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Crônica

“Mãe do Ano”

Dona Joaninha recebeu muito comovida o título de “Mãe do Ano”. Dos doze filhos, um compareceu à festa; os demais estavam muito ocupados nos seus que-fazeres: trabalho, estudo, malhação, paquera e outras curtições. Dona Joaninha desculpava. Tadinhos…

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José de Maria

São José, bom carpinteiro, / faz-me um cajado, José, / que me ampare no roteiro / que eu sigo seguindo a fé. –  Acho muito bonito esse nome: José,  Yosef, Iosephus, Iósepo, Joseph, Josep, Josefo, Hovsep, Xosé, Giuseppe, Zezé, Zezinho. Meu avô materno era José; um dos meus irmãos era também José; um dos meus netos é Davi José; na lista dos parentes e amigos tenho uma longa fieira de Josés. E todos os Josés que conheço são gente boa à beça.   

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O amoroso chamado

Ekkaleo > ecclesia > eglesia > iglesia > igreja. –  Ainda menino, no Ginásio Fidelense, aprendi com o professor Expedito uma lição importante: “Quando você estiver em dúvida sobre alguma questão complexa, procure a resposta lendo as palavras por dentro”.

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As irmãs do Santa Cruz

Todos os nossos pioneiros são dignos de máximo respeito, além de credores de justa gratidão da parte de todos nós que deles herdamos esta encantadora cidade. Eram, em sua grande maioria, colonos ou pequenos proprietários em outras regiões do país, alguns em distantes rincões do mundo. Tiveram a coragem de trocar a tranquilidade do chão natal pela ousadia de abrir clareiras na mata para formar lavouras e plantar cidades. Movia-os, contudo, um motivo forte: a esperança de fazer aqui o pé-de-meia.

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Os bem-te-vis de Maringá

Bem-te-vi que bem-me-vês, bem-visto sejas também, hoje e sempre e toda vez que bem-me-vires. Amém. –- Na minha rua habitam muitos e fico todo prosa quando um deles me acorda cantando em frente à janela. Ele diz: “Bem-te-vi… Bem-te-vi…”. Respondo: “Obrigado, igualmente”.

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