Opinião

As dificuldades de ser ator ou atriz no país do futebol

De Leandro Fóz:

Hoje em dia muitas tarefas que não eram tratadas como profissões estão tomando um novo rumo no Brasil e conquistando seu espaço. A profissão de ator, por exemplo, está passando por mudanças importantes: maior exigência de profissionalização do segmento, grande procura por projetos de apoio a cultura entre outros. Porém o sonho de melhorias nesta profissão, ainda está muito longe de ser realidade. O ator se depara com a falta de preparo para sua colocação no mercado de trabalho e até mesmo os atores de nível superior (aqueles que fazem artes cênicas) encontram dificuldades de exercer seu oficio no mercado de trabalho. Para se ter um panorama geral de onde o ator ou atriz pode atuar temos: Teatro: Peças educacionais e artísticas para público aberto ou direcionado, intervenções cênicas e etc. Cinema: curtas e longa metragens e documentários (mais nos grandes centros) Televisão: novelas, minisséries, seriados e publicidade (mais nos grandes centros)A gama de atuação é grande porém fora do eixo Rio–São Paulo, sobra pouca coisa e se ainda os atores não se organizar em companhias de teatro ou estar em uma, não sobra quase nada. Para piorar o panorama as iniciativas locais em cidades fora do eixo é quase nula.

Maringá por exemplo tem uma pseudo lei de incentivo a cultura mas que não é colocada em prática é muito tempo e quando as companhias que ainda acreditam que a arte pode ser local e de qualidade fazem suas temporadas o apoio das mídias é pouco e a população, que está habituada a rostos globais ou recordais não fazem questão de ir. Nós artistas maringaenses mesmo assim sobrevivemos pois acreditamos que a mudança pode acontecer e fazemos a nossa parte.

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(*) Leandro Fóz é ator e diretor/Cia. Palco de Teatro – Maringá/PR

“Quem não educa, pune”

De Dinor Chagas, na postagem sobre as multas aplicadas em Maringá em 2010:

– Recorde, recorde… Faturamento, arrecadação. Até parece que se está falando de uma empresa que necessita dar “lucro”. Essa fala tornou-se lugar comum. Que coisa. Uma verdadeira máquina de imprimir dinheiro. Se, conforme observado, no mesmo período, o número de óbitos teve salto de 79%, parece que a coisa se tornou apenas planilha de metas, objetivos (financeiros) a serem atingidos. Como se fosse obrigação a cada ano a arrecadação ser maior. Quem não educa, pune. E não é somente as multas de trânsito não. Todos os impostos, impostados goela abaixo, estão acada vez mais minando os ânimos do mantenedor das estruturas, o pobre cidadão de mãos atadas, gerando com isso, uma sociedade que não mais crê no próprio ser humano.

O Rio de Janeiro, as tragédias e o “Zé do Apocalipse”

Do pastor José do Carmo:

Sempre que ocorrem tragédias como as enchentes que se abateram sobre o Rio de Janeiro neste início de 2011, algumas pessoas religiosas buscam respostas “espirituais” para o acontecido. As respostas são as mais variadas e absurdas possíveis, e nelas sempre Deus “paga o pato”, pois tais explicações estapafúrdias vão desde uma maldição causada pela estátua do Cristo Redentor, até aos pecados cometidos nos dias de carnaval. Com tais argumentos segue toda uma tentativa de explicar a tragédia das enchentes como sendo fruto da ira de Deus. Na íntegra.

Por um Estado ateu

De Walter Hupsel.

Ainda vivemos no século 19. Esta é a conclusão a que posso chegar quando, no primeiro respiro do novo governo, aparecem declarações de setores da Igreja Católica cobrando que a presidenta “explique melhor” o que pensa de assuntos caros à ordem eclesiástica, e o arcebispo primaz do Brasil dá um prazo de cem dias para Dilma “mostrar a que veio”. A título de provocação, poderíamos perguntar “se não, o que?”. Antes que alguém objete a minha colocação, dizendo que eles têm direto de falar em público, respondo que sim, eles têm direito. Entretanto, em se tratando de autoridades eclesiásticas, suas opiniões devem ser vistas como da instituição Igreja Católica, e não do fulano A ou B. Ou seja, nem bem começou o novo governo e a Igreja Católica já faz ameaças à presidenta, com a grande mídia dando repercussão ao caso. Na íntegra.

O século XXI amarelou

De Rudá Ricci:

Dirão que este é saudosista. Não vou rebater. É bem provável. Mas ele pretende falar sobre como a política e a cultura brasileiras ficaram mais caretas e comerciais, como cederam às tentações da mesmice. E como se transforma transgressão em ordem sem que poucos saiam machucados. A inspiração veio de uma entrevista de Fernando Gabeira para a revista de Joyce Pascowitch. Embora a entrevista trate carinhosamente a figura de Gabeira, o texto não o perdoa. Sugere que nas diversas rodas do Rio de Janeiro se afirma que Gabeira “amarelou”, que ao perceber que seu passado e sua sunga de crochê tiravam votos do eleitorado conservador, resolveu forçar a barra e jogar fora sua ousadia. Gabeira tenta se safar deste rótulo e joga a batata quente nos colos de José Dirceu e Franklin Martins. Afirma que os seus dois adversários é que se esqueceram do que lutavam para se manter no poder. O que é uma péssima resposta e lembra o estilo texano, que responde uma pergunta com outra. Mas foi daí que nasceu a pista para este artigo.Continue lendo ›

Abordagem da GM

Do leitor:
Dia desses meu filho voltando do trabalho rumo ao terminal (trabalha em um supermercado próximo ao local) por volta das 17h30 levou uma dura de dois guardas municipais quando passava pela praça da Catedral, que o interceptaram dizendo “parado aí vagabundo”, querendo saber o que havia dentro da mochila; ao revistar só encontraram sua marmita, porém após a revista o rapaz questionou a forma inapropriada da abordagem e o despreparo dos mesmos (inclusive não traziam em suas fardas seus nomes para identificação). Ao perguntar o nome dos servidores os mesmos não deram confiança e foram embora; três dias depois eu e minha esposa fazendo caminhada após o expediente na praça do antigo aeroporto, onde um punhado de gente familias inteiras utilizam o espaço, deparamos com um grupo de 4 ou 5 rapazes fazendo uso de entorpecente (maconha) quase na porta da Setran, ficaram ali por quase 40 minutos e o cheirão impregnando sem que nenhum desses farda dos municipais da equipe do seu Paulo (secretario de defesa) viesse lhes incomodar. Será que não está faltando capacitação?

Beto Richa, um produto de marketing

De Bruno Siqueira:

Pelo andar da carruagem, o governo de Beto Richa nada terá de diferente do governo Requião, Lerner, etc… Durante a campanha, o bom menino fez promessas e com termos que agradam a população, muito bem arquitetados pelos setores de Marketing, como “contrato de gestão”, “choque de gestão”, “gestão transparente”, “fazer mais com menos” etc e tal. Reparem que o termo “gestão” tomou conta do plano de governo do candidato! Mas isso não se mostrou em fatos concretos.Continue lendo ›

Bolas vivas em minha árvore de Natal

De Maria Newnum:

Este ano propus ao meu companheiro de vida que não colocássemos os tradicionais enfeites em nossa árvore de Natal. Ao invés disso, toda vez que nos sentamos diante de nossa árvore para nossas devocionais diárias do Advento, propus elegermos “bolas vivas” imaginárias com faces de pessoas que fazem parte do nosso cenário da vida real.
Nesse exercício diário, fui vendo surgir faces imaginárias de pessoas, iluminando nossa árvore. E no momento em que elas surgiram, fui dando graças ao Menino Jesus e relembrando que sua trajetória profética nesse mundo só foi possível porque ele teve uma família, e amigos junto dele até o momento final.
O exercício de sentar diante da árvore, vendo as faces das pessoas que significam tanto em minha vida, e, observando os vários presépios com o menino Jesus negro, índio, branco, japonês, árabe e com todas as faces humanas, me completaram de tal forma, que não vi como qualquer presente feito por mãos humanas poderia ocupar o lugar das bolas vivas de minha árvore.Continue lendo ›

O PDT do Paraná aguarda

De José Fuji:

Os pedetistas do Paraná informaram através de sua rede de notícias que o deputado federal Gustavo Fruet poderá deixar o PSDB para disputar a prefeitura de Curitiba, em 2012, pelo PDT. Seria um grande reforço! Nós pedetista maringaense estaremos torcendo para que isso venha se efetivar, porque o nosso presidente, senador Osmar Dias, luta pela candidatura própria em todos os municípios do Paraná. E sem compactuar com frentes já viciadas. O senador e presidente estadual do PDT sabe da nossa intenção, que estamos com uma disposição e armados até os dentes para o enfrentamento em nossos objetivos que é a candidatura própria, pois com o que esta acontecendo aqui (Maringá) não podemos omitir e ficar de braços cruzados. Mudanças são imprescindíveis.

O rosto humano de Deus

Do padre Júlio Antônio da Silva:

– Acho que, para a maioria das pessoas mais adultas, o natal traz muitíssimas recordações. Quem não se lembra dos encantos e surpresas com que a festa era celebrada? Do presépio montado num lugar central da casa. Das paredes das casas de madeira que eram lavadas e ficavam super limpas. Dos doces e bolachas próprios dessa data, preparados com esmero pela mamãe. Da aquisição da “cesta de natal Amaral”. Do guaraná comprado com mais abundância.  Do modo como os presentes eram trocados. Da certeza que o presente era um verdadeiro sinal do grande e único presente recebido dos céus. Da “missa do galo”… Detalhes que marcaram e fizeram a gente entender que natal não é uma festa do papai noel, nem do consumismo exacerbado e nem da comilança desenfreada. É mais e muito mais. Afinal de contas, celebramos o nascimento de Deus feito gente entre nós. Ele veio se humanizar para que a humanidade pudesse se divinizar! Na íntegra.

O silêncio

Do padre Orivaldo Robles:

– A natureza, que nunca erra, deu-nos dois ouvidos; boca, porém, só uma. Como a advertir que devemos ouvir o dobro do que falamos. O mundo que construímos é barulhento demais. Cheio de ruído das máquinas que provam como é civilizada a nossa vida. E o “som”, que chamam música e fere os ouvidos a qualquer hora? Mais parece o bate-estaca de um prédio em construção. O “ruído” visual também é de tirar o chapéu. Chega a doer a babilônia de cartazes, painéis e placas, que agride os olhos. Com tanto apelo para sairmos de nós mesmos, ninguém se preocupa em concentrar-se, em penetrar no seu mundo interior, em se encontrar com o próprio coração. Não sabe fazer silêncio. Pior, condena quem faz. Na íntegra.

Meninas

Do padre Orivaldo Robles:

Faz anos, ouvi não me lembro de quem nem onde, que Napoleão Bonaparte, perguntado sobre a hora melhor de iniciar a educação de uma criança, teria respondido: “Vinte anos antes de nascer, pela educação da mãe”. Não posso garantir que seja verdade. O grande corso, pelo que sei, notabilizou-se por campanhas militares, não por ações de educador. Mas gozou de imenso prestígio na França da época. Gente assim é consultada até para previsão do tempo. Pode, por isso, ter opinado sobre educação. As francesas se casavam com menos de vinte anos. Logo se tornavam mães. Educar seu bebê ia depender da formação que tivessem haurido na meninice. Na íntegra.

Educar-se para o exercício do poder

De Marilza de Melo Foucher:

O poder existe desde que o planeta terra foi habitado. E é exercido em todos os tipos de organização social, em toda a relação humana. Não existe sociedade sem poder, mesmo nas formas que a antropologia política chama de primitiva. As relações de poder nascem naturalmente dentro de toda sociedade. O poder político vai surgir de modo universal com o nascimento do Estado, e ele terá a responsabilidade de definir as regras sociais que estabelecem as relações entre os concidadãos. Ele repousa na vontade de organizar, proteger e assegurar a vida em sociedade. Anteriormente, o poder pertencia exclusivamente a alguns homens. Com o Estado, nascem as instituições e os regimes políticos modernos que, por princípio, foram criados para por fim ao sistema de poder pessoal. Na íntegra.

O celular

Do padre Orivaldo robles:

Sei muito bem que não tenho nada com isso. Cada um é dono do seu nariz e o enfia onde quer. Do seu dinheiro também, e o gasta como lhe apraz. Quem sou eu para ditar normas de comportamento? Esforço-me por tirar da vida lições úteis para mim. Para outros, não sei. Assim, peço licença para repartir, com minha meia dúzia de pacientes leitores, a reflexão que me ocorreu, domingo passado. Era uma garota dos seus treze anos, por aí. Conversava ao celular com evidente satisfação. Pobre, podia-se ver sem nenhum esforço. Parecia radiante com seu brinquedo tecnológico, que a igualava a colegas riquinhas. Desde os cinco anos, qualquer menina considera celular tão vital como água, ar ou comida. A humanidade atravessou milênios sem ele. Sobreviveu. Hoje, há quem seja capaz de sair à rua sem roupa, jamais sem celular. Esta é a vida moderna, à qual são forçados a se adaptarem até dinossauros como o escrevinhador destas mal traçadas. Na íntegra.

Fiel da balança

De José Fuji:

Como é de conhecimento dos maringaenses, a divisão de dois grupos onde toda sociedade sabem das composições, e os grupos que são comandados pela maioria onde apóiam os interesses do executivo, são 10 vereadores e a outra composição de 5 vereadores, contando com o vereador Flávio Vicente que inesperadamente veio a trocar de posição que ainda não foi explicada, passando a apoiar a maioria.Continue lendo ›

O Vampiro Noticioso

De leitor:

De uns tempos para cá, aumentou consideravelmente o número de jornalistas que deixaram de ir às ruas atrás da notícia. Não há mais necessidade. Com a expansão da internet, surgiu o Vampiro Noticioso, uma nova classe de jornalista que sobrevive sugando o suor e o trabalho intectual dos colegas. Basta aguardar os jornalistas de órgãos concorrentes garimparem a notícia, escrevê-la e publicá-la na internet. Escondido numa sala com ar condicionado e janelas fechadas (eles não suportam a luz do sol), o Vampiro Noticioso entra em cena: um ctrl-c seguido de um ctrl-v e tudo vai parar, num segundo, no world. Em seguida, basta alterar um pouco a ordem da informação, trocar algumas palavras, fazer uma ligação para citar uma fonte (nem sempre necessário, basta escrever “segundo uma autoridade”, “segundo a polícia”, “segundo um popular” e por aí afora)e lançar a notícia no site da empresa à qual presta serviço, de forma repaginada, com novo título e nome do “autor” do texto. Mas a missão não é tão fácil como parece: entre uma água, um cafezinho, uma fofoca e uma piadinha com os colegas de redação, o Vampiro Noticioso precisa fuçar, sem parar, blogs, sites, redes de relacionamento e tudo mais que gere informações em tempo real. Em Maringá, tem sido muito comum este tipo de “trabalho”. E pior: as empresas, cada vez mais, incentivam este tipo de atitude, pois enconomizam grana com pauteiro, veículo, combustível e motorista para transportar seus repórteres para todos os lados. Virou praga. Não há como acabar com isso. É vergonhoso, é de dar pena! E você, Angelo, apesar de não receber os créditos merecidos, tem sido uma fonte inesgotável de notícias para este tipo de profissional. Fazer o quê? Só nos resta ir atrás da próxima notícia para fazer esses vampiros continuarem sobrevivendo. Afinal, eles não vivem só de releases! O negócio deles é suor e trabalho alheio. Ah, quer a receita para matar um Vampiro Noticioso? Estacas e balas de prata não funcionam. Basta tirar um mês de férias. Eles morrem secos!

Câmara de Maringá sob a mira do Gaeco

De Maria Newnum:

Prezados munícipes e empresários, imaginem a cena: Você descobre que alguns de seus funcionários estão somente batendo ponto e indo para casa. Uns alegando problemas de saúde, após marcarem o ponto, vão para casa tomar insulina e tiram os dias de folga; outros vão cuidar da padaria, o negócio primário; outros nem ao menos dão satisfação; simplesmente batem o ponto e só voltam no fim do expediente para confirmar o ponto; seguros que você pagará um gordo salário no fim do mês e, sem questionar. Vamos imaginar munícipes/empresários, que vocês tenham um gerente. E que esse gerente, nem ao menos fiscaliza a presença dos funcionários. Quando finalmente você descobre essa bandidagem o que você faz? Continue lendo ›

O tempo

Do padre Júlio Antônio da Silva:

O tempo constitui uma dimensão essencial da criatura humana. Está presente em tudo. É no tempo que construímos nossa história. Porém, nossa vida oscila entre a certeza de coisas experimentadas no presente e a incerteza do futuro que escapa ao nosso controle absoluto. Vivemos nesta dupla tensão entre um passado que já era e um futuro que é um devir. A sucessão dos tempos, ou o tempo histórico, abre-nos para uma forma de conceber a história como experiência que nunca se repete. Mergulhamos no mar do passado para um imenso e misterioso futuro. E nesse mergulho deparamos com a vida a ser construída. Na íntegra.

O Natal do saci-pererê

Do padre Orivaldo Robles:

Cronologicamente, encontramo-nos a igual distância entre o futuro Natal, pesadelo de pais sem grana, e o passado Dia das Bruxas, do qual só vim a ouvir falar bem depois de homem feito. Mais uma das inúmeras evidências do colonialismo cultural a que muito brasileiro, sob pretexto de modernidade ou globalização, servilmente se dobra. Quem, na nossa infância, escutou, um dia, o palavrão “Halloween”?  Hoje, pelo contrário, até cidadezinhas do interior comemoram uma data que não nos diz absolutamente nada. Que temos nós em comum com os antigos celtas ou com os emigrantes irlandeses que colonizaram a América do Norte? Na íntegra.

Por que a gestão pública de Sarandi é… complicada?

De Allan Márcio Vieira da Silva:

Sarandi passa por algumas transformações ideológicas de ordem social, política e econômica de forma plural provocando “mudanças” e dando rumos nada animadores ao jeito capenga orquestrados pelas malandragens politicas locais. Não basta crucificar os sujeitos políticos da atualidade ou passados, mas é inadiável uma averiguação mais profunda e resoluta diante das inúmeras falhas e faltas contidas na curta história sarandiense. Na íntegra.

Trabalho e prisão para crianças

Do leitor:

Em entrevista hoje pela manhã na rádio CBN, o deputado federal Ricardo Barros disse que apresentou projeto aumentando a pena para quem usa menores para cometer crime. Segundo Barros, o Estatuo da Criança e do Adolescente protege os menores infratores e a proibição contrato trabalhista para menores de 16 anos são as principais causas da criminalidade entre os jovens que, não podendo trabalhar, ficam ociosos e acabam cometendo delitos. Na entrevista ele disse também que o Estado não consegue cumprir com suas obrigações e garantir os direitos conquistados com muito sofrimento, então talvez seja melhor deixar os jovens serem explorados por empresários aproveitadores e cafetões pedófilos. Barros também defende a idéia de que, ao completar 18 anos, não seja apagado das fichas dos infratores os delitos cometidos na adolescência e juventude. Já que não se consegue implantar a “ficha suja” para políticos corruptos, deve-se implantar a “ficha suja” para jovens delinqüentes.
Ricardo Barros não entende que o Estatuto da Criança e do Adolescente defende a criança do trabalho precoce, da prostituição, do abuso e procura garantir o direito a educação de qualidade, saúde e cidadania. Será que ele estaria fazendo lobby para grupos interessados em explorar este rendoso mercado sem ser criminalizados?

Duplicar resolve?

De João Valezi:

Dois pontos devem ser analisados, com relação à duplicação da rodovia PR-323: é uma das poucas rodovias de extrema importância para o progresso do Paraná ainda na mão do governo, e infelizmente também é hoje uma das mais violentas. Lembro-me da primeira vez que trafeguei por esta estrada. Foi em 1971, quando ela estava recém-pavimentada. O tráfego de veículos era calmo e sobre acidentes, nem se ouvia falar.
Numa análise mais profunda, a mudança no movimento aconteceu quando foi instalado o pedágio da rodovia que liga Maringá a Cascavel. Para desviar da cobrança, caminhões pesados começaram a usar mais a PR-323, e aí começou a se registrar acidentes com maior freqüência. Fugindo do pedágio, veículos pesados com destino a Cascavel e Foz do Iguaçu tomaram este trecho de Maringá a Alto Piquiri como rota alternativa, estimulados pelo governo Requião, com suas Estradas da Liberdade. Isso só aumentou o problema de quem usa este trecho de rodovia.Continue lendo ›

Ricardo Barros, presidente da Sanepar

Do leitor:

Imaginemos. Se o prefeito de fato de Maringá, Ricardo Barros (candidato derrotado ao Senado Federal), fosse convidado pelo governador eleito Beto Richa para ser o presidente da Sanepar será que ele, também conhecido como “leitão vesgo” (enquanto mama numa teta já está de olho em outra) aceitaria liderar a mobilização para que o município reassuma os serviços de água e esgoto?
Acho que o  barulho pela retomada dos serviços de água e esgoto pelo município é mais para Barros se cacifar e ficar com um órgão estadual que tenha muita $$$$$$$$$$$. Alguém duvida?

Jardim das obsessões

De Joaquim Ferreira dos Santos, hoje no Segundo Caderno de O Globo:

– O povo quando va às urnas vota em sonhos e nos clichês ao alcance de sua compreensão. Nisso John [Lennon] foi mais eficiente. De punhos cerrados, ele imprime melhor na camiseta do que a franjinha risonha do Paul [McCartney] dizendo “a vida melhora o tempo todo”. Um ainda está entre nós, enchendo estádios e fazendo discos, sempre atrás de alguma novidade sonora. O outro teve a sorte de encontrar um maluco que lhe descarregou o revólver e o transformou num anjo da eterna rebeldia.

O esbanjamento

Do padre Orivaldo Robles:

Faz anos, era véspera do aniversário de meu afilhado, criança dos seus quatro ou cinco anos. A comadre surpreende-o atirando ao lixo um monte de brinquedos. “Que é isso, meu filho?”. A resposta desconcerta-a: “Ah, mãe, amanhã é meu aniversário. Vai vir tudo novo”. A comadre não alisa. Faz desabar sobre o pequeno um sermão a respeito de crianças pobres aos milhões, que se dariam por felizes com um só daqueles brinquedos usados, que ele estava jogando fora. O coraçãozinho infantil comove-se. O menino cai num pranto sentido, que a mãe precisa consolar.
Dias depois, na pia da cozinha ela encontra um potinho de iogurte aberto, ainda quase cheio. Repreende-o na hora: “Filho, se você não aguentava tomar um inteiro, por que abriu? Quantos pobrezinhos gostariam de um iogurte, mas…” Rápido, ele corta-lhe o discurso: “Ih, mãe, não vem de novo com essa história de pobres, que outro dia eu fui obrigado a chorar por causa deles”. Na íntegra.

Apelo para recorrer às esperanças

De José Fuji:

Diante de tantos indícios de irregularidades, denúncias e investigações, a população não saberia mais onde recorrer, reclamar, pedir orientações etc. Nós entendemos que se tivermos o nosso poder Legislativo independentes com a capacidade em discernir o que é a real função dos vereadores poderíamos estancar muitos desses enigmas. Qual é o apelo para recorrer às esperanças? Seria formar uma nova composição da mesa diretora independente, já nestas eleições do segundo e o ultimo biênio desse mandato. Dê uma chance aos maringaenses de conhecer como poderia funcionar um poder Legislativo se tivesse uma oposição ou os verdadeiros representantes que estivessem em vossos nomes (povo)! Vamos dar a resposta positiva aos seus eleitores iniciando nesta nova composição da Câmara Municipal de Maringá, elegendo um presidente da oposição, vamos testar este grupo, pois não sabemos dos seus desempenhos com o poder nas mãos! “Mudanças são imprescindíveis”. E o apelo não é para grupos separadamente, e sim para o verdadeiro grupo que é do “povo”, os 15 representantes que foram conduzidos com a procuração assinados em branco de seus eleitores.

A conduta criminosa dos flanelinhas

Leitor que concorda que a “atividade” de flanelinha em Maringá está um verdadeiro abuso, um mercado em verdadeira expansão, recomenda a leitura deste artigo, que tem como título “A conduta criminosa dos guardadores clandestinos de veículos e a legislação penal”, de Oneir Vitor Oliveira Guedes.

Na introdução, o bacharel em Direito escreve: “A insegurança na sociedade atual passou constituir um grande obstáculo ao exercício dos direitos de cidadania, principalmente nas grandes metrópoles brasileiras. Diante do medo do cidadão em relação à violência urbana e da sua desconfiança nas instituições do poder público encarregadas na implementação e execução das políticas de segurança, tarefas rotineiras como estacionar o carro estão se tornado mais árduas que os doze trabalhos de Hércules”.

Apostaria em aquinianos

De José Fuji:

Apostaria que dois vereadores – dr. Manoel Sobrinho e Marly Martins -, se chegassem à presidência do Legislativo, transformariam o Portal de Transparência em uma realidade, começando pela formação de todos os cargos existentes no Poder Legislativo, acompanhando o modelo como a Câmara Municipal de Londrina estampou em seu portal e colocou à disposição de todos os contribuintes londrinenses o organograma administrativo.Continue lendo ›

Farra política com recursos públicos

De Gill Castelo Branco:

– É conhecida a história do auditor que encontrou uma girafa pastando nos jardins do Palácio do Itamaraty. De imediato, solicitou explicações ao Ministério das Relações Exteriores, mas quando lhe mostraram que o animal havia sido adquirido em uma licitação, pelo menor preço, o assunto foi encerrado.
A piada ilustra a preocupação dos órgãos de controle com a legalidade – o que é essencial – e o desprezo da análise quanto à necessidade e à prioridade do gasto público. Na realidade, existem diversas girafas nos gastos públicos. Na íntegra.