Opinião

Hipocrisia não! Nove vagas sim!

De José Fuji:

Hipocrisia: Se algum grupo de vereadores estiver pensando em lançar projetos de um “verdadeiro legislador que é o vereador” e querer reduzir o seu salário para o mínimo (R$ 545,00), entendo perfeitamente que estes se sentem verdadeiramente inúteis, e estão assumindo os seus reais valores. Brincadeira tem hora! Nove vagas com “reformas”: – Manutenção do salário atual, para os eleitos na próxima eleição 2012. – Corte de 50% de cargos comissionados e verbas de gabinetes dos vereadores e do gabinete da presidência. – Corte vertical, 100% cargos comissionados ociosos, avaliar todos os cargos permanentes. Uma das vantagens de 9 vagas com “reformas” é a diminuição dos interessados às sombras e as farturas do poderes, entendendo que se passar este projeto não teremos mais do 100 candidatos! Quando o número é menor é fácil detectar o melhor e fazer a escolha conforme a capacidade e idoneidade!

* Quero que me permitam a fazer um pedido público ao vereador dr. Manoel Sobrinho em elaborar este projeto, e percorrer o caminho das “mudanças” que o povo tanto aguarda, pedindo as assinaturas dos nobres companheiros, e a cada assinatura conquistada estamparemos os nomes dos vereadores que assinarem este projeto!

Elas, eles e nós

De Nelson Motta:
Elas prestam serviços relevantes na construção do País, têm prestigio internacional, criam empregos e geram divisas. Mas por que nas grandes falcatruas, propinas e licitações viciadas em ministérios e estatais elas estão sempre envolvidas? Muitas vezes a Polícia Federal e o Ministério Público conseguem provas robustas de corrupção contra políticos, funcionários e empresários, às vezes alguns são demitidos, outros até são presos e obrigados a devolver os roubos. Mas nunca se viu uma grande empreiteira condenada por suborno. No Brasil, além dos recursos não contabilizados, criou-se a figura do corrupto sem corruptor, como uma moeda podre de uma só face. Na íntegra.

“Não precisavam de tudo isso”

Da jovem paulistana Emilly sobre o fechamento do Kanarinhu´s, ocorrido há alguns meses:

Algumas vezes, ano passado, quando voltava pra casa depois de um curso à noite, tive que passar por filas enormes de carros parados por causa de blitz. Gente, era muita polícia pra pouca coisa, sério. Concordo que não se deve dirigir depois de um (longo) happy hour, mas acredito que não precisavam de tudo isso. Já há uns dois anos eu havia reparado naquela confusão se intensificando de policiais e estudantes. Mas o que mais incomoda os moradores (que não são estudantes ou estudantes não-festeiros, como eu heheh) é o barulho. Me estressava morar num lugar em que eu não conseguia dormir pra prova de amanhã, descansar, ou estudar de última hora (fala sério, todo mundo faz isso) em paz. E não é por causa do Kanarinhu’s, não! Lá é uma rua de comércio, e ponto. O que eu mais odiava era (e ainda é) o barulho vindo de conjuntos de kitnets e repúblicas (esses sim, ficam em ruas residenciais). Mas, fazer o que, só contava com meus pés como meio de transporte, logo tive que aguentar. Leia mais.

Dilma e seus governos

De Marco Antonio Villa:
Dilma Rousseff é caso único na História do Brasil. Já iniciou, em apenas sete meses, três vezes o seu governo. Em janeiro assumiu a Presidência. Parecia que a sua gestão iria começar. Ledo engano. Veio a crise em maio – caso Palocci – e ela rearranjou o núcleo duro do poder. Seus entusiastas saudaram a mudança e espalharam aos quatro ventos que, naquele momento, iria efetivamente dar início ao seu governo. Mera ilusão. Veio nova crise em junho, esta no Ministério dos Transportes. Seguiram-se demissões de altos funcionários – ontem já chegaram a 27. Em seguida, foi anunciado que agora – agora mesmo – é que iria começar a sua Presidência. Será? Na íntegra.

Afetando o lado mais fraco

De construtor sobre a lei que restringe a construção de casas geminadas em Maringá:

“Esta lei afeta diretamente o trabalhador do setor, visto que graças à grande venda deste tipo de moradia foram abertas em Maringá muitas vagas de empregos, onde um trabalhador consegue ganhar bem mais que nas empreiteiras que fazem os grandes edifícios em nossa cidade e que recebem total apoio dos políticos; só pode ser por muitos deles participarem dos lucros. Outra coisa: estas casas geminadas são feitas como todas as outras com supervisão de engenheiros, e com projetos feitos por estes. Se estão sendo mal feitas valeria uma fiscalização sobre o autores dos projetos que aliás ganham muito bem e fazem muito pouco, mas como sempre preferem atingir a camada mais fraca, os trabalhadores e também as pessoas de renda mais baixa que são os compradores destas residências.”

Tentando entender Maringá

Da professora Ana Lúcia Rodrigues, do Observatório das Metrópoles:

Estou tentando entender essa cidade. Aqui tem 4 das 1000 maiores empresas do Brasil mas, a maior fatia de imposto é produzida pelo IPVA e não pelo ICMS; aqui é o lugar onde existe a sociedade civil dita mais atuante e a democracia mais avançada (como o prefeito divulgou no Fórum Social Mundial) mas essa mesma louvada sociedade democrática faz campanha para que o seu Legislativo não tenha peso representativo, como se não fosse um importante pólo regional; a Dallas brasileira é aqui mas 33% dos chefes de família não conseguem comprar a casa própria e moram de aluguel; aqui tem sempre um braço de todas as operações da Polícia Federal; o preço não é critério de concorrência em licitação; aqui Estado e Igreja ainda não se separaram; aqui empreendedor supermercadista vira banqueiro e deputado vira loteador; não há favela aqui mas a cidade ganha R$ 25 milhões para projeto de desfavelização. Aqui o trânsito não flui, mas mata; o contorno não contorna, o Horto não se abre, o teatro não se freqüenta, o público não se permite e o governo não governa para todos. Aqui é um lugar em que as pessoas só acreditam porque não sabem que os que dominam, como dizia La Boétie “…só tem dois olhos, só tem duas mãos, só tem um corpo, e não tem outra coisa que o que tem o menor homem do grande e infinito número de vossas cidades, senão a vantagem que lhe dais para destruir-vos. De onde tirou tantos olhos com os quais vos espia, se não os colocais a serviço dele? Como tem tantas mãos para golpear-vos, se não as toma de vós? Os pés com que espezinha vossas cidades, de onde lhe vêm senão dos vossos? (…). Decidi não mais servir e sereis livres.”

Futebol, cerveja, política e mulheres…

De Maria Newnum:.

Eu não gosto de cerveja, não gosto de futebol, mas gosto de política. Aprendi a gostar de política no segundo grau lendo o texto “O analfabeto político” de Bertolt Brecht. O texto diz: “O analfabeto político: Não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

Relendo esse texto, me vejo voltando aos meus tempos de menina, onde já percebia que meu pai e seus amigos desacreditavam da política e preferiam tomar cerveja, ver futebol e mulheres peladas nas revistas. Enquanto isso, minha mãe lidava com muita dificuldade para garantir escola e atendimento de saúde pública para as quatro filhas. De lá para cá as coisas não evoluíram: o futebol e a cerveja ainda continuam gerindo a vida de muitos homens e como sempre, cabe às mulheres, na maioria dos casos, a rotina de amanhecerem nas filas de postos de saúde e hospitais públicos clamando, como pedintes, socorro para suas crianças, velhos e maridos doentes.Continue lendo ›

O milagre

Por padre Orivaldo Robles:

Há cerca de dez anos, o ator José Wilker foi homenageado no programa infantil “Gente Inocente”. Foi-lhe perguntado: “Se você fosse um santo, que milagre faria?” Ele respondeu: “Acabaria com a injusta distribuição de riqueza no Brasil”. Ao médico se reconhece direito de opinar sobre medicina. Idem, cada um em sua área, ao engenheiro de tráfego, ao domador de lhamas, ao produtor de mexilhões. Ignorante que sou, não vou opinar sobre isso. Se o assunto é milagre, porém, peço licença para meter minha colher nesse mingau. Pena que a produção do quadro tivesse reforçado uma noção falsa de santidade. Quase nunca a televisão enfoca tema religioso. Quando o faz, desanda. Na íntegra.

Será que cumpriu?

O ex-ouvidor municipal José Fuji (PDT) esteve sábado na manifestação de moradores do Hermann Moraes Barros e bairros adjacentes, que protestaram contra a falta de transposição da avenida São Judas Tadeu. Até assinou a ata em que se discutiu e aprovou o documento encaminhado hoje à Prefeitura Municipal de Maringá e ao Dnit. (Publicado no Blog do Rigon em 8/6/2009).
Comentário do Fuji em 30/7/2011: A prefeitura garantia 10 viadutos, mais uma na avenida São Judas Tadeu – pelo menos foi “garantido”, depois de uma série de protesto dos moradores. Será que cumpriu? Moradores do Conjunto Hermann Moraes Barros e bairros adjacentes vão dizer.

Tiros na Câmara? Que rufem os tambores

De Luiz Modesto:
Já há alguns dias temos nos deparado com uma enxurrada de matérias especulativas, opiniões fervorosamente defendidas e ações de grupos pró e contra o aumento – ou não – no número de cadeiras na Câmara Municipal de Maringá. De um lado, muito claramente identificadas, as entidades que representam a elite maringaense investindo pesado em propaganda contrária ao aumento na quantidade de vereadores, de outro, entidades ligadas às reivindicações sociais da população menos favorecida e uma boa parte dos partidos, favoráveis ao acréscimo de representantes em nossa casa de leis municipal. (…) Chegamos ao cúmulo de vermos utilizada como cenário de cruzada antidemocracia uma celebração religiosa, a festa de São Cristovão, onde foram distribuídos adesivos financiados por uma destas intituições que lutam pelos interesses dos grandes, princípio de uma campanha de argumentos frágeis e que tomará proporções maiores com a confecção de outdoors, veiculações em televisão, rádio, e no transporte público local. Na íntegra.

Ordem no exame

De Walter Ceneviva, na Folha de S. Paulo:

De tempos em tempos, retornam as queixas contra o Exame de Ordem, aplicado a todos os que pretendem exercer a advocacia. É natural, porque, tendo cursado a faculdade de direito e sido aprovado, o candidato à advocacia vê à frente o que parece uma Itaipu altíssima, difícil de ultrapassar: o Exame de Ordem. O Supremo Tribunal Federal está sendo chamado, por iniciativa do subprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, para declarar a inconstitucionalidade da prova. Janot age em conformidade com sua convicção e merece respeito. É apenas de lamentar que o Ministério Público Federal condene o efeito (o Exame de Ordem) e esqueça a causa (o ensino jurídico industrializado, quantificado e sem qualidade) que se generalizou no país. Na íntegra.

“Criminoso institucionalizado”

Para Altair de Oliveira Filho, “o crime organizado existe há anos em Maringá e atua livremente com a participação do criminoso institucionalizado, talvez, porque o criminoso institucionalizado é aquele que convive, diariamente, com os repórteres e jornalistas. E nos finais de semana assam uma carninha e bebem uma cervejinha juntos”. O comentário, feito em seu blog, acrescenta que a imprensa local “gosta de escrachar o criminoso comum, aquele pé-de-chinelo, o viciado, enfim… Esculhambam, humilham. (…) Qualificam o delinquente com os piores adjetivos, mas quando se trata do bandido institucionalizado a imprensa maringaense pega leve. (…) Enquanto o criminoso comum é violado em seu direito de preservar a sua própria imagem, o criminoso institucionalizado é privilegiado com o direito de se esconder por trás do segredo de justiça”. Aqui.

Até a exaustão

De José Fuji:
Vou até a exaustão tentando convencer que a redução para 9 vagas de vereadores seria o ideal, com as “reformas” já pré-estabelecidas: 1- Redução para 9 vereadores; 2- Manutenção do salário atual, aos vereadores eleitos 2012; 3- Corte de 50% (verbas e cargos comissionados) dos gabinetes dos vereadores e da presidência da câmara; 4- Corte 100% cargos comissionados ociosos e revisão em cargos efetivos; 5- Portal da Transparência em funcionamento 24 horas com atualizações simultâneas para que a população possa acompanhar o bom trabalho de fiscalização dos vereadores, e divulgação das leis que facilitam as vidas dos cidadãos maringaenses. Por que:Continue lendo ›

Maringá, o pombal do noroeste do Paraná

De Lu Ribeiro:

Enquanto a prefeitura deseja regulamentar a ocupação urbana (e espera-se dos vereadores o papel social e não especulativo), a especulação imobiliária de Maringá está tentando fazer da cidade um pombal de gente. Enquanto Londrina e região sofrem com o excesso de pombas em Maringá querem submeter as pessoas a viverem em “pombais”, pois é o que é oferecido a menor custo. E quem paga a diferença para o custo real?

Há muito tempo já se constroem os vulgos pombais em Maringá e só vem piorando. Terrenos de 300 metros quadrados estão se transformando em cortiços e/ou muquifos aglomerando pessoas que, infelizmente, precisam se submeter à submoradia. Com isto submetem todo um sistema à pressão e ao estresse, e o postinho de saúde do bairro transborda junto com tudo isso e também fica “doente”.Continue lendo ›

“Mar de lama”

Do deputado Fernando Francischini:

Enquanto José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, está extremamente preocupado com ética na política, desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e distribuição de renda no país divulgando o impagável artigo “A opção da oposição pelo udenismo” criticando os partidos de oposição ao atual governo do PT e a grande mídia; a cúpula do Ministério dos Transportes e do Dnit se desmancha em um verdadeiro “mar de lama” só visto até hoje no seu “irmão gêmeo” chamado mensalão. Chega a ser risível a afirmação do “estadista” de que a “oposição e a mídia” se aliaram para mudar o atual modelo econônico, utilizando do velho recurso do denuncismo desenfreado da antiga UDN. Ora, vamos aos fatos!Continue lendo ›

Você já leu a Bíblia hoje?

Ipê

Eu respondo que “não”. E complemento: Não sou leitora assídua da Bíblia, mas acredito que deve ter algum capítulo ou versículo na Bíblia que prega “o ensinamento de preservar a natureza e ter o devido respeito com a mesma”. No entanto, percebe-se por parte dos que dizem evangelizar atitudes que não condizem com a Palavra de Deus ou, melhor dizer, com o que pregam. É fácil sair por aí pregando, fazendo propagandas e espalhando o Evangelho. Difícil é mostrar através do comportamento, das atitudes e da vivência esse ensinamento. Ao observar esse pé de ipê, que na solidão de uma beira de estrada, tão lindo, encanta e alegra os que por ali passam, sua beleza é contagiante, não tem explicação maior da prova de um Deus Onipotente. E vejo que pessoas, evangelizadoras desse Deus, não tiveram nenhuma sensibilidade em pregar, não o Evangelho, mas dois enormes pregos no caule de quem, sem direito à resposta, simplesmente aceitou.Continue lendo ›

Mais vereadores, mais participação!

Por Donizete Oliveira:

Assistimos a um debate em vários municípios sobre o número de vereadores para a próxima legislatura. Salvo engano, a Constituição definiu um número, mas permite que cada município defina além do mínimo proposto. Os contrários ao aumento argumentam que mais vereadores trarão mais gastos ao erário.
Não vejo assim. Quanto mais vereadores numa Câmara, melhor. Seria mais difícil a corrupção se alastrar entre os pares. E aquela coisa horrorosa de dizer amém a tudo que o prefeito manda ao Legislativo não seria tão fácil.
Quanto mais vereadores, mais possibilidade de transparência e democracia no Legislativo. Pelo sistema político atual, se eleger com poucas vagas numa Câmara é uma missão hercúlea. Só quem tem dinheiro, será capaz de bancar uma eleição tão concorrida.Continue lendo ›

Pelo vereador voluntário

Ao comentar a questão do número de vereadores em Maringá, o radialista e apresentador de televisão João de Barro lembrou que talvez mais importante seria o fim da reeleição, questão que está a cargo da representação federal e dificilmente vai mudar. Defensor do vereador voluntário, sem vencimentos, ele acha que só desta forma se conseguirá reunir um grupo de pessoas que realmente queiram trabalhar pela cidade. “A maioria dos vereadores possui outras fontes de renda e, quando comparado a outros servidores públicos que precisam estudar muito para passar nos concursos e mesmo assim ganham salários baixos, o salário de R$ 6,3 mil dos vereadores (alguns que mal sabem ler e escrever) não tá bom de mais da conta?”, pergunta João de Barro, citando o capitão Nascimento: se não está aguente mais, pede pra sair!

Reclamação

Por padre Orivaldo Robles:

Não costumo assistir o “Fantástico”. Dele me interessam só os gols da rodada. Mas passam muito tarde para quem se levanta às seis da manhã. Sou dorminhoco: já que não posso ter oito, quero, pelo menos, sete horas de sono, embora nem sempre consiga. Domingo passado, excepcionalmente, me plantei diante da TV. Pelas tantas, o repórter Clayton Conservani trouxe interessante matéria sobre aquele desastre aéreo, ocorrido na Cordilheira dos Andes, que até virou filme. Para quem não lembra, no dia 13 de outubro de 1972, um avião da Força Aérea uruguaia, com 45 pessoas a bordo, caiu nos Andes. Durante dois meses, sobreviventes se arrastaram pelas montanhas geladas. Para matar a fome, obrigaram-se a comer carne dos companheiros mortos. No dia 23 de dezembro, dezesseis deles foram resgatados com vida. O repórter entrevistou Gustavo Zerbino, um dos que superaram a terrível provação. Uma frase dele me impressionou: “Só reclama quem está bem. Quem está realmente mal cerra os dentes e continua em frente”. Poucos, como ele, têm moral para falar assim. Pensando bem, Zerbino tem razão. Quem enfrenta situação realmente aflitiva não tem tempo para queixumes. Precisa ir à luta e, para isso, reúne todos os recursos de que é capaz. Sabe que não pode desperdiçar um mínimo de atenção, de tempo ou de energia. Necessita de tudo o que, de alguma forma, possa ser útil para vencer a aflição que o atormenta.Continue lendo ›

Sacralização da política, profanação da religião

Por Antonio Ozaí da Silva:

Do ponto de vista religioso, sagrado e profano são opostos. Porém, tal oposição não ocorre de uma maneira dicotômica na qual os pólos se excluem; sagrado e profano se relacionam, se complementam. A religião diz respeito ao sagrado e sua relação com o profano é mediada pelo ritual. As instituições religiosas são responsáveis por esta mediação; é preponderantemente nelas e através e delas que os fiéis adentram no mundo sagrado. A experiência do sagrado pressupõe o culto, personagens específicos imbuídos de sacralidade, determinados lugares e tempo. No mundo moderno, as igrejas concentram estas características e se confirmam como instituições que administram os bens simbólicos religiosos, isto é, o sagrado. É no espaço e tempo destas instituições, com seus cultos específicos, pastores, sacerdotes etc., isto é, indivíduos legitimados pela instituição, que os fiéis vivenciam o sagrado. Na íntegra.

PT – dos trabalhadores a partido das empreiteiras

De Avanilson Araújo, dirigente estadual do PSTU-PR e ex-candidato a governador do Paraná:

As recentes divulgações da imprensa nacional sobre o envolvimento de lideranças do PT paranaense, entre eles, a Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, seu marido e também Ministro Paulo Bernardo e o deputado estadual Ênio Verri com a empreiteira maringaense Sanches Tripoloni revelam, em mais esse episódio, os verdadeiros interesses de classe dos dirigentes petista na condução do governo. O governo Dilma (PT) encerra o primeiro semestre com a queda de dois ministros, ambos por denúncias de corrupção e suspeitas de enriquecimento ilegal, fazendo dos cargos públicos ocupados uma ponte para seu enriquecimento pessoal, através de esquemas de favorecimento de grandes grupos empresariais. Na íntegra.

Entre pesos, medidas, e chicotadas

De José Roberto Balestra;

Durante meus vinte anos de convivência forense Brasil afora presenciei muita coisa; um tanto de justiça-feita e um outro de justiça-não-ser-feita. Se àquelas se deram efêmeras aleluias, a estas as dores acabaram, não as cicatrizes. Por uma visão não só técnica, mas humanista da vida, entendo as decisões; o juiz tem qualidades, defeitos e humores. Mas intricado é vê-lo tomando partido ou interpretando leis de modo incondicional, debilitando assim mais os lados frágeis da corda social. Isto me leva à conclusão de que “ser justo” não é só questão conceitual, doutrinária ou semântica, mas predicado miseravelmente inalcançável por mulher ou homem algum! Porém, é sim possível ser minimamente injusto! Leia mais.

Câmara: Fuji defende nove vagas

Do pedetista José Fuji, ex-ouvidor municipal:

Defendo uma Câmara Municipal de Maringá com nove vagas, já que, sendo nove ou até 23 vagas, o número de vereadores não vai desonerar nenhum centavo no bolso do contribuinte, pois o percentual repassado ao Legislativo será o mesmo no orçamento. Vale lembrar que também tanto faz elegermos 9 ou até 23 vagas se o eleitor não fizer uma rigorosa escolha, com o critério de eleger gente com capacidade, coerência, ética e verdadeiramente independente, de quaisquer grupos, ou financiamentos com interesses posteriores. Defendo também a manutenção do salário atual para os próximos vereadores eleitos; corte de 50% nos benefícios dos atuais gabinetes (verbas e CCs); e um corte de 100% nos cargos atualmente existentes e que são considerados ociosos. O dinheiro não utilizado deve ser devolvido ao povo para aplicação, sempre à escolha do Legislativo, para aplicação em educação, saúde, segurança ou em outras necessidades eleitas. Finalmente, a Câmara de Maringá deve instituir verdadeiramente o “Portal da Transparência”, divulgando seus dados abertamente à sociedade, prestando contas ao seu patrão.

Acendam os holofotes!

Do leitor:

Acendam os holofotes e preparem os confetes Operação Vestibular de Inverno 2011, vem aí. As autoridades se uniram para por em prática a força tarefa Vestibular da UEM:  polícia, Setran e Guarda Municipal prometem que não haverá abuso, consumo de álcool, perturbação do sossego público etc; com certeza não haverá nada disso, nas proximidades da universidade, já no restante da cidade…
É necessário que haja vestibular para que as coisas funcionem, o que deveria ser atividade cotidiana das autoridades passa a ser algo atípico. Por isso sou a favor de que haja vestibular mais vezes no ano. Quem sabe assim podemos nos sentir mais seguros? Para isso devemos nos deslocar para a UEM, porque nas demais regiões…

Transtorno Sul

Do leitor:

A Setran realizou blitz para orientar sobre os perigos do Contorno Sul, que poderia sem sombra de dúvidas ser renomeado “Transtorno Sul”. Vale lembrar que a população não necessita de ser alertada sobre os perigos da via, pois, como mostra reportagem exibida pelo Programa Balanço Geral, os populares são testemunhas dos abusos e do perigo que rondam o Contorno Sul. Ao invés de se exibir entregando panfletos, deveria arregaçar as mangas e trabalhar em prol da população, e não se esquecerem que ano que vem tem eleição. O tempo passa, os panfleteiros vão embora, e a população fica somente com as promessas, que são contínuas; percebam que nas entrevistas, desde a época do ex-secretário, o tempo para que as promessas sejam postas em prática é de 60 ou 90 dias, tempo o suficiente para a população se esquecer.

Entidades na contramão

Do sindicalista Luiz Pereira:

Qual seria a pretensão de uma associação comercial articular contra um possível aumento no número de vereadores da Câmara Municipal de Maringá? No meu entendimento, se esta entidade tivesse que articular algo, seria contra o aumento do salário dos vereadores, contra o aumento das despesas da Câmara, cujo repasse já é estipulado em 5% do orçamento do município. Quando ela se preocupa só com o número dos vereadores, quer que se mantenha uma Câmara elitista, que representa um só segmento. Querem que o ponto de vista, as opiniões e as ideias de uma das classes sociais (a dominante) torna-se o ponto de vista e a opinião de todas as classes e de toda a sociedade. Leia mais.

Classificados de emprego: sugestões

De Paulo Vergueiro:

Fico preocupado e muito com alguns problemas sociais. O emprego, ou melhor a falta dele, me angustia. Ha um claro esforço poitico para demonstrar que o desemprego está em queda e que as contratações aumentam de forma dinâmica e acelerada. No entanto, me chama atenção a inércia dos classificados de empregos. Sempre na mesma diagramação, espaço e ofertas. Mas de tudo que diz respeito a esta questão, uma é que me atormenta e sugeriria que autoridades municipais tomassem alguma providência.Continue lendo ›

Brasil: Nunca Mais! Mas ainda não

De Maria Newnum:

A repatriação de documentos do período da ditadura militar, vindos de Genebra, foi celebrada no dia 14 de junho de 2011 num ato público dos mais belos e comoventes. O acervo Brasil: Nunca Mais, guardado a sete chaves pelo Conselho Mundial de Igrejas, lançará luz sobre o período de exceção dos direitos humanos, onde todas as formas de violência sobre a vida humana eram usadas sem piedade pelos “auto-intitulados” defensores da pátria brasileira. Dentre as inimagináveis formas de tortura, a violência sexual, de homens e mulheres, muitas vezes acontecia diante de cônjuges e filhos de prisioneiros; uma verdadeira destituição da humanidade, tantos dos algozes como das vítimas.Continue lendo ›

Restos a pagar: chantagem aceita

De Valdir Fries:

Um artigo bastante longo, mas necessário, até porque sai governo, assume governo e as negociações continuam a ritmos históricos. Antes oposição aos gritos e berros os apedeutas usavam e abusavam de suas “ideologias socialistas e comunistas” para denegrir a “imagem” dos Governantes. Assumido o poder, agora governo, os  apedeutas não precisam nem de oposição para intimidar o governo, são os próprios “aliados” ao poder, que usam do fogo amigo para impor à presidente suas contrapropostas para votar a qualquer modo o que for de interesse do Executivo. Na íntegra.

Como nos fazem de bobos!

De Paulo Vergueiro:
Pense bem, acompanhe o raciocínio; você vai a uma loja e pergunta: – Quanto custa isto (pode ser qualquer coisa!). O (a) atendente diz R$500,00. Você inicia a negociação:
– Se eu pagar a vista? Vem logo a resposta: – Faço R$450,00! E se eu pagar a prazo? – Então o preço passa a ser R$ 550,00!
Pergunto: se a vista são R$ 450 e a prazo são R$ 550,00, o que “é” então R$ 500,00? Para piorar, tente calcular os juros com o (a) atendente para tentar entender se vale a pena pagar a prazo, ele sempre terá como ponto de partida o valor de R$550,00!!!!!
O engodo final é quando você descobre que você cliente dificilmente paga a prazo; ao contrário, sempre paga à vista! Por que e como? Porque os créditos são feitos sempre por uma financeira à vista em favor do comerciante! Depois disto tudo ainda se propõe respeito ao consumidor.