Opinião

Seria retaliação?

Do leitor:

A gasolina, na maioria dos postos de Maringá, está de R$2,74 a R$ 2,76. Seria retaliação de alguém por ter sido eleito? Ou é para fazer caixa para as dívidas de campanha e de processos judiciais? Ou é a máfia querendo se vingar por não emplacar seu candidato?

Qual é a estatura política e moral do presidente Lula?

De Ricardo Mota:

Qual a estatura política – e moral – do presidente Lula, o mais popular da História do Brasil, que teria afirmado estar “particularmente satisfeito” com a derrota de Heloísa Helena (segundo Bernardino Souto Maior, assessor do senador Renan Calheiros)? Poderíamos medi-la pela declaração feita na Fiesp, dias atrás, de que Delfim Neto é um dos maiores brasileiros de todos os tempos? Lembrando: o ex-ministro da Fazenda assinou o AI-5, responsável, também, pela tortura, sequestro e morte de centenas de brasileiros. Teria Lula o condão de torná-lo – um criminoso – num democrata libertário? Na íntegra.

Tiririca, o Jon Gnarr tupiniquim

De Luiz Modesto:

É muito mais grave a gritante descrença nos políticos devido aos inúmeros escândalos (alguns deles uma verdadeira palhaçada, como dólares na cueca, panettones a preço de ouro, dancinhas ridículas de parlamentares obesas após a absolvição de mensaleiros, momentos de agradecimento a Deus após o dinheiro público desviado ser repartido entre políticos “sérios”, etc), que o protesto de quase 1,4 milhão de eleitores entregarem seus votos a um palhaço. A leitura do ocorrido feita pelos comentaristas políticos queridinhos da mídia me parece manca e elitista, desprovida do real significado da eleição de Tiririca: um grito de socorro de um país descrente em seus políticos. Na íntegra.

Agora, Mozart!

De Diogo Maianrdi:

Neste domingo, Lula tentará eleger uma aparentada de Erenice Guerra como sua sucessora. Será seu ato final. Depois disso, acabou. Escrevo seu nome pela última vez em minha vida: Lula. E agora? Agora, Mozart! Na íntegra.

Orientações para um voto consciente

Do padre Sidney Fabril:

1. Examinar a vida, as idéias e os valores do candidato. Ver se é pessoa decente, que tem uma história passada de compromisso com os princípios que diz defender. 2. Examinar os projetos do candidato e do partido dele, já que ao eleger o candidato estamos também elegendo seu partido. 3. Votar em candidatos que defendem a dignidade da pessoa e da vida, desde a concepção até a morte, sobretudo dos mais pobres. 4. Votar em quem defende a cultura da paz através da inclusão social e da proteção contra as diversas formas de violência. Na íntegra.

A respeito de Ricardo Barros, o Ficha Suja

Do leitor:

O deputado Ricardo Barros pode respirar aliviado. Não vai dar tempo para a Justiça Eleitoral julgar a ação proposta contra ele pela Lei do Ficha Limpa. Considerando as pesquisas de intenção de voto, caberá ao eleitorado dar a sentença condenatória, o que é pior: Ricardo Barros escapa da condenação eleitoral, mas certamente não conseguirá escapar da condenação do eleitorado.
Segundo as projeções, dentre os quatro nomes mais citados candidatos ao Senado pelo Paraná, Ricardo Barros deve erguer o troféu… lanterninha… É a Lei da Semeadura, que, além de bíblica, faz parte da ordem natural das coisas. A conferir neste final de semana, durante o Fantástico, que promete um Domingo Espetacular…

O povo da vida

Do padre Júlio Antônio da Silva:

Quando se fala em pessoa, a gente quer caracterizar e determinar o indivíduo pertencente à espécie humana, com características próprias dessa espécie. Mescla-se dentro desse “composto unitivo” uma maravilhosa e ímpar composição. Nele encontramos elementos que o fazem mergulhar nesse universo unificante chamado vida. É este universo vital que forja a unidade constitutiva desse ser limitado, mortal e frágil em um ser espiritual, eterno, universal e infinito. Na íntegra.

De casas, pastores e lobos

De Maria Sylvia Carvalho Franco, ontem na Ilustríssima:

– É confrangedor ver a espinha humana vergar às técnicas de controle político: a curvatura cai da aparência física à indumentária, ao discurso, à identidade, perdida na aliança com personagens cujo estigma a candidata [Dilma Rousseff] quer afastar de si. Na íntegra.

Aprender a ser tolerante

Do padre Sidney Fabril:

Nosso mundo está marcado pelo individualismo, em formas até selvagens, como também pela violência, preconceitos, discriminação, racismo, intransigências religiosas e fanatismos. Isso é um verdadeiro veneno para a vida em comum. Para construir uma sociedade melhor é necessário aprender a lição da tolerância. A causa da intolerância está no fato de povos, raças, culturas, religiões, grupos e pessoas se acharem superiores aos outros, acabando por serem intransigentes a ponto de não suportarem posições diferentes como também de organizarem modos de suprimi-las. Na íntegra.

O “Day after”

De Rudá Ricci:

Ouço o jornalista do Globo News, Gerson Camarotti, afirmar que a figura de José Serra teria sido captada por pesquisas qualitativas como negativa à várias candidaturas estaduais tucanas. Citou explicitamente os estados de Minas Gerais e Paraná. Não deixa de ser surpreendente. Mais uma surpresa nesta campanha insólita em que um Presidente em  egundo mandato se delicia com os mais altos índices de aprovação; que uma candidata sem história política conhecida figura em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de votos e deve vencer a eleição em primeiro turno; e onde os partidos ficam nus em praça pública, revelando sua total fragilidade como instituições.Continue lendo ›

Os Herdeiros, os Santos e os Velhos Coronéis de Sempre…

De Luiz Modesto:

Faltando menos que quinze dias para as eleições, cá estou sem ter conseguido escolher todos os candidatos aos quais irei depositar meu singelo, porém, sagrado voto. Como eu, muitos buscam espaços alternativos para colher informações sobre os homens e mulheres que colocaram seus nomes à disposição para governar o país e o nosso estado nestas eleições. Não deixo de assistir ao horário eleitoral gratuito – pelo menos uma vez por semana eu me empenho em vê-lo inteiro – ,e principalmente no espaço destinado aos candidatos aos cargos a nível estadual, identifiquei três tipos de sujeitos. Na íntegra.

Porque a Igreja não diz em quem não votar

De padre Sidney Fabril:

Tenho recebido diversos e-mails que parecem querer obrigar as pessoas a não votar neste ou naquele candidato ou partido por causa de questões morais católicas, e ainda dizem que é posição da CNBB e da Igreja. Se a Igreja dissesse em quem não votar acabaria dizendo em quem votar. E aí estaria afirmando que tal candidato (a) está de pleno acordo com a Igreja. Será que algum dos candidatos (as) está de pleno acordo com a doutrina da Igreja (colocar pt. de interrogação). Com certeza, não. Se o critério para votar fosse estar em plena sintonia com a doutrina da Igreja não seria possível votar em nenhum. Na íntegra.

Bença, mãe

De padre Orivaldo Robles:

Ainda me surpreendo a calcular, no café da manhã, a hora melhor de sair para vê-la. Foi a rotina dos meus últimos doze anos, pelo menos. Devagar, vou-me acostumando com a idéia de que já não há necessidade. Estou aprendendo a viver sem ela. Eram diárias e, infelizmente, curtas as visitas. Como, no seu tempo, dom Murilo reconhecia, os padres de Maringá trabalham muito. Pouco mais, pouco menos, andam todos sobrecarregados. Quem menos aproveita a nossa companhia são justamente os de casa. Nenhum dos meus expressou, é bem verdade, sequer uma vez, a mais leve queixa. A começar pelo pai, falecido há 28 anos. Mas bem que eles gostariam de me ver a seu lado por mais tempo. Na íntegra.

Quatro vereadores vitoriosos

De Cezar Lima:

Não fora a ação corajosa de quatro vereadores da Câmara Municipal de Maringá – Marly, Mário Verri, Humberto Henrique e dr. Manoel Sobrinho -, a imprensa de Maringá e do Paraná não teria dado destaque à “apropriação” de 1 milhão e 100 mil reais dos cofres públicos municipais – para “doação” ao Sebrae-PR – instituição particular e que possui recursos próprios para “bancar” os eventos que quizer e para fazer aonde quiser. Depois da “desistência” oficial daquele órgão/instituição, “estão à procura de uma nova cidade” para realizar o evento. Fica a sugestão: Astorga, terra natal de seu Nogaroli e o prefeito de lá, seu Arquimedes, o”homem da alavanca”, gosta de “torrar” dinheiro público e igual ao prefeito de Maringá, responde a inúmeros processos em “crimes de responsabilidade” e outros e, espera-se sua cassação.

Viva a minoria!

De Paulo Vidigal:

Como definir a sessão da Câmara de hoje em que foi votado o projeto do Executivo que doaria R$ 1,1 milhão ao Sebrae? Polêmica não há dúvidas. Mas não foi só isso. O presidente do Sebrae/PR Jefferson Nogaroli usou a tribuna por cerca de vinte minutos. Não aparentava estar alegre, o que ele mesmo confirmou. Falou sobre o panfleto entregue pelos vereadores Humberto Henrique, Mário Verri e Marli que apresentava demandas sociais do município (saúde, moradia, etc). Primeiro, usou o tempo para demonstrar quanto a cidade ganharia com realização da feira. Surpreendentemente, finalizou dizendo que a feira em Maringá estava suspensa, não seria mais realizada aqui. Leia mais.

Deus tem palavra

De padre Júlio Antônio da Silva:

Normalmente, quando alguém é cumpridor da palavra dada, dizemos assim: “O fulano é pessoa de palavra”. Falou e garante a sua palavra. Falou e cumpriu. Ele não volta atrás. À qualidade de quem cumpre a palavra dada denominados de fidelidade, coerência, sinceridade, lealdade. Se assim qualificamos as pessoas cumpridoras da palavra dada, imaginem o que devemos dizer de Deus! Multipliquemos esses qualificativos ao infinito e aí teremos o resultado do modo de Deus ser e agir na história humana. Na íntegra.

Gente que nos faz falta

De padre Orivaldo Robles:

Tive na infância, há mais de 50 anos, dois colegas, irmãos, tão desiguais como a água e o vinho. O mais novo era uma criatura maravilhosa. Todos dele se aproximavam com gosto. O mais velho era intragável, de convivência difícil. Podia-se procurar com lâmpada que não se achava, entre os companheiros de estudo, um que dele gostasse.
Por algum tempo, perseguiu-me a idéia de descobrir o motivo que o tornava tão antipático. Criança que era, não sabia avaliar bem os acontecimentos e as pessoas. Demorou um pouco. Afinal, descobri: era egoísta, um monumento de orgulho. Na íntegra.

“Somos todos insossos”

Do leitor, dirigindo-se a Akino Maringá:

Você tem razão em se indignar com os 1.100.000 narizes de palhaço que o executivo e a câmara municipal (em letras minúsculas mesmo) estão distribuindo para a população maringaense. E não são só eles que estão ajudando nessa distribuição não. Sou particularmente a favor de que uma feira como a do Empreendedor seja sediada em nosso município. Creio ser importante o município se destacar e se firmar como um pólo de negócios no Paraná. E sediar essa feira auxilia nesse sentido. Concordo também com o município em patrocinar, mas dentro de limites aceitáveis. Por exemplo: ceder o espaço, dar alguma infraestrutura e aportar algum recurso para campanhas publicitárias e até para custeio. Mas 1,1 milhão? E ainda, destes, 450 mil para custear caravanas de outras regiões? Bah… Sinceramente: me sinto insultado com isso. E começo a pensar que nós maringaenses somos todos ou apáticos, insossos, vendidos, uns “merdas” mesmo ou somos de tal maneira manipulados (conscientemente) que nem ligamos para o fato desse dinheiro sair do nosso bolso, pagar viagem de contribuintes de outros municípios e estados, enquanto aqui temos uma porção de prioridades que poderiam ser atendidas com ele. Continue lendo ›

“Nós pagamos, e não é nada barato”

De leitor, aproveitando a polêmica do R$ 1,1 milhão do contribuinte maringaense para um evento do poderoso Sebrae:

– O Sebrae faz parte do sistema “S” de arrecadação de impostos, ou seja, parte dos impostos devidos aos cofres públicos ficam com o sistema “S” para que administrem com o objetivo de preparar mão de obra para seu próprio consumo. Entendo melhor seria dizer que essa grana toda “deve” treinar (Sebrae, Senac, Senai, Senar) empregados para suas empresas. Entendo que a contrapartida “deveria” ser gratuita, mas não sei o que diz a lei, mas sei que o contribuite que necessitar a dita contrapartida tem que pagar os serviços, pelos quais as empresas já “recolheram” e nós pagamos, e não é nada barato. Essa questão não é bandeira de defesa de nenhum candidato. Estranho né!!!

Só a política…

De leitor:

Nas eleições passadas, Osmar e Requião eram adversários. Hoje, fazem comícios de mãos dadas. Álvaro Dias prometeu não subir no palanque para não “prejudicar” seu irmão Osmar. Mas o vemos diariamente na TV pedindo votos para Beto Richa, adversário de seu irmão.
Ricardo Barros era líder do governo, na Câmara. Hoje, apóia o candidato da oposição, Beto Richa, e, consequentemente, José Serra. Só a política para nos brindar com coisas tão belas assim.

Mais atual do que nunca

Maringá não possui uma política de massas. Possui até então uma política elitizada. A política ainda não chegou às ruas e locais de trabalho. É ainda um elemento das elites organizadas em partidos. É fato que se trata da lógica dominante da política brasileira. Mas em Maringá é ainda mais acentuada. Daí porque existem ações solidárias e iniciativas de controle social. Mas não são populares, não estão enraizadas nos bairros mais carentes. Daí porque Maringá renegar Sarandi. Tantas vezes ouvi que muitas empresas situadas em Sarandi cravam seus endereços como sendo de Maringá, por puro preconceito. (…)
Enfim, o desafio de Maringá é se tornar um todo, um município, um espaço público. Tornando-se espaço público é possível dar mais um passo: construir um projeto para Maringá. Na íntegra.

O texto acima é de artigo de Rudá Ricci, vejam só, de 2008.

Dilma 1,99 Rousseff

De Diogo Mainardi:

Dilma Rousseff era uma apaniguada do PDT. Quando saiu do PDT, ela virou uma apaniguada do PT. Desde seu primeiro trabalho, trinta anos atrás, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff sempre foi assalariada do setor estatal. E no setor estatal ela sempre foi apadrinhada por alguém. O PT loteou o estado. Nesse ponto, Dilma Rousseff é a mais petista dos petistas. Porque durante sua carreira todos os cargos que ela ocupou foram indicados por alguma autoridade partidária. Dilma Rousseff é o Agaciel Maia dos Pampas. Ambos pertencem à mesma categoria profissional. Tiveram até cargos análogos. Agaciel Maia, apaniguado de José Sarney, foi nomeado diretor-geral do Senado. Dilma Rousseff, apaniguada de Carlos Araújo, foi nomeada diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Além de ser um dos mandatários da esquerda gaúcha, Carlos Araújo era também o marido de Dilma Rousseff, garantindo esse gostinho pitoresco de Velha República cartorial e nepotista. Na íntegra.

Débora

Do padre Orivaldo Robles:

Débora tem quatro anos. Vem à missa com a mãe, todos os dias. Carrega um cachorrinho de pelúcia marrom, de patinhas brancas. Dele não deve separar-se por nada. É agosto, alguns dias ainda faz frio, está escuro às sete da manhã. Mas ela não falta. Levanta às seis, como um operário para a jornada de trabalho. Depois da mamadeira e antes da escolinha, pega seu cãozinho e acompanha a mãe à igreja. Entre centenas de adultos é a única criança na Catedral nessa hora. Na íntegra.

Local errado para blitz

Do leitor:

Ontem aconteceu uma “blitz” nas saídas do Cesumar. Nada contra a operação, pois fui parado e tudo estava regular, passei normalmente. Mais minha observação é: É muito fácil pra eles pararem estudantes e pessoas que estão indo trabalhar, mas dúvido que eles façam o mesmo nas portas das boates, aonde a probabilidade de causas de acidentes são maiores, pois se essa blitz foi instituida com está definição de evitar mortes, eles deveriam se preocupar mais em parar quem coloca mais em risco a população, que são pessoas embriagadas. Agora é um absurdo prender uma moto que não está irregular, igual de um amigo meu, mais pelo fato de ter alterado o escape original, sendo que o que ele colocou está dentro das permissões da lei. Acredito que só uma multa já resolveria, mais parece que a intenção da polícia está mais voltada a assustar e botar pressão nas pessoas do que resolver definitivamente o ponto chave da operação. Minha opinião.

Desenvolvimento é qualidade

De leitor, sobre o Censo em Maringá:

Se Maringá cresce pouco, Sarandi deve compensar com um estouro das projeções de inchaço, pois o custo de vida em Maringá expulsa os pobres pra lá. Sem escola, creche, hospital, emprego, etc. Sarandi tem que gastar a maior parte do seu orçamento em educaçao e saúde de base. Não sei como andam Cascavel, Ponta Grossa ou Londrina em IDH, mas acho que as comparações de perspectiva do crescimento deveria se concentrar sobre estes indices. Desenvolvimento é principalmente qualidade. Comparar o Indice de Desenvolvimento Humano por setor censitario e por cidade é um bom começo.

“Quem vota em corrupto é, também, corrupto”

Trecho do artigo semanal de dom jaime Luiz Coelho (o site de arquidiocese está fora do ar):

– Examinar a vida dos candidatos e, se corruptos, não se igualar a eles, neles votando: quem vota em corrupto é, também, corrupto. Chegou a hora de examinar bem a ficha suja dos candidatos e votar nos que, realmente, têm a ficha limpa.

Criamos cidadãos apolíticos

Do boletim Migalhas:

A política este ano está de doer o estômago. A candidata governista, que o presidente confessa ter conhecido há pouco mais de um lustro, deve levar no primeiro turno. Isso se dá, sobretudo, pelo mérito do indicador, pela ótima propaganda comercial, recheada de efeitos especiais, e por um jogo de câmera de fazer inveja a Hollywood. Na falta de discussões mais aprofundadas, o que vale, então, é o cenário. A oposição, perdida pelas circunstâncias, vazia e com discurso amorfo, dificilmente conseguirá mostrar reação. Na terceira via, um discurso frívolo, com flores, mas sem raiz. Nesse ambiente, sem ideias debatidas, sem uma oposição – seja qual for o lado – consistente, perigamos criar no futuro cidadãos apolíticos. Isso não é um bom sinal. Somos, pois, como outro dia disse Aristóteles, “animais políticos”. E se ficarmos sem o adjetivo…

Ah, se observassem…

Trecho de comentário de leitor, sobre o Observatório Social de Maringá:

[É] a maior piada já contada em Maringá. Se observassem o prefeitim não teria sido condenado duas vezes[são mais]  por improbidade… se observassem não haveria atraso de oito meses na entrega do kit-escolar… se observassem não haveria licitações viciadas… se observassem veriam o enriquecimento ilícito dos assessores e secretários do prefeitim… se observassem a educação e o esporte não teriam “fichas sujas” como secretários… se observassem veriam o esquemão do acervo da TV Cultura e do evento de 1,1 milhão sem licitação… se observassem veriam as quase 5 mil crianças na filha de espera das creches… se observassem veriam a demora nas consultas especializadas… se observassem veriam a falta de funcionários nos postos de saúde e escolas e creches…. se observassem veriam a violência no trânsito… se observassem veriam o excesso de cargos de confiança que não contribuem em nada com o crescimento e desenvolvimento da cidade.

Que está com quem?

Às vezes, a campanha política deixa a gente confusa. Esses dias, se não me falha a memória Osmar Dias elogiou Edmar Arruda na TV. Hoje, andando pela avenida Brasil, em Maringá, vi um microonibus com propaganda de Beto Richa e Edmar Arruda. Num restaurante do centro, cabos eleitorais exibiam camisetas com adesivo de Edmar e Sidney Telles, federal e estadual respectivamente. No microonibus, havia também propaganda de Edmar e Durval Amaral (estadual e federal). Desse jeito, não dá pra entender quem está com quem? Espera-se que um dia o Brasil leve a sério a questão partidária.

Donizete Oliveira, jornalista e professor