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Fritura contra Moro continua

“Articulador de novo ministério foi vetado por Moro no comando da PF”, informa a manchete da Folha de S. Paulo de hoje. É mais um capítulo da frirtura de Sergio Moro, que ameaça cair fora do barco se houver divisão do seu ministério. Da coluna Painel:

Ciúme e guerra A história da recriação do ministério da Segurança Pública explicitou a queda de braço não oficial entre Jair Bolsonaro e seu ministro mais popular, Sergio Moro (Justiça), além de revelar a disputa interna pelo comando da Polícia Federal. Em reuniões, Moro já se posicionou contrário à indicação de Anderson Torres para chefiar a PF. Secretário de Segurança do DF, Torres foi o principal articulador da recriação da pasta, medida que esvazia os poderes de Moro.

Plano B Com o veto de Moro à sua nomeação, Torres passou a articular a recriação do ministério com o apoio do ex-deputado Alberto Fraga (DEM). O ex-parlamentar tem dito que está quase tudo certo para virar ministro, se a pasta for recriada, e que Torres será seu diretor-geral.

Fome O secretário do DF tem se movimentado há quase um ano para virar chefe da Polícia Federal. A colegas, afirma ser o nome perfeito para a “arejada” que Bolsonaro disse à Folha querer dar na PF.

Limite A disputa pelo poder da PF vem desde agosto, quando Bolsonaro ameaçou trocar o diretor-geral, Maurício Valeixo. O assunto nunca esfriou e a mudança é tratada como provável quase sempre desde então.

Validade Nos bastidores, o secretário do DF tinha colocado como prazo limite para a definição de sucessão na PF a data de 31 de janeiro.

Brasil

Sob Bolsonaro, Brasil repete pior nota em ranking de percepção do combate à corrupção

A Folha de S. Paulo de hoje que o 2019, o Brasil caiu uma posição no ranking do Índice de Percepção da Corrupção e ocupa a 106ª posição entre os 180 países avaliados — atrás de outros latino-americanos como Argentina (66ª), Chile (26ª), Colômbia (96ª), Cuba (60ª), Equador (93ª) e Uruguai (21ª).

“A eleição de Jair Bolsonaro (sem partido), impulsionada por promessas de combate à corrupção, não alterou a percepção sobre este problema no seu primeiro ano de governo, marcado por denúncias contra integrantes do governo e familiares do presidente”, diz o texto de Fernando Mena.

Elaborado pela ONG Transparência Internacional, o ranking atribui notas de 0 a 100 a países com base em pesquisas e relatórios sobre como o setor público é percebido por especialistas e executivos de empresas no que diz respeito à prática de corrupção.

O Brasil repetiu a mesma nota 35 recebida em 2018, a pior do país desde 2012. Leia mais.

Brasil

A reclamação dos caminhoneiros

Wanderlei Alves, o Wanderlei Dedeco (foto), que foi candidato a deputado federal pelo Podemos do Paraná em 2018, volta à cena com o possível aumento do preço dos combustíveis.

Ontem ele foi citado pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, em nota intitulada “Quem te viu”. A nota: “Dedeco, uma das lideranças da categoria no Sul, afirma que Bolsonaro perdeu a coragem que dizia ter na campanha eleitoral. “O preço do combustível não pode acompanhar o dólar”, diz”.

A reclamação dos caminhoneiros é que o preço já está alto e qualquer reajuste extra, “mesmo que em percentual pequeno, pode entornar o caldo”.