O celeiro
De Donizete Oliveira:
Quando era menino, um dos meus afazeres era dar de comer aos porcos e às galinhas. Todo dia, à tarde, tinha uma tarefa ordenada pelo meu pai: debulhar milho no celeiro. Um barracão que havia no imenso quintal da minha casa. Nunca sabia o que significava aquela palavra, mas acostumei-me com ela. Naquele tempo, a gente fazia as coisas sem questionar. Apesar de não ser tarefa fácil manejar o debulhador. Assim chamava a máquina manual que debulhava as espigas de milho.
Cresci naquela rotina. Todo dia logo depois das 18 horas, rumava para o celeiro. Não sem antes rezar a Ave Maria com o saudoso padre Donizete pela Rádio Aparecida. Meu sobrenome vem daí, tamanha a fé da minha mãe naquele que se transformou numa espécie de santo na pequena Tambaú, no interior paulista. Em casa, nada se fazia sem pedir proteção ao padre Donizete. Deu certo. Até hoje me considero abençoado.Continue lendo ›
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