Saúde

Interior de SP relaxa quarentena e covid-19 pode ter ‘efeito cascata’

Por Felipe Betim, no El País:

O Governo paulista registrou nesta terça-feira 67 novos óbitos nas últimas 24 horas, um recorde. Com isso, um total de 371 pessoas já morreram no Estado mais populoso do Brasil por causa do novo coronavírus, segundo o levantamento oficial, com 5.682 casos confirmados da doença. Apesar de a cidade de São Paulo ser o epicentro da Covid-19 no Estado e no Brasil, a preocupação do Governo João Doria (PSDB) vem recaindo nesta semana em cidades do interior, onde as medidas de isolamento social vêm sendo menos efetivas, com registros de maior circulação de pessoas do que na capital, segundo os dados de mobilidade analisados pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). De acordo com um estudo feito pela instituição, a Covid-19 vem chegando a centros regionais fora da capital paulista a partir dos principais eixos rodoviários e têm potencial para atingir localidades nos arredores em “efeito cascata”.

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Prefeitura divulga resultado de credenciamento

A Prefeitura de Maringá publicou hoje a ata (229/2020) o resultado do credenciamento de enfermeiros e técnicos de enfermagem aprovados para atendimento emergencial do combate ao coronavírus. Foram 121 credenciamentos entregues: 44 enfermeiros e 19 técnicos de enfermagem aprovados. Os profissionais que não foram selecionados têm até o dia 13 de abril para recorrer da decisão.

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Amusep pede ativação de leitos do HU, servidores e reagentes

Os prefeitos das 30 cidades da área de abrangência da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) protocolaram hoje solicitação de audiência com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Alberto Gebrim Preto, o Beto Preto. Eles reivindicam que o encontro seja realizado nas dependências do Hospital Universitário Regional de Maringá, ainda na primeira quinzena de abril.

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Maringá entre as cidades com maior foco de atividade de covid-19

Maringá está entre os cinco principais focos de atividade de covid-19 no Paraná, e, portanto, entre as áreas com maior probabilidade de ter ou vir a ter atividade alta de novo coronavírus. A informação está no mais recente relatório do Núcleo de Métodos Analíticos para Vigilância em Epidemiologia (Mave), das fundações Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Getúlio Vargas.

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Ministério da Saúde define critérios de distanciamento social

O Ministério da Saúde publicou ontem Boletim Epidemiológico Especial sobre Coronavírus que orienta a adoção de ações diferenciadas em relação ao distanciamento social por estados e municípios, a partir de distintos cenários. São considerados, tanto critérios epidemiológicos, quanto a disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPIs), leitos e profissionais de saúde. O objetivo é promover o retorno gradual às atividades laborais com segurança, evitando uma explosão de casos sem que o sistema de saúde local tenha tempo de absorver.

Atualmente, a medida utilizada pela maioria das regiões do país é o Distanciamento Social Ampliado (DAS), quando todos os setores da sociedade precisam permanecer na residência enquanto durar a decretação da medida pelos gestores locais. O método deve ser utilizado em locais onde o número de casos confirmados tenha impactado mais que 50% da capacidade instalada do sistema de saúde local. Isso até que o suprimento de equipamentos (leitos, EPIs, respiradores e testes laboratoriais), além de equipes de saúde estejam disponíveis em quantitativo suficiente para promover, com segurança, a transição para a estratégia de Distanciamento Social Seletivo (DSS).

Já nos locais onde os casos confirmados não tenham impactado em mais de 50% da capacidade do sistema de saúde, o Ministério da Saúde indica a transição para o Distanciamento Social Seletivo. Nestes casos, apenas alguns grupos ficam isolados, com atenção aos de maior risco de agravamento da doença, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes e hipertensão) ou condições de risco, como obesidade e gestação de risco. Pessoas abaixo de 60 anos podem circular livremente, se estiverem assintomáticos.

Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, as medidas devem ser proporcionais à realidade apresentada em cada município, cada região e cada capital. “Discutimos melhor com os estados e municípios de maneira em que não se tomasse medidas idênticas para situações completamente diferentes”, pontuou João Gabbardo.

“Nós criamos parâmetros de circulação de vírus e parâmetros de utilização de leitos que possam possibilitar que o gestor tome essas medidas de quarentena com mais segurança. Para tomarmos essa atitude precisamos estar seguros do ponto de vista de EPIs, leitos de retaguarda, de UTI, e recursos humanos”, destacou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Até o momento, somente os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Distrito Federal estão apresentando situação próxima entre a ocorrência de epidemia localizada para evolução a proporções maiores. O Brasil, de forma geral, se encontra na fase de epidemias localizadas. A duração e a gravidade de cada fase da pandemia poderá variar dependo da resposta local de saúde pública. (Amanda Mendes, da Agência Saúde)

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Covid-19: Curitiba confirma a primeira morte

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou hoje a primeira morte em Curitiba com resultado positivo para covid-19. A vítima é uma mulher de 56 anos, moradora da cidade, com várias doenças crônicas graves – diabetes, dislipidemia, anemia, hipotireoidismo e outros quadros – que viajou a São Paulo, onde teve contato com uma pessoa com covid-19.

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Todo o cuidado é pouco

Nos hospitais privados de Maringá, incluindo os que também atendem pelo sistema público de saúde, os casos confirmados de coronavírus saltaram de 4, na quarta-feira, para 13, ontem, sexta-feira (9 homens e 4 mulheres). E tem gente querendo fazer manifestação…

Paranaenses relatam experiência com coronavírus

Mesmo com a atenção do mundo voltada para os casos do novo coronavírus, a maior parte dos diagnósticos para a Covid-19 não evolui para os quadros mais graves da doença. Relatos de paranaenses que testaram positivo para o vírus, com testes confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), mostram como os sintomas podem variar para cada paciente.

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