionetes, com os braços e alguns até com o corpo inteiro fora do veículo…
O que de fato acontece? A tolerância é zero para todos da cidade, menos para políticos e seus partidários?! Por que a polícia ignora esses abusos? Tal como eu ou você que está lendo essa mensagem, os participantes dessas carreatas políticas também são parte do transito! Não podemos ter ações policiais com um peso e duas medidas!

Por um campo limpo

De Maria Iraclézia de Araújo, presidente da Sociedade Rural de Maringá:

É gratificante para o setor agrícola ver que o Brasil lidera o ranking dos países que possuem sistemas de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Dados da central de recolhimento mostram que 95% das embalagens vazias de agrotóxicos são devolvidas para as centrais para que sejam recicladas e transformadas em objetos. Hoje são mais de 100 centrais em todo país, e uma delas funciona em Maringá desde 2009, inaugurada no Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado em 18 de agosto. Continue lendo ›

Pum… pum… pum…

Do leitor:

Como ex-prefeito de Maringá, Ricardo Barros, o ficha-suja, responde a várias ações judiciais, tendo sido condenado em duas instâncias por improbidade administrativa, o que legalmente o impediria de tomar posse caso seja eleito como senador, uma hipótese muuiiito remota. Na condição de deputado federal, Ricardo Barros exerceu seu mandato de uma forma muito intere$$sada. Ou intere$$ante, o que dá na mesma.
Nos meios políticos, Ricardo é conhecido como “leitão-vesgo” (mama numa teta e já está de olho na outra). Até o  jingle de sua capanha ao Senado parece não cheirar bem. Ao insistir na memorização de seu número – 111 -, o som musical que parece chegar aos ouvidos é… pum… pum… pum… Que coisa mais mal cheirosa desde a origem!

A tolerância e o pandemônio

Do leitor:

Essa tal de [Operação] Tolerância Zero é a coisa mais ridícula que eu já vi, pois as mortes no trânsito continuam e os assaltos aumentaram, porque um bando de gente se une em um só lugar para ficar prendendo carro com extintor vencido. Hoje eles desfilaram pela cidade com um guincho cheinho de motos, e ainda rebocando um fusca velho. Aí vem a babaquice sem tamanho, por que pra quê quatro motos da Setran escoltando um guincho com as sirenes ligadas e o maior pandemônio? Até parecia que eles haviam prendido o maior bandido do mundo. Só por Deus…

E a família, como vai?

Do padre Orivaldo Robles:

Minha entrada no mundo dos adultos deu-se, como para a maioria dos meninos da minha idade, pela mão de meu pai. Via de regra, na nossa infância, a mãe quase não aparecia além da porta da cozinha. Ficava restrita aos afazeres domésticos, às atividades que lhe conferiam o título de dona de casa. Era seu cargo e sua área de atuação. Mais que dona era, na verdade, a empregada de casa. Casa que era também o seu reino: lá dentro, nada escapava ao seu comando. Cabia ao pai cuidar da ligação do lar com a realidade exterior. Através dele, abria-se para os filhos a possibilidade de romperem os limites do círculo familiar e experimentar a aventura de descobrir o mundo.
Na íntegra.

O diálogo é caminho para a verdade

Do padre Sidney Fabril:

A maioria dos problemas poderia ser resolvida se as partes implicadas estivessem abertas ao diálogo. Quantos conflitos familiares, sociais, políticos, religiosos poderiam ser solucionados se houvesse abertura ao diálogo. Isso porque ninguém é dono da verdade. A verdade vai aparecendo na troca de experiências, no convívio, na abertura das relações. Ninguém é somente bom como ninguém é somente mau. É possível aprender grandes lições até com nossos adversários e inimigos. Na íntegra.

Câmara de Maringá sem acessibilidade

Parece mentira, mas infelizmente o prédio da Câmara Municipal de Maringá não oferece as mínimas condições de acessibilidade. Estive falando com o presidente, vereador Mário Massao Hossokawa, segundo ele a atual legislatura não tem nenhum interesse em prover as instalações acessíveis. Na verdade, o vereador foi muito infeliz de proceder tal afirmação, pois ninguém sabe o dia de amanhã. Entre as inúmeras falta de acessibilidade podemos citar a rampa de acesso aos gabinetes, totalmente fora da ABNT 9050: um pobre mortal usando cadeira de rodas sem o auxílio de outra pessoa não consegue subir. Sanitários sem a menor condições de uso, piso sem indicações táteis. Segundo o vereador a câmara poderá mudar de endereço, mas não precisou a data. O que poderia servir de exemplo é omisso. Dinheiro para proceder às reformas para dar total acessibilidade o poder Legislativo tem. R$ 3,540 milhões que o Legislativo devolveu ao Executivo, no fim do ano passado, deveriam ser aplicados no prédio da câmara; é muito fácil dizer aos quatros cantos que a câmara economizou esse dinheiro. Depois que infelizmente a casa do presidente foi assaltada ele agora sugere que o prefeito Silvio Barros II invista em segurança os R$ 3,540 milhões, se o bom senso for acima dos interesses políticos 10% do valor podem ser aplicados em acessibilidade no prédio da câmara e que todas as pessoas com mobilidade reduzida agradecem.

Vicente Lugoboni é jornalista – lugoboni@gmail.com

A grande farsa

Do capitão José Geraldo Pimentel:

A próxima eleição presidencial será um evento de cartas marcadas. Os altos índices nas pesquisas eleitorais não são indicação do favoritismo da candidata Dilma Rousseff; ela, simplesmente, é o fantoche do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva. Qualquer outro candidato indicado por ele, estaria com os mesmos índices de preferência do eleitorado. O presidente Lula conseguiu angariar simpatia, cooptando  as massas menos favorecidas com o artifício da Bolsa Família, o seu programa de inclusão social. O pessoal ignorante, preguiçoso, não trocaria esse auxílio por emprego nenhum de carteira assinada – Carteira assinada não é sinal de garantia no emprego.Na íntegra.

Compra-se um pai

Do padre Orivaldo Robles:

Muitos talvez conheçam a história que, faz tempo e não me lembro onde, li sobre um garotinho de orfanato. Quando aparecia uma visita, ele corria-lhe ao encontro com papéis recortados em forma de cédulas, e os oferecia, pedindo: “Tó meu dinheiro, compra um pai pra mim”. A cena, mesmo imaginada, comove pela inocência e dor do pedido. Calcule-se o espanto do embasbacado visitante. Surpreendeu-me o pedido por um pai. Acostumamo-nos à idéia de que filho sente mais a ausência da mãe. Talvez o orfanato fosse dirigido por religiosas que, muitas vezes, oferecem amor mais completo que mãe biológica. Esta, quem sabe, não fizesse tanta falta à criança. Na íntegra.

Como vai a sua família?

Maringá, 06 de agosto de 2010

Do padre Sidney Fabril:

Duvido que haja alguém ou algo que forme melhor uma pessoa feliz, sadia, equilibrada, em processo de harmonização, do que uma família que vive bem, com amor e paz. Deus é família. As três pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo formam a Família que é o nosso Deus, a Santíssima Trindade. Como foi essa Família que nos criou à sua imagem e semelhança, nos fez também família. É claro que a família perfeita é só a divina. Já as nossas famílias têm problemas, tristezas, sofrimentos, frustrações e desajustes. Mas ela pode ser melhor! Na íntegra.

Você convive com um psicopata?

De Luiz Flávio Gomes:

Logo que o rumoroso caso “Bruno” ganhou força midiática – julho de 2010 – começaram a afirmar de que ele seria um psicopata, caso tivesse feito tudo que foi divulgado. Seria mesmo? Quem é o psicopata? Como ele se comporta? Como ele se relaciona com as pessoas? Você – por acaso – convive com um psicopata? Como funciona a cabeça dele? Nem todo psicopata é deliquente assim como nem todo delinquente é psicopata (Cleckley). De qualquer maneira, parece certo que a psicopatia se apresenta como uma das “produtivas fábricas” que integram nossa “Holding Brasil de violência e delinquência”. Na íntegra.

Só bate no filho quem tem preguiça de educar

De Marcelo Migliaccio:

O governo federal apresentou projeto de lei que proíbe pais de castigarem fisicamente os filhos. Palmada, beliscão, puxão de orelha e outras idiotices que quem tem preguiça de conversar usa para enquadrar crianças. Bato palmas de pé para o projeto. Se eu der um tapa em você na rua, você pode me processar. Por que então você tem direito de agredir seu filho? Na íntegra.

Casar na Igreja

Do padre Júlio Antônio da Silva:

A união amorosa entre um homem e uma mulher, para nós católicos, chama-se sacramento do matrimônio. Para a Igreja, sacramento é um gesto visível que transmite algo invisível. Ou melhor, é um sinal sensível e eficaz que garante a graça de Deus, em Jesus Cristo, na vida da gente. Se o sinal visível transmite uma realidade invisível, isso significa que o visível não é tudo. É apenas um indicativo do invisível. No matrimônio, é o amor oblativo entre um homem e uma mulher que marca e visualiza o sacramento. A Bíblia lembra que esse amor entre o esposo e a esposa deve ser semelhante ao amor que existe entre Jesus Cristo e a Igreja (Cf. Ef 5, 25-33). Cristo, por um amor apaixonado e apaixonante, entregou sua vida pela salvação total de todos e de todas, indicando que amor pra ser amor deve ser doação provada e comprovada até as últimas conseqüências, sem segundos interesses ou intenções: “Não existe amor maior do que dar a vida…” (Jo 15,13). Na íntegra.

Da beira do rio para a caixa de fósforo

De Felipe Spack:

Uma excelente reportagem da jornalista Paola Carriel publicada na Gazeta do Povo de hoje dá uma noção bastante precisa do que é racional e do que é irracional na questão habitacional curitibana. Segundo a reportagem, desde 2007 a Cohab de Curitiba reassentou cerca de 1,8 mil famílias que moravam nas beiras dos rios da capital. As famílias viviam um duplo problema: em primeiro lugar, tinham levantado suas casas em áreas pertencentes a terceiros, e por isso moravam irregularmente; em segundo lugar, tinham escolhido justamente as áreas de maior fragilidade ambiental para construir – aquelas localizadas a poucos metros da beira dos rios e córregos. Devido à sua fragilidade ambiental, a legislação brasileira proíbe a ocupação dessas áreas, consideradas de “preservação permanente”, com o intuito de resguardar tanto a saúde das famílias quanto a qualidade das águas. Na íntegra.

“É preciso oxigenar”

De Jair Jacoh:

Difícil entender o PMDB maringaense. O mesmo Crispim que se agarrou à presidência da JPMDB (juventude do PMDB), mesmo quando a idade já indicava que deveria passar o bastão a outro, foi guindado – e faz muito tempo – pelo grupo do ex-prefeito Said à presidência local do PMDB. E o que aconteceu? O PMDB que era muito forte em Maringá e região foi murchando e há tempos tem dificuldades para eleger um mísero vereador. Nada de candidaturas viáveis a prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador. Não vale citar o Odílio que é sozinho, uma marca forte e se elegeria por qualquer partido – aliás como já ocorreu.
O PMDB maringaense se apequena quando as ações partidárias miram apenas o interesse pessoal de alguns que insistem em manter-se fiéis aos que lhe dão cargos de confiança. É preciso oxigenar. A ação do Crispim foi importantíssima no momento em que dava sustentação a Said nos bairros, porém o tempo passou e este modelo há tempos dá sinais claros de exaustão.

Pecados no trânsito

Do padre Julinho:

Nossa cidade cresce assustadoramente. Já era o tempo em que tínhamos espaços garantidos para caminharmos e circularmos tranquilamente. Dentre os grandes e novos desafios para nossa engenharia urbana está o trânsito. No quadro acelerado do crescimento urbano, Maringá não seria diferente dos grandes e médios centros urbanos. O aumento de veículos automotores está em proporção ao aumento populacional da cidade. Aqui, falam de um veículo para cada 1.8 habitante. A circulação com veículos motorizados nos dá maior rapidez na execução de nossos trabalhos e passeios. Eles encurtam distâncias. Porém, em alguns casos, dão aos condutores uma sensação de autosuficiência e de domínio sobre os outros.  Aumentando a auto suficiência, pode-se correr no risco de cada um querer bater recordes de velocidade. Assim, experimenta-se o gostinho de dominar tudo e todos, inclusive o espaço que é destinado para todos. Aqui morre o perigo: Quantas imprudências! Quantas insanidades! Quantos descuidos! Quantos acidentes! Basta recordar números divulgados na imprensa: Em 2009, foram 58 os óbitos causados por acidentes de trânsito. Em 2010, até o dia 21 de julho, já somam 66 vítimas fatais, sem contar outros acidentes de pequenas montas. Que coisa estarrecedora! Na íntegra.

Parem de culpar a Deus pela morte

Do padre Sidney Fabril:
Fico impressionado com a imagem que algumas pessoas fazem de Deus, principalmente em relação à morte. Como é comum ouvir pessoas nos velórios tentando consolar os familiares da pessoa falecida com frases do tipo: “Você tem que se conformar porque Deus quis assim!” ou “Se Deus quis assim, o que é que a gente vai fazer?”. Uma vez fui consolar uma moça que havia perdido a mãe e a irmã num acidente e lhe disse: “Confie em Deus”, “Segure na mão de Deus e Ele vai lhe dar forças”, ao que ela me respondeu: “Não me fale de Deus, Ele não me interessa; Ele matou as duas pessoas que eu mais amava e eu não quero saber Dele”. Logo concluí que alguém havia dito para ela uma daquelas frases acima. Na íntegra.

Desespero da mão-de-obra

Ei você que ainda acostuma a dar esmolas nas ruas e sinais! A mensagem é a seguinte: “Temos vagas”, “Estamos contratando”. A construção civil passa por um momento de dificuldade encontrar trabalhadores da área, assim como outros setores de nossa região: costureiras, programadores de sistemas… O governo do Paraná tem um programa de diversos cursos em Maringá, pós médio – profissionalizante: técnico de edificações, técnico em segurança do trabalho, técnico em meio ambiente, técnico em química, técnico administrativo, magistério. São cursos gratuitos, com vale transporte e janta.
Como se não bastassem as variáveis – pessoas se qualificando (procurando ocupações melhores), mercado de trabalho aquecido –  a Aência do Trabalhador vai contra o principal objetivo de todos (empresa, governo, trabalhador). Após ter aberto vagas durante três vezes consecutivas e não aparecer nenhum candidato a se cadastrar nessas vagas, sem qualquer exigência de experiência, passando todos os dias de manhã e vendo centenas de trabalhador na fila aguardando a agência abrir na busca de oportunidade de emprego, fomos até a agência pedir espaço para oferecer vagas aos trabalhadores.
Não fomos autorizados a oferecer vagas devido a burocracia do sistema da agência, pois as vagas oferecidas devem passar pelo sistema. Onde o objetivo maior da agência do trabalhador, não é recolocar trabalhadores no mercado, muito menos auxiliar empresas na contratação e sim indicar as pessoas para que passem pelo sistema e atinjam metas estabelecidas para liberação de fundos do governo. É um desrespeito com a sociedade fazer com que o objetivo seja atingir meta do sistema e não recolocação de funcionários.

Fábio Alexandre
Coordenador de Recursos Humanos (8804-0703)

Vote no PT e eleja a oligarquia

De Felipe Rigon Spack, do Direto de Esquerda:

As eleições de 2010 marcam o momento em que, para eleger Dilma, a cúpula do Partido dos Trabalhadores terminou de sufocar o que restava da sua base militante. No Maranhão, a aliança do PT com Roseana Sarney foi imposta pela Direção Nacional através da cassação da decisão do Diretório Estadual, que era pelo apoio à candidatura de Flávio Dino (PC do B). Em Minas Gerais, a imposição foi menos gritante, mas no fim das contas Hélio Costa, direitista velho de guerra, abocanhou o apoio petista. No Paraná, o PT entregou seus vinte anos de militância “de porteira fechada”, como se diz: as alianças serão não apenas para as candidaturas majoritárias (ao Senado e ao Governo do Estado), mas também para as proporcionais (a deputado estadual). Isso significa que, ao votar na legenda 13, os eleitores petistas ajudarão a empoderar candidatos de direita, como Alexandre Curi e Stephanes Junior. Leia mais.

Doutor Said

Do padre Orivaldo Robles:

Há quarenta anos sou amigo do Bernardelli. E também do doutor Said. Sinto que a política lhes tenha criado problemas. E deles com outras pessoas. Política faz isso mesmo. Mas que direito tenho de julgar? Não passo de um pobre pecador. Prefiro lembrar o Said marido de dona Irma, mulher valente, a quem ele, conhecido turrão, acabava acedendo. Como na pretensão de candidatar-se, ainda uma vez, que ela não aceitou. Ele pediu-me ajuda para convencê-la. Só para justificar-se, imagino, perante os correligionários. Sabia, desde sempre, que seria inútil. Conhecia a mulher que escolhera para esposa.  Na íntegra.

Paixão

Derrel Homer Santee:

O amor erótico faz parte da vida. O Livro dos Cânticos está entre as literaturas mais eróticas do mundo! É uma canção exaltando os prazeres do amor físico. Registra o diálogo entre dois apaixonados, um se entregando ao outro! A tradução não consegue transmitir para a nossa cultura a riqueza erótica das imagens. Na cultura hebraica, as imagens transmitem os prazeres do cheiro, sabor, tato e orgasmo. É paixão pura, sem falar em noivado, casamento, família ou filhos… É êxtase só, sem amarras culturais ou religiosas. É o delírio da libertação, sem neuroses e preconceitos. Na íntegra.

Que crueldade é essa?

De Tania Tait:

Num dia muitos beijos e muito amor, noutro um esquartejamento da mulher.Vimos estarrecidos pela TV as notícias do sequestro e assassinato de Eliza Samudio pelo goleiro do Flamengo, o Bruno. O que leva uma pessoa a cometer um ato desse tipo? Impunidade? Sentir-se dono do mundo? Dono da alma e do corpo da mulher? O fim da violência contra a mulher tem sido uma luta constante dos movimentos organizados de mulheres. Grandes instrumentos de apoio às mulheres vítimas de violência foram criados como a Casa Abrigo, as Delegacias da Mulher, as Centrais de Atendimento e a Lei Maria da Penha. No entanto, nem todo esse aparato tem protegido as mulheres e as crianças de crueldade de homens que se sentem seus proprietários a ponto de disporem de suas vidas. Na íntegra.

Salvação, obra de amor

Do padre Orivaldo Robles:

Uma senhora pobremente vestida, com os pés metidos em surradas sandálias, chegava, todos os dias de visita, ao saguão de espera da penitenciária. Trazia, invariavelmente, nas mãos uma matula com uma torta de palmito e outras iguarias que sabia serem do agrado do filho preso. Sujeitava-se, embaraçada, sem saber para onde olhar, ao exame das policiais femininas, norma imprescindível, nem por isso, contudo, menos constrangedora para alguém de quarenta e cinco anos, que se despia só na presença do companheiro, ainda assim, no quarto, à meia-luz. Por vergonha e ignorância não tinha ido a um médico ginecologista até a essa idade. Aceitava também, com imenso pesar, evidentemente, que agentes penitenciários revirassem seus quitutes graciosamente dispostos, no vagaroso trabalho de investigar se porventura ela não tinha tido a idéia (imagine!) de introduzir uma arma ou droga nas dependências da prisão. Desfaziam toda a beleza do embrulho. Na íntegra.

As ofensas à Verdade

Do padre Sidney Fabril:

Jesus nos ensinou que devemos amar a verdade e nunca cansar de buscá-la porque ela nos torna livres: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Liberdade e verdade são inseparáveis. Que valores importantes são e como são necessários a cada pessoa, às famílias e à sociedade. A verdade tem sido ofendida o tempo todo, cresce a desconfiança em geral e as relações ficam cada vez mais afetadas. Vamos falar de algumas ofensas à verdade. Uma das ofensas à verdade é o falso testemunho. Acontece quando uma afirmação contrária à verdade é emitida publicamente diante de um tribunal. Quando se está sob juramento, trata-se de perjúrio. Isso assume uma gravidade particular e compromete gravemente o exercício da justiça. O falso testemunho e o perjúrio contribuem para condenar inocentes e inocentar culpados. Na íntegra.

Moeda de troco

Do leitor:
Com a candidatura do senador Osmar Dias ao governo do Estado, em oposição aos tucanos, resta a conclusão de que seu irmão, senador Álvaro Dias, “convocado” por Serra para ser seu vice na chapa presidencial, vinha sendo utilizado como moeda de troco – e não moeda de troca. Ou a cúpula nacional tucana achava que Álvaro seria capaz de carrear 7,5 milhões de votos (total dos eleitores paranaenses) em favor do intragável Serra?
Neste episódio, ficou demonstrado que a importância política de Álvaro Dias é mínima, quase nenhuma. E que Serra, apesar de seu conhecido caráter autoritário, terá que engolir um vice iaprovado pelo Demo, partido cujo único governador – José Roberto Arruda – foi cassado neste ano por… corrupção. Serra, antes da cassação, considerava Arruda seu vice ideal…
Em tempo: já que os tucanos consideram FHC um “grande estadista” por que não indicá-lo como vice e colocar ponto final no imbroglio?

Eleição para deputado e o PT

Faz tempo agora, quando eu escrevi neste blog sobre a falta de estratégia  do PT de Maringá e região quando o partido lança os candidatos a deputados estaduais e federais. Vou repetir brevemente. A minha opinião é que na nossa região de Maringá deve ter um candiato para deputado estadual – que  deve ser de Sarandi; e um candidato só  para deputado federal e que deve ser de Maringá. Pode ter outros candidatos para a eleição estadual ou federal vindo da aliança que está apoiando a Dilma, mas vindo do PT como PT deve ter um  só um candidato para a eleição estadual, e outro candidato para eleição federal.
É questão de numeros: Maringá e a micro-região tem bastante votos para eleger um deputado federal do PT – o que mais me interessa – mas não pode pulveralizar estes votos em mais de um candidato: caso contrário Maringá e a região, mais outra vez, ficam sem deputado federal – como ficamos até hoje!

Crítica e Autocrítica

O jeito paulista de fazer política

De Rudá Ricci:

Se o jeito mineiro de fazer política é o mais português e feminino de todo o país, o jeito paulista é o mais norte-americano e masculinizado. O desastre atual do modo serrista de conduzir a campanha e definir o nome de seu parceiro de chapa é a expressão mais acabada do político paulista. Como sou paulista migrante, que vive em Minas Gerais, tenho um olhar caolho sobre a política dos dois Estados. Com este olhar que mira um com parte da visão no outro, vou me arriscar a sugerir um decálogo do jeito paulista de fazer política. Devo perder alguns amigos, mas nunca me acusarão de perder a piada. Vamos ao decálogo: Na íntegra.

Ligações perigosas

Do padre Orivaldo Robles:

Recebo ligação telefônica às dezenove horas, quase noite. Uma sedosa voz feminina chama alguém com meu nome, residente na minha cidade, assinante do meu número de telefone. Não creio que haja outro com tais características. Ela quer falar comigo, não há dúvida. Identifica-se: é fulana de tal, do banco tal, que escolheu aquela inusitada hora e aquele jeito estranho para me oferecer uma proposta irrecusável de vantagem financeira. Vantagem, diga-se, não para a instituição bancária, mas para seu ignoto interlocutor, por acaso, o autor destas mal traçadas. E lá vem a conversinha, que tanta gente ouviu e continua a ouvir por esse Brasil afora. Na íntegra.

O sistema das drogas

Do padre Júlio Antônio da Silva:

As drogas tornaram-se um problema gravíssimo para nossos dias. Elas circulam como mercadorias num amplo e complexo sistema. Neste, há os produtores, intermediários e consumidores do produto. Por isso devemos dizer de um “sistema das drogas”.  O elemento mais visível desse sistema é o usuário. Porém, no mundo das drogas ilícitas, o elemento mais visado dentro do sistema é o traficante, por ser quem faz a mediação entre o produtor e o consumidor. Contudo, ainda não é ele que detém a posição mais forte na complexidade do sistema. É uma ingenuidade reduzir o sistema das drogas, como geralmente se faz, à sua parte visível: plantador/preparador/consumidor/traficante. Leia mais.