Saúde

Vacinação foca pessoas com idade entre 20 e 29 anos

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo começou na segunda-feira (10) e segue até o dia 13 de março.

No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde pretende vacinar o público mais infectado pela doença até agora, os jovens com idade entre 20 e 29 anos. Neste sábado (15), haverá o “Dia D”, e os postos de saúde estarão abertos para facilitar o acesso à população.

De acordo com dados do Programa Nacional de Imunização (PNI), menos de 1% deste grupo está imunizado. “Os dados mostram que temos cerca de 600 mil jovens em nosso Estado e que apenas 5,2 mil foram vacinados no último ano. Este é exatamente o público mais afetado, são 52% do total de pacientes confirmados com sarampo”, disse o secretário Beto Preto.

“Temos o panorama e sabemos quem é que está mais suscetível, é preciso lembrar, reforçar e instruir as pessoas a tomarem a vacina”, afirmou o secretário. “É a única forma de prevenção. Embora não seja uma doença que estivesse comum em anos anteriores, o sarampo é muito contagioso e perigoso. As consequências podem aparecer anos depois e as complicações podem levar à morte”, acrescentou.

VACINAS – O Paraná possui 1.852 salas de vacinação dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e mais de 1,2 milhão de doses da vacina tríplice viral para a campanha. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

QUEM TOMA A VACINA – A dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A dose número 1 aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral, e a dose 2 aos 15 meses com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora).

A população com até 29 anos deve receber ao menos duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose. Acima dos 50 anos, a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados. Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina.

Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária.

QUEM NÃO TOMA A VACINA – Pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina.

Mais informações sobre o calendário de vacinação podem ser acessadas aqui.

BOLETIM – O boletim epidemiológico publicado nesta quinta-feira (13) confirmou que 850 pessoas já receberam a confirmação do diagnóstico de sarampo no Estado. Destas, 447 têm idade entre 20 e 29 anos, 219 estão na faixa de 10 a 19 anos, 94 registros entre 30 e 39 anos, 46 são pessoas na faixa de idade acima dos 40 anos e 44 pacientes confirmados com menos de 10 anos.

Em Curitiba são 508 confirmações e, considerando mais 19 cidades da região metropolitana, o número de casos é de 765, ou seja, 90% dos pacientes estão concentrados na região da capital paranaense.

No Estado todo, o vírus do sarampo ainda circula ou já circulou em 42 cidades em todas as regiões. Para mais informações, acesse o boletim completo aqui.

Saúde treina em Maringá profissionais para novo produto de combate à dengue

A Secretaria de Estado da Saúde promove uma capacitação em Maringá sobre o uso do novo inseticida de combate à dengue para os profissionais das regionais de Saúde e municípios sede nesta terça e quarta-feira. O novo produto, o cielo, será enviado pelo Ministério da Saúde e deve chegar ao Estado em março.

O evento será com as 22 Regionais de Saúde em duas turmas e tem por objetivo repassar o conteúdo técnico disponibilizado pelo Ministério da Saúde, com orientações e esclarecimentos sobre o manejo do produto. “Há alguns dias enviamos quatro técnicos das coordenadorias de Vigilância Ambiental e Sanitária da Secretaria para o treinamento sobre o uso deste novo inseticida e agora repassaremos às Regionais, que posteriormente capacitarão os municípios de sua abrangência”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo a Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, o Paraná recebeu em janeiro deste ano 19 mil litros de malathion referente ao saldo remanescente do Ministério da Saúde. “Este quantitativo não atende a todos os municípios e não é a solução para a eliminação do mosquito no Estado. O inseticida só é eficaz para eliminação de parte dos mosquitos que estão voando, ou seja, o mais importante é eliminar os criadouros que estão em sua grande maioria, nas residências”, afirmou a coordenadora Ivana Belmonte.

CIELO – O novo inseticida é composto por imidacloprido (neonicotinóide) e praletrina (piretróide). Os princípios ativos são diferentes do malathion pois vem pronto para uso em Ultra Baixo Volume (UBV) que é popularmente conhecido como “fumacê”.

De acordo com a Resolução Sesa nº 459/2014, os municípios que quiserem solicitar a utilização de UBV pesado devem protocolar um pedido documentado à Regional de Saúde de sua abrangência que após análise repassará para a Sesa.

O Estado segue as instruções do Ministério da Saúde, conforme a nota informativa nº 103, que reitera a necessidade do uso racional do controle químico e ressalta aos responsáveis técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que busquem, cada vez mais, incitar a realização sistemática das demais medidas de controle preconizadas antes de utilizar o controle químico”.

DENGUE MATA – O Paraná iniciou no ano passado a campanha “Dengue Mata” com o propósito de conscientizar as pessoas para a eliminação de focos do mosquito ressaltando os riscos que a doença traz. “A campanha é voltada totalmente para a necessidade de mudança de atitude da população, sobre o que cada um de nós pode fazer para combater o mosquito Aedes aegypti. Insisto que a melhor e mais eficiente forma de combater o mosquito e os criadouros é pela remoção mecânica”, afirmou Beto Preto.

DADOS – O novo boletim divulgado hoje confirma seis novas mortes de dengue nos municípios de Jesuítas, Peabiru, Maringá, Ivatuba, Paiçandu e Sertaneja, totalizando 13 mortes no Estado.

Os dados apontam 20.563 casos confirmados, 5.866 a mais que na última semana e 3.446 em investigação. O número de notificações subiu para 64.825, um aumento de 31,05% em sete dias.

62 municípios estão em situação de epidemia, 12 a mais que o último boletim – Nova Aurora; Engenheiro Beltrão; Cruzeiro do Oeste; Cianorte; Loanda; Nova Aliança do Ivaí; Nova Londrina; Querência do Norte; Flórida; Santa Inês; Tupãssi e Jardim Alegre.

Dr. Batista faz palestra na Motopar

Medicina preventiva foi tema de palestra proferida pelo médico e deputado estadual Dr. Batista na Motopar – Retífica de Motores de Maringá, em parceria com a Proviseg Medicina e Segurança do Trabalho, dentro das atividades da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat). Dr. Batista, que preside a Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa, fez também uma prestação de contas de suas atividades parlamentares. A palestra foi realizada a convite do proprietário da empresa, Primo Rafaguinato.

Beto Preto participa de reunião com Ministério da Saúde sobre situação do novo coronavírus

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, participou hoje de reunião sobre o novo coronavírus com a participação do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, secretários estaduais e municipais de Saúde. A reunião foi realizada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde, em Brasília, e teve como objetivo apresentar o panorama nacional do vírus no país.

No Paraná, a Vigilância Epidemiológica, que fornece orientação técnica permanente para os que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos, iniciou o trabalho intensivo relacionado ao novo coronavírus concomitantemente ao Ministério da Saúde. Com a evolução e o crescimento da atenção global ao n-CoV, em janeiro a Sesa publicou uma Nota Informativa, instituiu o Centro de Operações em Emergências, o Plano de Contingência e o Fluxograma, todos documentos e instrumentos oficiais relacionados ao novo coronavírus.

O COE tem como objetivo a gestão coordenada de resposta estadual à possível introdução do vírus no território do Paraná a partir de estratégias e procedimentos na esfera estadual. O Grupo Técnico do Centro de Operações em Emergências é composto por representantes de 16 áreas e unidades da gestão em Saúde.

“Iniciamos de maneira preventiva a organização das informações, levantamento e identificação de órgãos, instituições e pessoas estratégias para o trabalho com o novo coronavírus. Como é uma situação de alerta estamos treinando pessoas, reunindo em equipes e pactuando o atendimento de retaguarda em hospitais no Estado”, observa o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Em 28 de janeiro duas situações de suspeita de pessoas contaminadas foram notificadas ao Ministério da Saúde, um homem e uma mulher que estiveram na China nas últimas semanas. Eles apresentaram sintomas como infecção respiratório e tiveram amostras de mucosa enviadas para exames no Laboratório Central do Estado (Lacen). Ambos foram colocados em isolamento, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, até o resultado do exame. Nas duas situações as suspeitas foram descartadas após os resultados terem indicado a presença do vírus da Influenza.

“Estamos totalmente seguros em relação à condução da Vigilância, da rede de atendimento à saúde e da identificação das doenças. Nosso Lacen está atuando a frente e, embora não tenhamos o teste específico para o novo coronavírus, nossa metodologia é bastante segura em relação aos outros vírus, como nos que acometem a pessoa com sintomas de infecção respiratória”, comenta Beto Preto.

A Sesa evidenciou todas as medidas e esclareceu dúvidas sobre os casos suspeitos e o acionamento da rede de atendimento de retaguarda em todo o Estado com uma coletiva de imprensa, realizada  com a participação da secretária Municipal de Saúde, Márcia Huçulak. As informações e dados sobre o novo coronavírus estão sendo tratadas pela Vigilância Estadual como prioridade e transparência em relação à disponibilização ao público.

Para alinhar as condutas, a parceria entre as gestões estadual e municipais da Saúde está ocorrendo de forma clara e aberta, assim como com o Ministério da Saúde. As ações que a secretaria de Saúde realizou foram acompanhadas pela secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, considerando que os casos suspeitos foram notificados pela capital do Estado.

“Curitiba, alinhada à gestão estadual, atuou de forma muito preventiva notificando dois casos. Mas isso demonstra que estamos atentos ao novo vírus e que atuando juntos estamos prontos para as urgências e emergências”, afirmou o secretário Beto Preto.

Como autoridade sanitária maior do Estado, o secretário Beto Preto está atendendo a imprensa, comandando as ações e debatendo estratégias com todas as equipes que integram os grupos de atuação direta e indireta sobre o novo vírus. “Estamos nos desdobrando para atuar de forma transparente, como é a conduta da gestão atual do governo. Nosso projeto é de mostrar o que acontece aos paranaenses. E neste momento afirmou que estamos preparados. Não é preciso pânico, é necessário o fortalecimento dos cuidados básicos com hábitos de higiene: cobrir a boca antes de espirrar ou tossir, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter espaços ventilados e, lavar frequentemente as mãos. Esses cuidados são essenciais e são hábitos que protegem para muitas doenças contagiosas.”

AÇÕES – A Sesa disponibilizou aos profissionais de saúde instruções direcionadas para o atendimento ao novo coronavírus. Realizou e participou de reuniões que resultaram em parcerias multisetoriais e de treinamento para equipes que têm contato com pessoas que são vulneráveis ao contato com viajantes, como os funcionários de aeroportos, dos portos e da rede de atendimento em saúde. Os protocolos, condutas e diretrizes são alinhados para que, caso seja necessário, sejam acionados os procedimentos necessários.
Há 60 hospitais pactuados para atender urgências e emergências relacionadas ao novo coronavírus. Entre eles, temos seis hospitais em Curitiba que podem receber pacientes. No Hospital do Trabalhador, que integra o Complexo Hospitalar do Trabalhador, a Sesa preparou leitos normais e de Unidade de Terapia Intensiva para isolamento de pacientes.

“A retaguarda é importante e determinante para o alcance de uma doença. Nos adiantamos no sentido de dar suporte e prever atendimentos que possam nem vir a ocorrer, mas se for necessário, estamos prontos e treinados”, reforça o secretário da Saúde.

PARCERIAS INSTITUCIONAIS – A Secretaria de Estado da Educação e a Defesa Civil estão atuando em conjunto com a Sesa no envio e distribuição de informações. Com o início das aulas de escolas estaduais, municipais e particulares, a atuação também é direcionada ao ambiente escolar. “Produzimos materiais informativos que serão enviados aos alunos. Sugestão de temas de aulas para os professores trabalharem com os estudantes e em compartilharemos as informações com as instituições particulares que manifestarem interesse nos materiais”, esclarece a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Acácia Nasr.

Na sexta-feira (7), as 10h30, será transmitido no canal o Youtube da Seed uma aula aberta com possibilidade de esclarecer dúvidas sobre o novo coronavírus. A transmissão terá conteúdo da Sesa, Seed e a Defesa Civil e será exibida de forma pública (aqui). (Sesa)

HIV/Aids em Maringá

Considerando o aumento do número de HIV/Aids nos últimos meses, em Maringá, jornalista prepara um livro que, além dos números, relatará a história da doença na cidade, efeitos e consequências.

Secretaria de Saúde reafirma importância da vacina contra febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde reforçou hoje o alerta à população paranaense sobre a importância da vacinação contra a febre amarela. O novo boletim da doença aponta duas novas mortes de macacos (epizootias) no Paraná, nos municípios de Araucária e Piên.

No último ano, mais de 1,260 milhão de doses da vacina foram aplicadas em todo o Estado, em sua maioria entre pessoas de 15 a 59 anos de idade.

Desde 2017, o Ministério da Saúde seguiu as orientações da Organização Mundial da Saúde de ofertar apenas uma dose da vacina de febre amarela durante toda a vida. Porém, estudos científicos mostraram uma diminuição na resposta imunológica da criança que é vacinada muito cedo como é previsto no Calendário Nacional de Vacinação.

“A vacina é o principal meio de combate e controle da febre amarela. Devido a indícios de necessidade de um reforço para crianças que se vacinaram aos nove meses de vida, o MS ampliou o público indicando que esse reforço seja realizado aos quatro anos”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo ele, as recomendações foram enviadas pelo Ministério em novembro do ano passado, para que em 2020 todas as regiões estivessem preparadas para atender o novo público. “Contamos com essa vacina durante todo o ano nas unidades de saúde do Paraná para que todos os paranaenses possam ser imunizados, diminuindo o risco da doença em humanos”, acrescentou.

CASOS HUMANOS – Desde agosto de 2019, foram notificados 70 casos em humanos. Destes, 51 foram descartados e 19 seguem em investigação, três a mais que na semana anterior. Atualmente o Paraná não tem casos registrados de febre amarela em humanos.

EPIZOOTIAS – As distribuições das 48 epizootias no Estado estão em Araucária (1), Balsa Nova (1), Lapa (5), Mandirituba (1), Piên (1), Quatro Barras (1), Rio Negro (1), Castro (11), Ipiranga (2), Palmeira (1), Piraí do Sul (2), Ponta Grossa (8), São João do Triunfo (1), Imbituva (1), Mallet (1), Teixeira Soares (2), Prudentópolis (1), Antônio Olinto (2), São Mateus do Sul (1), Sapopema (2) e Cândido de Abreu (2).

Prefeitura de Maringá mobiliza lideranças da região contra o mosquito da dengue

A prefeitura de Maringá realizou na manhã de hoje uma reunião com lideranças da região sobre combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O evento lotou sala de reunião no Paço Municipal. Diferentes segmentos apresentaram sugestões para trabalho preventivo. Um Comitê de Gestão será montado no gabinete do vice-prefeito Edson Scabora. Um grupo de WhatsApp reunirá lideranças e interessados em trabalhar contra a dengue para articular ações.

“Trabalhamos com força máxima contra a dengue”, disse o prefeito de Maringá, Ulisses Maia, ao comentar iniciativas já adotadas nos últimos dias. Como mutirão de limpeza que recolheu quase 300 toneladas de lixo e materiais inservíveis no último final de semana. A ação continua, contemplando outras regiões da cidade. Funcionamento de unidades básicas em horário estendido (até 21 horas), também integra o conjunto de medidas no combate e prevenção da dengue.

Outras ações anunciadas hoje foram parceria de conscientização com a Secretaria de Educação na volta às aulas. As roçadas foram intensificadas. Há 15 equipes nas ruas todos os dias. A população é orientada a não colocar materiais na frente das casas e ruas e deve aguardar anúncios de novos mutirões e pontos fixos de coleta. O diretor da 15ª Regional de Saúde, Ederlei Alkamim, esclareceu que o fumacê não tem mais efeito no Aedes aegypti, conforme orientações do Ministério da Saúde sobre não usar mais o fumacê. Segundo ele, um novo produto deve ser aplicado a partir de março.

O secretário de Saúde, Jair Biatto, apresentou dados e alertou que casos devem aumentar, conforme anúncios do Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Paraná. A estimativa dos órgãos é que em março haja um pico de casos positivos, aumentando riscos de mortes pela doença. “Temos que fazer ações para mudar o resultado da dengue em Maringá e no Paraná”, disse Biatto.

Relatório da Sesa apontou ontem que há 14.697 casos positivos de dengue no Paraná e sete mortes pela doença. Estão em investigação oito óbitos em hospitais de Maringá, com pacientes entre 7 e 88 anos, sendo cinco maringaenses e três de outras cidades. São 50 cidades paranaenses em epidemia e 29 em estado de alerta.

Participaram da reunião de hoje secretários municipais, vereadores, as polícias Civil, Militar, Ambiental e Rodoviária, Corpo de Bombeiros, conselhos municipais, 15ª Regional de Saúde, Ministério Público, associações, órgãos estaduais, universidades, presidentes de bairros, sindicatos, igrejas, prefeituras de Paiçandu e Sarandi, entre outros. (PMM)

(Foto: Andye Iore)

Incidência de casos aponta situação de alerta para epidemia de dengue no Paraná

O Paraná aponta hoje 102,08 casos de dengue autóctones por 100 mil habitantes, incidência que confirma situação de alerta de epidemia no Estado. O dado está no boletim que monitora a doença e foi divulgado hoje pela Secretaria Estadual da Saúde.

Maringá, Sarandi e Nova Esperança estão na lista das 15 cidades que passaram a estar em situação de alerta e Atalaia, Itaguajé, Presidente Castelo Branco, Nossa Senhora das Graças e Santa Fé, na microrregião de Maringá, estão em epidemia.

O boletim da Sesa registra nesta semana 14.697 casos confirmados de dengue. São 3.815 casos a mais que a semana anterior, que apresentava 10.882. O aumento é de 35,06%.

“Alertamos a todo o paranaense, independente da região de residência, para a necessidade de eliminarmos os criadouros do mosquito transmissor da doença; cerca de 90% dos focos estão nos quintais e pátios e nos ambientes internos das residências e das empresas privadas e públicas; precisamos do apoio de todos nesta ação de remoção, pois o período de maior transmissão dengue ainda não chegou”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Este período, segundo análise da sazonalidade, entre fevereiro e março, podendo se estender conforme as condições climáticas.

O índice infestação é calculado pela “Regra de 3 simples”: divide-se o número de casos autóctones confirmados pelo número de habitantes e multiplica-se por 100 mil habitantes; no caso do Paraná são 11.585 casos autóctones e 11.348.937 milhões de habitantes, totalizando 102,08 casos por 100 mil habitantes.

MUNICÍPIOS – Aumentaram também os municípios em situação de epidemia; eram 34 e agora são 50. Entraram para esta relação: Indianópolis, Itaúna do Sul, Mirador, Planaltina do Paraná, Porto Rico, Santo Antônio do Caiuá, São João do Caiuá, São Pedro do Paraná, Terra Rica, Atalaia, Itaguajé, Nossa Senhora das Graças, Presidente Castelo Branco, Santa Fé, Uraí e Porecatu.

São 29 os municípios em situação de alerta para dengue; 15 entraram para esta lista a partir deste boletim: Nova Aurora, Engenheiro Beltrão, Altônia, Brasilândia do Sul,  Cruzeiro do Oeste, Umuarama, Amaporã, Nova Londrina, Querência do Norte, Maringá, Nova Esperança, Sarandi, Andirá, Rancho Alegre, e Arapuã.

O total de casos notificados é de 49.464, registrados em 309 municípios do Paraná.

“O Governo do Estado realiza uma grande força-tarefa por meio do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue, em funcionamento desde o ano passado, e vem promovendo ações em todo o Paraná, em parceria com municípios e entidades da sociedade civil. Foram realizados mutirões de limpeza com orientação técnica para a remoção de focos, palestras de orientação sobre medidas preventivas e capacitação de mais de 1.200 profissionais sobre manejo clínico da doença, nas regiões de Londrina, Maringá, Paranavaí e Campo Mourão”, informou o secretário Beto Preto.

Na próxima semana, de 11 a 14 de fevereiro,  a capacitação sobre manejo clínico da dengue para médicos, enfermeiros e profissionais da saúde será ministrada pelos técnicos da Sesa nas regiões de Jacarezinho, Cornélio Procópio e Cianorte. (Sesa)

Hospital Metropolitano é centro de excelência em ortopedia e traumatologia

Conrado Ferri, diretor do Metropolitano

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia confirmou, por meio de ofício, a condição do Hospital Metropolitano, de Sarandi, como centro de treinamento das especialidades. O reconhecimento conclui rigoroso processo de avaliação e vistorias realizados pela entidade nas instalações do hospital, além de revisão de protocolos e procedimentos.

“Mais do que uma certificação para abertura de novas vagas e novos cursos na residência médica, a decisão reafirma nossa excelência médica e nos posiciona entre os hospitais com um elevado nível de qualidade em duas especialidades muito exigentes”, afirma o diretor geral da instituição, Conrado Ferri, evocando os contínuos investimentos em qualificação profissional, equipamentos e numa gestão vocacionada a distinguir o Hospital Metropolitano como referência.

O Hospital Metropolitano já se consolidou, ao longo de mais de 35 anos de história, como uma instituição de relevância estadual, referendando o atendimento médico especializado para mais de 60 municípios. Com uma estrutura moderna e sempre atualizada nos aspectos tecnológicos, o hospital mantém equipe de médicos altamente qualifica no atendimento de mais de 20 especialidades.

Alerta de fake news

Do site O Diário de Maringá:

Tem um áudio que foi compartilhado em um grupo de WhatsApp por uma pessoa (Emerson Celestino*) que no mínimo não tem responsabilidade, pois diz que em Maringá há 5.000 casos de dengue, não é verdade veja:
Atualização de casos de dengue em Maringá.
O número de casos conforme o calendário epidemiológico do estado do Paraná que teve inicio em agosto de 2019 até agora 31 de janeiro de 2020 é o seguinte:

1.917CASOS NOTIFICADOS
334EM INVESTIGAÇÃO
1.017DESCARTADOS
566CASOS CONFIRMADOS
Fonte: Sinan – Sistema de Informação de Agravos de notificação

O comunicador que compartilhou a gravação deveria ter mais responsabilidade e não compartilhar mentiras.

(*) Comentarista da Rádio Jovem Pan Maringá

Dr. Batista faz palestra na Cidade Verde

O médico e deputado estadual Dr. Batista proferiu mais uma palestra sobre medicina preventiva, desta vez na Construtora Casa Verde, em Maringá, dentro da programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho.

Dr.Batista, que preside a Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, fez também uma prestação de contas de suas atividades parlamentares.

A palestra foi realizada a convite do proprietário da empresa, Ataídes Tambani.

Neste sábado tem arrastão contra a dengue

A Prefeitura de Maringá promove neste sábado um arrastão para recolhimento de materiais inservíveis, como parte da campanha contra o mosquito da dengue.

A concentração de máquinas, caminhões e servidores será no Parque Alfredo Nyffeller, a partir das 7h30. O trabalho dos agentes da dengue contempla as ações estratégicas. É importante que os moradores colaborem com o trabalho, permitindo as vistorias nas casas. Confira o mapa neste link.

Serão distribuídas caçambas em cinco pontos de coleta fixa: Parque Alfredo Nyffeller, CSU Rivadávia Vargas, praça da Paróquia Santo Antônio, no Centro Esportivo Alvorada e na quadra no Conjunto Requião. Essa foi a primeira região escolhida, de acordo com o índice de dengue na região. Outros quadrantes de Maringá também serão incluídos nas próximas ações. 

Ampliação do atendimento nas unidades básicas de saúde Iguaçu, Quebec e Mandacaru, também é ação estratégia de combate à dengue. Desde ontem cinco UBSs atendem das 7 às 21 horas. A ação facilita quem precisa de atenção básica no período noturno, dispondo de profissionais preparados para atender pacientes com suspeita de dengue. (PMM)

Vereador que publicou vídeo-farsa é desmentido

O folclórico vereador Jamal Fares (PSL) voltou a publicar fake news em suas redes sociais.

Desta vez, apesar de ser médico, ignorou que uma pessoa que estava deitada na entrada da UPA Zona Norte já havia sido atendida, que seu quadro não era grave (ele, como se vê na foto acima, usava a pulseira verde) e aguardava transferência. Depoimento do rapaz, que chegou ao local com sintomas de embriaguez, desmente o que a mentira que o vereador quis passar.

“Já mal postou e foi desmascarado” é o título do vídeo do site O Diário de Maringá, que mostrou a mentira da postagem feita pelo vereador, que, quando médico do sistema público, perdeu o cargo por não comparecer ao trabalho. Incapaz de apresentar um trabalho pelo menos razoável no Legislativo, o vereador tem buscado se destacar produzindo o chamado vídeo-farsa.

Valdecir Tavares da Silva, o rapaz que aparece no vídeo divulgado pelo vereador, ao contrário do que o vídeo tentou demonstrar, elogiou o atendimento. “O vídeo é falso (…), me atenderam muito bem demais”, disse ele.

PS – Não sei quem gravou o vídeo para o vereador, mas se for assessor precisa levar um puxão de orelhas. Ele comete erros como “as pessoas aguarda” e “nosso Maringá”.