Opinião

Mais vereadores, mais participação!

Por Donizete Oliveira:

Assistimos a um debate em vários municípios sobre o número de vereadores para a próxima legislatura. Salvo engano, a Constituição definiu um número, mas permite que cada município defina além do mínimo proposto. Os contrários ao aumento argumentam que mais vereadores trarão mais gastos ao erário.
Não vejo assim. Quanto mais vereadores numa Câmara, melhor. Seria mais difícil a corrupção se alastrar entre os pares. E aquela coisa horrorosa de dizer amém a tudo que o prefeito manda ao Legislativo não seria tão fácil.
Quanto mais vereadores, mais possibilidade de transparência e democracia no Legislativo. Pelo sistema político atual, se eleger com poucas vagas numa Câmara é uma missão hercúlea. Só quem tem dinheiro, será capaz de bancar uma eleição tão concorrida.Continue lendo ›

Pelo vereador voluntário

Ao comentar a questão do número de vereadores em Maringá, o radialista e apresentador de televisão João de Barro lembrou que talvez mais importante seria o fim da reeleição, questão que está a cargo da representação federal e dificilmente vai mudar. Defensor do vereador voluntário, sem vencimentos, ele acha que só desta forma se conseguirá reunir um grupo de pessoas que realmente queiram trabalhar pela cidade. “A maioria dos vereadores possui outras fontes de renda e, quando comparado a outros servidores públicos que precisam estudar muito para passar nos concursos e mesmo assim ganham salários baixos, o salário de R$ 6,3 mil dos vereadores (alguns que mal sabem ler e escrever) não tá bom de mais da conta?”, pergunta João de Barro, citando o capitão Nascimento: se não está aguente mais, pede pra sair!

Reclamação

Por padre Orivaldo Robles:

Não costumo assistir o “Fantástico”. Dele me interessam só os gols da rodada. Mas passam muito tarde para quem se levanta às seis da manhã. Sou dorminhoco: já que não posso ter oito, quero, pelo menos, sete horas de sono, embora nem sempre consiga. Domingo passado, excepcionalmente, me plantei diante da TV. Pelas tantas, o repórter Clayton Conservani trouxe interessante matéria sobre aquele desastre aéreo, ocorrido na Cordilheira dos Andes, que até virou filme. Para quem não lembra, no dia 13 de outubro de 1972, um avião da Força Aérea uruguaia, com 45 pessoas a bordo, caiu nos Andes. Durante dois meses, sobreviventes se arrastaram pelas montanhas geladas. Para matar a fome, obrigaram-se a comer carne dos companheiros mortos. No dia 23 de dezembro, dezesseis deles foram resgatados com vida. O repórter entrevistou Gustavo Zerbino, um dos que superaram a terrível provação. Uma frase dele me impressionou: “Só reclama quem está bem. Quem está realmente mal cerra os dentes e continua em frente”. Poucos, como ele, têm moral para falar assim. Pensando bem, Zerbino tem razão. Quem enfrenta situação realmente aflitiva não tem tempo para queixumes. Precisa ir à luta e, para isso, reúne todos os recursos de que é capaz. Sabe que não pode desperdiçar um mínimo de atenção, de tempo ou de energia. Necessita de tudo o que, de alguma forma, possa ser útil para vencer a aflição que o atormenta.Continue lendo ›

Sacralização da política, profanação da religião

Por Antonio Ozaí da Silva:

Do ponto de vista religioso, sagrado e profano são opostos. Porém, tal oposição não ocorre de uma maneira dicotômica na qual os pólos se excluem; sagrado e profano se relacionam, se complementam. A religião diz respeito ao sagrado e sua relação com o profano é mediada pelo ritual. As instituições religiosas são responsáveis por esta mediação; é preponderantemente nelas e através e delas que os fiéis adentram no mundo sagrado. A experiência do sagrado pressupõe o culto, personagens específicos imbuídos de sacralidade, determinados lugares e tempo. No mundo moderno, as igrejas concentram estas características e se confirmam como instituições que administram os bens simbólicos religiosos, isto é, o sagrado. É no espaço e tempo destas instituições, com seus cultos específicos, pastores, sacerdotes etc., isto é, indivíduos legitimados pela instituição, que os fiéis vivenciam o sagrado. Na íntegra.

PT – dos trabalhadores a partido das empreiteiras

De Avanilson Araújo, dirigente estadual do PSTU-PR e ex-candidato a governador do Paraná:

As recentes divulgações da imprensa nacional sobre o envolvimento de lideranças do PT paranaense, entre eles, a Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, seu marido e também Ministro Paulo Bernardo e o deputado estadual Ênio Verri com a empreiteira maringaense Sanches Tripoloni revelam, em mais esse episódio, os verdadeiros interesses de classe dos dirigentes petista na condução do governo. O governo Dilma (PT) encerra o primeiro semestre com a queda de dois ministros, ambos por denúncias de corrupção e suspeitas de enriquecimento ilegal, fazendo dos cargos públicos ocupados uma ponte para seu enriquecimento pessoal, através de esquemas de favorecimento de grandes grupos empresariais. Na íntegra.

Entre pesos, medidas, e chicotadas

De José Roberto Balestra;

Durante meus vinte anos de convivência forense Brasil afora presenciei muita coisa; um tanto de justiça-feita e um outro de justiça-não-ser-feita. Se àquelas se deram efêmeras aleluias, a estas as dores acabaram, não as cicatrizes. Por uma visão não só técnica, mas humanista da vida, entendo as decisões; o juiz tem qualidades, defeitos e humores. Mas intricado é vê-lo tomando partido ou interpretando leis de modo incondicional, debilitando assim mais os lados frágeis da corda social. Isto me leva à conclusão de que “ser justo” não é só questão conceitual, doutrinária ou semântica, mas predicado miseravelmente inalcançável por mulher ou homem algum! Porém, é sim possível ser minimamente injusto! Leia mais.

Câmara: Fuji defende nove vagas

Do pedetista José Fuji, ex-ouvidor municipal:

Defendo uma Câmara Municipal de Maringá com nove vagas, já que, sendo nove ou até 23 vagas, o número de vereadores não vai desonerar nenhum centavo no bolso do contribuinte, pois o percentual repassado ao Legislativo será o mesmo no orçamento. Vale lembrar que também tanto faz elegermos 9 ou até 23 vagas se o eleitor não fizer uma rigorosa escolha, com o critério de eleger gente com capacidade, coerência, ética e verdadeiramente independente, de quaisquer grupos, ou financiamentos com interesses posteriores. Defendo também a manutenção do salário atual para os próximos vereadores eleitos; corte de 50% nos benefícios dos atuais gabinetes (verbas e CCs); e um corte de 100% nos cargos atualmente existentes e que são considerados ociosos. O dinheiro não utilizado deve ser devolvido ao povo para aplicação, sempre à escolha do Legislativo, para aplicação em educação, saúde, segurança ou em outras necessidades eleitas. Finalmente, a Câmara de Maringá deve instituir verdadeiramente o “Portal da Transparência”, divulgando seus dados abertamente à sociedade, prestando contas ao seu patrão.

Acendam os holofotes!

Do leitor:

Acendam os holofotes e preparem os confetes Operação Vestibular de Inverno 2011, vem aí. As autoridades se uniram para por em prática a força tarefa Vestibular da UEM:  polícia, Setran e Guarda Municipal prometem que não haverá abuso, consumo de álcool, perturbação do sossego público etc; com certeza não haverá nada disso, nas proximidades da universidade, já no restante da cidade…
É necessário que haja vestibular para que as coisas funcionem, o que deveria ser atividade cotidiana das autoridades passa a ser algo atípico. Por isso sou a favor de que haja vestibular mais vezes no ano. Quem sabe assim podemos nos sentir mais seguros? Para isso devemos nos deslocar para a UEM, porque nas demais regiões…

Transtorno Sul

Do leitor:

A Setran realizou blitz para orientar sobre os perigos do Contorno Sul, que poderia sem sombra de dúvidas ser renomeado “Transtorno Sul”. Vale lembrar que a população não necessita de ser alertada sobre os perigos da via, pois, como mostra reportagem exibida pelo Programa Balanço Geral, os populares são testemunhas dos abusos e do perigo que rondam o Contorno Sul. Ao invés de se exibir entregando panfletos, deveria arregaçar as mangas e trabalhar em prol da população, e não se esquecerem que ano que vem tem eleição. O tempo passa, os panfleteiros vão embora, e a população fica somente com as promessas, que são contínuas; percebam que nas entrevistas, desde a época do ex-secretário, o tempo para que as promessas sejam postas em prática é de 60 ou 90 dias, tempo o suficiente para a população se esquecer.

Entidades na contramão

Do sindicalista Luiz Pereira:

Qual seria a pretensão de uma associação comercial articular contra um possível aumento no número de vereadores da Câmara Municipal de Maringá? No meu entendimento, se esta entidade tivesse que articular algo, seria contra o aumento do salário dos vereadores, contra o aumento das despesas da Câmara, cujo repasse já é estipulado em 5% do orçamento do município. Quando ela se preocupa só com o número dos vereadores, quer que se mantenha uma Câmara elitista, que representa um só segmento. Querem que o ponto de vista, as opiniões e as ideias de uma das classes sociais (a dominante) torna-se o ponto de vista e a opinião de todas as classes e de toda a sociedade. Leia mais.

Classificados de emprego: sugestões

De Paulo Vergueiro:

Fico preocupado e muito com alguns problemas sociais. O emprego, ou melhor a falta dele, me angustia. Ha um claro esforço poitico para demonstrar que o desemprego está em queda e que as contratações aumentam de forma dinâmica e acelerada. No entanto, me chama atenção a inércia dos classificados de empregos. Sempre na mesma diagramação, espaço e ofertas. Mas de tudo que diz respeito a esta questão, uma é que me atormenta e sugeriria que autoridades municipais tomassem alguma providência.Continue lendo ›

Brasil: Nunca Mais! Mas ainda não

De Maria Newnum:

A repatriação de documentos do período da ditadura militar, vindos de Genebra, foi celebrada no dia 14 de junho de 2011 num ato público dos mais belos e comoventes. O acervo Brasil: Nunca Mais, guardado a sete chaves pelo Conselho Mundial de Igrejas, lançará luz sobre o período de exceção dos direitos humanos, onde todas as formas de violência sobre a vida humana eram usadas sem piedade pelos “auto-intitulados” defensores da pátria brasileira. Dentre as inimagináveis formas de tortura, a violência sexual, de homens e mulheres, muitas vezes acontecia diante de cônjuges e filhos de prisioneiros; uma verdadeira destituição da humanidade, tantos dos algozes como das vítimas.Continue lendo ›

Restos a pagar: chantagem aceita

De Valdir Fries:

Um artigo bastante longo, mas necessário, até porque sai governo, assume governo e as negociações continuam a ritmos históricos. Antes oposição aos gritos e berros os apedeutas usavam e abusavam de suas “ideologias socialistas e comunistas” para denegrir a “imagem” dos Governantes. Assumido o poder, agora governo, os  apedeutas não precisam nem de oposição para intimidar o governo, são os próprios “aliados” ao poder, que usam do fogo amigo para impor à presidente suas contrapropostas para votar a qualquer modo o que for de interesse do Executivo. Na íntegra.

Como nos fazem de bobos!

De Paulo Vergueiro:
Pense bem, acompanhe o raciocínio; você vai a uma loja e pergunta: – Quanto custa isto (pode ser qualquer coisa!). O (a) atendente diz R$500,00. Você inicia a negociação:
– Se eu pagar a vista? Vem logo a resposta: – Faço R$450,00! E se eu pagar a prazo? – Então o preço passa a ser R$ 550,00!
Pergunto: se a vista são R$ 450 e a prazo são R$ 550,00, o que “é” então R$ 500,00? Para piorar, tente calcular os juros com o (a) atendente para tentar entender se vale a pena pagar a prazo, ele sempre terá como ponto de partida o valor de R$550,00!!!!!
O engodo final é quando você descobre que você cliente dificilmente paga a prazo; ao contrário, sempre paga à vista! Por que e como? Porque os créditos são feitos sempre por uma financeira à vista em favor do comerciante! Depois disto tudo ainda se propõe respeito ao consumidor.

Cavando a própria cova

De Bruno Siqueira:

Beto Richa completa essa semana um semestre de governo. Tudo que fez até agora foi se preocupar com sua família e equipe de Curitiba. Para conseguir a eleição de Rossoni na presidencia da Alep e a criação das super-secretarias para a mulher e o irmão, Beto colocou muita gente do PMDB dentro do seu governo (deixando de lado pessoas do PSDB e DEM) e para manter a aliança com Ducci, e garantindo o apoio para sua campanha em 2012,  rompeu com Fruet, o candidato a senador que teve sua eleiçao prejudicada pela
devastadora campanha do Ricardo Barros.
Fruet quer ser canditado a prefeito em ano que vem, mesmo sem apoio do seu partido, sem cargo e com uma aparição discreta na midia, ele aparece na frente em todas as pesquisas. O fato é que Fruet pode ir para o PMDB ou PV, fazendo uma aliança com o PT. Enquanto isso, Beto mantém a aliança com o PSB e PP, partidos da base aliada ao governo federal, justamente os partidos que estarão com o PT na disputa da eleição para o governo do estado em 2014, que terá como candidata a superministra Gleisi. Resumo da ópera: Beto pode ter cavado a própria cova, dando tanto espaço ao Ricardo Barros, trocando Fruet por Ducci e deixando dentro do seu governo, pessoas que vão ajudar na eleição da Gleisi em 2014. Perdendo ou ganhando a eleição do ano que vem na capital, certamente o ganhador estará contra Beto em 2014.

Para se pensar

De Paulo Vergueiro:

Em absoluto desejo advogar em favor da irresponsabilidade ou da imperícia, mas me chama atenção a forma como se “comportaram” os blocos de concreto da avenida Horácio Raccanello ante aos impactos ocorridos.
Não quero e não posso colocar em dúvida a integridade dos responsáveis desta magnífica obra, só porque eventualmente alguém abusou da bebida ou da irresponsabilidade e bateu contra as muretas de proteção.
Porém ao me deparar “in loco” com o material exposto após as batidas percebi que os tais blocos de concreto são “paredinhas de tijolos” assentados como num muro de uma residência qualquer. Não vi sequer barras de ferro como base interna! Repito: não estou colocando em duvida a integridade moral e ética dos responsáveis, mas como cidadão desejo saber: obedecem aos padrões e normas de segurança? Quais são elas, as normas de segurança observadas pelos responsáveis por executar esta obra e liberar estes materiais?Continue lendo ›

Álcool e direção: como fiscalizar, através de radares?

Do leitor:
Em entrevista a RPCTV (Rede Globo) o secretário dos Transportes de Maringá, Valdir Pignata, diz que a unica maneira de reduzir o número de acidentes é “mudar a cabeça das pessoas”. De que maneira se muda a cabeça sr. secretário? O que deveria ocorrer é o patrulhamento ostesivo, abordagem de veículos, não somente em blitz, pois está comprovado que a maioria dos acidentes ocorre devido ao excesso de velocidade associado a ingestão de bebida alcoólica.
Façam o patrulhamento e abordagem dos veículos, ou inventem um radar que registre quando o condutor embriagado passar pelo mesmo, uma vez que prezam tanto por radares, e não se atentam aos outros meios de fiscalização.

Herança maldita é a institucionalização da impunidade dos bandidos de estimação

De Augusto Nunes:

Se conseguisse envergonhar-se com alguma coisa, o ex-presidente Lula estaria pedindo perdão aos brasileiros em geral, por ter imposto a Dilma Rousseff a nomeação de Antonio Palocci, e aos paulistas em particular, por ter imposto ao PT a candidatura de Aloízio Mercadante ao governo estadual. Se não achasse que ética é coisa de otário, trataria de concentrar-se nas palestras encomendadas por empreiteiros amigos para livrar-se de explicar o inexplicável, como o milagre da multiplicação do patrimônio de Palocci e a comprovação do envolvimento de Mercadante nas bandalheiras dos aloprados. Se não fosse portador da síndrome de Deus, saberia que ninguém tem poderes para revogar os fatos e decretar a inexistência do escândalo do mensalão. Na íntegra.

Quinteiro e as atribuições da Serc

Do secretário de Relações com a Comunidade, Wilson Quinteiro:

Hoje li nesse blog comentários escrito pelo Akino (cujo identidade é mantida em sigilo, rs) a respeito da Secretaria de Relações com a Comunidade do governo Beto Richa, que sou secretário. Lamento sua postura. Fala sem conhecimento, aliás, não quer conhecer as atribuições e realizações daquele setor do governo. Todavia, por respeito à comunidade, irei prestar algumas informações por esse respeitoso meio – blog do Rigon. A Secretaria de Relações com a Comunidade – Serc – desenvolve relações internacionais com as embaixadas de outros países no Brasil que têm interesse no Paraná (suas comunidades); firmou termos de cooperação com as universidades estaduais do Paraná (com a UEM, por exemplo, teremos extensão física da Serc em Maringá, na av. Itororó, Parte II) para proporcionar suporte técnico aos municipios na elaboração de projetos na busca de recursos no âmbito estadual, federal e junto à comunidade internacional a fim de desenvolver os municípios, dentre outras realizações; Continue lendo ›

Requisitos x número de vereadores

De Luiz Gonzaga P. Macedo sobre o número de vereadores em Maringá:

O principal problema não é necessariamente aumentar a quantidade de vereadores e sim a inexistência de requisitos para a candidatura. Penso que o número 15 deve ser mantido e aqueles que se propõem a serem candidatos deveriam ser obrigados a participar e obter aprovação em um curso de formação durante um ano, ministrado por instituições de ensino qualificadas e, depois da aprovação e demais avaliações legais, estariam aptos a se candidatar ao cargo. Creio que a participação em um curso já seria um grande filtro.

Será que vocês estão sendo justos?

Do leitor R.A.A.:

Sou formado em História pela Universidade Estadual de Maringá (…). Atualmente atuo como professor na rede privada de ensino da cidade. (…) Não sou maringaense, nasci no sul do Paraná e vim para cá quando passei na faculdade, logo meu comentário é de um “estrangeiro”, alguém que se surpreende todos os dias com a atitude conservadora e hipócrita da sociedade maringaense, em especial de seus governantes. Pois bem, fato é que nunca os discentes da UEM foram bem vistos pelo maringaense normal, aquele que nasceu e viveu aqui, vai para Expoingá todo ano, passeia pela Tiradentes no sábado de noite e leva a família para passear no Parque do Ingá nos domingos. Para esses, os acadêmicos são invasores do seu espaço, badernistas irremediáveis, beberrões e maconheiros, salvo quando seu filho passa no vestibular da instituição.
A prefeitura é ainda mais taxativa em com relação aos universitários, atitude facilmente comprovável pela crescente onda de crimes na Zona 7 resultado do descaso policial para com esse bairro, além do fechamento de bares e proibições de festas.  O que vocês maringaenses se esquecem é que essa juventude, cada dia mais pressionada, humilhada, esquecida e combatida é o futuro, não só dessa cidade, mas de todo país. Um dia eles serão seus médicos, professores, engenheiros, enfermeiros e políticos. O melhor que existe na sociedade está no interior dos portões verdes daquela instituição, dentro das festas de república, nos bares e lanchonetes. Eles, tão repreendidos por vocês, fazem da UEM a melhor universidade do Paraná. Por isso, lanço a pergunta: será que vocês estão sendo justos com seus futuros provedores?

A ineficácia da prisão no Brasil

De Ali Mazloum:

A partir do próximo 4 de julho,com a vigência da Lei 12.403, o processo criminal poderá mudar a cara do Judiciário. Avaliações preliminares indicam que cerca de cem mil presos serão imediatamente colocados em liberdade. Para alguns, a lei inviabilizará a decretação da prisão preventiva, permitindo que autores de delitos graves permaneçam soltos durante o processo. Além disso — o que já não é pouco — praguejam contra as inovadoras medidas cautelares, que despontam como alternativas ao cárcere antes da condenação definitiva. O Estado, argumentam esses críticos, não terá condições de fiscalizá-las. Enfim, proclama-se a coroação da impunidade no Brasil. Os dotes da nova lei, porém, não podem ficar obnubilados pelo pessimismo incauto. Na íntegra.

Desmond Tutu e a inclusão de gays na Igreja

Do bispo Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz de 84:

Um estudante uma vez me perguntou: se eu pudesse fazer um pedido para reverter uma injustiça, qual seria? Eu tive que pedir duas. Uma é para que os líderes mundiais perdoem as dívidas das nações em desenvolvimento que as mantêm nesse estado de submissão. A outra é para que o mundo acabe com a perseguição das pessoas por causa de sua orientação sexual, que é tão injusta quanto o crime contra a humanidade, o apartheid.

Essa é uma questão de justiça comum. Lutamos contra o apartheid na África do Sul, apoiados por pessoas de todo o mundo, porque os negros estavam sendo culpados e obrigados a sofrer por algo que não podíamos fazer nada a respeito – a nossa própria pele. É o mesmo com a orientação sexual. É um dado determinado. Eu não poderia lutar contra a discriminação do apartheid e não lutar também contra a discriminação que os homossexuais suportam, mesmo em nossas Igrejas e grupos de fé. Na íntegra.

Supersecretarias equiparam o Paraná a reinado medieval

Pelo deputado estadual Enio Verri:

O Paraná elegeu governador Beto Richa com o pressuposto de que o Estado iria experimentar um novo modelo de gestão pública, pautado pelas concepções mais modernas de gerenciamento estatal. Menos de seis meses depois de chegar ao Palácio das Araucárias, entretanto, Richa adota uma medida extremamente ultrapassada, medieval.
A reforma administrativa do governador propõe a criação de duas supersecretarias, comandadas por Fernanda Richa e José Richa Filho, esposa e irmão de Beto Richa. Juntas, as pastas serão responsáveis por, no mínimo, 80% do orçamento do Estado. Tamanha concentração de poder encontra paralelo, com as devidas proporções, no final da Idade Média, quando alguns reis (e suas famílias) detinham todo o poder de decisão sobre a organização do Estado. Na íntegra.

O cheque em branco foi assinado

De Valdir Fries:
A Medida Provisória 527, aprovada no último dia 15 em sessão extraordinária na Câmara dos Deputados, abriu as porteiras para a ditadura administrativa, do eu decido, eu faço, eu pago, e tudo certo… Afinal, pra quê investigar?, nada se resolve mesmo. Então fica assim… Sem a necessidade dos deputados terem que se submeter a trabalhar na fiscalização da aplicação dos recursos, muito menos dos processos de licitação, ou seja, agora as obras vão sair. Resta a pergunta: a que preço? Leia mais.

Importa obedecer a Deus do que a homens

Do pastor Ronan Boechat de Amorim:

O texto bíblico de I Pedro 2:13-14 exorta os cristãos a se sujeitarem a toda instituição humana, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades. O texto reafirma aqui o que já fora dito em Romanos 13:1-7: “toda autoridade vem de Deus”. Isso quer dizer, noutras palavras, que “o homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada” (João 3:27). O próprio Senhor Jesus diz a Pilatos, quando este último o interroga e arroga ter autoridade para pender ou soltar Jesus: “Você não teria nenhuma autoridade sobre mim, se não lhe fosse dada por Deus” (João 19:11). Vemos I Pd 2:13-14 sinalizar que os que exercem autoridade devem ser instrumentos de Deus e da sua justiça e misericórdia: “…para castigo dos malfeitores” e “louvor dos que fazem o bem”. As autoridades (os que exercem poder) são (ou deveriam ser!) ministros (instrumentos, servos) de Deus para ajudar as pessoas, inclusive s pessoas cristãs, a fazerem o bem (Rm 13:4). (…) Toda submissão e obediência precisam ser críticas e fruto de consciência de alguém que seja livre, para a honra e glória de Deus. Sujeição absoluta e obediência inquestionável somente a Deus e a ninguém mais. Na íntegra.

A 1ª República do Salto Alto

De Ricardo Noblat:
Dez em cada dez das raposas mais felpudas com assento ou trânsito livre no Congresso apostam no fracasso do que batizaram de a 1ª República da Saia Justa, a experiência de termos no Palácio do Planalto os três cargos mais importantes ocupados por mulheres – a presidência, a chefia da Casa Civil e o ministério das Relações Institucionais. República da Saia Justa dá a impressão de algo envolvido em uma situação embaraçosa. Ou de algo que deve explicações. Não é o caso.
O mais justo seria chamar o modelo inaugurado por Dilma na semana passada de a 1ª República do Salto Alto. Tem mais a ver com a personalidade arrogante e briguenta de suas titulares. Além do sexo, é isso que torna parecidas Dilma, Gleisi Hoffmann, a nova chefe da Casa Civil da presidência da República, e Ideli Salvatti, remanejada do ministério da Pesca para o ministério das Relações Institucionais, encarregado da articulação política do governo. As três são mulheres que gostam de mandar – e como gostam! Leia mais.

Análise de 2012 em Maringá

Carlos Alberto de Souza analisa o quadro de candidatos a prefeito de Maringá para 2012 e diz que os partidos, “pelo que se percebe, terão dois eixos de ações. O primeiro, os que estão aliados às orientações do governo Dilma, nesta órbita circulam, PT, PMDB, PSC, PR, PSB, PDT e PP, entre estes, alguns outros nanicos; no outro eixo, os partidos que compõem a força de oposição ao governo Dilma, girando em torno do projeto do PSDB, e aí temos, DEM, PPS e agora o PSD. Correndo de forma independente temos o PV e os partidos de esquerda, PSOL e PSTU. Leia mais.

A oposição e o xis da questão

De Valdir Fries:

Para os governos dos últimos anos, a oposição tem sido ao máximo um empecilho às vontade, aos pleitos e ações de quem está no poder, sem importar a relevância do que é legal e do que é moral. A oposição deixa uma incógnita principalmente diante dos fatos que vêm ocorrendo no mundo político, econômico e social ,que acontecem desde Brasília até os mais distantes recantos deste país chamado Brasil. A incompatibilidade de “oposição” tem acontecido até mesmo dentro do próprio governo, porém sem a atenção necessária da oposição política aos governos. O que assistimos nos últimos episódios é de que os fatos estão sendo verificados por um mesmo sistema de valores deixando uma incógnita do que é certo e do que é errado em temos legais e morais, por falta de ações de oposição aos fatos e principalmente da oposição para desempenhar o seu verdadeiro papel. Na íntegra.

Traição pouca é bobagem

Será que os milhões de eleitores que votaram em Gleisi Hoffmann para o Senado estão satisfeitos com sua nomeação para a Casa Civil? Estou entre aqueles que se sentem ofendidos e traídos pela senadora. Como cumprirá agora suas muitas promessas, já que terá como função a articulação política, afazeres burocráticos, de gabinete? Não cumprirá. Trocou projeto coletivo pelo interesse pessoal e partidário. É mais útil à ‘máquina’ do que na tribuna do Senado, onde chegou com muitas promessas. Deveria ser proibido esse tipo de troca. Eleito deveria perder mandato caso aceitasse convite para secretaria, ministério ou outro cargo qualquer nos governos municipal, estadual ou federal.

Edivaldo Magro