Saúde

Dengue: cidades com epidemia agora são 24

O boletim semanal divulgado nesta terça-feira (21) pela Secretaria de Estado da Saúde registra 7.618 casos confirmados de dengue no Paraná – 1.550 a mais do que na publicação anterior (6.068 casos), um aumento de 25,54%. Os números referem-se ao acumulado desde agosto de 2019. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento chega a 4.846%. Foram 154 confirmações em 2018.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o Paraná está combatendo a doença com o envolvimento dos órgãos e secretarias do Governo, por meio do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue, que desenvolve ações em todos os municípios.

“São atividades de orientações sobre as medidas preventivas para a dengue e de remoção técnica dos criadouros do mosquito transmissor da doença. Sabemos que a eliminação dos criadouros é a forma mais eficaz de reduzir os casos de dengue e contamos com a participação da população neste combate. A dengue mata e cerca de 80% dos focos estão nos domicílios”, destacou o secretário.

Ainda segundo o balanço oficial, são 24 municípios em situação de epidemia, dois a mais do que a semana passada: Bandeirantes (região Norte) e Ivaiporã (Vale do Ivaí). Os outros municípios que já haviam atingido este patamar são Braganey, Juranda, Nova Cantu, Peabiru, Quinta do Sol, Douradina, Diamante do Norte, Guairaçá, Inajá, Paraíso do Norte, Paranavaí, Santa Isabel do Ivaí, Tamboara, Ângulo, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Paranacity. Uniflor, Florestópolis, Sertaneja, Guairá.

Outros 27 municípios estão em situação de alertar para a dengue e, juntos, somam 990 casos autóctones, quando a pessoa não contraiu a doença na cidade onde vive.

Apresentam casos de dengue grave, com pacientes em tratamento, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Nova Cantu, Quinta do Sol, Cianorte, Colorado, Santa Fé, Florestópolis, Ibiporã, Londrina, Porecatu, Cornélio Procópio e Sertaneja.

As cidades com maior número de casos confirmados são Inajá (577), Nova Cantu (569), Paranavaí (549) e Quinta do Sol (440).

GABINETES DE CRISE – Nesta quarta-feira (22), o Comitê Intersetorial da Dengue promove videoconferência sobre a instalação e o funcionamento de gabinetes para situação de emergência. Será na sede da secretaria, com transmissão para as 22 Regionais de Saúde Estado, que convidaram prefeitos e representantes de órgãos públicos e da sociedade civil para o encontro. O capitão Romero Nunes Filho, chefe da Divisão de Gestão de Desastres da Defesa Civil estadual, vai abordar o tema, com informações sobre quando e como os municípios devem decretar situação de emergência.

ALCANCE – A importância do envolvimento da população na eliminação dos criadouros do mosquito da dengue foi um dos temas da palestra do secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, nesta terça-feira (21), na sede do Senac, em Curitiba. Em videoconferência para mais de 30 unidades, cujo alcance foi de cerca de 10 mil pessoas, alunos de cursos técnicos de saúde da entidade e colaboradores receberam orientações sobre os perigos da doença e formas de prevenção.

“Temos que falar com as pessoas em todos os lugares e ocasiões sobre o problema da dengue. É muito importante que a gente consiga eliminar os focos e, por isso, a participação e o engajamento de todos os paranaenses é essencial neste momento”, disse Beto Preto.

O secretário ressaltou a missão do Estado de mobilizar todos os setores da sociedade. “Estamos falando de uma doença que podemos prevenir. É na mobilização técnica, de campo, com um olhar diferenciado sobre possíveis focos. Precisamos esmiuçar qualquer local onde pode ter água parada”, ressaltou.

TRABALHO DE CAMPO – Além de chamar a atenção sobre o preocupante cenário de epidemia em 24 municípios paranaenses, Beto Preto destacou ainda os mutirões em localidades mais críticas têm ajudado a diminuir os índices de infestação. “Temos atuado fortemente, com equipes do Estado, dos municípios, e isso tem reduzido os focos em algumas cidades. Temos que continuar com os arrastões, porque somente assim teremos resultados positivos nesta verdadeira guerra”, afirmou.

As características e hábitos do mosquito da dengue também foram apresentados no encontro, como a capacidade de autonomia de deslocamento de até cinco quilômetros, a possibilidade de reprodução em água suja e voo em silêncio. “O mosquito tem um jeito muito próprio e por isso mesmo temos que saber exatamente como ele se comporta. Inclusive é resiste a produtos químicos. Por isso, a melhor forma de combate é a eliminação de criadouros”, ressaltou a coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte. (AEN)

No PR, acidentes com animais venenosos e peçonhentos chegam a 17 mil por ano

Os acidentes com animais venenosos e peçonhentos são relativamente comuns, mas podem ser evitados. A Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria de Estado da Saúde registra anualmente, em média, 17 mil acidentes com animais venenosos e peçonhentos. São notificações de picadas com ou sem gravidade que passaram pelo sistema de saúde.

Os peçonhentos são os que têm a capacidade de injetar substâncias tóxicas por meio das presas. Já os venenosos são aqueles que causam envenenamento passivo por ingestão ou contato, como as lagartas ou taturanas, os sapos e peixes, como o baiacu. Isso ocorre como forma de caça ou ainda de defesa em relação a algum predador.

Quando um animal se sente ameaçado, ele pode se defender do predador ou ameaça usando o veneno. A quantidade, e a variedade, de animais que tem veneno é grande: serpentes, aranhas, escorpiões, lagarta, abelhas, peixes, arrias, águas-vivas e caravelas.

Em 2019, o total de acidentes contabilizado foi de 17.074 registros. O chefe da DVZI, biólogo Emanuel Marques da Silva, relata como é a ocorrência no Estado. “Nos períodos mais quentes do ano, que coincide com as férias, há um aumento de circulação de pessoas em áreas mais afastadas, como trilhas, parques e atividades ao ar livre, o que aproxima as pessoas do ambiente natural dos animais, como as serpentes, aranhas, e até peixes”, comenta o biólogo.

Além de se deparar com animais em locais de natureza mais exuberante, as próprias residências podem ser ambientes propícios no período de férias. “É bastante comum que as pessoas viajem nessa época e deixem as casas fechadas. O ambiente fica escuro e sem interferência humana. Dessa forma, os animais saem dos seus locais e percorrem mais livremente as residências. Ao retornar é comum encontrá-los em diversos locais de risco para o acidente”, esclarece Emanuel.

ÓBITO – Entre os acidentes ocorridos no último ano, 14 pessoas foram a óbito após serem picadas por algum animal peçonhento ou venenoso. Destes, seis mortes foram causadas por serpentes, dois por aranhas e outros seis por abelhas.

Para evitar complicações após ser picado, a Secretaria da Saúde orienta procurar atendimento médico logo que perceba a picada. “Nossa indicação é sempre procurar o serviço médico assim que constatar que foi picado. A rapidez no atendimento auxilia na redução da gravidade da ação do veneno e evita danos mais severos ao organismo”, reforça o biólogo.

COMO EVITAR – Os cuidados para evitar acidentes com animais venenosos e peçonhentos dependem do ambiente. Manter sempre os locais sem lixo, porque atraem insetos e roedores que são alimentos para os peçonhentos.

Evitar entulho próximo às residências porque podem se tornar abrigos e proteção para alguns destes animais.

Fechar os possíveis acessos para os animais, tapando frestas e buracos no entorno e no interior das residências, colocando telas e protetores nas portas e janelas.

O chefe da DVZI lembra que eliminar o essencial para a vida dos animais é a melhor proteção. “Na prevenção, devemos considerar que os seres vivos precisam de água, alimento, abrigo e acesso. Quando alteramos pelo menos um destes fatores causamos forte impacto no ciclo biológico dos animais que, ou procurarão outro local para morar ou morrerão”.

Outra dica é quando entrar em uma residência ou local que esteve fechado por muito tempo, fazer uma varredura e limpeza, observando atentamente e com atenção os cantos e móveis para evitar as aranhas, tirar teias e eventualmente encontrar outros animais.

MAR – Caravelas e águas-vivas podem fazer a pessoa sentir muita dor e deixar marcas após o contato com o animal. Caso a pessoa tenha contato com águas-vivas ou caravelas, deve procurar atendimento médico com urgência, pedindo a ajuda de um guarda-vidas mais próximo para passar vinagre no local e avaliar a gravidade. Não esfregar a região atingida e nunca passar água doce ou outra substância.

ÁGUA DOCE – Prática comum no período de férias é a pesca e atividades de lazer em rios e nesse ambiente o cuidado com acidentes envolvendo animais também deve ser mantido. Os peixes bagres e as arraias são venenosos e causadores frequentes de acidentes na água doce.

O veneno causa dor local e pode gerar feridas de difícil cicatrização. A orientação é banhar ou mergulhar a parte do corpo atingida em água quente por 30 a 90 minutos, além de procurar uma unidade de saúde com urgência.

TRILHAS – Utilizar calçados fechados com cano alto ou perneiras é a orientação para quem vai percorrer trilhas. Para evitar picadas de aranhas, serpentes ou outros animais, não colocar as mãos em buracos, mexer em troncos ou pedras sem proteção de luvas ou algum objeto que mantenha distância segura, tais como uma vara ou galho.

CASAS – Vedar ralos, frestas, buracos e soleiras de portas e janelas. Afastar as camas e berços das paredes, evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão. Sacudir e verificar roupas e sapatos antes de usá-los.

JARDINS E QUINTAIS – Mantenha os jardins e quintais limpos. Evitar folhagens densas junto a paredes e muros das casas e manter a grama aparada. Para evitar contato com lagartas, deve-se tomar cuidado ao encostar em troncos de árvores e plantas no jardim. Usar luvas ao manusear e limpar os quintais e jardins.

VIGILÂNCIA – Caso encontre algum destes animais na residência, é importante acionar o serviço de saúde do município, que indicará como proceder para coleta ou captura para identificação da espécie e risco da gravidade dos acidentes. Se ocorrer acidente, a pessoa deve buscar imediatamente o atendimento médico mais próximo e, se possível, levar o animal causador ou uma foto. Para esclarecer dúvidas sobre os acidentes, o Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná está à disposição no telefone 0800-41-0148.

NÚMEROS – O Corpo de Bombeiros divulgou que entre os dias 16 de dezembro de 2019 e 13 de janeiro de 2020 há registro de 2.955 acidentes com águas-vivas. Já a Secretaria da Saúde registrou 541 ocorrências com águas-vivas, caravelas, bagres, arrais, sapos, formigas e mariposas em 2019.

A diferença da quantidade de acidentes registrados pelo Corpo de Bombeiros e a Saúde acontece porque os números da secretaria informam o número de pessoas, enquanto o Corpo de Bombeiros é a atendimentos. (AEN)

Dr. Batista faz palestra em Iguaraçu

O médico e deputado estadual Dr. Batista realizou recentemente uma palestra sobre medicina preventiva, direcionada às pessoas da melhor idade de Iguaraçu. Dr. Batista, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná, fez também uma prestação de contas de suas atividades parlamentares.

A palestra foi realizada a convite da assistente social do município, Joanie Salles Campos Marques, e contou com a presença do prefeito Manoel Abrantes Neto, o Nelinho.

Dereg recepciona 32 novos médicos

A Delegacia Regional do CRM-PR em Maringá realizou ontem à noite, em sua sede, reunião ética para entrega de documentos e da carteira profissional a 32 médicos recém-formados que irão atuar na região. Em sua maioria, eles são formados pela Uningá.

A cerimônia foi conduzida pelo conselheiro Marcio de Carvalho e pela diretora da Dereg, Fabíola Menegoti Tasca, que falaram aos novos colegas sobre o CRM e suas funções, assim como os cuidados que o médico deve ter no exercício da Medicina. Eles também comentaram sobre as faltas mais comum que incorrem em sindicâncias e processos no Conselho, como atestado gracioso e publicidade irregular, e ressaltaram a importância de seguir sempre o Código de Ética. 

Por fim, lembraram que quem cuida também precisa de cuidado, sugerindo a cada um manter sempre a atenção à sua própria saúde, com uma vida equilibrada entre atividades pessoais e profissionais de forma a manter a motivação para o dia-a-dia. (CRM-PR)

Paraná tem 753 casos de sarampo confirmados

O primeiro boletim epidemiológico do sarampo emitido pela Secretaria de Estado da Saúde em 2020 informa que são 753 casos doença registrados no Paraná desde o início de agosto. Há pacientes com meses de vida e de até 59 anos. A maior incidência continua no grupo de jovens adultos, com idade entre 20 e 29 anos.

São 105 novos casos desde o último informe divulgado em 10 de dezembro.

Os dados mostram que estiveram ou estão com a doença 12 bebês com idade entre zero a seis meses; 15 pacientes de seis a 12 meses; oito crianças na faixa etária de um a quatro anos; três de cinco a 9 anos; 199 com idade de dez a 19 anos; 395 pessoas entre 20 e 29 anos; 82 com idade entre 30 a 39 anos; 28 de 40 a 49 anos; e 11 na faixa de 50 a 59 anos.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça o alerta para a vacinação. “Estamos buscando a parceria da população para reduzir doenças que são evitáveis. O sarampo é uma das doenças em que o engajamento das pessoas é essencial para que todos sejam vacinados. Somente dessa forma teremos a tranquilidade em falar que estamos livres do vírus do sarampo novamente”, ressalta.

Ele faz um chamado à população para que vá até uma unidade de saúde e coloque a carteira de vacinação em dia. “Além do sarampo há outras doenças que podem ser evitadas com a imunização”, destaca.

VACINA – O esquema vacinal do Ministério da Saúde recomenda que a população com idade entre um a 29 anos deve receber duas doses da vacina tríplice viral e de 30 a 49 anos, uma dose. As crianças que têm entre seis meses e 11 meses e 29 dias também devem ser vacinadas. Acesse aqui mais informações sobre o calendário de vacinação.

SURTO – Paranaguá, Rio Azul e Sarandi entram para a lista de municípios com casos da doença confirmados. No Paraná, 41 cidades estão em surto por causa do sarampo, considerando que o Ministério da Saúde classifica como situação de “surto ativo” todo município em que tenha ao menos um caso confirmado.

Confira a incidência de sarampo por município:
Curitiba e outros 19 municípios que integram a 2ª Regional de Saúde (RS Metropolitana) somam 681 pacientes com sarampo:
Curitiba: 459
Almirante Tamandaré: 20
Araucária: 7
Balsa Nova: 2
Campina Grande do Sul: 6
Campo do Tenente: 3
Campo Largo: 24
Campo Magro: 9
Colombo: 52
Fazenda Rio Grande: 10
Itaperuçu: 1
Lapa: 2
Mandirituba: 1
Pinhais: 30
Piraquara: 15
Quatro Barras: 3
Quitandinha: 1
Rio Branco do Sul: 8
Rio Negro: 1
São José dos Pinhais: 27

No litoral, que integra a 1ª Regional de Saúde (RS Paranaguá), há três registros em três municípios:
Antonina: 1
Matinhos: 1
Paranaguá: 1

Interior:
Na 3ª Regional de Saúde (RS Ponta Grossa), são três casos em dois municípios:
Castro: 2
Ponta Grossa: 1

Na 4ª Regional de Saúde (RS Irati) há confirmação de 10 casos em três cidades:
Irati: 5
Mallet: 4
Rio Azul: 1

5ª Regional de Saúde: não há casos confirmados.

A 6ª Regional de Saúde (RS União da Vitória) tem 27 registros em 5 municípios:
Cruz Machado: 3
General Carneiro: 1
Paula Freitas: 5
São Mateus do Sul: 1
União da Vitória: 17

7ª, 8ª, 9ª, 10ª, 11ª, 12ª, 13ª e 14ª regionais de Saúde não têm confirmação de casos de sarampo.

Na 15ª Regional de Saúde (RS Maringá) foram confirmados quatro casos em dois municípios.
Maringá: 3
Sarandi: 1

16ª Regional de Saúde (RS Apucarana): não há casos confirmados.

A 17ª Regional de Saúde (RS Londrina) registra nove confirmações em duas cidades:
Londrina: 8
Rolândia: 1

Na 19ª Regional de Saúde (RS Jacarezinho) são 12 casos em dois municípios:
Carlópolis: 6
Jacarezinho: 6

A 20ª Regional de Saúde (RS Toledo) tem quatro casos confirmados em duas cidades:
Marechal Cândido Rondon: 1
Toledo: 3

21ª e 22ª regionais não registram casos confirmados.

Apenas duas regionais, 11ª RS (Campo Mourão) e 18ª RS (Cornélio Procópio), não têm casos notificados de sarampo, ou seja, não existem pacientes em investigação nem confirmações. (AEN)

Regionais de Saúde estão mobilizadas para ações de combate à dengue

O Paraná está mobilizado contra a dengue e as Regionais da Secretaria da Saúde seguem à disposição dos gestores municipais para apoio técnico e estratégico no combate à doença. Nesta quarta-feira (15), em reunião com diretores das Regionais, em Curitiba, o secretário da Saúde, Beto Preto, disse que a força-tarefa contra a dengue no Paraná começa a apresentar os primeiros resultados positivos com a diminuição da incidência de casos em três municípios que estavam em situação crítica.

Em Nova Cantu, o índice passou de 4,8 mil por 100 mil habitantes na semana mais crítica para 18 por 100 mil habitantes no levantamento da semana passada; em Quinta do Sol, de 4,1 mil para 409 e, em Florestópolis, de 160 para 9.

“Esta redução só foi possível com a remoção dos criadouros realizada de forma técnica, ou seja, com a participação de profissionais da vigilância, que fizeram um trabalho minucioso de busca e eliminação de focos”, disse o secretário. “Em Nova Cantu, por exemplo, os agentes localizaram criadouros com centenas de larvas em poços desativados, mas que não estavam bem lacrados. Um desses poços foi encontrado perto da residência de uma das pessoas contaminadas na cidade e que foi a óbito”, destacou.

O secretário afirmou que todas as Regionais seguirão com as ações, apoiando os municípios, e que o trabalho deve ser ampliado. “Estamos diante de uma epidemia. Para se ter uma ideia, na mesma semana de janeiro do ano passado, eram 146 casos e, nesta semana, registramos mais de 6 mil casos confirmados no Paraná”, disse.

“A situação é real e preocupante, mas podemos ver que onde houve enfrentamento também houve queda dos números. Por isso a intensificação do combate neste momento, inclusive com a criação do Comitê Intersetorial da Dengue, que tem a participação de todas as secretarias, órgãos públicos e sociedade civil”, complementou.

DEFESA CIVIL – Na reunião ficou definida mais uma ação do Comitê Intersetorial: a realização de uma videoconferência da Defesa Civil, sobre a formação de gabinetes de crise nos municípios. O evento será nos próximos dias, com apoio das Regionais de Saúde e participação dos municípios.

“A Defesa Civil tem protocolos já estabelecidos para gerenciamento de crise, como é o caso da dengue, e vamos capacitar e ajudar os municípios neste sentido”, afirmou o capitão Romero Nunes da Silva Filho. (AEN)

Risco de leptospirose cresce nos períodos de chuvas intensas

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A Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para o risco de aumento de casos de leptospirose em áreas litorâneas, urbanas e rurais devido ao período de chuvas. A doença é causada pela bactéria leptospira, presente na urina principalmente de ratos, que com as chuvas se mistura à água de valetas, lama, lagoas, cavas e até mesmo nos locais com formação de enchentes.

Uma média dos últimos cinco anos aponta que 49% dos casos confirmados da doença ocorreram no primeiro trimestre, quando há maior ocorrência das chuvas.

De 2015 a 2019 foram confirmados 1.866 casos de leptospirose no Paraná. “A secretaria realiza constantemente capacitações e reuniões com as Regionais de Saúde levando informações e orientações aos profissionais da área para que a população possa receber o melhor atendimento possível”, destacou a enfermeira da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações, Tatiane Brites Dombroski.

CONTAMINAÇÃO – A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados – roedores, caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos, caprinos e, eventualmente, mamíferos silvestres. A penetração da bactéria ocorre através da pele com pequenos ferimentos ou lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através das mucosas.

A leptospirose pode ser adquirida tanto em áreas urbanas como nas áreas rurais, principalmente nas atividades relacionadas ao manejo e alimentação de animais de produção e na limpeza dos locais com maquinários e armazenamento de grãos/ração/silagem.

DIAGNÓSTICO – Após a infecção, o período de incubação da doença é, em média, de sete a 14 dias após o contato com a água contaminada. A leptospirose só poderá ser confirmada com exames laboratoriais feitos pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) uma semana após o início dos sintomas. Embora 90% dos casos tenham evolução benigna, a doença pode levar à morte se não for tratada de modo correto e precocemente.

SINTOMAS – Os primeiros sintomas da leptospirose são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, cansaço e calafrios. Dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia e desidratação também são frequentes.

CONTROLE DE ROEDORES – Orientações técnicas sobre controle de roedores podem ser obtidas nas vigilâncias sanitárias municipais de todo o Estado ou nas Unidades de Vigilância de Zoonoses (Araucária, Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Maringá).

ENVENENAMENTO – A população deve ficar alerta e não utilizar como medida de controle dos roedores produtos químicos (raticidas, agrotóxicos e outros) sem a devida orientação técnica de profissional habilitado. Este procedimento pode causar o envenenamento de crianças e de animais domésticos e não alcançar o objetivo inicial de eliminar os roedores.

Cuidados importantes para evitar a leptospirose:

NO DIA A DIA
Não jogar lixo ou objetos nos rios e bueiros. Isso represa a água da chuva e pode causar enchentes.Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados.

Solicitar água à Sanepar ou à prefeitura em caso de desabastecimento.

Manter os quintais, terrenos baldios públicos ou privados sempre limpos, evitando acumulo de entulhos que favorecem o esconderijo de ratos.

DEPOIS DE ALAGAMENTOS
Não brincar ou nadar em lagos, cavas e córregos nem nas águas de enchente.

Não usar água de poço ou reservatório inundado antes da desinfecção.

Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água.

Evitar contato com água e a lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços.

Inutilizar alimentos naturais ou preparados, assim como medicamentos que entraram em contato com a água da enchente.

Filtrar e ferver por 15 minutos a água para consumo ou usar hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) na seguinte medida: duas gotas para cada litro de água. Esperar no mínimo 15 minutos antes de consumir (seguir orientações da Vigilância Sanitária). (AEN)

(Foto: Gilson de Abreu)

Um dos maiores

escorpião

Leitor envia foto de um exemplar de Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.

Segundo ele, é um dos maiores já encontrados por aqui; foi na região da Mandacaru. O animal mede até 7 cm de comprimento. Sua reprodução é partenogenética, na qual cada mãe tem aproximadamente dois partos com, em média, 20 filhotes cada, por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida.

Dr. Batista faz palestra para funcionários da Thor

O médico e deputado estadual Dr. Batista proferiu palestra sobre medicina preventiva na Thor Componentes Automotivos, em parceria com a Proviseg Medicina e Segurança do Trabalho. A palestra foi realizada no ginásio de esportes da Faculdade Maringá.
Dr. Batista, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná, fez também uma prestação de contas de suas atividades parlamentares. O evento contou com a parceria da Faculdade Maringá, através de seu diretor Amauri Meller Filho.

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Farmácia móvel

farmacia móvel

Mesmo de férias, o prefeito Ulisses Maia continua publicando uma retrospectiva do ano pelas redes sociais.

Hoje foi a vez do projeto Farmácia Móvel, desenvolvido para levar medicamentos psicotrópicos aos bairros e distritos do município. “Deu tão certo que se tornou referência entre as 399 cidades do Paraná. Até hoje, mais de 12, 9 mil pessoas já foram atendidas”, informou.

Paraná recebe primeiro lote de reposição da vacina pentavalente

Vacinação

O Paraná recebeu 44 mil doses da vacina pentavalente nesta sexta-feira (10). A previsão, segundo o Ministério da Saúde, é que na próxima semana a Secretaria de Estado da Saúde receba mais 45 mil doses para atender os municípios.

O abastecimento nacional foi suspenso em julho de 2019 quando as vacinas tiveram os lotes recolhidos por reprovação no teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade de Saúde (INCQS) e na análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A falta de uma vacina prevista em calendário nacional causa uma comoção geral”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “O Paraná vem fazendo um grande trabalho de regionalização, e neste sentido a Secretaria da Saúde realiza constantemente capacitações com profissionais de salas de vacinas de todos os municípios. Recebendo essas novas doses, imediatamente enviaremos às Regionais para distribuição”, disse ele.

DEMANDA – O Paraná precisa, em média, de 60 mil doses por mês para abastecer as 22 Regionais de Saúde que fazem a distribuição aos municípios de sua abrangência. A previsão é de que até o final de janeiro todas as Regionais já tenham recebido.

No final de outubro de 2019 o Estado recebeu 40 mil doses. Após três meses de desabastecimento, devido à demanda reprimida, a quantidade não foi suficiente para regularizar a fila de espera nas salas de vacina.

“Considerando que nos meses anteriores não recebemos a vacina, esse envio total de 89 mil doses, programado para os próximos dias, ainda é insuficiente para atender a demanda do Estado. No entanto, estes lotes vão permitir a cobertura vacinal de boa parcela da população até a situação se normalizar com o envio de mais vacinas pelo Ministério da Saúde”, informou a técnica do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde, Fernanda Crosewski.

ONDE SE VACINAR – As vacinas são ofertadas gratuitamente nas 1.852 salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o Paraná.

ORIENTAÇÃO AOS PAIS – A Secretaria da Saúde orienta que os pais devem dar continuidade ao esquema de vacinação até sua conclusão para uma proteção mais eficaz da saúde da criança. A indicação é entrar em contato com as UBS do município de sua residência para verificar a disponibilidade da vacina na região.

PENTAVALENTE – A vacina pentavalente protege contra múltiplas doenças ao mesmo tempo (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta).

Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação. As crianças devem tomar três doses da vacina: aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida.

DTP – Os reforços da vacina pentavalente são realizados em crianças aos 15 meses e quatro anos de idade, com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis (DTP).
O Ministério da Saúde enviou um ofício aos Estados sugerindo a substituição temporária da vacina pentavalente pela vacina DTP para crianças menores de um ano de idade em decorrência da indisponibilidade na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria da Saúde determina que com a normalização que está prevista para fevereiro, os profissionais de saúde devem optar pela aplicação da pentavalente e evitar a substituição pela DTP, considerando que a mesma trata-se de reforço e não propriamente do esquema primário de vacinação.

“Orientamos que os pais aguardem a chegada da pentavalente que é a vacina indicada para a criança, visto que as remessas da vacina estão sendo regularizadas. Não se faz necessário nesse momento a substituição”, finalizou Crosewski. (AEN)

Regionais do Estado e municípios devem fortalecer combate à dengue

O Comitê Intersetorial de Controle da Dengue no Paraná realizou nesta quinta-feira (9) a primeira reunião de trabalho com a participação de representantes de 13 secretarias, autarquias e órgãos do Governo do Estado.

No encontro foi reafirmada a importância da participação ativa das regionais dos órgãos estaduais e dos municípios para fortalecer a orientação e conscientização da população quanto ao combate do mosquito Aedes aegypti. Também foram apresentados os números que confirmam o agravamento da epidemia no Estado e o balanço das ações já realizadas.

“O objetivo é que, principalmente as regionais das diversas áreas do Governo, possam atuar de forma ainda mais contundente”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto. Instituído pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, em 18 de dezembro de 2019, o Comitê Intersetorial é formado por representantes das secretarias estaduais e coordenado pela Secretaria da Saúde. Ele atua para implementar ações de mobilização para a intensificação do combate à dengue no Estado.

“Cidadania é a palavra que define este momento e mais esta ação do Governo do Estado, que busca alcançar e sensibilizar diferentes instâncias para o combate ao mosquito transmissor da doença”, disse Beto Preto. “O Paraná vive uma situação de epidemia e alerta para a dengue. Os números atuais estão acima de todos os anteriores no mesmo período, por isso a participação de toda a comunidade é fundamental”, afirmou.

Ele destacou que na área da saúde pública se fala sobre a prevenção da dengue há 25 anos, mas que neste momento crítico, diante de uma epidemia que pode se agravar, é preciso intensificar e amplificar as orientações e informações. “Por isso a importância da participação de todos os parceiros e, principalmente, da população, para que fique atenta e vigilante nos domicílios, eliminando os criadouros. A dengue mata e pode atingir a todos nós e às nossas famílias”, enfatizou o secretário.

AGRAVAMENTO – Boletim emitido pela Secretaria da Saúde no final de 2018 e início de 2019 apresentava 132 casos confirmados de dengue. Já o boletim publicado nesta semana, consolidando números do final de dezembro e primeiros dias de janeiro de 2020, totaliza 5.343 casos de dengue no Paraná.

Há um ano, eram 33 municípios com casos confirmados. Hoje são 160, sendo que 15 estão em epidemia e 23 em situação de alerta para epidemia; 274 têm notificações para dengue, indicando casos em investigação.

CRIADOUROS – Levantamento apresentado pela Coordenação de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde sobre a situação da dengue confirma que o principal foco de criadouros do mosquito transmissor da doença continua sendo o lixo a céu aberto, que acumula água e se transforma em local propício para a proliferação.

Na sequência, estão recipientes domésticos que também acumulam água, como as bandejas de geladeira e de ar-condicionado, seguidos de vasos de plantas e garrafas armazenadas destampadas.

BALANÇO DE AÇÕES – Durante a reunião foi apresentado um balanço das ações do Dia D de combate à dengue no Paraná, que contou com a participação de todas as secretarias e órgãos ligados ao governo estadual.

Em 18 de dezembro, dia da instituição do Comitê Intersetorial, o Governo do Estado mobilizou toda a sua estrutura para ações integradas de combate à dengue, durante esta quarta-feira, 18 de dezembro, dando início a série de atividades que serão realizadas ao longo dos próximos meses.

Ao longo dia, foram disparados por SMS quase 1 milhão de mensagens de alerta contra a doença e de ações de prevenção: para 500 mil celulares cadastrados na Defesa Civil; 300 mil cadastrados no portal Paraná Inteligência Artificial (PIÁ) e 96 mil a caminhoneiros que atuam com transporte de cargas no Porto de Paranaguá. Além disso, também foi usado, em um terminal de ônibus, o envio de SMS por aproximação, o que ajudou a ampliar a divulgação.

Foram dezenas de ações de mobilização, que se replicaram por todo o Paraná e que devem se repetir, como mutirões de limpeza e distribuição de material informativo, abrangendo por exemplo, trabalhadores e caminhoneiros no Porto de Paranaguá e viajantes e turistas que usaram o sistema Ferry Boat entre Caiobá e Guaratuba.

PRESENÇAS – Participaram desta primeira reunião do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue no Estado do Paraná representantes da Casa Civil, Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, Casa Militar, Conselho Estadual de Saúde, e das secretarias de Estado da Educação e do Esporte, do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, da Comunicação Social e da Cultura, do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Justiça, Família e Trabalho, Infraestrutura e Logística e Segurança Pública. (AEN)

(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Casos de dengue aumentam 62,25%

Mosquito

O primeiro boletim do ano sobre a dengue, divulgado nesta terça-feira pela Secretaria de Estado da Saúde registra 5.343 casos da doença confirmados no Paraná. São 2.050 casos a mais do que no informe anterior, publicado em 17 de dezembro – um aumento de 62,25%. Os números referem-se ao monitoramento a partir de agosto do ano passado.

Dos 15 municípios em situação de epidemia, seis são da região de Maringá (Ângulo, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Paranacity e Uniflor ).

Há confirmações em 160 municípios e 274 cidades têm notificações de dengue que incluem os casos suspeitos e em investigação. São 23.141 notificações em todo o Estado.

“Estamos em alerta total no Estado, apoiando as ações de combate realizadas pelos municípios e orientando a população por meio de campanha de prevenção destacando que Dengue Mata e que é preciso uma mudança de atitude no que diz respeito aos cuidados nos nossos domicílios, eliminando os criadouros do mosquito que transmite a dengue” ressalta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

De acordo com ele, cerca de 80% dos criadouros estão nas casas, nos quintais e ambientes internos. “Por isso é necessário uma verificação semanal. É um dever de todos como cidadãos”, afirma.

O boletim traz 15 municípios em situação de epidemia. Entraram neste mês para a relação Juranda, Peabiru, Diamante do Norte e Guairaçá. Já estavam, e seguem em situação de epidemia, Nova Cantu, Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Ângulo, Colorado, Doutor Camargo, Floraí, Paranacity, Uniflor e Florestópolis. As cidades estão localizadas nas regiões de Campo Mourão, Paranavaí, Maringá e Londrina.

Os municípios com maior número de casos confirmados são Santa Isabel do Ivaí (Noroeste) com 746 casos; Nova Cantu (Centro-Oeste) com 540 casos; Inajá, (Noroeste) com 504 casos; Paranavaí (Noroeste) com 429 casos, e Quinta do Sol (Centro-Oeste) com 368. Nesta soma estão incluídos casos autóctones, importados e em investigação quanto à autoctonia.

O boletim destaca ainda outras situações preocupantes, como a de Florestópolis, que faz parte da 17ª Regional de Londrina. O município, com cerca de 11 mil habitantes, tem 169 casos confirmados de dengue e Londrina, com 564 mil moradores, registra 148 casos.

AÇÃO – O secretário Beto Preto esteve em Florestópolis recentemente para acompanhar a mobilização e combate à dengue. Na cidade acontecem arrastões para remoção de criadouros e de lixo nas encostas e terrenos baldios. Outras ações são a capacitação de profissionais que atuam na Vigilância, orientação à população, busca ativa por pessoas notificadas com dengue, além de acompanhamento de pacientes com suspeita da doença.

“A estratégia é intensificar os mutirões de limpeza e a verificação de possíveis criadouros do mosquito com a participação da comunidade e órgãos públicos”, salientou o secretário. Ele também esteve em Quinta do Sol e Matinhos participando das atividades de combate ao mosquito Aedes aegypti.

De agosto de 2019 até o momento, o boletim da secretaria estadual e o Sistema Nacional de Agravos de Notificações (Sinan) confirmam duas mortes por dengue no Estado, no município de Nova Cantu. Os dois óbitos ocorreram no final do ano passado, um em novembro e o outro em dezembro.

COMITÊ – O Comitê Intersetorial de Controle da Dengue no Estado do Paraná, instituído em 18 de dezembro pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, fará a sua primeira reunião nesta quinta-feira (09). O grupo, coordenado pela Secretaria da Saúde, é formado por representantes de órgãos e secretariais estaduais e tem o objetivo de implementar ações de mobilização para a intensificação do combate à dengue. (C/ AEN)

Governo reforça a importância da continuidade de combate à dengue

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Em mais uma ação de mobilização e conscientização sobre o problema da dengue, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve nesta sexta-feira (3) em Florestópolis, na região Norte do Paraná,. Esta é a quarta cidade visitada pelo secretário nas últimas semanas. Ele já passou por Nova Cantu, Quinta do Sol, outras duas localidades em epidemia, além de Matinhos, no litoral, para alertar a população sobre a doença.

A estratégia de intensificar os mutirões de limpeza e a verificação de possíveis criadouros do mosquito, com a participação e a colaboração de servidores públicos, secretários municipais, da comunidade e profissionais de saúde, vai acontecer na próxima semana, a partir de terça-feira (7) em Florestópolis.

Beto Preto ressaltou a importância de envolvimento efetivo dos paranaenses, que precisam verificar a possibilidade de acúmulo de água em casa, no quintal, no jardim, ou mesmo em qualquer espaço. Segundo ele, pequenos objetos podem, até mesmo em razão da chuva, armazenar pequenas quantidades de água e serem potencial foco de proliferação do mosquito.

“Temos 80% dos focos removíveis. Temos que verificar onde existe água parada, seja numa fossa antiga, debaixo do tanque ou até mesmo na vasilha do cachorro. A prefeitura até pode fazer a limpeza, mas precisamos de todos na luta contra a dengue”.

Além do compromisso com insumos para o suporte hospitalar, a visita do secretário também foi para estabelecer uma forte ação na próxima semana, com o efetivo do Estado, por meio das Regionais de Saúde de Londrina e Apucarana.

“A situação aqui nos alerta. Semana que vem, com uma força-tarefa, com servidores de Londrina, Apucarana, teremos um trabalho diferente, de campo e orientação. Temos que falar com as pessoas, na igreja, na associação de moradores, nas escolas. Voltar a falar neste assunto da dengue”, destacou Beto Preto.

O município está em epidemia, com 101 casos confirmados, num total de 3.293 no Estado, conforme o último Boletim Epidemiológico divulgado no dia 17 de dezembro de 2019, pela Secretaria de Estado da Saúde. A circulação do chamado sorotipo 2, mais resistente, como explicou o secretário, mostra que o paranaense não está imune ao vírus. Portanto, a prevenção é a principal ferramenta de combate à doença.
Ele destacou ainda que o mosquito já se reproduz em água suja, tem autonomia para percorrer até cinco quilômetros de distâncias e que está resistente à aplicação de produtos químicos.

“O Ministério da Saúde vai propor um novo tipo de produto para utilização contra o mosquito. Por isso, não recomendamos que a população passe qualquer veneno, que pode além de não eliminar o mosquito, também causar intoxicação e uma série de riscos à saúde. Pedimos, sim que as pessoas abram os portões, abram a porta de casa, pois estamos junto nesta guerra contra a dengue”, alertou.

Dr. Batista fala no Ody Parque Aquático

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O médico e deputado estadual Dr. Batista proferiu palestra para funcionários do Ody Parque Aquático, que fica na PR-317, em Iguaraçu.

Ele falou sobre a importância da medicina preventiva para uma boa qualidade de vida. Dr. Batista, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná, fez também uma prestação de contas de suas atividades parlamentares. A palestra foi realizada a convite do responsável pelo RH da empresa, Lucas Ribeiro dos Santos.