Em 3 de março deste ano, o CMPGT aprovou a alteração de projeto comercial para projeto misto e oficializou, em troca, a doação de 1.000 mudas nativas para o tal Trópico de Capricórnio. Em 5 de abril último a empresa pediu reconsideração do parecer. A Lotus, segundo seu representante, engenheiro Milton Cesar Rui, explicou aos conselheiros, verificando a demora para a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (que, por sua vez, impossibilitava o alvará de construção do edifício), e acreditando que este envolvia uma ATI, procurou o ex-vereador Claudinei Vecchi, que ocupa cargo comissionado na administração.
Vecchi por sua vez encaminhou o engenheiro Temístocles Toninato, diretor técnico da empresa, e Nelson Barbosa, presidente da Apae, para falar com uma senhora de nome Raquel, no segundo andar do paço municipal, onde tomaram conhecimento de que o TAC incluía, além da ATI, a doação das mudas. “Estranhamos esta cobrança, pois nunca obtivemos um documento oficial resultante daquela reunião deste conselho”, contou em ofício endereçado ao conselho. Não se tem conhecimento de que Raquel seja funcionária municipal.