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Vapt-vupt
Outra Dilma
De Ateneia Feijó:
Se o voto na mulher-Lula representou apenas eleger a criatura submissa ao criador, a louvação de sua vitória eleitoral não ultrapassou o festejo partidário. Qual? O de ter conseguido eleger uma “guerreira” de fidelidade canina para a “missão” de tocar o projeto de país lulista; até ele voltar. Em nenhuma hora ela foi apresentada ou considerada por seus correligionários como uma grande líder. Como, normalmente, conviria à pretensão de elegê-la ao cargo máximo da nação. Porém, no primeiro discurso de presidente eleita, pareceu-me que a mulher-Lula se despedia. Livre dos marqueteiros e do criador (que a deixou à vontade naquele dia), deu para enxergar outra Dilma. Estava serena. Sem se contaminar pela euforia e se deixando emocionar apenas por um instante, quando falou de Lula. Na íntegra.
Giro pela internet
“A qualquer custo e por qualquer meio”
Da escritora Ruth Rocha (o mesmo fato já havia ocorrido com José Padilha, diretor de Tropa de Elite):
– Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha… “acontece”. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio. Acho que todos sabem do que estou falando. Leia mais.
“Fui extorquido na Casa Civil”
O advogado Vladimir Muskatirovic, chefe de gabinete da Casa Civil da Presidência da República, permaneceu no cargo, embora Erenice Guerra tenha sido defenestrada. De acordo com a revista Veja desta semana, ele é acusado de cobrar propina do deputado Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão, sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no estado, e de duas rádios. ” Em 2007, Vlad, já como assessor de Dilma na Casa Civil, cobrou 100 000 reais de propina – e recebeu parte do dinheiro – para resolver uma pendência de um deputado junto à Presidência da República. (…) O pedágio foi exigido para que a Casa Civil autorizasse uma mudança societária nessa TV. O que a Casa Civil tem a ver com isso? Tudo. A concentração de poder na Presidência da República é de tal ordem que cabe à Casa Civil ratificar qualquer compra ou venda envolvendo rádios e TVs do país, que são concessões públicas”. Leia mais.
Transferência de tecnologia
Ontem, no Jornal da Globo, José Serra acusou a campanha de Dilma Rousseff de adotar contra ele a mesma tática que Collor usou contra Lula: usar a filha do candidato para atacar o adversário. Considerando que Collor hoje apóia Dilma, seria uma espécie de transferência de tecnologia. Em 1989, Collor utilizou a gravação de uma ex-mulher de Lula para falar de sua filha, Lurian (o presidente teria insistido no aborto); desta vez, conforme revelou ontem, a Receita Federal voltou a usar dados sigilosos da filha de Serra para comprometer o pai. Leia mais.
PS – O caso teve desdobramentos durante o dia. A Receita informou ontem mesmo que foi a própria filha de Serra quem solicitou os dados. A informação foi desmentida hoje à tarde.
Carro, piscina e bolsa integral
O melhor título para explicar o caso está no blog de Ricardo Noblat: “Com carro, piscina e bolsa integral do ProUni”.
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