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Maringá

MP ganha recurso no TJ

O Tribunal de Justiça do Paraná reformou sentença do juízo da 6ª Vara Cível de Maringá, acatando apelação do Ministério Público. Em primeira instância, ao analisar ação civil pública sobre ilegalidades na contratação de servidores, o juízo reconheceu a decadência e extinguiu no processo com julgamento do mérito o espólio do ex-prefeito José Cláudio Pereira Neto. A 4ª Câmara Cível do TJ entendeu que a ação visa ao ressarcimento de danos ao erário, que é imprescritível. Acórdão na íntegra.

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Ainda da postagem de Akino sobre a revelação de Carlos de Paula – de que José Borba, prefeito de Jandaia do Sul “ofereceu” verba de Brasília para o ex-prefeito de Sarandi, Milton Martini: a última “verba de Brasília” oferecida pelo mensaleiro ao então prefeito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto, foi para o rebaixamento da linha férrea – a que esticou o rebaixamento até a avenida Tuiuti.

O que resultou, todos sabem: um superfaturamento, constatado pelo TCU, de “apenas” 98,56% e a suspensão do repasse de recursos às empreiteiras CR Almeida e Vega Engenharia.

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As obras do Novo Centro, uma história

Lendo a reportagem de Hélio Strassacapa sobre o superfaturamento das obras do Novo Centro de Maringá, me lembrei de uma passagem envolvendo o ex-prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT). Fiquei sabendo, por volta de 2001, primeiro ano de seu curto governo, que ele não aguentava mais, quase fugia do então deputado José Borba (à época, do PMDB e líder da bancada paranaese) lhe propondo trazer de Brasília uma verba de R$ 17 milhões para continuar as obras, dinheiro que viria do Ministério dos Transportes – cota do PMDB. Era coisa de fazer brilhar os olhos de petista querendo mostrar serviço, mas Borba, atual prefeito de Jandaia do Sul e ex-parlamentar do mensalão, estaria exigindo um pedágio de fazer corar Jaime Lerner. Era essa segunda parte da história que fazia José Cláudio empurrar com a barriga o “sim”; devia ser uma espécie de peso na consciência.
Num debate na TV Cidade, ainda na avenida Humaitá, cheguei a perguntar ao prefeito, em pleno embate de consciência, se ele denunciaria uma eventual tentativa de pedágio na hora de trazer recursos federais. Ele deu uma engolida em seco, e a muito custo disse que denunciaria. Mas ele acabou cedendo. O PT, então, nem se fala.