Opinião

O “exemplo” da cidade pioneira do Conselho Tutelar

De Marcos Nascimento, adolescente participante do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná:

A eleição para conselheiro tutelar, realizada neste último domingo em Maringá, deveria ter sido um exercício de cidadania, mas na minha visão, e também na da grande maioria dos adolescentes residentes neste município, foi um fracasso, um completo fracasso. Falta de agilidade e locais de votação, falta também de pessoal preparado para exercer a função de mesário, falta de cédulas, para os locais de votação, casos de pessoas votando em diversos lugares, alguns casos isolados de problemas nos computadores, faixas de divulgação das eleições em locais errados, pessoal tendo que votar em envelopes por falta de cédulas, atraso na chegada das urnas, e para fechar com “chave de ouro”, houve atraso na apuração dos votos, onde um princípio de tumulto marcou o início da mesma, havendo a necessidade de presença da polícia para acalmar os ânimos.Continue lendo ›

Um a um no jogo do amor

De Maria Newnum:

Carlos Drummond de Andrade escreveu nas linhas de seu poema Amar verbo intransitivo o seguinte: “Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida… […] Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um para o outro.”
Em Amar verbo intransitivo o poeta aponta o amor em sua profunda essência, ou seja, em tudo aquilo que supera o primeiro encontro “do olhar que faz o coração parar de tesão”, ou seja, a tensão física que é tão peculiar nos primeiros beijos, mas que, com o tempo se estabiliza e conduz ao que é real na vida a dois. E é nesse vácuo de tempo que se dis-tingue o “amor profundo” das “tensões sexuais”. Vale dizer que ambos os momentos são bons e saudáveis, mas, é preciso em algum momento escolher o que é fundamental para “eternizar-se” até que dure o amor. E o poeta continua: “Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te der uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida”. Falemos sério! Isso é amor! Continue lendo ›

Rezar?

Certo é que para alguns a ação de rezar é uma via espiritual que objetiva principalmente reencontrar Deus, ideia essa que se inspira na possibilidade de acesso ao conhecimento vindo diretamente de uma entidade superior. Essa Luz Divina ingressaria, por Graça, na nossa mente, esclarecendo os pensamentos e ações, para que inspirados, assim, pelo bom pensar e agir, continuemos a tarefa. Esse parece ser também o entendimento de Akino. Uma vez que ele disse “rezar” para que seja iluminado certo político. Sendo que esse pedido, realizado pelo crítico social, não o faz para si mesmo, o que demonstra, não somente a boa vontade desse ilustre cidadão, como também seu espírito cristão e republicano, uma vez que ele deseja que outro que tem o dever, receba uma bênção, para cumprir suas obrigações. Vale lembrar que o caminho escolhido pelo vereador já foi disciplinado no seu rumo, e que para esse agir o político jurou pessoalmente o seguinte: “Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição do Estado e a Lei Orgânica do Município, observar as leis, cumprir o mandato que me foi confiad9o, trabalhando sempre pelo progresso do município e bem-estar de seu povo”.
Assim, meu estimado Akino, entendo que não é questão de rezar ou pedir. É tempo de demandar por quebra de decoro.

Jorge Guerra Villalobos

A trajetória esquerdista do governador José Richa

De Laércio Souto Maior, meu primeiro editor, no  Jornal Água Verde, de Curitiba:

Às vésperas do golpe militar de 1964, o jovem líder estudantil, recém formado em Odontologia, José Richa, foi eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC), indo compor a ala esquerda do seu partido. Dois anos depois, os militares através do Ato Institucional nº 2 (AI-2), dissolveu os partidos políticos fundados para disputar as eleições da Constituinte de 1946. Emergiram no lugar dos velhos partidos duas agremiações criadas artificialmente para atuar politicamente no período ditatorial: a Arena (governista), e o MDB(oposição). No Paraná, a reunião que decidiu pela fundação imediata do MDB, realizou-se no centro da cidade de Londrina, dentro de um fusquinha. Participaram do histórico encontro o deputado federal José Richa, pelo PDC; o deputado federal Renato Celidônio [de Maringá], pelo PTB; o deputado estadual Sinval Martins, pelo PSD; e o corretor de café, Zízimo de Carvalho, pelo Partido Comunista Brasileiro – PCB. Continue lendo ›

Oração hoje?

Do padre Orivaldo Robles:

Manhã úmida e fria. Fato estranho para o mês de dezembro. Na verdade, uma exceção. Passam dez minutos das seis horas. Ontem choveu o dia inteiro. Amanheceu escuro. Uma cerração de cortar com faca. Difícil enxergar além de cinco metros. Estugo o passo para chegar logo à Catedral. Sinto que devia ter vestido uma jaqueta. Mas como ia adivinhar esse friozinho de mês de julho, aqui fora? Agora, o jeito é enfrentá-lo de camiseta e braços pelados.
Nessa hora, quase ninguém na rua. Até os caminhantes matinais de outros dias, receosos, quem sabe, de um resfriado, parecem ter preferido o recolhimento de sua casa e o calor de sua cama. Assim que começo a atravessar a praça, do meio da neblina, emerge um vulto de contornos indefinidos. Caminha na minha direção. Procuro disfarçar o susto que levei. na íntegra.

O bom dia do flanelinha

De Ronaldo Nezo:

Geralmente, estaciono meu carro num lugar livre de Estar (o estacionamento regulamentado de Maringá) e num horário em que chego antes do flanelinha. Hoje, porém, já não havia vagas. Ao trocar de “endereço”, ganhei meu primeiro “bom dia” de um “guardador de carros”. Confesso que o “bom dia” dele me deixou intimidado. Uma aproximação rápida, inesperada e um resmungo não é o tipo de boas-vindas que a gente busca. Ainda mais quando o dia mal está começando. Mesmo desconfortável, agradeci. Ele não gostou. Balbuciou mais algumas palavras. Não entendi nada e segui em frente. Na íntegra.

A Líbia não é o Egito

De José Gil de Almeida (muito maringaense tem o Livro Verde graças a ele):

O Egito sempre foi uma ditadura (a mídia só descobriu isto semanas atrás, quando começaram os levantes populares naquele país), enquanto que a Líbia é governada pelo povo, pelos Congressos e Comitês Populares, apoiados pelos Comitês Revolucionários. As riquezas do país são divididas entre a população. O povo tem o poder e as armas. A terra é de quem trabalha a terra. Não tem assalariados, mas sim associados. Não existe locação de imóveis: a casa é de quem mora nela. Isso faz com que o povo defenda sua Revolução Al Fateh a todo custo, inclusive com a própria vida. No Egito era – e continua sendo – exatamente o contrário: cada político é um ladrão insaciável; cada meio de comunicação é um papagaio de pirata do imperialismo e do sionismo. Na Líbia não tem políticos corruptos, verdadeiras quadrilhas organizadas dominando Assembléias Legislativas, Congressos Nacionais, Câmaras de Deputados e Vereadores. O povo se reune em Congressos Populares e decide as questões que lhe interessa, sem atravessadores, sem políticos representantes. Esta é a grande diferença entre a Líbia e o Egito, por isso, a Líbia não é o Egito e povo líbio saberá defender suas conquistas revolucionárias à qualquer custo. Na íntegra.

“Crueldade auditiva”

Do leitor:

Em meio a tantos problemas, parece irrelevante o que vou colocar, mas acredite, para mim é um transtorno fazer supermercado em Maringá. Parece que todos os gerentes de supermercados de Maringá acreditam piamente que todo maringaense gosta de música sertaneja e “dá-lhe música sertaneja”, o dia todo. Tenho certeza que é para agradar o cliente, mas eu não gosto de música sertaneja, gosto sim de música caipira, de samba, de jazz, de blue, de rock, bossa nova e tantas outras. Toda vez que vou ao supermercado sofro uma crueldade auditiva, só há música sertaneja, não varia nunca: é do começo ao fim. Digo crueldade porque fazer supermercado é uma necessidade. Após um dia de trabalho, dentro do meu tempo limitado, sou obrigada a fazer compras ouvindo um tipo de música que me causa irritação. Já troquei várias vezes de supermercado, mas não encontro opção.Continue lendo ›

E tudo era muito bom

De padre Júlio Antônio da Silva:

As mudanças do planeta – sobretudo o desarranjo do clima -, a crise das ciências, a falta de referências claras entre a pessoa e o cosmos e tantos outros fatores complexos que enfrentamos geraram um forte e novo sentido na compreensão do movimento ecológico mundial. Mais que a um conceito, o termo ecologia traduz e significa toda a somatória de ações e gestos éticos que defendem o respeito a todos os seres vivos, para manter o equilíbrio do ecossistema e buscar o tal “desenvolvimento sustentável”. Na íntegra.

Deus quis assim

Do padre Orivaldo Robles:

– Eram quatro irmãs jovens e lindas. Iam dos 16 aos 23 anos, mas não aparentavam. A caçula passaria por uma criança de 13. Não tinham antes chamado, de forma especial, minha atenção. Eu as via entre os frequentadores das missas dominicais. Era de onde me conheciam. Agora, entram na sala de atendimento as quatro de uma vez. À minha frente, quatro rostos de grande beleza e profundamente tristes. Sua história me encheu de dor. Também de revolta com gente que fala o que não sabe. Eram de uma cidade distante 130 quilômetros de Maringá. O pai aqui as colocara para estudarem. A mãe se dividia entre marido e filhas; mais tempo para elas do que para ele. Proprietário rural trabalhador, ele dava duro, de segunda a sexta, no sítio, mas o final de semana era da família. Na íntegra.

As dificuldades de ser ator ou atriz no país do futebol

De Leandro Fóz:

Hoje em dia muitas tarefas que não eram tratadas como profissões estão tomando um novo rumo no Brasil e conquistando seu espaço. A profissão de ator, por exemplo, está passando por mudanças importantes: maior exigência de profissionalização do segmento, grande procura por projetos de apoio a cultura entre outros. Porém o sonho de melhorias nesta profissão, ainda está muito longe de ser realidade. O ator se depara com a falta de preparo para sua colocação no mercado de trabalho e até mesmo os atores de nível superior (aqueles que fazem artes cênicas) encontram dificuldades de exercer seu oficio no mercado de trabalho. Para se ter um panorama geral de onde o ator ou atriz pode atuar temos: Teatro: Peças educacionais e artísticas para público aberto ou direcionado, intervenções cênicas e etc. Cinema: curtas e longa metragens e documentários (mais nos grandes centros) Televisão: novelas, minisséries, seriados e publicidade (mais nos grandes centros)A gama de atuação é grande porém fora do eixo Rio–São Paulo, sobra pouca coisa e se ainda os atores não se organizar em companhias de teatro ou estar em uma, não sobra quase nada. Para piorar o panorama as iniciativas locais em cidades fora do eixo é quase nula.

Maringá por exemplo tem uma pseudo lei de incentivo a cultura mas que não é colocada em prática é muito tempo e quando as companhias que ainda acreditam que a arte pode ser local e de qualidade fazem suas temporadas o apoio das mídias é pouco e a população, que está habituada a rostos globais ou recordais não fazem questão de ir. Nós artistas maringaenses mesmo assim sobrevivemos pois acreditamos que a mudança pode acontecer e fazemos a nossa parte.

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(*) Leandro Fóz é ator e diretor/Cia. Palco de Teatro – Maringá/PR

“Quem não educa, pune”

De Dinor Chagas, na postagem sobre as multas aplicadas em Maringá em 2010:

– Recorde, recorde… Faturamento, arrecadação. Até parece que se está falando de uma empresa que necessita dar “lucro”. Essa fala tornou-se lugar comum. Que coisa. Uma verdadeira máquina de imprimir dinheiro. Se, conforme observado, no mesmo período, o número de óbitos teve salto de 79%, parece que a coisa se tornou apenas planilha de metas, objetivos (financeiros) a serem atingidos. Como se fosse obrigação a cada ano a arrecadação ser maior. Quem não educa, pune. E não é somente as multas de trânsito não. Todos os impostos, impostados goela abaixo, estão acada vez mais minando os ânimos do mantenedor das estruturas, o pobre cidadão de mãos atadas, gerando com isso, uma sociedade que não mais crê no próprio ser humano.

O Rio de Janeiro, as tragédias e o “Zé do Apocalipse”

Do pastor José do Carmo:

Sempre que ocorrem tragédias como as enchentes que se abateram sobre o Rio de Janeiro neste início de 2011, algumas pessoas religiosas buscam respostas “espirituais” para o acontecido. As respostas são as mais variadas e absurdas possíveis, e nelas sempre Deus “paga o pato”, pois tais explicações estapafúrdias vão desde uma maldição causada pela estátua do Cristo Redentor, até aos pecados cometidos nos dias de carnaval. Com tais argumentos segue toda uma tentativa de explicar a tragédia das enchentes como sendo fruto da ira de Deus. Na íntegra.

Por um Estado ateu

De Walter Hupsel.

Ainda vivemos no século 19. Esta é a conclusão a que posso chegar quando, no primeiro respiro do novo governo, aparecem declarações de setores da Igreja Católica cobrando que a presidenta “explique melhor” o que pensa de assuntos caros à ordem eclesiástica, e o arcebispo primaz do Brasil dá um prazo de cem dias para Dilma “mostrar a que veio”. A título de provocação, poderíamos perguntar “se não, o que?”. Antes que alguém objete a minha colocação, dizendo que eles têm direto de falar em público, respondo que sim, eles têm direito. Entretanto, em se tratando de autoridades eclesiásticas, suas opiniões devem ser vistas como da instituição Igreja Católica, e não do fulano A ou B. Ou seja, nem bem começou o novo governo e a Igreja Católica já faz ameaças à presidenta, com a grande mídia dando repercussão ao caso. Na íntegra.

O século XXI amarelou

De Rudá Ricci:

Dirão que este é saudosista. Não vou rebater. É bem provável. Mas ele pretende falar sobre como a política e a cultura brasileiras ficaram mais caretas e comerciais, como cederam às tentações da mesmice. E como se transforma transgressão em ordem sem que poucos saiam machucados. A inspiração veio de uma entrevista de Fernando Gabeira para a revista de Joyce Pascowitch. Embora a entrevista trate carinhosamente a figura de Gabeira, o texto não o perdoa. Sugere que nas diversas rodas do Rio de Janeiro se afirma que Gabeira “amarelou”, que ao perceber que seu passado e sua sunga de crochê tiravam votos do eleitorado conservador, resolveu forçar a barra e jogar fora sua ousadia. Gabeira tenta se safar deste rótulo e joga a batata quente nos colos de José Dirceu e Franklin Martins. Afirma que os seus dois adversários é que se esqueceram do que lutavam para se manter no poder. O que é uma péssima resposta e lembra o estilo texano, que responde uma pergunta com outra. Mas foi daí que nasceu a pista para este artigo.Continue lendo ›

Abordagem da GM

Do leitor:
Dia desses meu filho voltando do trabalho rumo ao terminal (trabalha em um supermercado próximo ao local) por volta das 17h30 levou uma dura de dois guardas municipais quando passava pela praça da Catedral, que o interceptaram dizendo “parado aí vagabundo”, querendo saber o que havia dentro da mochila; ao revistar só encontraram sua marmita, porém após a revista o rapaz questionou a forma inapropriada da abordagem e o despreparo dos mesmos (inclusive não traziam em suas fardas seus nomes para identificação). Ao perguntar o nome dos servidores os mesmos não deram confiança e foram embora; três dias depois eu e minha esposa fazendo caminhada após o expediente na praça do antigo aeroporto, onde um punhado de gente familias inteiras utilizam o espaço, deparamos com um grupo de 4 ou 5 rapazes fazendo uso de entorpecente (maconha) quase na porta da Setran, ficaram ali por quase 40 minutos e o cheirão impregnando sem que nenhum desses farda dos municipais da equipe do seu Paulo (secretario de defesa) viesse lhes incomodar. Será que não está faltando capacitação?

Beto Richa, um produto de marketing

De Bruno Siqueira:

Pelo andar da carruagem, o governo de Beto Richa nada terá de diferente do governo Requião, Lerner, etc… Durante a campanha, o bom menino fez promessas e com termos que agradam a população, muito bem arquitetados pelos setores de Marketing, como “contrato de gestão”, “choque de gestão”, “gestão transparente”, “fazer mais com menos” etc e tal. Reparem que o termo “gestão” tomou conta do plano de governo do candidato! Mas isso não se mostrou em fatos concretos.Continue lendo ›

Bolas vivas em minha árvore de Natal

De Maria Newnum:

Este ano propus ao meu companheiro de vida que não colocássemos os tradicionais enfeites em nossa árvore de Natal. Ao invés disso, toda vez que nos sentamos diante de nossa árvore para nossas devocionais diárias do Advento, propus elegermos “bolas vivas” imaginárias com faces de pessoas que fazem parte do nosso cenário da vida real.
Nesse exercício diário, fui vendo surgir faces imaginárias de pessoas, iluminando nossa árvore. E no momento em que elas surgiram, fui dando graças ao Menino Jesus e relembrando que sua trajetória profética nesse mundo só foi possível porque ele teve uma família, e amigos junto dele até o momento final.
O exercício de sentar diante da árvore, vendo as faces das pessoas que significam tanto em minha vida, e, observando os vários presépios com o menino Jesus negro, índio, branco, japonês, árabe e com todas as faces humanas, me completaram de tal forma, que não vi como qualquer presente feito por mãos humanas poderia ocupar o lugar das bolas vivas de minha árvore.Continue lendo ›

O PDT do Paraná aguarda

De José Fuji:

Os pedetistas do Paraná informaram através de sua rede de notícias que o deputado federal Gustavo Fruet poderá deixar o PSDB para disputar a prefeitura de Curitiba, em 2012, pelo PDT. Seria um grande reforço! Nós pedetista maringaense estaremos torcendo para que isso venha se efetivar, porque o nosso presidente, senador Osmar Dias, luta pela candidatura própria em todos os municípios do Paraná. E sem compactuar com frentes já viciadas. O senador e presidente estadual do PDT sabe da nossa intenção, que estamos com uma disposição e armados até os dentes para o enfrentamento em nossos objetivos que é a candidatura própria, pois com o que esta acontecendo aqui (Maringá) não podemos omitir e ficar de braços cruzados. Mudanças são imprescindíveis.

O rosto humano de Deus

Do padre Júlio Antônio da Silva:

– Acho que, para a maioria das pessoas mais adultas, o natal traz muitíssimas recordações. Quem não se lembra dos encantos e surpresas com que a festa era celebrada? Do presépio montado num lugar central da casa. Das paredes das casas de madeira que eram lavadas e ficavam super limpas. Dos doces e bolachas próprios dessa data, preparados com esmero pela mamãe. Da aquisição da “cesta de natal Amaral”. Do guaraná comprado com mais abundância.  Do modo como os presentes eram trocados. Da certeza que o presente era um verdadeiro sinal do grande e único presente recebido dos céus. Da “missa do galo”… Detalhes que marcaram e fizeram a gente entender que natal não é uma festa do papai noel, nem do consumismo exacerbado e nem da comilança desenfreada. É mais e muito mais. Afinal de contas, celebramos o nascimento de Deus feito gente entre nós. Ele veio se humanizar para que a humanidade pudesse se divinizar! Na íntegra.

O silêncio

Do padre Orivaldo Robles:

– A natureza, que nunca erra, deu-nos dois ouvidos; boca, porém, só uma. Como a advertir que devemos ouvir o dobro do que falamos. O mundo que construímos é barulhento demais. Cheio de ruído das máquinas que provam como é civilizada a nossa vida. E o “som”, que chamam música e fere os ouvidos a qualquer hora? Mais parece o bate-estaca de um prédio em construção. O “ruído” visual também é de tirar o chapéu. Chega a doer a babilônia de cartazes, painéis e placas, que agride os olhos. Com tanto apelo para sairmos de nós mesmos, ninguém se preocupa em concentrar-se, em penetrar no seu mundo interior, em se encontrar com o próprio coração. Não sabe fazer silêncio. Pior, condena quem faz. Na íntegra.

Meninas

Do padre Orivaldo Robles:

Faz anos, ouvi não me lembro de quem nem onde, que Napoleão Bonaparte, perguntado sobre a hora melhor de iniciar a educação de uma criança, teria respondido: “Vinte anos antes de nascer, pela educação da mãe”. Não posso garantir que seja verdade. O grande corso, pelo que sei, notabilizou-se por campanhas militares, não por ações de educador. Mas gozou de imenso prestígio na França da época. Gente assim é consultada até para previsão do tempo. Pode, por isso, ter opinado sobre educação. As francesas se casavam com menos de vinte anos. Logo se tornavam mães. Educar seu bebê ia depender da formação que tivessem haurido na meninice. Na íntegra.

Educar-se para o exercício do poder

De Marilza de Melo Foucher:

O poder existe desde que o planeta terra foi habitado. E é exercido em todos os tipos de organização social, em toda a relação humana. Não existe sociedade sem poder, mesmo nas formas que a antropologia política chama de primitiva. As relações de poder nascem naturalmente dentro de toda sociedade. O poder político vai surgir de modo universal com o nascimento do Estado, e ele terá a responsabilidade de definir as regras sociais que estabelecem as relações entre os concidadãos. Ele repousa na vontade de organizar, proteger e assegurar a vida em sociedade. Anteriormente, o poder pertencia exclusivamente a alguns homens. Com o Estado, nascem as instituições e os regimes políticos modernos que, por princípio, foram criados para por fim ao sistema de poder pessoal. Na íntegra.

O celular

Do padre Orivaldo robles:

Sei muito bem que não tenho nada com isso. Cada um é dono do seu nariz e o enfia onde quer. Do seu dinheiro também, e o gasta como lhe apraz. Quem sou eu para ditar normas de comportamento? Esforço-me por tirar da vida lições úteis para mim. Para outros, não sei. Assim, peço licença para repartir, com minha meia dúzia de pacientes leitores, a reflexão que me ocorreu, domingo passado. Era uma garota dos seus treze anos, por aí. Conversava ao celular com evidente satisfação. Pobre, podia-se ver sem nenhum esforço. Parecia radiante com seu brinquedo tecnológico, que a igualava a colegas riquinhas. Desde os cinco anos, qualquer menina considera celular tão vital como água, ar ou comida. A humanidade atravessou milênios sem ele. Sobreviveu. Hoje, há quem seja capaz de sair à rua sem roupa, jamais sem celular. Esta é a vida moderna, à qual são forçados a se adaptarem até dinossauros como o escrevinhador destas mal traçadas. Na íntegra.

Fiel da balança

De José Fuji:

Como é de conhecimento dos maringaenses, a divisão de dois grupos onde toda sociedade sabem das composições, e os grupos que são comandados pela maioria onde apóiam os interesses do executivo, são 10 vereadores e a outra composição de 5 vereadores, contando com o vereador Flávio Vicente que inesperadamente veio a trocar de posição que ainda não foi explicada, passando a apoiar a maioria.Continue lendo ›

O Vampiro Noticioso

De leitor:

De uns tempos para cá, aumentou consideravelmente o número de jornalistas que deixaram de ir às ruas atrás da notícia. Não há mais necessidade. Com a expansão da internet, surgiu o Vampiro Noticioso, uma nova classe de jornalista que sobrevive sugando o suor e o trabalho intectual dos colegas. Basta aguardar os jornalistas de órgãos concorrentes garimparem a notícia, escrevê-la e publicá-la na internet. Escondido numa sala com ar condicionado e janelas fechadas (eles não suportam a luz do sol), o Vampiro Noticioso entra em cena: um ctrl-c seguido de um ctrl-v e tudo vai parar, num segundo, no world. Em seguida, basta alterar um pouco a ordem da informação, trocar algumas palavras, fazer uma ligação para citar uma fonte (nem sempre necessário, basta escrever “segundo uma autoridade”, “segundo a polícia”, “segundo um popular” e por aí afora)e lançar a notícia no site da empresa à qual presta serviço, de forma repaginada, com novo título e nome do “autor” do texto. Mas a missão não é tão fácil como parece: entre uma água, um cafezinho, uma fofoca e uma piadinha com os colegas de redação, o Vampiro Noticioso precisa fuçar, sem parar, blogs, sites, redes de relacionamento e tudo mais que gere informações em tempo real. Em Maringá, tem sido muito comum este tipo de “trabalho”. E pior: as empresas, cada vez mais, incentivam este tipo de atitude, pois enconomizam grana com pauteiro, veículo, combustível e motorista para transportar seus repórteres para todos os lados. Virou praga. Não há como acabar com isso. É vergonhoso, é de dar pena! E você, Angelo, apesar de não receber os créditos merecidos, tem sido uma fonte inesgotável de notícias para este tipo de profissional. Fazer o quê? Só nos resta ir atrás da próxima notícia para fazer esses vampiros continuarem sobrevivendo. Afinal, eles não vivem só de releases! O negócio deles é suor e trabalho alheio. Ah, quer a receita para matar um Vampiro Noticioso? Estacas e balas de prata não funcionam. Basta tirar um mês de férias. Eles morrem secos!

Câmara de Maringá sob a mira do Gaeco

De Maria Newnum:

Prezados munícipes e empresários, imaginem a cena: Você descobre que alguns de seus funcionários estão somente batendo ponto e indo para casa. Uns alegando problemas de saúde, após marcarem o ponto, vão para casa tomar insulina e tiram os dias de folga; outros vão cuidar da padaria, o negócio primário; outros nem ao menos dão satisfação; simplesmente batem o ponto e só voltam no fim do expediente para confirmar o ponto; seguros que você pagará um gordo salário no fim do mês e, sem questionar. Vamos imaginar munícipes/empresários, que vocês tenham um gerente. E que esse gerente, nem ao menos fiscaliza a presença dos funcionários. Quando finalmente você descobre essa bandidagem o que você faz? Continue lendo ›