Opinião

Sanepar aumenta lucro à custa do aumento da tarifa

De Avanilson Araújo:
A imprensa divulgou que a Sanepar teve um crescimento em seu lucro de 83%, faturando em 2011 o valor de R$ 249 milhões. Segundo, a própria imprensa este lucro teria sido o resultado do aumento das tarifas, a um programa de contenção de gastos e à volta do bom relacionamento com os demais acionistas. De fato a análise tem certa razão, afinal, em pouco mais de quatorze meses de governo, Beto Richa (PSDB) aumentou a tarifa de água e esgoto em mais de 32%, atingindo em cheio o bolso, de todos, mas principalmente dos trabalhadores que não tiveram sequer de longe índices parecidos em seus salários. Leia mais.

Silvio II deixa a prefeitura pela porta do fundo

Do leitor:
Silvio Barros II bem que está tentando fechar o governo com chave de ouro em todos os sentidos, se é que os leitores entendem. Mas logo se vê que sairá com a popularidade em baixa. Apesar dos 14 mil reais gastos diári(o)amente para convencer o povo das maravilhas de seu governo, ficou evidente na inaugurações da UPA nesse domingo que até mesmo os CCs o querem ver pelas costas e logo. A escassez de pessoas seria maior não fosse o número de simpatizantes do ministro e do deputado estadual Enio Verri, reporteres e manifestantes contrários à uisina de queima de lixo de Silvio II. Pois é, quem mexe com fogo…

A educação que vem do lixo

De Valkiria Trindade de Almeida:
Parece cena de desenho “trash”, um forno queimando: uma bicicleta velha, fraldas sujas, revistas, tudo que seja “descartável”! E lá longe no horizonte, uma coluna de fumaça enorme mudando a paisagem da cidade. Todos os símbolos da paisagem serão minimizados, a Catedral será apenas um detalhe na paisagem, o marco de referência será a “Coluna de Fumaça”, talvez passemos a ser chamados de cidadãos defumados e não mais maringaenses. Alergias de todos os tipos: respiratória, oftalmológica, dermatológica. O Ministério da Saúde virá investigar os elevados índices de mortalidade dos idosos e crianças, que morrem por conta da poluição. Roupa branca nunca mais! A fuligem será uma decoração permanente! Parece um pesadelo, dos mais temerosos. Provavelmente as modernas tecnologias não permitam a saída de fumaça, mas ainda não são capazes de controlar as POPs invisíveis que saírão e nem as cinzas que estarão impregnadas de toxinas e que poderão contaminar tudo. Geralmente o que não é visível é o mais letal! O mais triste é quando as criancinhas indagarem: quem teve essa ideia “brilhante”?
Certamente Jacques Cousteau deve estar se revirando no céu ambiental.
E, infelizmente, uma das melhores ferramentas de conquista para a cidadania, estará enterrada: A Educação Ambiental. Pois com esse “forno gigante”, não existe possibilidade de diálogo sobre o nosso modelo de sociedade. Não será mais necessário sensibilizar nossas crianças e jovens sobre a efêmera felicidade do consumo. Nem, como é importante reconstruir novos padrões de moradia, de plantio, de relações sociais. Vamos nos preocupar apenas em gastar, já que o fornão vai dar conta de tudo!
Não existe uma data específica sobre a origem do lixo. Muitos acreditam que se trata de um problema da modernidade, matematicamente, com o advento da industrialização e do capitalismo, houve uma reestruturação dos modelos de consumo, a escala de produção muitas vezes quintuplicou e proporcionalmente os resíduos também! Isso é inquestionável! O que trazemos para a discussão é o destino dos resíduos. Sabemos até agora, que mesmo os melhores aterros sanitários possuem saturação. Um exemplo próximo é o Caximba, na região metropolitana de Curitiba (entre Fazenda Rio Grande e Araucária), que desde início da década de 1990 já ultrapassou todos os limites4. Nem os países desenvolvidos conseguiram solucionar todos os problemas de seus resíduos, então não é a solução mais imediata que irá dar conta. O que precisamos é olhar para os resíduos na coletividade, porque moramos na mesma casa, não dá para esconder embaixo do tapete, vai afetar a todos, seja a curto, médio ou longo prazo! Devemos olhar o lixo enquanto consórcio intermunicipal, num plano de sustentabilidade, especialmente em regiões conurbadas, como é o caso do Aglomerado Urbano Paiçandu-Maringá-Sarandi. As intervenções devem ser planejadas por uma equipe multidisciplinar que seja capaz de diagnosticar problemas e propor soluções. Equipe essa, proveniente de instituições de ensino superior (especialmente a UEM), que poderão de uma forma inteligente e eficaz traçar objetivos acessíveis, que possam dar conta das especificidades locais, sem querer importar modelos perigosos, que não se encaixam com a nossa realidade, já que vivemos num país tropical e a quantidade de precipitação, dependendo da época do ano é alta, o que geraria umidade elevada nos resíduos, provocando maior fragilidade no modelo incineração.
Uma solução que já existe, é o papel que os recicladores sociais possuem para a nossa comunidade, porque atendem a perspectiva socioambiental, ao mesmo tempo ajudam a selecionar os resíduos e passam gradativamente (com o auxílio da incubadora social) a estudar, a fazer cursos de informática, a se enxergarem como sujeitos novamente. Claro que ser reciclador não é uma opção de vida, porém em muitos casos é a única, já que vivem de certa forma, excluídos (pois não atendem as solicitações do mercado de trabalho – não vamos explicitar as fragilidades já conhecidas). Só quem conhece os programas de inclusão social que a UEM/Unitrabalho5 promove para essas pessoas, é que pode acreditar numa saída diferente! Sem demagogia, somente nos relacionando com os nossos resíduos é que iremos construir soluções ambientalmente corretas. Incinerar os resíduos é queimar também os valores sustentáveis que desejamos estabelecer nessa e para essa sociedade. É nosso dever cuidar do planeta para essa e para as futuras gerações!!!
______________
(*) Professora de Geografia e de Educação Ambiental

As coisas são piores do que se imaginava

De Maria Newnum sobre os falsos manifestantes (aqui, vídeo com sua fala no ato público de hoje):
Quero compartilhar a experiência que tenho tido no Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania. Comecei a participar no Fórum por minha própria conta como cidadã e depois, ao testemunhar nas reuniões do PV as questões levantadas lá, foi-me solicitado que passasse a atuar como representante do partido. Nesse tempo, vi o envolvimento de poucos partidos e as pessoas desses partidos eram e são em número pequeno, assim como o são os representantes das demais entidades. Percebi que as pessoas de partidos que acompanham o Fórum nunca falam de questões partidárias, ou tentam fazer algo que vá além da causa defendida pelo Fórum. Por isso, me senti absolutamente confiante em participar, trabalhar e me comprometer pessoalmente com as ações do Fórum; algo que não seria possível se percebesse que era um movimento somente partidário. Portanto, a invasão de falsos manifestantes de um partido na caminhada, além de ser de um amadorismo rasteiro, serve de alerta para toda a população de Maringá, no sentido de que se há esses esforços lamentáveis para desqualificar o trabalho do Fórum Lixo e Cidadania é porque as coisas são piores e mais perigosas do que a gente possa imaginar… Deus nos proteja e proteja a nossa amada Maringá. Deus recicla, o Diabo incinera…

A guerra santa começou?

De Maria Newnum, na Folha de Maringá:
Circula nas redes sociais e blogs da cidade que o prefeito de Maringá, de tão furioso ao saber do apoio da Arquidiocese ao Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania: Maringá, Sarandi e Paiçandu, chegou a dizer que travaria uma guerra santa contra a Igreja Católica.
Fiéis denunciaram no blog do Rigon que algumas missas foram gravadas depois que os padres passaram a informar sobre os danos da incineração e solicitar que cada fiel assumisse o compromisso de assinar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, proposto pelo Fórum Lixo e Cidadania, que visa impedir a queima de resíduos sólidos urbanos no município. Leia mais.

Portais da inconsistência

De acordo com a física, um meio transparente é aquele onde a luz, atravessando-o, descreve trajetórias regulares e bem definidas, permitindo distinguir nitidamente os objetos através de sua espessura. Já nos meios translúcidos, a luz não passa com tanta facilidade, sua trajetória não é regular e assim, não permite que se vejam nitidamente os objetos através de si.
Conhecendo os “Portais da Transparência”, sites vinculados à órgãos públicos, temos a sensação de que os gestores não fazem nada além de publicar suas inelegíveis e translúcidas prestações de contas na internet. Continue lendo ›

Quem com kit fere, com kit será ferido

De Paulo Kato:
Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Não é mesmo seu Neto? Parabéns Silvio pela resposta rápida. Parabéns promotores de Justiça que riscaram o Neto com “caneta vermelha” e o colocaram no “estojo”. Neto usou uma “linguagem brochurão” e levou uma “borracha” do Silvio. Vê se aprende a guardar o seu “dicionário” na “mochila” para não apanhar de “régua” seu Neto. Mesmo bebendo na “garrafa de água squeeze”, coitado dos alunos de Lodrina que estão nesse “compasso” de espera. Valorizar o “ensino é fundamental”, anote isso na sua “agenda” seu alcaide e “kit” essa dívida com o seu povo, senão pode acabar em “caderno quadriculado”. Fique sabendo que “8.200.000” pessoas estão de olho nessa pouca vergonha. O eleitor precisa dar uma “tesoura” nos maus políticos. Silvio 25 x 16 Neto.

Sem Kadafi, o mundo ficou mais triste

De José Gil de Almeida:
O jovem oficial que liderou uma revolução libertadora na Líbia – Al Fateh – deixou o mundo mais triste com sua morte. Ele faz falta nos noticiários internacionais, onde ocupava a cena desafiando as potências imperialistas. Ele faz falta no seu país, hoje tomado por bandos armados sem lei e sem respeito. Leia mais.

Aos amigos, os bolsões

Da professora Marta Bellini, na Folha de Maringá:
O decreto no 2719 de 11 de outubro de 2011, assinado pelo chefe da Casa Civil do governo do Paraná, sr. Durval Amaral, expõe o que é o governo tucano de Beto Richa. Foi eleito governador com promessas de boa gestão do dinheiro público. Porém, esqueceu de nos dizer que a boa gestão do dinheiro público era para aumentar até em 138% os chamados encargos especiais. Deu aos amigos o quanto pode. Leia mais.

Só faltava essa

De Correa Neves Junior, do Correio da Franca:
Uma proposta, defendida por um quarteto de juristas brasileiros, sintetiza com perfeição a inversão de valores à qual está submetida parte significativa da sociedade brasileira, vítima de uma dificuldade imensa dos líderes dos vários poderes constituídos no país de culpar o infrator sem sentir remorso, de punir o delito sem contemporizar, de entender que os direitos não se sobrepõem aos deveres.
Os quatro distintos senhores – o desembargador José Muinos Filho, do TJ do Rio; o promotor Marcelo Azevedo, de Goiás; o criminalista Emanuel Cacho e o jurista René Dotti – são os signatários da nada singela proposta que, simplesmente, prevê reduzir em 1/6 a pena de bandidos condenados que tenham seus crimes e ações ‘excessivamente expostos’ pelos meios de comunicação. É isso mesmo que você acabou de ler. Para o grupo, bandido que tiver sua ‘dignidade humana’ ferida pela imprensa deve ter direito a redução de pena.Continue lendo ›

Trocar o sistema; depois, os políticos

Leitor escreve para apontar que a questão do lixo em Maringá reflete muito bem a ignorância e má vontade dos seus administradores (prefeito e vereadores). “Pode ser mais um caso de corrupção ou do velho costume de imaginar que seus eleitores são idiotas desinformados. Consultando os endereços abaixo e começarão a ver que a incineração de lixo não se faz mais nos dias de hoje. Estas são alternativas para o lixo orgânico: Gás de lixo pode produzir 15% da energia do Brasil, Energia, gás e lixo, Gás do lixo rende créditos ao Brasil. O lixo não orgânico pode ser reciclado, como se pode ver aqui. Com estes administradores que aí estão, Maringá poderá ser chamada de cidade verde até quando? Quem sabe passe a ser poluída como são muitas na Índia e na China. A solução é trocar o sistema que se pretende implantar e logo em seguida os que administram e legislam no município”.

Uma relação que precisa de explicações

Do professor Paulo Vergueiro:
O que mais causa espanto é a defesa incondicional do sistema cubano pelos petistas. Isto nos leva a projetar o desejo oculto contido nas lideranças petistas. Uma das coisas que mais causa asco, é o fato das pessoas que sustentam esta defesa de intimidade com o poder cubano, são justamente as que mais clamam por liberdade em seus discursos. Claro, regados a bom vinho e scotch importados em caríssimos hotéis 5 estrelas de Brasília, como José Dirceu. Contraditório se não fosse uma ameaça indireta.Continue lendo ›

O que tem a psicologia com a religião?

De Robson Girardello, na Folha Maringá:
Na revista do Conselho Regional de Psicologia do Paraná do último bimestre de 2011 havia uma orientação do CRP sobre as condutas dos profissionais de Psicologia no que se refere à religião. As orientações são bem claras, e relacionam os itens do Código de Ética Profissional da Psicologia que falam sobre os princípios de respeito, liberdade e dignidade de todas as pessoas, e lembra que é os psicólogos não podem “induzir a convicções políticas, filosóficas, morais ou religiosas”. Infelizmente, muitos formados em Psicologia se dizem psicólogos, mas não passam de fanáticos religiosos, que utilizam o nome da Psicologia equivocadamente, pois permeiam seus atendimentos baseados em suas opiniões pessoais e em sua religião. Leia mais.

Vida virtual

De Carlos J. Silva:
O povo vota certo em ocasiões erradas. Veja o exemplo do BBB: Vota-se correto, tiram as pessoas ruins, quando não se consegue tirar, vão na internet e botam a boca no trombone, fazem críticas e buscam meios de mudar os destinos. Pena, uma pena mesmo que na vida real não é assim. O povo vive cego, surdo e mudo!

Carta aberta aos deputados

Do professor Paulo Vergueiro:
O Conselho Regional de Psicologia, seção do Paraná, deu 15 dias de prazo para que a psicóloga Marisa Lobo, retire de seus dados e informações complementares de sua atuação a condição de cristã. Isto mesmo. Ela não pode se autointitular psicóloga cristã. É crime, passível de perder a licença profissional, me custa crer, mas é assim que a estão a enquadrando.
Isto é consequência direta de ações iniciadas por movimentos a favor da legalização do consumo de drogas e da liberdade sexual, ou seja, por ativistas homossexuais.Continue lendo ›

Vamos colocar as casas em ordem?

De Maria Newnum, na Folha Maringá:
Quando os munícipes vão à câmara para acompanhar a ordem do dia e se manifestam com palmas ou com palavras é comum serem, severamente, advertidos pelo presidente da casa, Mario Hossokawa, que diz que Regimento Interno proíbe qualquer tipo de reação vindo da plenária. Ou seja, o povo tem que ficar caladinho, mesmo quando são afrontados por alguns nobres que os representam, como o fez vereador Heine Macieira em sessão ordinária (não a especial) do dia 2 de fevereiro, chamando os manifestantes contrários aos $upersalário$ de meia dúzia de gatos pingados. Leia mais.

Microrreflexão política

De Luiz Alexandre Solano Rossi:
A maioria dos nossos vereadores, após a aprovação indigesta dos super-salários, novamente vem à cena para mais uma ação destemperada relativamente ao destino do lixo de nossa cidade. Mas como são filhos de uma sociedade hiper-capitalista resolveram inflacionar tanto a história quanto a ética: se Judas traiu uma única pessoa por 30 moedas de prata, a maioria dos nossos vereadores traiu toda uma cidade por 300 milhões de reais.

Sobre as eleições 2012

Do professor Paulo Vergueiro:
As eleições para prefeito em Maringá parecem aquela coisa da turma que se junta para jogar bola na quadra do colégio. Todo mundo é “amigo” de todo mundo, todo mundo quer o “melhor” no seu time e na hora de escolher (compor)… prevalece o dono da bola. É! o dono da bola! Campo?…se joga em qualquer lugar, grama, rua, pasto… tanto faz. Camisa? Na pior das hipóteses, um time vai “com” outro “sem”. Divisão? No frigir dos ovos funciona assim: é um “bão” pra cá; outro “bão” pra lá, e um “perna de pau pra cá” outro “bunda mole” pra lá.Continue lendo ›

Prefeito não respeita estudantes da EJA

De Josimar Priori, em seu blog:
Que uma das maiores virtudes do atual prefeito de Sarandi, Carlos de Paula, é não ser democrático todo mundo sabe, mas o difícil de mensurar é ate aonde vai sua capacidade de tratorar tudo e todos para atingir seus objetivos, que também é sabido por todos, isto é, a reeleição a qualquer custo. Hoje infelizmente participei de um incidente lamentável com o prefeito. Fui acompanhar uma reunião na qual o prefeito convidou os moradores do Jardim Novo Independência para falar tratar sobre o asfaltamento da região. Ótimo. Mas como sei que cada reunião dirigida pelo prefeito é um circo onde, lógico, ele é personagem principal, não era de se esperar que seu cajado autoritário fosse agir mais uma vez. Leia mais.

Maringá, a gente vê piorar

De Maria Newnum, na Folha de Maringá:
No dia 30 de Janeiro de 2012, membros de entidades e representantes de diversos setores da sociedade compareceram à convocação da Prefeitura para uma suposta audiência pública destinada à obedecer aos tramites legais exigidos por Lei para a aprovação do Plano de Saneamento Básico do Município que trata, inclusive, da renovação do contrato com a Sanepar e do plano municipal de gerenciamento de resíduos sólidos. A audiência foi de fachada. Leia mais.

Será preciso anular o voto?

Do professor Paulo Vergueiro:
É comum numa família americana tradicional quando ha uma discussão, chamar atenção de outro com expressões do tio “isto não é próprio de um republicano ou de um democrata…” Esta é a base que sustenta a grande dos partidos, independentes de seus personagens. Valem as ideias, a tradição e o cumprimento régio dos estatutos do partido e nunca os caprichos individuais de figurões políticos, independente de sua grandeza.
Antes de Collor e, portanto Itamar Franco (leia-se Fernando Henrique Cardoso), o que dava o tom das propostas brasileiras era o drama da inflação. E não havia soluções propostas com base nas ideologias partidárias, o que havia era candidatos a salvador da pátria amada. O brasileiro chama isso de criatividade, o tom pessoal da competência, a assinatura que caracteriza e distingue os bons dos ruins. Continue lendo ›

Por que eles temem a luz?

Confira o novo texto do professor e escritor Luiz Alexandre Solano Rossi para a campanha contra os generosos vereadores que legislam em causa própria:
Vergonhômetro Maringá
A narrativa da vida política da maioria dos nossos vereadores é vivida sob a égide da escuridão. O escuro é o habitat preferencial de cada um deles. O manto da escuridão se apresenta como se fosse uma segunda pele e, dessa forma, eles se mimetizam em noite e a noite neles. Qual seria um e qual seria outro? Ali eles vivem como se estivessem em sua própria casa. Seus olhos se acostumaram de tal maneira nesse ambiente que eles conseguem enxergar melhor na mais sombria escuridão do que nós à luz do dia. Acostumados que estão à escuridão eles vêem a luz como se fosse a mais mortal inimiga. E, por isso, temem. Temem a luz porque ela é capaz de iluminar os recônditos que desejam esconder. Continue lendo ›

“Atitude retrógrada”

Do leitor Denison Carlos, a propósito da ação dos comerciantes da avenida Morangueira, em Maringá: ” Atitude ridícula a desses comerciantes. Só estão pensando nos próprios bolsos e em nada, absolutamente nada, no bem comum. O que eles ainda não entenderam é que essa medida será para melhorar o tráfego de veículos nos horários de pico, em que se tratando da avenida Morangueira, vira um caos. O problema é que o povo maringaense ainda tem o pensamento de cidadezinha, onde se deixava o cavalo amarrado na frente da venda. Agora muitos têm um carro e querem parar o carro em frente ao comércio. Isso é uma atitude retrógrada, ultrapassada, e diga-se de passagem, preguiçosa, sedentária”.

Entre a inconsistência e a inconsciência

Do professor e escritor Luiz Alexandre Solano Rossi, postado no Facebook, mais uma contribuição para a reflexão contra os vereadores que aumentaram os próprios salários:
A maioria de nossos vereadores sofre daquilo que chamarei de “dupla patologia ii”, ou seja, são – todos eles, marcados de forma indelével por duas das piores patologias que poderiam se abrigar – insistentemente e infelizmente – num ser humano: a “inconsistência e a inconsciência”.
A inconsistência se apresenta a partir do momento em que eles não possuem qualquer projeto político. Academicamente diria que não possuem qualquer referencial teórico e, por conta disso, não sabem onde devem chegar. Inconsistentes não caminham e impedem outros de caminhar. Continue lendo ›

O PT acabou!

Do professor Paulo Vergueiro:
O PT passou a ser uma colcha de retalhos, as ideologias deixaram de ser o foco principal, que deu lugar ao desfrute e prazer pelo poder e a preocupação, que seria o bem-estar do povo, passou a ser a manutenção do poder.
O que se faz hoje é manter o povo entretido com seus novos brinquedos. Para isso serve costurar parcerias improváveis afrontando a ética e o respeito a sua própria história.Continue lendo ›

A seca mata, a politicagem flagela

De Valdir Fries:
Com o título acima, defino o pacote de emergência contra a seca lançado pelo governo federal diante dos prejuízos que os produtores rurais do Sul do Brasil vem sofrendo com a estiagem que se ocorrida até a data de hoje… Graças a Deus as chuvas voltaram para amenizar maiores danos, porque se ficássemos a mercê deste “pacote” acabaríamos sendo embrulhados mais uma vez. Leia mais.

Balcão de negócios

Do professor Paulo Vergueiro:
A política brasileira deixou de ser uma orientação ideológica para se tornar balcão de negócios entre pessoas comuns da sociedade, ávidos por lucros (preferencialmente fáceis). Na base do custe o que custar. Foi-se o tempo em que defender partidos ou políticos tinha como base, pensamentos, atitudes lógicas, coerentes com idéias e formação sócio-cultural de uma região.
Hoje, ao se olhar para uma nação como o Brasil, o que se vê, o que se deslumbra, pelo olhar deste modelo político atual, é uma grande possibilidade de se fazer negócios.Continue lendo ›

Que raio de código é esse?


Há muito tempo, cabreiro, imagino como pode ser, o poder público conceder “habite-se” para lojas e salas de obras em execução. O raciocínio mais simplista demonstra que na melhor das hipóteses, existe um perigo enorme de materiais caírem sobre a cabeça dos usuários do prédio. Viajando recentemente para Recife, indaguei de engenheiros e arquitetos se esse expediente era usual na capital pernambucana. Todos ficaram perplexos quando disse que em Maringá isso chega a ser uma prática comum. Além do fator segurança, qualquer pessoa que investir em prédios residenciais ” já concluídos” que tenham lojas em seus térreos, sofrerão enorme desvalorização do imóvel. Imóvel residencial é para moradia e nunca para comércio.
Outra coisa. Uma lei municipal – que se cumpre à risca, obriga a todas as empresas construtoras a colocar na entrada dos prédios, esculturas de arte de artistas locais, o que torna o ambiente requintado e valoriza o trabalho artesanal. Seria aconselhável nossos nobres edis fazerem uma visitinha a URB – Urbanização do Recife. Quem sabe assim as coisas se encaixem na normalidade.
Texto e fotos: Edmundo Albuquerque

Os governantes se promovem e a gente paga a conta

De Eugênio Bucci, na revista Época:
Você acredita em propaganda oficial? Acredita naquelas campanhas publicitárias na TV, todas grandiloquentes, multicoloridas, açucaradas e heróicas, quase épicas, em que prefeitos, governadores ou ministros de Estado proclamam suas proezas colossais pelo bem do povo? Falando francamente, você acha que essa gente diz a verdade?

Quanto a isso, temos uma notícia boa e outra má. Começando pela boa: você dirá que não é tão crédulo assim e que olha toda essa política de promoção governista com uma ponta de desconfiança, ou mesmo com um total ceticismo. Tanto melhor. Desde sempre, duvidar do poder é o melhor antídoto contra os fanatismos, os autoritarismos e o culto da personalidade daquele que governa.Continue lendo ›

Os vereadores precisam se reinventar

De Sir Carvalho:

As câmaras de vereadores do Brasil agem dizendo amém aos prefeitos, com raras exceções, não discutem, não auditam, tampouco analisam os atos de forma prévia. Só existem dois partidos depois das eleições: os a favor – maioria, e os contras – minoria.

Este arranjo de gestão é cultural e vem desde a formação do Brasil colônia, com o beija-mão ao Rei. Mas em 1988, com a nova Constituição, isto deveria ter mudado, pois os vereadores receberam autorização para fiscalizar e legislar.Continue lendo ›