Opinião

A honrada política de Maringá

Um vereador perdeu o mandato e os direitos políticos por utilizar um celular, custeado com dinheiro público, para assediar uma moradora. O caso aconteceu na cidade de Guararapes, no interior paulista. Leitor, ao citar a notícia, comenta: “Que ele tem que ser punido não há dúvida! No entanto, é mais vergonhoso o que o John fez em Maringá? Existem coisas piores acontecendo em Maringá e outros lugares do Brasil que viraram em nada? Se for um político influente que está envolvido em algo ilicíto – como o caso do  superfaturamento do Contorno Norte, da ciclovia do Mandacaru – não cassam o mandato por quê? E daí, algum vereador de Maringá já foi punido? Isto é a honrada política de Maringá?”.

Achar-se importante

De David Coimbra, no Zero Hoje:

É fácil ser jornalista. Trata-se de uma profissão que não exige nenhum cabedal de conhecimentos técnicos específicos. Um pedreiro, por exemplo, precisa de mais treinamento e especialização do que um jornalista. Mas isso não diminui o jornalismo. Até porque a maioria das profissões é bastante simples. Qualquer um, dispondo de alguns conhecimentos básicos, pode ser jornalista, assim como qualquer um, dispondo de alguns conhecimentos básicos, pode ser publicitário, empresário, político, contabilista, professor, administrador, e por aí vai. Que profissões exigem saber técnico e profundo? Não muitas: médico, advogado, engenheiro, dentista…

Ser jornalista “famoso” ou popular em qualquer âmbito também é fácil. Basta ser conclusivo. Qualquer obviedade, dita com ênfase, parece importante. Você critica alguém e parece que você é corajoso, quando, às vezes, é o contrário disso; é um prevalecido.Continue lendo ›

Pesquisas não definem as eleições

De Fernando Barros:
Engana-se quem acha que pesquisas definem as eleições. Senão nada mudaria. Nem precisava de eleição: bastava publicar resultados de pesquisas e estava tudo resolvido. Muitos cientistas políticos afirmam ser a eleição municipal a mais desgarrada dos grandes projetos políticos federais e estaduais. Seria como escolher um síndico para seu prédio. Nem tanto nem tão pouco. Penso, as “Municipais” são as que mais possibilitam o surgimento de novos nomes. A renovação política é fertilmente irrigada pela chegada de novos, às vezes “inéditos” prefeitos. Mas raramente eles chegarão sem o suporte dos grandes partidos. Leia mais.

Talento para ser figurante

De Maria Newnum, em seu blog na Folha de Maringá:
– O “drama” do strip-tease do vereador John deixa evidente que mesmo para ser figurante, um pouquinho de talento é exigido, e ele o tem de sobra. O mesmo não se pode dizer do pseudo-jornalismo local, que não consegue (ou finge?) investigar o que está por de trás das cortinas desse palco, onde ao findar de cada espetáculo, nós, o povo, ficamos com a nítida impressão que jogamos nosso voto no lixo. Leia mais.

“Reforma física”

Sobre a “punição” a João Alves Correa, o leitor Nilton Lopes comenta o seguinte: “Dez é a soma de nove mais um, e este um é peça fundamental nesta somatória. O fato de ter comparecido à câmara de camiseta e tê-la tirado lhe rendeu uma pena de dez dias de suspensão com perda de salário. Mas raposa que é, sabia que se comparecesse na reunião que seria discutida uma punição para o mesmo de gravata e colarinho branco sabia maquiavelicamente que seria imunizado de uma pena maior por seus comparsas. Penso que é fundamental neste momento uma reforma física na câmara,adequala de forma mais compatível ela poderia moderna e economicamente ser feita de lona, com um picadeiro ao centro, onde os vereadores poderiam usar roupas bem estampadas com o colarinho em um arco redondo. Contrataríamos o boneco Benedito para secretário e se possível contrataríamos um animador bem gordo e bigodudo que no início dos trabalhos diria assim “Respeitável público”. Como diria Joelmir Beting é uma vergonha, sem mais…”.

Aleluia, aleluia, fomos ouvidos irmãos II

De José Fuji:

Fiz uma leitura muito atento caro amigo Akino Maringá, da matéria redigida por você, “Aleluia, aleluia, fomos ouvidos irmãos”, sei também de suas orações, de muitas vezes que pregou no deserto, para que o governo municipal tivesse a consciência e extinguisse a Urbamar S/A, por se tratar de um departamento totalmente ocioso, que custa milhões para o bolso dos contribuintes maringaenses. Vamos considerar que se o jogo fosse de voleibol teria ganhado o primeiro set, pelo menos o Executivo municipal enviou um oficio a casa de leis justificando.

Novamente meu caro Akino Maringá ficou nas mãos dos vereadores, são eles que decidirão se fazem a manutenção ou não da Urbamar. Entendo que no período que o pedido for marcado para votação, quero acompanhar você, meu mestre Akino Maringá, e como o amigo Toninho Baptista entrou no seu merecido descanso vou convidá-los para irmos todos juntos e quero sugerir que você faça esta pregação no deserto do Atacama, nas altas montanhas geladas, para que, quem sabe, possamos sensibilizar alguns votos dos onze. Se permite, quero deixar mais uma citação bíblica: “Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: “Arrependam-se, mudem sua forma de pensar e sua forma de agir, pois o Reino dos céus está próximo”. (Mateus 3:1-2)

Esperando punição exemplar

O leitor Nilton Lopes é outro que acha um absurdo o ato cometido ontem durante a sessão da câmara municipal e diz que “este tipo de ação demonstra muito bem e claramente a qualidade dos vereadores que temos em nossa omissa Maringá. Atos como este demonstram que para que estes consigam os seus objetivos pessoais e atendam as ordens de seus superiores não meçam quaisquer atos e ações, mesmo que isto venha descaracterizar a objetividade daquela casa de leis. Mais vergonhoso ainda foi ver seus comparsas abandonando o plenário escondendo suas caras, deixando bem claro que já era algo premeditado e combinado entre ambos. Se isto acontecesse com algum cidadão de bem ali presente nas galerias com certeza a guarda municipal cairia de pau em cima. Como é que um elemento deste vem falar em normas da casa, em cumprir a “lei”, em levá-lo em consideração? Espero realmente que a lei seja cumprida, que este ato de desrespeito seja punido de forma exemplar, que a impunidade mais uma vez não impere. Por fim gostaria que seus mentores, seus gurus e seus líderes espirituais mostrassem a cara perante a população de Maringá que mais uma vez foi envergonhada”.

Por que apenas os proletários se dão mal na vida?

Do professor Roberto Batista, comentando postagem sobre a não divulgação dos nomes dos donos de gráficas presos ontem em Maringá:
– Realmente a proteção aos detentores de capital neste país é vergonhoso. Basta ser um pequeno capitalista para receber as benesses do Estado. Efetivamente, assim, fica a pergunta por que apenas os proletários se dão mal na vida? Por que este sigilo em torno dos nomes de mafiosos do ramo gráfico? Neste ramo, quando o empresário é sacana, faz um mal desgraçado para a sociedade, desde a impressão de notas fiscais frias/fantasmas sem a autorização da receita, impressão de livros e capas de Cd’s/DVD’s pirateados. Além é claro, de coisas como esta de falsificar embalagens de peças, fazendo com que os consumidores comprem produtos falsificados, “recuperados” etc. Agora, o pior é quando juntam mafiosos do ramo gráfico com os do setor de farmácias e fazem voltar ao mercado medicamentos com datas de validade vencidas com embalagens falsificadas, como se fossem novos. Enfim, o ramo gráfico tem muita gente séria e responsável, mas tem alguns que provocam um dano irreparável à sociedade. Então, se o tonto da “mula” cai vendendo drogas e tem seu nome escrachado, o mesmo deveria ser feito com os empresários desonestos e mafiosos.

Prostitutas e pubicanos entrarão primeiro no Reino dos Céus

Do site do Centro de Estudos Bíblicos :

A frase está no comentário de Jesus à parábola dos dois filhos: um diz que vai fazer o que o pai pediu e não faz. O outro diz que não quer, mas depois faz a vontade do pai. Texto intrigante! Esses versículos precisam ser lidos no conjunto do capítulo 21 do Evangelho segundo Mateus: Jesus entrara em Jerusalém (Mt 21,1-11) e tinha entrado em confronto direto com a religião do templo, recorrendo à denúncia já feita por Jeremias: “vocês transformaram a casa de meu pai num covil de ladrões” (Jr 7,11; Mt 21,12-17). Na íntegra.

Maringá, terra de ninguém!

De  José Fuji:
Quero fazer uma pequena introdução, e dizer que este comentário nada contra o sr. deputado estadual Teruo Kato, de quem tenho a honra de ser amigo há muito tempo, e registro aqui os meus respeitos e admirações. Mas o fato é que nossa Maringá está sendo tratada com a falta de respeito! A falta de respeito em vários sentidos de quem “aceitou” e de quem “consentiu” o comando de um partido na grandeza de um PMDB, em uma cidade que consideramos, que dizem ser a terceira, mas se contarmos a região entendemos que somos a segunda maior cidade do Paraná!
Eu (Fuji) não pertenço ao PMDB, mas, quem entende, ou viveu ou vive na vida política sempre tem um pedaço de um PMDB ou Arena impregnado dentro de seus sentimentos.
Por entender que pertenço a essa classe política em Maringá, sinto-me “envergonhado” de um colégio eleitoral que supera a casa dos 230 mil eleitores precisarmos importar um presidente de um partido que é a nossa reserva moral, um político que nem a sua residência eleitoral pertence aos nossos domínios.Continue lendo ›

Carro não deve ser símbolo de luxo: reflexões sobre um dia sem carro

De Robert Stephen Newnum:

Infelizmente, minha terra Natal ajudou em muito a propagar o ideário do carro como objeto de luxo e sucesso. Todavia, meu país, a duras penas, finalmente, está adquirindo a consciência do peso ambiental que os carros causam ao meio ambiente e que muitas vidas foram abreviadas de sua existência pela condução inadequada dessas máquinas.

Vivo no Brasil há 31 anos e vejo que nós brasileiros somos viciados em nossos veículos individuais de transportes. Quantos carros andam na cidade com somente uma pessoa? Quantas pessoas usam o carro para ir à farmácia próxima da sua casa? E quantos usam o carro para ir até o parque para depois fazer seu exercício, dando voltas a pé? Que aburdo!Continue lendo ›

“Não parece a fala de um vereador”

De Maria Newnum:

Estou acompanhando pela internet o vereador Macieira na tribuna agora às 17h40 sobre a discussão do aumento do transporte coletivo. Com todo o respeito, mas não parece a fala de um vereador, mas sim de um funcionário da TCCC; ou melhor, de um sócio. É alarmante ainda a falta de elegância desse senhor no trato com seus nobres colegas. Parabéns ao Humberto e Marly Martins que como sempre pedem transparência das planilhas e mais uma vez foi rejeitado 7 votos contra e 6 a favor. É uma vergonha que o sr. Macieira e seus pares neguem-se a cumprir e impeçam que outros cumpram com o dever supremo do legislativo que é justamente fiscalizar o Executivo.

“Sacolas” de vereadores

De uma leitora, a respeito da escolha das 15 vagas pela Câmara de Maringá:

– Realmente… O mais importante não era a discussão simples da quantidade. Era muito mais importante discutir sobre os custos dos vereadores. Por que não baixar para 3,5%? Se abaixasse para 3.5% do orçamento, poderíamos ter 50 vereadores, os custos seriam os mesmos que teremos agora com 15. A diferença é que teríamos mais representatividade e mais dificuldade de criação de turmas, ao exemplo da Turma do Amém. Poderíamos ter “sacolas” de vereadores. Ainda temos esperanças de uma política melhor em Maringá.

O perfil do prefeito

De JoséFuji:

Precisamos eleger um prefeito “independente”, aquele que não tenha nenhum compromisso assumido com financiadores, condomínios, grupos políticos (governadores, ministros, ex-prefeito, ex-deputados, deputados, ex-vereadores, vereadores) e cabos eleitorais. Prefeito que verdadeiramente administre a nossa cidade com o povo é fácil, liberem os vereadores para que eles possam ajudar a fiscalizar administração e coloque todas as ações de forma mais translúcida possível, onde a ferramenta que e lei nos assegura seja utilizada na maior plenitude possível que é o “Portal da Transparência” que seja ele o interlocutor da administração e o povo.Continue lendo ›

“A atuação mais golpista dos últimos anos em Maringá”

Da professora Ana Lúcia Rodrigues, ao comentar postagem de Ronaldo Nezo:

– Caro Nezo, o mais grave problema no espetáculo da cidadania promovido pela “Sociedade Civil Organizada” foi a mentira que se contou para o povo. O custo era apenas o argumento para convencer as massas, pois o único objetivo era diminuir o número dos vereadores. Assim, o Movimento dos 15 não teve nenhum interesse em defender a diminuição do orçamento do Legislativo de 5% para 3,5% como nós defendíamos e muito menos o não aumento do “subsídio” dos edis. Foi a atuação mais golpista dos últimos anos em Maringá. E a grande maioria dos vereadores que votaram contra o aumento das cadeiras no Legislativo são os que votaram pela não diminuição do Orçamento e votarão agora pelo aumento dos subsídios. Disso tudo resta algo que eu poderei dizer em todos os momentos à elite econômica de Maringá: – Que bom que se mostraram mentirosos, pois assim poderei me referir a vocês doravante.

Palco de imprudências

De leitor, ao comentar o acidente provocado ontem por crianças com mum carro no Contorno Norte (detalhes):
– O Contorno Norte nem foi inaugurado e já esta sendo palco de imprudência. Soube que a Setran aguarda a inauguração da obra para assumir a fiscalização da Colombo e passar o contorno para responsabilidade da PRF; enquanto isso não acontece, ele fica “a deus dará” e as imprudências continuam.

Para não dizer que não falei das flores

De Maria Newnum, na Folha de Maringá:

Quero, primeiramente, dar os parabéns aos que se sentiram vitoriosos na votação desse dia 13 de setembro de 2011, cuja votação na Câmara Municipal de Maringá, versou sobre a manutenção de 15 cadeiras com gastos de 5% do orçamento; versus, maior representatividade política com 23 cadeiras e com redução dos gastos para 3,5% do orçamento do município. A vitória, infelizmente, foi pela menor representatividade do povo, e com o povo, pagando a manutenção dos gastos. Ou seja, o povo continuará pagando a conta de até %% mas, sem condição de expandir sua representatividade na Câmara de Vereadores de Maringá. Leia mais.

Cobra comendo cobra

Do leitor:
Ontem, na câmara de vereadores de Maringá, foi “cobra comendo cobra”, a banana comeu o macaco e o poste mijou no cachorro. Um vereador atacando o outro, e veio à tona o motivo pelo qual a população é contra o aumento do número de vereadores, pois, ao invés de representar o povo, representam a si mesmo. Usaram a troca de acusações para tirar a atenção da população, e não precisar explicar o motivo pelo qual defendiam ou não o aumento de cadeiras.

Eu digo não! Eu digo sim!

Os opressores, falsamente generosos, têm necessidade para que a sua ‘generosidade’ continue tendo oportunidade de realizar-se, da permanencia da injustiça – Paulo Freire

Eu digo não à entrega do terreno da antiga rodoviária para iniciativa privada!
Eu digo não ao desvio de verbas na Secretaria de Saúde!
Eu digo não à falta de médicos nos postos de saúde da cidade!
Eu digo não ao aumento da tarifa do transporte coletivo!
Eu digo não a essa sociedade civil (des)organizada que cisma em me representar!Continue lendo ›

De quando o novo-novíssimo incomodou

De José Roberto Balestra
Período eleitoral no Brasil é coisa singular; não há nada igual no mundo! – diz a imprensa internacional. Não somos tão inocentes: o recheio do rocambole açucarado da afirmação tem gosto e cheiro esquisitos dos efeitos da lei-de-gerson. É assim que, em ocasião pré-eleitoral, do olho-d´’agua das especulações jorram festivamente nomes com qualificações políticas das mais diversas; ninguém mais do povo agüenta “os políticos profissionais”. (Nem eu!!) Quer-se o novo!

Malgrado esses “profissionais”, ainda se convive com incoerências: quer-se o novo, porém, de tão já viciados, olhos há que só enxergam no novo nome novo o turvo dos atos dos “profissionais”. Julga-se o particular pelo todo. Gritante injustiça! Na íntegra.

Décima sexta hora – a beatificação

De Willy Taguchi:

Ficamos com 15 vereadores que é o limite máximo definido pela CF para uma cidade – provavelmente provinciana, de 80 mil habitantes. O número, a quantidade de edis é a vitória decantada pela grande mídia e pelos profissionais que nela atuam com alguns desses inclusive execrando os pequenos partidos (sempre eles, estes partidinhos), enganando seus leitores porque PT e PMDB – que não se encaixam na adjetivação também eram favoráveis ao maior número de vereadores.
Não se aprofundaram na análise do golpe, no ardil, na artimanha por trás da falácia: o aumento de salários de vereadores e a recusa na diminuição no limite de gastos do Legislativo de 5 para 3,5%. Estas duas questões objetivamente importantes sob o ponto de vista financeiro passaram ao largo de análise mais apurada. Duvido e desafio a dita “sociedade civil organizada” a apresentar o mesmo fervor visto ontem para acompanhar a sessão que teremos para aumentar salários de vereadores!Continue lendo ›

A verdade da composição das 15 vagas

De José Fuji:

Quem ganhou foi a elite, o capitalismo selvagem, os grupos, financiadores, os grupos conglomerado dos Barros e os vereadores que acham os seus retornos garantidos para continuar no sistema! O povo foi mais uma vez foi ludibriado pelos interesses próprios de quem interessam que os sistemas continuem da forma que está na saúde, educação, segurança e trânsito!

O foco da economia não era a questão, e sim era que a representatividade que aumentasse e economizaria milhões se tivesse um Legislativo forte e representativo que houvesse o verdadeiro entendimento de suas funções que é fiscalizar, fazer leis e criar a verdadeira independência dentro do poder Legislativo. Agora definido o número ideal da composição da Câmara Municipal de Maringá em 15 vagas, vamos aguardar o futurContinue lendo ›

Fica como está: péssimo

Trecho de postagem de Messias Mendes sobre a discussão sobre o número de vereadores de Maringá:
Com um número menor de cadeiras, são enormes as possibilidades de reeleição da esmagadora maioria, o que significaria continuar tudo como está. E a a gente sabe que está péssimo, que a atual Câmara tem aprovado leis que mais prejudicam do que beneficiam o conjunto da sociedade. Sem contar a omissão da maioria governista nos casos de improbidade. Na íntegra.

A “Sociedade Civil Organizada” de Maringá não me representa!

De Luiz Modesto, na Folha de Maringá:

Tenho muito apreço por levantes sociais puxados por conjuntos de entidades em prol da melhoria das condições de vida da população, contra a corrupção, contra pedofilia, em favor da participação da mulher nas várias instâncias de poder, em defesa dos direitos humanos… Ví vários destes movimentos nascerem aqui em nossa cidade (…) Garanto, por estar lá, que em nenhum destes momentos de luta topei com alguém da auto-intitulada “Sociedade Civil Organizada” de Maringá, a mesma que luta ferrenhamente pela manutenção das 15 vagas para representantes na câmara de nossa cidade. Leia mais.

A corrupção, a sociedade civil organizada e os vereadores de Maringá

De Edson Pilatti, na Folha de Maringá:

Assistimos nos últimos dias uma campanha publicitária contra o aumento de vereadores em Maringá! Amanhã a Câmara de Vereadores vai votar sobre a questão do aumento – ou não! Tudo está indicando que vai ficar como está em 15! Não tem mais volta! Então, diga-se o que todos percebem, mas que poucos querem assumir ou tem coragem de dizer! A Campanha está sendo organizada pelo mesmo grupo da sociedade que tem o interesse de controlar (manter o controle) e o “uso do Legislativo” aos seus interesses econômicos e políticos. Na íntegra.

Um dos maiores embustes da política maringaense

De Paulo Vidigal:
O que está acontecendo é um dos maiores embustes na história da política maringaense. Organizações políticas, entidades, igrejas e a grande mídia tentam ganhar força numa onda que é fácil surfar. Afinal, quem seria contra na redução de gastos públicos? Essas organizações se dizem estar falando em nome da sociedade civil organizada: “Ouvimos a sociedade, ela não quer o aumento do número de vereadores”. Pergunto: por que em vários outros momentos da política local essas organizações também não ouviram a população? Por exemplo, quando verbas foram destinadas à construção do Parque do Japão, essas entidades foram ouvir a população para saber se concordavam com essa prioridade? Não. Teriam essas organizações ouvido a população para saber se ela concordava que fossem destinadas verbas do Hospital Municipal para a manutenção de parques e jardins? Também não. Qual foi a posição dessas organizações na época em que esses fatos aconteceram? Ouviram a população que era contra isso? A resposta é não. E tudo isso aconteceu, sem maiores alardes daqueles que hoje falam em nome da sociedade. Leia mais.

Patrulha do Álcool

O amringaense Roberto Ferreira está propondo a criação de mais uma patrulha na cidade, a do Álcool. “Um dos principais fatores que contribuem para com o assustador numero de acidentes no trânsito de Maringá, é o consumo de álcool por condutores irresponsáveis, que após ingerir bebida alcoólica assumem a direção de um veículo e saem pelas ruas excedendo a velocidade e desrespeitando as leis de trânsito colocando a em risco a própria vida e a de terceiros. A exemplo da força tarefa denominada “Patrulha do Som”, as autoridades responsáveis pelo trânsito de Maringá deveriam criar a “Patrulha do Álcool”, e assim como agem na repreensão a perturbação de sossego e poluição sonora, deveriam agir para tirar de circulação os condutores embriagados, efetuar patrulhamento nas imediações dos locais onde ocorre o consumo excessivo de álcool, como por exemplo casas noturnas, bares, lanchonetes etc. Afinal o que traz mais risco a vida, o som alto ou motorista embriagado?”, justifica.

Qual o número ideal?

De Heloísa Stuchi:

O povo de Maringá recebeu forte campanha pela imprensa, igrejas e associações contra o aumento do número de vereadores ou para diminuição. As pesquisas apresentadas dão conta de que a população quer que diminua ou fique como está por questão de economia. A tese da campanha, não leva em conta a representação popular e nem a democracia, com razão, porque esses dois critérios desaparecem nos Parlamentos, quando são formadas em tais “bases aliadas”. Na verdade o povo não goza da tal representatividade no Poder Legislativo, quem manda é mesmo o prefeito (governadores ou presidentes), no caso de Maringá. Daí o porquê eu concordo com a vereadora Marly, que é defensora do povo e da democracia. Se for para os vereadores ficarem do lado do prefeito, é melhor que a Câmara tenha só 9 vereadores, vai ficar mais barato para o povo e para o prefeito, ele terá que acertar só com 6 vereadores e não com 11, 14 ou 16. Está certa a vereadora Marly, vamos com 9 mesmo, vai ser uma boa experiência, se não der certo a gente muda de novo.

Câmara de Vereadores: muito, pouco ou muito pouco

De Marta Bellini, na Folha de Maringá:
Em primeiro lugar um aviso: o debate sobre o número de vereadores na Câmara Municipal de Maringá é muito salutar. Poucas pessoas manifestam seu voto a favor do aumento de vereadores. Muitos se mobilizaram contra e nas ruas entregaram adesivos de carro expressando seu repúdio ao aumento de representantes na cidade. Parabéns àqueles que se manifestam. Dos dois lados. Faz bem à democracia. Em segundo lugar: sou a favor do aumento do número de vereadores. Mas faço-o à luz da minha leitura psicanalista (do livro da Maria Rita Kehl, A mínima diferença, capítulo Do narcisismo das Elites ao narcisismo das Massas). Na íntegra.

Densidade demográfica?

De leitor, que ouviu a mesma entrevista que o Akino: “Ontem ouvi o prefeito Silvio II, respondendo as perguntas a respeito das casas geminadas pela Rádio CBN. Ele falou que não está proibindo, que apenas quer planejar a cidade pela densidade demográfica, mas fiquei pensando: em um quarteirão deve ter uns 25 terrenos que, se todos fizerem casas geminadas teremos 50 casas com média de três moradores cada; aí a prefeitura libera um prédio com 50 – 60 apartamentos que é construído em um só terreno, que dá o mesmo número de unidades. Para isto não tem grande densidade demográfica?