Opinião

“Hoje, qualquer miserável tem um carro”


O comentarista Luiz Carlos Prates, da RBS/RS, que fez sucesso ao falar sobre os deputados que gostam de gastar dinheiro público (a partir de uma afirmação do maringaense Ricardo Barros), é acusado de dar uma derrapada ao comentar sobre os mortos no feriadão. Ao falar sobre imprudência, disse que hoje “qualquer miserável tem um carro” e que isso é “resultado desse governo espúrio, que popularizou pelo crédito fácil o carro para quem nunca tinha lido um livro”.

Matinê de carnaval

Do padre Orivaldo Robles:

Saudade não consulta calendário. Sem se anunciar, bateu-me a lembrança do meu primeiro (e único) carnaval. Cedo me convenci de que o rei Momo e eu temos incompatibilidade de gênios. Garoto pobre da roça, jamais soubera da sua existência. Para mim, como para todos os meninos do meu tacanho mundinho, carnaval era uma palavra de pouco, quase nenhum significado. Daí, por uma razão que só a pobreza explica, minha família se mudou para Jales. Fomos morar numa chácara, no limite do perímetro urbano. Na frente do pomar que rodeava nossa casa corria a primeira rua. Sufocada, é verdade, pelo capim colonião em que pastava alguma vaca ou cavalo ali amarrado com corda longa. Mas era a rua que dava início à cidade. Com menos de dez anos de fundação, parecia estranho, mas não para nós, chamar cidade um amontoado de meia dúzia de ruas. Casas, algumas dezenas. Na íntegra.

Dois pesos e duas medidas

De leitor maringaense:

Hoje, sábado, dia em que o nosso primeiro mandatário faz suas orações, de agradecimentos, pediria que incluísse em seus pedidos uma reflexão sob as medidas tomadas sob seu manto, quando mandaram fechar um asilo na Zona 5 porque incomodava a vizinhança. Os idosos, tratados como velhos, provavelmente ofuscavam as belezas da mansões que lá existem. Deveria aproveitar para refletir, pedir orientação e tomar providências sobre a tolerância que têm seus subordinados com relação a boate que funciona na avenida Tiradentes, bem próxima da casa em que ele reside. Diferentemente dos acolhidos no asilo, os frequentadores da tal boate, levados pelo álcool, fazem verdadeiras algazarras, com vozerios elevados, brigas, etc que incomodam toda a vizinhança. Os moradores do entorno já reclamaram inúmeras vezes ao gerente e ao diretor da Sema, fazem ouvidos moucos e nenhuma providência é tomada.
Seria importante chamá-los e pedir explicações sobre o por quê de tão tolerantes, pois o sono dos moradores próximo do local é tão necessário quanto os da Zona 5. Gostaria que a PMM cassasse o alvará com a mesma presteza que fizeram com o asilo. Portanto, que o mandatário da cidade saia da casa de orações com o espírito elevado e cheio de decisões
que venham em prol do bem comum dos seus munícipes.

O caso Mayara

O caso é uma situação associada, no mundo forense, a um processo. No cotidiano caso é algo relacionado com situações extraconjugais, ou um namoro, assim sem muitos compromissos. Como pode ser um fato comum da vida, ou especial depende de uma valoração. Posto isto a pergunta é: quando nasce um caso? Parece-nos que tal questão está vinculada quando há um rumo diferente daquele que é considerado como “normal”. Este preâmbulo é para contextualizar o texto do jornalista Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de São Paulo, nesta terça-feira. Nele o autor trata do caso Mayara e crítica o meio pelo qual a OAB de Pernambuco decidiu reagir quando da manifestação pública da estudante de direito, a qual se utilizou de um discurso no Twitter  para instigar o homicídio, sustentando o referido jornalista que “Incomoda-me, de um lado que a primeira reação seja ir a justiça para punir a jovem”. Entendo que o ir até a justiça não resulta de uma decisão impensada, pois o processo judicial é um caminho difícil, longo e não sempre resulta naquilo que se busca. Porém é um caminho civilizado, adequado quando todas as outras formas de dialogo social foram superadas e quebradas.

Ou seja, quando a capacidade dos cidadãos mostrou-se ineficiente para resolver o conflito, pois consideramos que uma sociedade não é um amontoado de indivíduos que correm todos os dias para algum lugar, sendo, pois algo bem mais complexo. Por essa razão é necessário observar que a ida até a justiça por parte da OAB, indica que todos os outros meios sociais de “civilizar” começando pela Família, seguindo pelos valores religiosos, continuando pela escola, e avançando na Universidade, parecem ter fracassado. Veja que se trata de estudante de terceiro grau e aluna de um curso que começa desde o primeiro dia comentando, estudando e debatendo Kelsen e sua pirâmide em cuja cúspide está a Constituição. Lembrando que a nossa Lei Maior manda no seu Artigo 1º que a República Federativa do Brasil tem como fundamentos, dentre outros, a cidadania  e a dignidade da pessoa humana. O problema não está em ir até a justiça para buscar punir, a questão está em que todos os freios e contrapesos sociais pacíficos fracassaram neste caso.

Jorge Ulises Guerra Villalobos

Atitude policial excessiva e humilhante

Leitora se manifesta poor conta de uma cena que presenciou no último sábado, às 10h30, na rua Santos Dumont, quase esquina com a Herval, em Maringá. Um jovem, possivelmente menor, cuja aparência não parecia oferecer nem ameaça, nem resistência, estava sendo levado como criminoso por dois policiais, com as mãos algemadas nas costas, calçando apenas um pé de tênis, tendo em seu rosto um semblante de constrangimento e medo. Um grupo de senhoras que estavam na esquina, duas com filhos menores, manifestavam revolta pela conduta dos policiais, visto que o rapaz havia sido preso por vender DVDs piratas na calçada (igual a muita gente pelas ruas). Segundo elas, ao ser revistado, o menino não tinha posse nem de armas, nem de drogas. Perdeu um pé de tênis, que provavelmente valia mais do que toda uma semana de “trabalho”, ao tentar fugir dos policias, e, após ser algemado e levado, pediu aos policias para que pegassem o sapato, e eles recusaram.
As senhoras compartilharam comigo da mesma opinião: de que a atitude dos policiais foi excessiva e humilhante, pois deveriam agir dessa forma somente com criminosos perigosos, e não com um jovem exposto aos pedestres na rua. Foi uma maneira falha de dizer que o longo braço da lei estava exercendo sua função. E quem nos garante que longe dos olhos da população indignada, o rapaz não sofreu punição e constrangimento maiores?!

“Vai faltar água na torneira”

Do leitor:

– Os Barros têm experiência mal sucedida com a atentativa de privatização das escolas municipais. Vão tentar agora o serviço de água e esgoto que vem sendo bem administrado pela Sanepar. A Sanepar tem todo um caldo de cultura sobre o serviço. Com a retomada do serviço pela prefeitura, toda uma infraestrutura terá de ser criada. A qualidade da água fornecida será uma incógnita. Se isso realmente vier a ocorrer, a falta de água na torneira será uma constante, porque os investimentos na rede de água e esgoto ficarão na dependência de verbas federais apenas, ou seja, Maringá ficará sob o jugo dos políticos de ocasião. Eu já estava propenso a mudar de cidade e se isso vier a ocorrer mesmo, levarei minha empresa para outro lugar, porque sei que municipalização da água e esgoto não deu certo em lugar algum.

O que nos resta de história

De José Fuji:

Maringá, por se tratar de uma cidade ainda muito jovem, tem sua história conhecida pelas pessoas que ainda estão entre nós. Boa parte dos pioneiros da cidade chegaram à cidade desembarcando na Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz, que, como muitos deles, deixou de existir. Como muito bem diria o Akino Maringá ao conversar com amigo de um alto de um prédio, a minha voz embargou e os meus olhos quase vieram as lágrimas quando via os tratores e retroescavadeira destruindo como se fosse algo tão normal, sem saber que muitas consciências lá estariam sendo apagadas.
E o que ficou no legado de nossas consciências são apenas as histórias dos projetos de mais de 40 anos atrás elaborados para construir um Contorno Norte, que na época realmente contornava a cidade, e hoje vem sendo o bloqueador do progresso e crescimento de nossa cidade. Continue lendo ›

Dia de Luto

De Rodrigo Constantino:

O dia 2 de novembro foi escolhido como data oficial para a homenagem aos mortos. Gostaria de prestar aqui minha homenagem ao mais recente defunto brasileiro: a Ética. Seu falecimento gerou profunda tristeza em milhões de brasileiros. Não foi morte acidental, mas homicídio. Cinqüenta e cinco milhões de brasileiros executaram a Ética à queima-roupa, no dia 31 de outubro. As armas usadas: as urnas. Esta eleição foi caracterizada pelo total desprezo aos valores éticos. O presidente Lula foi o grande responsável por esta lamentável postura. Colocou na cabeça que a única meta importante era eleger sua candidata, e qualquer meio poderia ser usado para tanto. O presidente da República, representante de todo o povo brasileiro, tornou-se um empolgado cabo eleitoral, ignorando as funções de seu cargo, as leis e o respeito às regras de uma democracia limpa. Na íntegra.

Vida é a realidade decisiva

Do padre Júlio Antônio da Silva:

Apesar das tantas maquiagens inventadas em cima da morte e dos mortos,  nossa cultura popular ainda conserva grandes sinais e manifestações diante do ato final da vida humana. Para confirmar esta verdade, basta recordar o quanto de gente, no dia de finados, foi ao Cemitério Municipal. Lá, quantas velas foram queimadas. Quantos vasos de flores depositados sobre túmulos.
Quantas coroas. Quantos ex-votos depositados sobre túmulos de pessoas significativas para a cidade, como o jovem Clo ou o padre Bernardo. Finados sinaliza um movimento de proximidade com os mortos. E instiga o instinto humano a procurar os porquês das perdas que vão sendo semeadas e experimentadas no decorrer de nossa vida. Normalmente, as experiências de perdas afetam nosso ser mais profundo. Na íntegra.

Outra Dilma

De Ateneia Feijó:

Se o voto na mulher-Lula representou apenas eleger a criatura submissa ao criador, a louvação de sua vitória eleitoral não ultrapassou o festejo partidário. Qual? O de ter conseguido eleger uma “guerreira” de fidelidade canina para a “missão” de tocar o projeto de país lulista; até ele voltar. Em nenhuma hora ela foi apresentada ou considerada por seus correligionários como uma grande líder. Como, normalmente, conviria à pretensão de elegê-la ao cargo máximo da nação. Porém, no primeiro discurso de presidente eleita, pareceu-me que a mulher-Lula se despedia. Livre dos marqueteiros e do criador (que a deixou à vontade naquele dia), deu para enxergar outra Dilma. Estava serena. Sem se contaminar pela euforia e se deixando emocionar apenas por um instante, quando falou de Lula. Na íntegra.

O binóculo

Do padre Orivaldo Robles:

O coitado vivia numa dureza de fazer pena. Já tentara de tudo, mas não conseguia sair do miserê em que se achava. Quase no desespero, resolveu mandar uma carta para Deus. Com humilde franqueza, se abriu: “Olhe, Deus, o Senhor conhece tudo, então nem preciso explicar o que estou passando. Para mim, como vê, a maré “tá” braba. Desempregado, mulher doente, ameaça de despejo pelo aluguel atrasado… Para piorar, ontem o caçula quebrou a perna. Eu não queria incomodá-lo, mas não tive saída. Precisa me dar uma mãozinha. Pro Senhor não deve ser grande coisa. Por favor, me veja aí uns quinhentos reais para as despesas mais urgentes. O resto eu vou controlando. Confio no Senhor. Desde já, fico-lhe muito agradecido”. Assinou, anotou o próprio endereço no verso e escreveu na face do envelope: Excelentíssimo Senhor Deus – Céu. Na íntegra.

Finada campanha política

De Noel Guima:

Depois de 60 dias de guerra numa das campanhas mais baixas da história da política moderna no Brasil, estamos na véspera de eleger um governo que só Deus sabe o que vai acontecer depois de janeiro de 2011. Só nos resta torcer para que os próximos quatro anso não sejam lembrados como o terremoto do Haiti ou os tsunamis que provocaram tanto sofrimento a milhares de pessoas. Claro que não podemos comparar voto errado com catástrofes naturais, mas também espero não poder comparar o voto errado com as tragédias provocadas pela mão do homem, como o 11 de setembro, invasões a paises por motivos econômicos ou sem motivo que justifique tantas mortes e sofrimento.
Nos últimos dias tenho recebido centenas de mensagens apresentando os mais variados motivos para não votar em nenhum dos candidatos, mas ninguém consegue apresentar uma razão que justifique o voto com a certeza que esteja votando na pessoa certa. Nas rodas de debates que acontecem nos mais variados lugares, o que mais inflama as discuções entre os militantes ou “simpatizantes” são as ofensas e defeitos do candidato ou da candidata que representa o outro lado. Não sei porque, mas tenho a impressão de estar votando no passado e não no futuro.Continue lendo ›

“Meu maior incômodo”

Do leitor Paulo Sergio:

Não sou intelectual, jornalista, sindicalista, servidor público, petista ou tucano. Sou um simples brasileiro, contribuinte, quase anônimo, visto apenas como um número de CPF pelas pessoas poderosas que ajudo a sustentar com os impostos que pago. Não ganho o suficiente para pagar um plano de saúde, por isso estou há dez anos sem ir ao médico. Tenho 52 anos e há seis meses estou na fila de espera por uma consulta para – pela primeira vez – fazer exame de próstata. Graças a Deus tenho saúde para aguentar a espera (tomara!!!). Mas não é da minha próstata que quero falar… pra falar verdade nem queria que mexessem nela. Meu maior incômodo, no momento, está naquela simpática geringonça eletrônica que vai apontar o novo Presidente da República. Nada tenho contra a tecnologia, mas estou assustado com o que ela vai mostrar no domingo. São duas fotos, dois rostos, duas pessoas e, hipoteticamente, eu teria de escolher uma delas.Continue lendo ›

Entrevista ao Maringay

Ontem fui entrevistado pelo site Maringay – a segunda entrevista, desde a criação do site. Sobre o sucessor do prefeito Silvio Barros II (PP), disse que ele deve ser correto, íntegro, probo – “e neste quesito a Justiça está aí, dizendo quem tem e quem não tem retidão”. Na íntegra.

Antes que me esqueça: aquele site não tem mais a parceria com O Diário, anunciada há exatamente um mês. Será que Agnaldo Vieira tinha razão?

Marina Silva é a Coco Chanel da política brasileira

De Maria Newnum:

Não importa o que digam as regras das eleições presidenciais no Brasil. Marina Silva está no páreo no segundo turno. Uma simples fala dela influenciará apoio a um dos candidatos ou impulsionará para o maior número de brancos e nulos da história eleitoral. Se os moldes eleitorais fossem semelhantes aos Estados Unidos, certamente lhes ofereceriam a cadeira de vice-presidente. E mesmo que se diga neutra, continua no foco das atenções dos quase 20 milhões que nela votaram no primeiro turno. Mulher, com a cara da maioria “das gentes brasileiras”: Não é, e nem nunca foi, produto do marketing eleitoral. Não fez cirurgias, nem usou botox. Marina é Marina; de cara lavada. Com as devidas proporções, Marina Silva é a Coco Chanel da política brasileira.Continue lendo ›

Turismo

Outra coisa que anda claudicante em Maringá é o turismo. Houve promessa da atual gestão municipal de que o setor teria prioridade. Até agora, nada. Há tantos bons exemplos na região. Em Apucarana, o turismo religiosa anda de vento em popa. Também faz sucessos naquele município, as caminhadas com trajetos que levam a atrações rurais. Maringá poderia seguir esses exemplos.

Donizete Oliveira, jornalista e professor

Cultura II

Outra coisa que precisa melhorar em Maringá é esse projeto “Convite à Música”, que toda semana apresenta alguma atração com entrada franca. A ideia é boa, mas precisa de variedades. Pelo que sei só há apresentações de música clássica, piano e violão. Por que não dar preferência também à viola, à sanfona e outras manifestações culturais?

Donizete Oliveira, jornalista e professor

Cultura I

A agenda para exposição no Museu Bacia do Paraná da UEM deveria ser melhor organizada e divulgada. Queria agendar uma exposição de fotografias lá para o ano que vem. Fui ao local e uma funcionária informou que as datas seriam agendadas no começo de novembro. Então, voltei lá, nesta quinta-feira. Para minha surpresa, outro funcionário informou que todas as datas para 2011 já haviam sido preenchidas. Por que não divulgam a agenda nos informativos da UEM e no site da universidade? Assim, todos têm oportunidade iguais.

Donizete Oliveira, jornalista e professor

As eleições, os decretos e os seus princípios

De Valdir Fries:

Em primeiro turno elegemos nossos deputados e senadores que devem compor o Congresso Nacional e legislar o universo de diversidades existentes em nosso país. Votamos em legisladores que defendam nossos principais interesses políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, para criar leis e/ou alterar a legislação brasileira em conformidade com a nossa formação e nossos princípios. O segundo turno das eleições para eleger o presidente da República nos leva votar em um, ou outro candidato, ao acreditar nos propósitos e compromissos de cada um deles.
Diante de certos “decretos” que geraram polêmica em nível nacional, muito debatidos aqui mesmo no site do Rigon.
Decretos estes elaborados com a participação e o aval de ministérios e ministras de Estado e aprovado e publicado pelo presidente Lula, que após incessantes manifestos de populares e de lideranças políticas e comunitárias, em debates e artigos divulgados pela mídia Brasileira que ainda detém a “liberdade de expressão” fizeram com que os “decretos 6514 e 7037 entre outros fossem sendo substituídos e/ou protelados para não comprometer o desempenho eleitoral da própria “situação” na sucessão presidencial.Continue lendo ›

A respeito do “PEN: não é uma boa ideia”

A propósito de uma postagem do Akino, Cesar Rozek, do PEN do Paraná, enviou o seguinte texto:

Amigo Akino:
Não lhe conheço, por isto não posso proferir nenhuma vírgula sobre seu caráter, então, o convido a conhecer os valores do Partido Ecológico e pessoas que fazem parte desta luta, antes de proferir tais comparações, como o fez. Uma pessoa inteligente como o senhor, ao menos tenta parecer inteligente, deveria saber que “Partido Contra Corrupção”, todos deveriam ser, simplesmente não aceitando a filiação de candidatos comprovadamente culpados. Isto depende de caráter (já ouviu falar?). Continue lendo ›

“PT de Maringá abandona as eleições”

Do leitor:

Onde estão os militantes do PT de Maringá nesta campanha presidencial? O que aconteceu? Não se vê uma única pessoa, sequer deputado eleito ou membro do diretório municipal, pedindo votos para a Dilma. Não existe entrega de “santinhos” nos semáforos, nos cruzamentos, nas casas. Não existe nada! O que se vê nas ruas são pequenos – e raros – cartazes da candidata abandonados em alguns pontos da cidade. A surra que a Dilma levou em Maringá no primeiro turno não serviu para acordar os petistas. Será que os membros do diretório local fecharam com o PSDB? Existiria um acordo secreto? Estranho, muito estranho. O Serra agradece!

E por falar nisso

De Danuza Leão, na Folha de S. Paulo:

– Não faço a defesa do aborto, mas não aceito que um mundo masculino tenha o direito de ditar regras que só dizem respeito a elas. Algum bispo tem ideia do que é enfrentar um estupro, ou a ter mais um filho – muitas vezes sem pai – sem ter como criá-lo, ou a uma gravidez indesejada para uma adolescente? Na íntegra.

Onde a esquerda domina

De Mario Vargas Llosa, nas páginas amarelas da Veja:

– A esquerda tem o controle do establishment cultural. Ela domina o mundo acadêmico, as editoras e até os setores de cultura de jornais e de revistas de direita. Isso dá um poder de chantagem enorme à esquerda. Todo escritor, desde muito jovem, sabe que não ser de esquerda significa defrontar com portas fechadas. Por outro lado, ser esquerdista garante regalias. A esquerda fracassou em tudo, menos no controle da cultura. Isso foi possível porque a direita é muito ignorante e também por não ter se preocupado cm utilizar a cultura ideologicamente, politicamente. A esquerda, sim. Como resultado, muitos intelectuais e artistas, inclusive aqueles que não militam na esquerda, jamais se atrevem a criticá-la.

Aborto e verdades desconhecidas

Aborto não é apenas a eliminação de uma vida fisiológica prestes a se formar, mas o impedimento da encarnação de uma alma. Que assim é forçada a retardar sua marcha evolutiva e a esperar outra oportunidade, que pode ser de longa espera e angústia. Sem o  corpo que a revestiria e que já estava se formando no útero materno, ela tem de retornar a origem, pois é preexistente, eis que a mãe não cria uma alma. Este é um atributo de Deus. Antes de aqui aportar, a futura mãe se disponibilizara a hospedar um determinado ser em seu ventre, por carma ou afinidade, mas ao chegar e envolver-se na densidade terrena esqueceu-se da promessa e eventualmente optou pelo aborto. (O esquecimento é para que se opere o mérito de tudo que nos acontece aqui).
A gravidez é uma formula da misericórdia divina para operar-se a evolução do ser/ essência que se instala num corpo físico e também dos pais. Pode ocorrer como provação e em circunstância adversa, incuído o estupro. Ainda assim, independente das leis humanas, isto não justifica o aborto. Justamente aí pode residir a grande prova, porque este planeta é também um campo de resgates e purificação. É irrelevante questionar quando começa a vida física: se na fecundação ou em que fase da gravidez, porque a vida já existe perene no ser que chega e teve início quando Deus criou todas as coisas. No sagrado cálice da mãe só se forma o corpo físico.
O aborto pela rejeição egoísta é um delito perante a lei dos homens e pela lei de Deus. Não tem a ver com religião e sim com a vida em sua dimensão cósmica. É um débito e uma nódoa no registro cármico de que o faz por aquela forma, do agente que o executa e de quem o prega. Uma gravidez é uma dádiva e ( salvo casos graves de risco) deve ser levada adiante.
A este texto do  jornalista Walmor Macarini, de Londrina, publicado recentemente no Jornal Folha de Londrina, gostaria de acrescentar que é importante a discussão no tema nesta campanha eleitoral, embora de forma equivocada, por alguns seguimentos religiosos e aproveitamento por marqueteiros políticos. Se há alguma alteração a fazer na legislação atual, do ponto de vista do Espiritismo, a única seria excluir a possibilidade de aborto por estupro e um maior rigor médico nos casos de risco de vida para a mãe. Particularmente penso que qualquer que seja o Presidente eleito não terá força para, por sua vontade, discriminalizar o aborto. Nenhum partido político, sozinho, conseguiria aprovar uma medida assim. Fiquemos tranquilos, os dois candidatos se dizem contra a mudança da legislação.

Valcir Martins, administrador, Maringá – PR

Declaração

Neste dias de intenso questionamento a respeito das opções, posições, pensamentos, opiniões e crenças, digo que:
1.- Sou a favor da descriminalização do aborto.
2.- Sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
3.- Sou a favor das pesquisas utilizando células tronco.
4.- Sou a favor da inseminação artificial.
5.- Sou a favor da vasectomia.
6.- Sou a favor da adoção entre pessoas do mesmo sexo.
7.- Sou a favor da criminalização da homofobia.
8.- Sou a favor da liberdade religiosa.

Jorge Ulises Guerra Villalobos, cidadão brasileiro

Eleição, aborto e a infantilização da religião

De Jung Mo Sung:

Por que bispos, padres e grupo religiosos que sempre defenderam a separação radical entre a religião e política, que sempre criticaram a discussão política no âmbito da Igreja ou até mesmo a relação “fé e política”, estão fazendo, até mesmo nas missas, campanha aberta contra Dilma?
Uma primeira resposta poderia ser: hipocrisia. Respostas moralistas podem satisfazer o “juiz moralista” que todos nós carregamos no mais profundo do nosso ser, mas não são boas para nos ajudar a entender o que está acontecendo.Continue lendo ›

Fênix e a ressaca eleitoral

De Rogério de Oliveira Mendes:
Antes mesmo de ter sido encerrado as apurações dos votos já era possível sabermos quais seriam os possíveis candidatos eleitos e aqueles que teriam que se contentar com o título de ex-candidato.
Aos candidatos “vitoriosos” um mundo de magias, assédios; pedidos; responsabilidades e a inevitável sensação de poder e recompensa. Aos candidatos não eleitos, os chamados pelo senso comum de ‘derrotados’, resta àquela velha sensação de acordar com um gosto meio amargo na boca. O amargo sabor de quem veio de uma festa regada a álcool e fantasias que acorda no dia seguinte duro e com uma bruta ressaca.Continue lendo ›

Falta de democracia

Mais uma vez fomos vítima da ditadura, da força de governar, da proibição de se ter a própria vontade. A nossa companheira Andréia Berg, funcionária competente e leal com as suas atividades e trabalho no Gabinete do Prefeito, aproveitou seu direito de férias anuais para apoiar o seu amigo que sempre acompanhou em todos os projetos em servir, acreditando que a democracia já vigorava plenamente em nosso país e apoiou o nosso companheiro Sidnei Telles a deputado estadual. E como para mim não foi nenhuma novidade, “ela está sumariamente demitida”, e retornam aos seus cargos o senhores Ulisses Maia, Ton Schiavone, entre outros. Mas estaremos lutando até a exaustão junto com o povo para que todos tenham o seu direito de escolha, não vamos nos recolher, e sim vamos avançar, porque estamos com o povo. Ditadura é uma forma de governo em que o exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político ao qual pertence.

José Fuji

Não temais, Deus não existe!

De Luiz Modesto, em comentário no blog que virou postagem:

Eu fico muito preocupado com declarações como a do Silvio 2º. Acredito que o futuro prefeito de Maringá deva ser um grande administrador, bem relacionado politicamente nas esferas estadual e federal, isso sim, algo fundamental. Se ele for da fé bahá’i, budista, ateu ou zoroastriano, pouco importa. O que se apresenta na declaração do prefeito é um prediletismo irracional, apaixonado, próprio dos fundamentalistas tais como os talebãs. Em outras esferas onde a religiosidade exacerbada dos gestores públicos se sobrepôs ao compromisso de administrar com competência, algo muito pior do que simples carolice aflorou – vamos lembrar do pessoal lá de Brasília agradecendo ao bom Deus depois de ratear dinheiro público desviado. Na íntegra.

Estado laico

O prefeito Silvio Barros disse em O Diário que seu sucessor deverá ser, em primeiro lugar, temente a Deus. Tal afirmação vinda de um homem público é, no mínimo, preocupante. Estado e religião não devem se misturar. Ainda mais no Brasil em que o Estado é laico. Vemos pelo mundo que a mistura desses dois temas não combinam. Boa parte das guerras foi desencadeada por essa perigosa junção. Estado é Estado e Igreja é Igreja. Assim deve ser.

Donizete Oliveira, professor e jornalista