Opinião

“A atuação mais golpista dos últimos anos em Maringá”

Da professora Ana Lúcia Rodrigues, ao comentar postagem de Ronaldo Nezo:

– Caro Nezo, o mais grave problema no espetáculo da cidadania promovido pela “Sociedade Civil Organizada” foi a mentira que se contou para o povo. O custo era apenas o argumento para convencer as massas, pois o único objetivo era diminuir o número dos vereadores. Assim, o Movimento dos 15 não teve nenhum interesse em defender a diminuição do orçamento do Legislativo de 5% para 3,5% como nós defendíamos e muito menos o não aumento do “subsídio” dos edis. Foi a atuação mais golpista dos últimos anos em Maringá. E a grande maioria dos vereadores que votaram contra o aumento das cadeiras no Legislativo são os que votaram pela não diminuição do Orçamento e votarão agora pelo aumento dos subsídios. Disso tudo resta algo que eu poderei dizer em todos os momentos à elite econômica de Maringá: – Que bom que se mostraram mentirosos, pois assim poderei me referir a vocês doravante.

Palco de imprudências

De leitor, ao comentar o acidente provocado ontem por crianças com mum carro no Contorno Norte (detalhes):
– O Contorno Norte nem foi inaugurado e já esta sendo palco de imprudência. Soube que a Setran aguarda a inauguração da obra para assumir a fiscalização da Colombo e passar o contorno para responsabilidade da PRF; enquanto isso não acontece, ele fica “a deus dará” e as imprudências continuam.

Para não dizer que não falei das flores

De Maria Newnum, na Folha de Maringá:

Quero, primeiramente, dar os parabéns aos que se sentiram vitoriosos na votação desse dia 13 de setembro de 2011, cuja votação na Câmara Municipal de Maringá, versou sobre a manutenção de 15 cadeiras com gastos de 5% do orçamento; versus, maior representatividade política com 23 cadeiras e com redução dos gastos para 3,5% do orçamento do município. A vitória, infelizmente, foi pela menor representatividade do povo, e com o povo, pagando a manutenção dos gastos. Ou seja, o povo continuará pagando a conta de até %% mas, sem condição de expandir sua representatividade na Câmara de Vereadores de Maringá. Leia mais.

Cobra comendo cobra

Do leitor:
Ontem, na câmara de vereadores de Maringá, foi “cobra comendo cobra”, a banana comeu o macaco e o poste mijou no cachorro. Um vereador atacando o outro, e veio à tona o motivo pelo qual a população é contra o aumento do número de vereadores, pois, ao invés de representar o povo, representam a si mesmo. Usaram a troca de acusações para tirar a atenção da população, e não precisar explicar o motivo pelo qual defendiam ou não o aumento de cadeiras.

Eu digo não! Eu digo sim!

Os opressores, falsamente generosos, têm necessidade para que a sua ‘generosidade’ continue tendo oportunidade de realizar-se, da permanencia da injustiça – Paulo Freire

Eu digo não à entrega do terreno da antiga rodoviária para iniciativa privada!
Eu digo não ao desvio de verbas na Secretaria de Saúde!
Eu digo não à falta de médicos nos postos de saúde da cidade!
Eu digo não ao aumento da tarifa do transporte coletivo!
Eu digo não a essa sociedade civil (des)organizada que cisma em me representar!Continue lendo ›

De quando o novo-novíssimo incomodou

De José Roberto Balestra
Período eleitoral no Brasil é coisa singular; não há nada igual no mundo! – diz a imprensa internacional. Não somos tão inocentes: o recheio do rocambole açucarado da afirmação tem gosto e cheiro esquisitos dos efeitos da lei-de-gerson. É assim que, em ocasião pré-eleitoral, do olho-d´’agua das especulações jorram festivamente nomes com qualificações políticas das mais diversas; ninguém mais do povo agüenta “os políticos profissionais”. (Nem eu!!) Quer-se o novo!

Malgrado esses “profissionais”, ainda se convive com incoerências: quer-se o novo, porém, de tão já viciados, olhos há que só enxergam no novo nome novo o turvo dos atos dos “profissionais”. Julga-se o particular pelo todo. Gritante injustiça! Na íntegra.

Décima sexta hora – a beatificação

De Willy Taguchi:

Ficamos com 15 vereadores que é o limite máximo definido pela CF para uma cidade – provavelmente provinciana, de 80 mil habitantes. O número, a quantidade de edis é a vitória decantada pela grande mídia e pelos profissionais que nela atuam com alguns desses inclusive execrando os pequenos partidos (sempre eles, estes partidinhos), enganando seus leitores porque PT e PMDB – que não se encaixam na adjetivação também eram favoráveis ao maior número de vereadores.
Não se aprofundaram na análise do golpe, no ardil, na artimanha por trás da falácia: o aumento de salários de vereadores e a recusa na diminuição no limite de gastos do Legislativo de 5 para 3,5%. Estas duas questões objetivamente importantes sob o ponto de vista financeiro passaram ao largo de análise mais apurada. Duvido e desafio a dita “sociedade civil organizada” a apresentar o mesmo fervor visto ontem para acompanhar a sessão que teremos para aumentar salários de vereadores!Continue lendo ›

A verdade da composição das 15 vagas

De José Fuji:

Quem ganhou foi a elite, o capitalismo selvagem, os grupos, financiadores, os grupos conglomerado dos Barros e os vereadores que acham os seus retornos garantidos para continuar no sistema! O povo foi mais uma vez foi ludibriado pelos interesses próprios de quem interessam que os sistemas continuem da forma que está na saúde, educação, segurança e trânsito!

O foco da economia não era a questão, e sim era que a representatividade que aumentasse e economizaria milhões se tivesse um Legislativo forte e representativo que houvesse o verdadeiro entendimento de suas funções que é fiscalizar, fazer leis e criar a verdadeira independência dentro do poder Legislativo. Agora definido o número ideal da composição da Câmara Municipal de Maringá em 15 vagas, vamos aguardar o futurContinue lendo ›

Fica como está: péssimo

Trecho de postagem de Messias Mendes sobre a discussão sobre o número de vereadores de Maringá:
Com um número menor de cadeiras, são enormes as possibilidades de reeleição da esmagadora maioria, o que significaria continuar tudo como está. E a a gente sabe que está péssimo, que a atual Câmara tem aprovado leis que mais prejudicam do que beneficiam o conjunto da sociedade. Sem contar a omissão da maioria governista nos casos de improbidade. Na íntegra.

A “Sociedade Civil Organizada” de Maringá não me representa!

De Luiz Modesto, na Folha de Maringá:

Tenho muito apreço por levantes sociais puxados por conjuntos de entidades em prol da melhoria das condições de vida da população, contra a corrupção, contra pedofilia, em favor da participação da mulher nas várias instâncias de poder, em defesa dos direitos humanos… Ví vários destes movimentos nascerem aqui em nossa cidade (…) Garanto, por estar lá, que em nenhum destes momentos de luta topei com alguém da auto-intitulada “Sociedade Civil Organizada” de Maringá, a mesma que luta ferrenhamente pela manutenção das 15 vagas para representantes na câmara de nossa cidade. Leia mais.

A corrupção, a sociedade civil organizada e os vereadores de Maringá

De Edson Pilatti, na Folha de Maringá:

Assistimos nos últimos dias uma campanha publicitária contra o aumento de vereadores em Maringá! Amanhã a Câmara de Vereadores vai votar sobre a questão do aumento – ou não! Tudo está indicando que vai ficar como está em 15! Não tem mais volta! Então, diga-se o que todos percebem, mas que poucos querem assumir ou tem coragem de dizer! A Campanha está sendo organizada pelo mesmo grupo da sociedade que tem o interesse de controlar (manter o controle) e o “uso do Legislativo” aos seus interesses econômicos e políticos. Na íntegra.

Um dos maiores embustes da política maringaense

De Paulo Vidigal:
O que está acontecendo é um dos maiores embustes na história da política maringaense. Organizações políticas, entidades, igrejas e a grande mídia tentam ganhar força numa onda que é fácil surfar. Afinal, quem seria contra na redução de gastos públicos? Essas organizações se dizem estar falando em nome da sociedade civil organizada: “Ouvimos a sociedade, ela não quer o aumento do número de vereadores”. Pergunto: por que em vários outros momentos da política local essas organizações também não ouviram a população? Por exemplo, quando verbas foram destinadas à construção do Parque do Japão, essas entidades foram ouvir a população para saber se concordavam com essa prioridade? Não. Teriam essas organizações ouvido a população para saber se ela concordava que fossem destinadas verbas do Hospital Municipal para a manutenção de parques e jardins? Também não. Qual foi a posição dessas organizações na época em que esses fatos aconteceram? Ouviram a população que era contra isso? A resposta é não. E tudo isso aconteceu, sem maiores alardes daqueles que hoje falam em nome da sociedade. Leia mais.

Patrulha do Álcool

O amringaense Roberto Ferreira está propondo a criação de mais uma patrulha na cidade, a do Álcool. “Um dos principais fatores que contribuem para com o assustador numero de acidentes no trânsito de Maringá, é o consumo de álcool por condutores irresponsáveis, que após ingerir bebida alcoólica assumem a direção de um veículo e saem pelas ruas excedendo a velocidade e desrespeitando as leis de trânsito colocando a em risco a própria vida e a de terceiros. A exemplo da força tarefa denominada “Patrulha do Som”, as autoridades responsáveis pelo trânsito de Maringá deveriam criar a “Patrulha do Álcool”, e assim como agem na repreensão a perturbação de sossego e poluição sonora, deveriam agir para tirar de circulação os condutores embriagados, efetuar patrulhamento nas imediações dos locais onde ocorre o consumo excessivo de álcool, como por exemplo casas noturnas, bares, lanchonetes etc. Afinal o que traz mais risco a vida, o som alto ou motorista embriagado?”, justifica.

Qual o número ideal?

De Heloísa Stuchi:

O povo de Maringá recebeu forte campanha pela imprensa, igrejas e associações contra o aumento do número de vereadores ou para diminuição. As pesquisas apresentadas dão conta de que a população quer que diminua ou fique como está por questão de economia. A tese da campanha, não leva em conta a representação popular e nem a democracia, com razão, porque esses dois critérios desaparecem nos Parlamentos, quando são formadas em tais “bases aliadas”. Na verdade o povo não goza da tal representatividade no Poder Legislativo, quem manda é mesmo o prefeito (governadores ou presidentes), no caso de Maringá. Daí o porquê eu concordo com a vereadora Marly, que é defensora do povo e da democracia. Se for para os vereadores ficarem do lado do prefeito, é melhor que a Câmara tenha só 9 vereadores, vai ficar mais barato para o povo e para o prefeito, ele terá que acertar só com 6 vereadores e não com 11, 14 ou 16. Está certa a vereadora Marly, vamos com 9 mesmo, vai ser uma boa experiência, se não der certo a gente muda de novo.

Câmara de Vereadores: muito, pouco ou muito pouco

De Marta Bellini, na Folha de Maringá:
Em primeiro lugar um aviso: o debate sobre o número de vereadores na Câmara Municipal de Maringá é muito salutar. Poucas pessoas manifestam seu voto a favor do aumento de vereadores. Muitos se mobilizaram contra e nas ruas entregaram adesivos de carro expressando seu repúdio ao aumento de representantes na cidade. Parabéns àqueles que se manifestam. Dos dois lados. Faz bem à democracia. Em segundo lugar: sou a favor do aumento do número de vereadores. Mas faço-o à luz da minha leitura psicanalista (do livro da Maria Rita Kehl, A mínima diferença, capítulo Do narcisismo das Elites ao narcisismo das Massas). Na íntegra.

Densidade demográfica?

De leitor, que ouviu a mesma entrevista que o Akino: “Ontem ouvi o prefeito Silvio II, respondendo as perguntas a respeito das casas geminadas pela Rádio CBN. Ele falou que não está proibindo, que apenas quer planejar a cidade pela densidade demográfica, mas fiquei pensando: em um quarteirão deve ter uns 25 terrenos que, se todos fizerem casas geminadas teremos 50 casas com média de três moradores cada; aí a prefeitura libera um prédio com 50 – 60 apartamentos que é construído em um só terreno, que dá o mesmo número de unidades. Para isto não tem grande densidade demográfica?

Número de vereadores: questões para reflexão

Do padre Sidney Fabril relaciona questões para contribuir na reflexão sobre o número de vereadores:

1) Por que o Poder Legislativo está sendo tão atacado? Só nele está a corrupção? Não há corrupção no mesmo nível ou até pior nos outros poderes? Por que não há mobilização dos mesmos órgãos para cobrar uma postura mais ética do Executivo e do Judiciário também?
2) Atacar tão fortemente o Legislativo não cria o perigo de enfraquecer a democracia, uma vez que o equilíbrio dos poderes é que a garante?Continue lendo ›

O que Maringá mais precisa? De menos ingenuidade

De Maria Newnum:

Recebi esse “comercial” de vários contatos e respondi assim: O que Maringá “mais” precisa é que fiquemos mais espertos. Essa propaganda é uma indução ao erro, já que as necessidades anunciadas não são de competência do Legislativo e sim do Executivo… Eu tenho estudado o caso da recomposição do número de vereadores e participado de fóruns de discussões sobre o tema. Não sou burra! E detesto promover ignorâncias… O que Maringá precisa é de menos ingenuidade… Se o Movimento Sociedade Civil Maringá está tão preocupado com os gastos, por que não faz campanha contra os 6% que o Executivo gasta com propaganda? São 14 mil reais por dia, a maior parte, segundo fontes inconclusas, são destinadas ao jornal O Diário e ao programa do Pinga Fogo. Mas não é possível afirmar com certeza esses gastos, porque o Executivo não disponibiliza essas despesas no portal de “transparência”. Pelo que sei, os vereadores Humberto Henrique e Marly Martins já entraram várias vezes em ações junto ao Ministério Público, pedindo que os valores gastos com propaganda obedeçam a Lei de Transparência. Sem sucesso… Então por que o Movimento Sociedade Civil Maringá não se movimenta pedindo que a Lei da Transparência se cumpra? Por que não faz campanha para que a recomposição de 23 cadeiras da representatividade na Câmara ocorra, com redução dos gastos, por exemplo? A resposta é uma só: Não há interesse em economizar nada. Esse movimento, muito contrário ao Observatório das Metrópoles da UEM (ligado ao Ministério das Cidades, órgão oficial do Governo Federal), visa somente a economia da representatividade da Câmara; ou seja, visa somente enfraquecer o poder Legislativo. Visa somente promover o emburrecimento político da maioria pobre que, como sempre, paga o preço mais caro. Nosso povo pobre, sofre por falta de entendimento. E isso é lastimável! Por isso, sou adepta ao Movimento pelo Fortalecimento da Democracia, amparada pelo Observatório das Metrópoles, partidos políticos, entidades sindicais e associações de bairros.

Aos estudantes com carinho

Passei hoje pela reitoria da UEM. Cumprimentei alguns estudantes que protestam no local. Havia dezenas deles. Alguns em barracas. É interessante vê-los voltando à rua. Veja o que ocorre no Chile, onde os estudantes estão em protesto permanente. Só espero que a força não seja usada para afastá-los dali, pois a maioria das reivindicações deles não está longe da realidade. A educação precisa de muita atenção. E, infelizmente, isso não está na pauta política.
Que os tratem com carinho. E que saibamos compreender os anseios estudantis. Se assim fosse no passado, não teríamos cometidos tantos erros.

Donizete Oliveira

Mais vereadores, maior representação

Da professora Ana Lúcia Rodrigues na Folha de Maringá:

Defender que o número de vereadores de Maringá se equipare ao tamanho populacional e à importância que a cidade tem no cenário regional, estadual e nacional deveria ser a bandeira da maioria da população e, principalmente, dos segmentos da sociedade civil, em consonância com os seus próprios objetivos que buscam consolidar uma “forte representação política” para o município. Ao contrário, estamos assistindo esses segmentos construírem uma opinião pública que defende o encolhimento da democracia representativa por meio de uma campanha bem orquestrada que atira aos leões o Legislativo, como se ali residisse a gênese da tragédia social e urbana contemporânea. Na íntegra.

To be or not to be…

De Marta Bellini na Folha de Maringá:

A polêmica sobre as casas geminadas em Maringá são oportunas. Nada como debates democráticos nessa cidade que carece de transparência dos destinos da polis. Minha opinião: as casas geminadas são uma praga disseminada por construtores e imobiliárias para o setor menos favorecido, eufemismo para me referir aos pobres e à classe média. Ian McHarg, em seu livro Design on nature e Anne Spirn, que escreveu o clássico Jardim de granito, são arquitetos que sem papas na língua dizem: a moradia é uma coisa diferente da residência. Residir é entrar em uma casa feita por engenheiros ou arquitetos. Morar é habitar, é ser em uma casa. Diferente, não? Na íntegra.

Precisamos de profetas

De Marcelo Barros:

Quem passa por um edifício em construção, pode ver placas dizendo: “Precisamos de pedreiros”. Lojas de comércio alternam: “Precisamos de vendedores”. Infelizmente não podemos colocar nas portas das Igrejas: “Precisamos de profetas e profetizas”. Entretanto, é bom espalhar por aí que isso é uma necessidade urgente e que se apresentem os/as candidatos/as. Não estranhem o fato de que, diferentemente de outros ofícios, a missão de profeta quase nunca é bem aceita e reconhecida. Muitas vezes, gera até incompreensões e rejeições injustas. No tempo em que viveu no sertão do Nordeste, o padre Alfredo Kunz dizia: “Aqui, os urubus é que fazem o serviço de limpeza pública, já que as prefeituras não assumem. Todo mundo sabe disso. Entretanto, eu já vi gente criando todo tipo de pássaros, mas nunca vi ninguém criar urubu. Os urubus são necessários, mas ninguém os quer perto. Urubus me lembram os profetas de Deus, necessários, mas frequentemente rejeitados”.

Não é difícil celebrar a memória de profetas mortos. O evangelho denuncia que os fariseus e mestres da lei matam os profetas e depois erguem para eles belos túmulos, contanto que continuem mortos (Mt 23). Atualmente, em certos ambientes eclesiásticos, quando alguém fala em profetas como Mons. Oscar Romero, arcebispo de El Salvador, assassinado por militares da ditadura salvadorenha e, aqui no Brasil, Dom Hélder Câmara, ex-arcebispo de Olinda e Recife, há quem os elogie, mas conclua com certo cinismo: “o tempo deles era outro. Hoje não pode mais ser assim”. E assim, estes religiosos dos tempos novos se recolhem em seu mundinho de paramentos, ritos paroquiais e segredos de cúria. Na íntegra.

“Eles entraram atirando: Violência policial contra jovens em Maringá “

De Maria Newnum:

A Anistia Internacional no documento intitulado “Brasil: Eles entram atirando – Policiamento em comunidades socialmente excluídas alertou que os excessos da policial nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo se repetem em diversas cidades brasileiras”. Segundo o documento, a maioria das vítimas da violência policial era constituída de jovens pobres, negros ou mestiços; muitos dos quais não possuíam antecedente criminal. Dos 17.900 jovens que foram assassinados pela polícia no ano 2002, 11.308 eram negros e pobres. Em maio de 2005, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense demonstrou que 30% da população defendia a idéia de que “bandido bom é bandido morto”. Em abril de 2005, Marcelo Itagiba, então secretário de Estado da Segurança Pública do Rio de Janeiro, declaro: “Se a polícia fosse mais ativa mataria mais bandidos”.

Esse pano fundo, não difere da realidade de Maringá; onde no dia 24 de agosto de 2011, haverá júri popular para julgar os policiais que executam o menino Rodrigo Sales, morador do bairro Santa Felicidade.Continue lendo ›

Seremos algum dia japoneses?

De Ruth de Aquino:

O dinheiro e as barras de ouro estavam em cofres e carteiras de vítimas do tsunami no Japão. Em casas e empresas destruídas. Nas ruas, entre escombros e lixo. Ao todo, o equivalente a R$ 125 milhões. Dinheiro achado não tem dono. Certo? Para centenas ou milhares de japoneses que entregaram o que encontraram à polícia, a máxima de sua vida é outra: não fico com o que não é meu. E em quem eles confiaram? Na polícia, que localizou as pessoas em abrigos ou na casa de parentes e já conseguiu devolver 96% do dinheiro.

A reportagem foi do correspondente da TV Globo na Ásia, Roberto Kovalick. A história encantou. “Você viu o que os japoneses fizeram?” Natural a surpresa. Num país como o Brasil, onde a verba destinada às inundações na serra do Rio de Janeiro vai para o bolso de prefeitos, secretários e empresários, em vez de ajudar as vítimas que perderam tudo, esse exemplo de cidadania parece um conto de fadas. O que aconteceu em Teresópolis e Nova Friburgo não foi um mero e imoral desvio de dinheiro público. Foi covardia. Na íntegra.

A semântica da corrupção

O engenheiro civil Willy Taguchi, presidente municipal do PPS, agora é articulista do site Folha de Maringá. “Qual exatamente a diferença entre “desviar dinheiro/apropriação indevida” e “roubar”? Qual exatamente a diferença entre “corrupto” e “ladrão”? “, pergunta ele em “A semântica da corrupçao”. Leia aqui.

Pensando bem…

De Luiz Carlos Rizzo:

Se a proposta de nove vereadores para Maringá for aprovada, os efeitos poderão ser mais perversos:
1 – Com apenas nove vereadores, o poder econômico local investiria menos em cada projeto de interesse seu para aprovação ou rejeição.
2 – Nas eleições, o poder econômico investiria pesadíssimo para eleger justamente aqueles vereadores que representariam os seus interesses. Com isto, poderíamos ter uma Câmara cujos nove representantes representassem justamente setores diferentes… do poder econômico local.
3 – Com apenas nove vereadores eleitos quase exclusivamente pelo poder do poder econômico, representantes legítimos das classes populares (e que não possuem retaguarda financeira para enfrentar o pe$o do$ representante$ do pe$$oal da grana), tal como o vereador Humberto Henrique, conseguiriam se eleger? Duvido.
4 – Já imaginou vereadores eleitos pelo poder econômico receberem apenas um salário mínimo mensal? Claro que haveria uma complementação por fora bancado pelo lobby. Um por fora mensal ou este por fora seria por projeto?
5 – Resumo da ópera: o pretexto da redução de número de vereadores para diminuição das despesas do Legislativo (que percentualmente em relação à receita do município continuariam as mesmas) não encontra argumentos sólidos.
6 – Menos vereadores significa menor representatividade popular e maior exclusão popular.
7 – Tem caroço nesse angu, conforme diria o bom baiano de Pintadas, Manoel Messias Mendes.

Conivente, silencioso e apoiador do esbulho

De Paulo Vergueiro:

Não, não é difícil de entender porque possa haver tanta corrupção. Não, não é difícil de entender tanta falta de respeito, seriedade, por exemplo na organização da Copa do Mundo. O difícil mesmo é compreender e aceitar como pacífica, indiferente e suicida é a reação do povo brasileiro. Um povo roubado, esbulhado, humilhado e ainda conivente, silencioso e apoiador desta corja que esbulha o Brasil. Não é o PT, porque sempre foi assim, com PT ou sem PT, PSDB ou com o PRN de Collor!

A omissão covarde do brasileiro permite silenciosamente esta situação, promove (porque renovam os votos nos mesmos) e incentivam (porque tem orgulho de fazerem parte das penelas que se beneficiam da bandalheira).Continue lendo ›

Que história deixarão os guardiões da Casa do Povo maringaense?

De Maria Newnum:

“Os homens anseiam mais pela glória do que pela virtude.” – Juvenal – Poeta Romano do Século II.

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) aprovado em 2009, que alicerça a recomposição do número de cadeiras nas Câmaras Municipais brasileiras, visa garantir que a representatividade das “Casas do Povo” corresponda ao número de habitantes das cidades. Assim, pela lei, a Câmara Municipal de Maringá deve abrigar até 23 cadeiras no Legislativo, acompanhando a realidade de uma cidade que cresce vertiginosamente, mas possui o mesmo número de cadeiras de 1950 quando a população era de apenas 38.588 habitantes (dados da PMM). Já em 2010, o Censo do IBGE apontava para uma população de 357.117 habitantes.

Portanto, as preocupações levantadas por cidadãos, grupos e entidades que defendem a recomposição de 15 para 23 cadeiras é com a ampla defesa do direito de todos os setores da sociedade maringaense; inclusive, da população mais pobre dessa “bela cidade rica” que, ainda sofre com a ausência de asfalto, moradia, saúde pública eficiente, segurança; etc… Dito isso, subentende-se que compete aos guardiões da Casa de Leis buscar formas eficazes para implementar meios que viabilizem que essa representatividade ampla ocorra.Continue lendo ›

Momento de Tensão

De Merval Pereira:

A semana terminou com um recado no ar por parte da base aliada que está rebelada, ajudando a derrotar o governo em uma votação corriqueira apenas para deixar claro que pode fazê-lo a qualquer instante. Mas este momento de tensão política abriu também a possibilidade de novos caminhos, ou, pelo menos, permitiu que a ideia de uma via alternativa de entendimentos políticos viesse à tona em discursos no plenário do Congresso e em conversas de bastidores, diante do clima de explícita chantagem que está sendo adotado como método de pressão pelos próprios aliados do governo. Leia mais.

Crueldade

Do advogado Wanderlei Rodrigues Silva, a respeito das casas geminadas:

– O prefeito Silvio Barros está expulsando os pobres de Maringá. Ele não quer a construção de casas em 1/2 terreno. O povo de baixa renda não pode morar em Meringá, tem que ir embora para Sarandi ou Paiçandu. O pior é que essa população rejeitada pelo prefeito é exatamente a juventude trabalhadora. Porque 80% dos pretendentes a esses tipos de casas são jovens casais que muitas vezes estão estudando ainda, mas já tem sua família. Sr. prefeito, tenha piedade!