folha de s. paulo

Opinião

Negociação fisiológica

Trecho do editorial “A direção de Temer”, da Folha de S. Paulo desta sexta-feira:

À exceção de um ou outro nome de peso, o peemedebista se valeu do mesmo loteamento de cargos que a sociedade tanto criticava na gestão petista. Áreas sensíveis para a população, como educação e saúde, foram usadas como moeda nas negociações fisiológicas.

Blog

Sem punição, ‘batalha’ da PM contra professores faz 1 ano

Professores

De Juliana Coissi, hoje na Folha de S. Paulo:

Aos 59 anos, o professor Francisco Ximenez jamais pensou que voltaria a um campo de batalha entre docentes e policiais em Curitiba. Em 30 de agosto de 1988, ele socorreu uma amiga pisoteada na perna por um dos cavalos da PM em um protesto, na gestão do então governador Álvaro Dias (PV).
Mas 27 anos depois, na tarde de 29 de abril de 2015, Ximenez estava, de novo, ajudando um amigo atingido por balas de borracha em um outro ato, agora contra o governador Beto Richa (PSDB). De herói passou a vítima. Um dos tiros de borracha pegou o pescoço. A pancada levou-o ao chão. Em seguida, diz, um PM o agrediu com cassetete nos braços. Ao tentar fugir, levou outra bala de borracha, desta vez na barriga.Continue lendo ›

Política

Em nome do partido

A coluna Painel da Folha de S. Paulo informa hoje que o PMDB escolheu os deputados que falarão em nome da bancada no domingo: Soraya Santos (RJ), Osmar Serraglio (PR), Lelo Coimbra (ES), Manoel Junior (PB) e Leonardo Picciani (RJ).
Osmar Serraglio, de Umuarama, falará hoje na abertura da sessão do impeachment, também em nome do seu partido. A previsão é para as 9h50 e será transmitido pela TV Câmara.

Política

Mais de cem nomes

Da coluna Painel, da Folha de S. Paulo:

Aperta o “rec” – O ex-deputado Pedro Corrêa começou a prestar nesta quarta os depoimentos do acordo de delação. Com 40 anos de política, estima-se que as oitivas durem cerca de 30 dias.

Listão – A delação de Pedro Corrêa, ainda não homologada pelo Supremo, tem 73 anexos e mais de cem nomes citados.

Brasil

Exageros

De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:

A doutora Dilma diz que o juiz Sérgio Moro colocou “em risco a soberania nacional” ao divulgar telefonemas em que ela estava na outra ponta da linha.
Falso como depoimento de comissário. A conversa da doutora com Lula não tratou de assunto relacionado com a soberania do país. Também não envolveu qualquer recurso criptográfico. Se Moro tivesse divulgado um trecho de telegrama secreto, esticando-se a corda, o argumento da soberania poderia ter algum valor. Quem grampeou a soberania do Brasil foi o companheiro Obama, mas essa é outra história.Continue lendo ›

Opinião

Impeachment já

Impeachment

Por Alencar Burti, na Folha de S. Paulo:

Os indicadores da economia brasileira revelam que a recessão iniciada em 2015 se aprofunda, com exceção dos relativos à agricultura e à balança comercial. E com um agravante: a queda sistemática e acentuada dos investimentos aponta para a continuidade da desaceleração ao longo de 2016.
A brutal crise, combinada com a elevada inflação, atinge as empresas e os trabalhadores, que enfrentam um desemprego crescente e não têm esperança de uma nova colocação. Famílias perdem renda e precisam reduzir de forma significativa seu padrão de vida.Continue lendo ›

Opinião

Moro não é o vilão

moro-ilustra

Por Rogério Gentile, hoje na Folha de S. Paulo:

O governo e o PT tentam transformar Sergio Moro no vilão do escândalo da Lava Jato. O juiz, que já foi chamado de golpista, de ditador e até mesmo de gângster, é acusado de atentar contra a soberania nacional, imputação que comprova a ilimitada capacidade do ser humano de proferir asneiras.
Moro – não custa lembrar às viúvas do Lula de 1989– nunca foi líder do partido envolvido na pilhagem da Petrobras, tampouco obteve benefícios de empreiteiras ou levou centenas de objetos pessoais para um sítio que não lhe pertence – a perícia não achou nenhuma peça dos alegados donos do imóvel na propriedade.Continue lendo ›

Opinião

Dois pesos e duas medidas

Celso Antônio Bandeira de Mello

O advogado Celso Antônio Bandeira de Mello (foto) assinou ontem o habeas corpus contra decisão proferida sexta-feira pelo ministro Gilmar Mendes, que suspendeu o ato de nomeação do ex-presidente Lula ao ministério de Dilma e determinou o retorno das ações e dos inquéritos contra Lula ao juiz Sergio Moro, pensava diferente em 1999.
Em artigo na Folha de S. Paulo, ele defendia que conversas envolvendo presidente da República (á época, FHC) não podiam ser ocultadas do público.Continue lendo ›

Opinião

O mistério do ‘evento 133’

De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:

Consultando-se as agendas da doutora Dilma, de Nosso Guia e do juiz Sergio Moro, vê-se que, por algum motivo, eles ficaram apressados na quarta-feira (16).
Lula e Dilma tomaram café da manhã juntos. Era sabido que ele temia ser preso e que ela o convidara para o governo.
Pouco depois das 11 horas, o juiz Sergio Moro suspendeu várias interceptações telefônicas, inclusive a de um celular “laranja” de Lula. Passados alguns minutos, o Planalto informou que ele iria para a chefia da Casa Civil.Continue lendo ›

Geral

Celular de laranja

Não é à toa que Ricardo Barros foi vice-líder de Lula, com quem deve ter aprendido muito.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o ex-presidente usava o celular de seu segurança Valmir Moraes da Silva. “O celular, contudo, também não era oficialmente de seu auxiliar. Estava registrado no nome de um laranja. É por isso, segundo a Lava Jato, que o ex-presidente falava tão livremente ao telefone, mesmo sabendo que todos os seus passos estavam sendo monitorados”.Continue lendo ›

Geral

Vaias de alguns petistas continuam repercutindo; dona Odete fala a respeito

Folha

Em entrevista a Carlos Ohara, dona Odete, mãe do juiz Sergio Moro, diz que querem ligar seu filho ao PSDB e confirma o que foi publicado ontem por este blog: seu marido, Dalton Moro (falecido em 2005), nunca exerceu atividade política ou partidária.
“A única vez que houve um envolvimento maior, em campanha, foi para apoiar um amigo nosso, que não era político, era professor [Basílio Bacarin]. Todos os amigos se dedicaram à eleição dele. Foi somente isso. Meu marido nunca foi ligado à política. É que as pessoas querem ligar o Sergio ao PSDB. Só que isso não existe. Eles não se conformam e procuram todas as formas ligar ele ao PSDB. Meu marido era apaixonado pela geografia”.Continue lendo ›