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Práticas de exclusão

Muitas escolas que possuem Ideb ótimos colocam em prática algumas estratégias para alcançar e manter esses resultados, por exemplo, selecionando os alunos que serão matriculados. São práticas veladas de seleção que filtram quem vai entrar e quem vai permanecer na escola. Costumam consultar o histórico do aluno no momento em que solicita vaga e recusar os defasados. Para manter o Ideb alto “convidam para sair” os alunos “inadequados” ao ambiente do colégio. Essas práticas são mais acentuadas no início da segunda etapa do ensino fundamental e no início do ensino médio. É óbvio que as escolas não admitem as práticas de exclusão; alegam que somente estão tentando conservar um bom ambiente na escola.
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Sem internet

O Censo Escolar de 2011 identificou que 55,9% das escolas públicas de ensino fundamental não têm laboratório de informática e estão sem acesso à internet. O problema é que em muitas escolas que possuem o acesso à internet a velocidade da conexão é de apenas 2 megabytes por segundo, insuficiente para atender à demanda dos alunos. Como propor escola em tempo integral quando ainda não foram criadas as condições mínimas para todas as escolas funcionarem com qualidade em tempo parcial?
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Idade de corte

O Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu que apenas crianças que completem 6 anos de idade até 31 de março do ano em curso podem ser matriculadas no 1° ano do ensino do ensino fundamental. Os alunos que completam 6 anos a partir de abril devem ser matriculados na pré-escola. Um parecer do Conselho Estadual de Educação do Paraná contraria essa norma e permite matrículas na 1ª série do ensino fundamental de crianças que completem 6 anos até 31 de dezembro. Sou contrária ao parecer do CEE do Paraná. Defendo a adoção de uma medida única para todo o país, normatizada pelo MEC, por duas razões: porque a matrícula prematura das crianças no ensino fundamental pode causar prejuízos no amadurecimento e no aprendizado e porque há frequente mobilidade de crianças entre os estados e a adoção de uma medida única no país assegura as transferências sem problemas de adequação da idade.
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Dicas para os pais

Os pais são os principais educadores dos filhos. Recuperação ou reprovação pode ser uma boa oportunidade para fortalecer os laços familiares. O papel dos pais é apoiar, colaborar. Primeiro devem ir à escola e saber o que está ocorrendo. O professor pode apontar os pontos fracos do seu filho e dar dicas de como estudar a matéria em casa. Faça as contas sobre quanto seu filho precisa tirar para passar de ano em cada matéria. Estabeleça as metas, planeje. Saiba como é o processo de recuperação da escola do seu filho, cada escola tem sistemas diferenciados. Veja se há programa de apoio. Em casa, mantenha um ambiente calmo para o estudo; faça um plano de estudos junto com seu filho; inclua os finais de semana; no mínimo duas horas por dia, e a cada meia hora trocar a matéria, sempre dando um descanso de 10 minutos entre elas. Elogie seu filho pelas conquistas. Não exagere nas horas de estudo; alterne as disciplinas. Estabeleça condições, se ele passar de ano vai poder fazer isso ou aquilo; os pais podem, por exemplo, limitar o uso do computador. Castigo não! Jamais compare seus filhos. Não escolha um único culpado pelas notas baixas ou pela reprovação. Boa sorte.
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Dicas para a reta final

Dicas para os estudantes que estão pendurados agora, mas que ainda têm chance de passar? Os alunos que ficaram para recuperação ou estão “pendurados” devem planejar os seus estudos na reta final; podem montar um grupo de estudo e juntos prepararem-se para as provas; não devem deixar para estudar na véspera, o certo é estudar aos poucos e todo dia; evite estudar quando sabe que vai ficar com sono; durma bem, alimente-se bem; peça ajuda aos amigos, aos pais; descubra qual é o seu método de aprender, seu melhor horário, espaço, condições (com música, sentado ou…). O certo mesmo é estudar desde o inicio do ano letivo para chegar ao final do ano e ficar tranqüilo com as notas. Boa sorte.
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As escolas e a reprovação

As escolas deveriam oferecer um serviço de acompanhamento e solução das dificuldades de aprendizagens durante o ano letivo. O que importa é se os alunos estão aprendendo os conteúdos. É preciso analisar as taxas de reprovação de cada escola, pois um elevado índice de reprovação pode retratar que a função social daquela escola está sendo negligenciada; da mesma forma, a aprovação de grandes contingentes de alunos por conselho de classe pode escamotear a realidade.
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Dependência e não reprovação

Alguns países estão adotando na educação básica o regime de dependência que é adotado no nível superior. Quando um aluno reprova em apenas uma ou duas disciplinas, e não apresenta dificuldades cognitivas significativas que o impossibilite de acompanhar a série seguinte, ele é aprovado e matriculado na série seguinte e faz em regime de dependência aquelas matérias nas quais reprovou. Mas isso apenas quando há reprovação em poucas disciplinas.
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Como os pais podem ajudar

Os pais podem estimular seus filhos planejando o estudo, reservando espaço e horário, estimulando a leitura, orientando as tarefas, estudando o boletim do filho e conversando sobre as dificuldades. Sugiro que os pais não vejam o boletim apenas como o retrato numérico do filho. As notas constatam como seu filho está assimilando informações num determinado momento, porém, não é apenas esse aspecto que deve ser considerado. Avalie a trajetória escolar de seu filho ao longo dos últimos anos, analise a evolução do seu filho no decorrer dos bimestres. Fale sobre fatos que possam ter afetado seu estado emocional a ponto de interferir no desempenho escolar. As notas mostram estabilidade ou inconstância? Discuta com seu filho as razões disso. Observe as notas de cada matéria. Registre as áreas de interesse e o melhor desempenho. Debata com seu filho como é a relação com os professores. Veja o número de faltas em cada disciplina e associe isso às notas. Verifique as demais anotações na agenda ou no boletim. Enfim, demonstre interesse global por seu filho o ano todo, elogie o sucesso, preocupe-se com as dificuldades e aponte caminhos para solucioná-las. Não fique preso aos resultados, mas sim ao processo. O ideal é o acompanhamento durante o ano todo.
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Reprovação escolar

A reprovação pode ser consequência de vários fatores, que atuam de forma isolada ou em conjunto. Há fatores que são da responsabilidade do aluno, outros que são da alçada da família, muitos que dizem respeito à escola e vários outros que fazem parte do contexto social e cultural. Por isso, para ajudar um aluno a ter um bom desempenho é preciso parceria. A escola e os pais devem ajudá-lo a achar a metodologia de estudo correta para ele adquirir a maturidade suficiente para não precisar mais de reforço escolar e não reprovar mais.
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Recuperação dos conteúdos

Penso que não é correto realizar a recuperação somente das provas e das notas finais. O que a escola deve visar é a recuperação dos conteúdos que o aluno ainda não aprendeu e não somente a nota. Isso deve ocorrer o ano todo. É um processo. A avaliação deve ser contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do ano letivo.
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Tudo para a última hora

No campo escolar também prevalece a cultura do deixar tudo para a última hora. Nossa sociedade é imediatista e superficial. Porém, o estudo é um investimento de médio e longo prazo, exige paciência e planejamento. Definitivamente, estudar na véspera de prova não funciona. O melhor é ir se preparando desde o primeiro dia de aula, participando ativamente das aulas, realizando os exercícios e atividades propostas, fazendo os trabalhos e as tarefas. O estudo na véspera das avaliações, quando acontecer, deve ser de revisão, reforço, servindo também para tirar dúvidas, refazer exercícios.
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Reta final do ano letivo

Na reta fina final de ano letivo, muitos estudantes e pais começam a ficar preocupados com os filhos que estão com notas baixas e correm o risco de reprovar ou ficar para recuperação. Infelizmente esse interesse emerge apenas na reta final do ano letivo, quando muitos alunos já estão “afundados” na escola. Os pais que estão sempre atentos ao desempenho dos filhos na escola dificilmente são surpreendidos com problemas no final do ano.
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O uso de boné na escola 1

O uso do boné é expressamente proibido em muitas escolas, que apresentam as suas razões: 1. o boné é um local propício para ocultar objetos ilícitos ou perigosos como “cola”, droga, canivete, etc. Para tomar “ao pé da letra” esta precaução, o aluno deveria entrar nu na escola; 2. o boné é um gerador de indisciplina, atrai a atenção e facilmente pode ser subtraído por um colega que estiver a fim de provocação. Mas, o boné não é o único elemento que pode desencadear algazarra; 3. o boné descaracteriza o uniforme. A Lei estabelece que o uniforme não deve ser elemento que impeça o acesso do aluno à escola. Pensamos que sua descaracterização também não deveria ser; 4. o boné quebra o decoro social, denota incivilidade, desrespeito, falta de etiqueta no convívio social. Essa justificativa é anacrônica, já que o boné está incorporado ao cotidiano atual.
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O uso do boné na escola 2

Será que o boné simbolizaria a “incivilidade” das novas gerações? Mas, a conquista de um novo tipo de autoridade por parte dos professores deveria ser repensada sob novas bases, levando-se em consideração o ensinar e o aprender no tempo presente, clareando a função da escola e do professor e não proibindo o uso do boné. As justificativas para a proibição do boné têm pouca relação com o processo de ensino e aprendizagem. Para ensinar e aprender, o boné não é importante e não atrapalha. As justificativas estão mais ligadas a um tipo de aluno que desejamos produzir: “igual” (uniforme), controlável, dócil, útil. No entanto, o discurso corrente nos meios escolares é que a sociedade precisa de alunos críticos, criativos. Não haveria aí uma incongruência?
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Burnout entre professores da rede municipal

Uma pesquisa realizada em 2011 em 22 escolas municipais (com 170 professores entrevistados) concluiu que 27,7% já atingiram a Exaustão Emocional do Burnout, que é uma síndrome caracterizada por sintomas e sinais de exaustão física, psíquica e emocional, em decorrência da má adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado, altamente estressante e com grande carga tensional. Dos entrevistados, 33,8% possuem sentimento de Reduzida Realização Profissional. Quanto mais horas semanais de trabalho maior é a exaustão. Quase metade dos participantes da pesquisa revelou desejo de mudar de ocupação. Os resultados da pesquisa revelam a necessidade urgente de medidas preventivas e interventivas que priorizem o bem estar desses profissionais. Quem ganharia com isso? Os professores, as escolas e a sociedade em geral.
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O fôlego do antigo ensino Normal

A necessidade de aumentar rapidamente o número de docentes para a educação infantil está renovando o fôlego dos antigos cursos normais. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 preconiza que para atuar na Educação Básica o docente deve ter formação de nível superior. Mas a lei admite a formação de nível médio como suficiente para lecionar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Por esse motivo, os cursos de nível médio que formam para o magistério não foram extintos no Brasil. Atualmente é ventilada a proposta de resgatar os cursos normais, transformando-os numa porta de entrada para a carreira docente na educação infantil. É preciso olhar com cuidado para essa questão, pois a exigência de curso superior para o magistério na educação infantil foi uma conquista que garantiu maior profissionalização. O risco, ao se incentivar a formação de nível secundário, é o de enfraquecer o movimento pela melhoria das condições salariais e de trabalho da categoria já que o profissional de nível médio é mais barato. Isso dificulta, inclusive, o processo de implantação do piso salarial nacional.
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Crianças, brincadeiras e espaços urbanos

Pesquisas mostram que crianças de diferentes classes sociais brincam em espaços urbanos diferenciados. As crianças de bairros pobres brincam nas ruas, calçadas, praças e terrenos baldios. As crianças de bairros ricos não ocupam esses espaços; elas são encontradas em suas casas ou em outros lugares fechados e institucionalizados; dificilmente brincam comunitariamente. Essas conclusões contribuem para que eu reforce a defesa da ampliação do número de espaços públicos para lazer, esporte e cultura em todos os bairros da cidade, inclusive naqueles que são habitados pela elite. Assim, todas as crianças poderiam brincar de forma mais saudável.
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Burocracia escolar

O pedagógico vai para o espaço. Assim é a escola hoje: a maior parte do trabalho do diretor escolar está ligada a funções burocráticas nas escolas; os professores devem registrar suas atividades diária, semanal, bimestral/semestral e ou anualmente, conforme o caso exigir. Tudo envolve planejamento, registros, papéis: o livro de chamada, as fichas avaliativas, os formulários para comunicações com coordenadores, com o conselho de classe, elaboração de projetos pedagógicos, etc. A escola se ocupa com a burocracia e não tem tempo para se ocupar com a qualidade da educação.
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Educação medicada

Agora é moda: estudantes, ricos e pobres, usam remédios para melhorar seu desempenho escolar. Crianças que não se encaixam nos moldes da escola e suas famílias não podem pagar psicopedagogos para orientá-las a medicação tem sido a saída pragmática adotada. É mais fácil medicar os alunos do que melhorar a escola e capacitar os professores. É mais fácil medicar as crianças e colocá-las numa camisa de força do que exigir dos adultos equilíbrio e maturidade para lidar com manifestações naturais da infância e da adolescência.
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O suicídio do aluno

Presume-se que um aluno do quinto ano do ensino fundamental do Colégio São Bento, Rio de Janeiro, tenha se suicidado no dia 28.09. Esse Colégio é privado e possui muito prestígio. É freqüentado pelos filhos da elite carioca. A mensalidade do ensino fundamental, anos iniciais, é de R$ 2.280,00. O suposto suicídio revela a fragilidade do projeto formativo das famílias endinheiradas que almejam controlar e vigiar os passos de sua prole, monitorar suas condutas, protegê-las a todo o custo do mundo violento e inseguro. Essas famílias elitizadas tem acesso a bens e serviços especializados e buscam isolar-se do contato com o mundo nefasto; isolam-se nos shoppings, nas escolas com muros altos e câmeras, nos condomínios fechados. Estimulam seus filhos a serem os melhores, a buscarem o sucesso, a serem tops em tudo o que fazem. Nem todos conseguem, alguns sucumbem, falham (porque são humanos). A morte do garoto de 12 anos pode revelar a fragilidade desse projeto.
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Creche não pode tirar férias

Como estamos na fase da campanha para o segundo turno das eleições municipais seria interessante ouvir dos candidatos o que eles pensam sobre a necessidade de funcionamento dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) o ano todo. Em alguns municípios brasileiros a Defensoria Pública tem movido ações contra as prefeituras para garantir a abertura das creches municipais de maneira ininterrupta durante todo o ano. Tomam como base a Constituição de 88, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), afirmando que a Educação Infantil é dever do Estado e direito da criança, “não sendo permitido ao administrador municipal restringir o acesso a esse direito”. As defensorias argumentam que as creches constituem serviço público essencial, não apenas relacionado à educação, mas também à assistência social, motivo pelo qual não pode sofrer interrupções. Em Maringá, nas férias, funcionam apenas algumas unidades, mas não todas, causando muitos problemas para as mães e pais que precisam trabalhar e não encontram o serviço ofertado nas proximidades de suas residências. Como será que os candidatos Enio e Pupin resolveriam essa questão?
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Cola em massa

Alunos da famosa Universidade de Harvard são acusados de terem realizado uma “cola em massa”. Em agosto último, 125 estudantes dessa instituição teriam cometido a fraude no curso de Introdução ao Congresso, para o qual fizeram em grupo um trabalho que deveria ter sido feito individualmente. Os alunos estão sob a investigação do Conselho Administrativo da instituição e os culpados poderão ser suspensos por um ano. Ah se a moda pega!
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Dia do Professor

Hoje comemoramos o Dia do Professor. Isso ocorre no dia 15 de outubro em homenagem a uma lei promulgada, nesse dia, no ano de 1827; a lei criou o Ensino Elementar no Brasil, descentralizou o ensino, estabeleceu o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. Contudo, a proposta ficou no plano da lei e não se realizou, dadas as limitações das províncias. A data comemorativa foi instituída no ano de 1947 e foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 1963.
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Número de alunos em sala de aula

Está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado o projeto de lei n.504/2011 que altera o parágrafo único do art. 25 da Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), para estabelecer o número máximo de alunos por turma na pré-escola e no ensino fundamental e médio. O PLS é do senador Humberto Costa (PT-PE) e propõe que as turmas de pré-escola e dos primeiros dois anos do ensino fundamental não poderão exceder a 25 alunos. Já as classes das demais séries do ensino fundamental e as do ensino médio deverão ter, no máximo, 35 alunos. Um substitutivo acrescentou a possibilidade de a turma ultrapassar o limite estabelecido em até 20%. Para isso, é necessário que a sala de aula, na educação infantil, possua tamanho equivalente a um e meio metro quadrado por aluno, e nas turmas de ensino fundamental e médio, um metro quadrado por aluno. O projeto é importante é requer muita discussão já que a relação entre o número de alunos e professores é uma das causas da falta de qualidade da educação.
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Blog

Filmes para o vestibular

Filmes recomendados para os jovens que estão se preparando para o vestibular, mas querem aprender relaxando: as animações Procurando Nemo, Madagascar, A Ra do Gelo, Vida de Inseto e Rio; os filmes Adeus Lênin, Diamante de Sangue, Diários de Motocicleta, Hotel Ruanda, Notícias de uma Guerra Particular, Tropa de Elite 2, Persépolis, Quanto vale ou é por quilo?, Xingu, Laranja Mecânica, Lixo Extraordinário, O menino do pijama Listrado, Preciosa, O Ano em que meus Pais saíram de férias. Veja as razões clicando aqui.

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E o mundo não acabou

Era para acabar ontem, às 16h, segundo o ex-vigilante Luís Pereira dos Santos que se dizia profeta e há quatro anos pregava o juízo final em Teresina (PI). O fim do mundo era aguardado por 131 seguidores da seita criada por ele. Houve revolta da população local e a manifestação acabou com vários feridos e presos. Precisamos refletir sobre as condições que levam tantas pessoas a acreditarem nessas falsas profecias.
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Alunos burros e alunos espertos

A atitude do professor em relação aos alunos revela crenças que são moldadas ao longo do percurso escolar, comprova pesquisa realizada nos EUA. Os professores tendem a desestimular os alunos que consideram menos capazes, os “burros”, e estimular os mais capazes, os “espertos”. Sorri menos para os “burros”, mostra impaciência e não leva suas dúvidas a sério. Quando um aluno “esperto” não entende um assunto, o professor toma aquela dúvida como um feedback do trabalho dele; pensa em fazer uma revisão da matéria, por exemplo. Se um estudante “burro” tem dúvida, o professor age como se só ele não tivesse entendido. Os “burros” ficam mais “burros” e os espertos mais espertos. Assim as crenças são moldadas e nunca subvertidas. É necessário rever esse comportamento.
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Troca de favores ou políticas públicas?

Clientelismo é a prática política de troca de favores, na qual os eleitores são encarados como “clientes”. O político concentra seus projetos e funções no objetivo de prover os interesses de indivíduos ou grupos com os quais mantém uma relação de proximidade pessoal, e em meio a esta relação de troca é que o político recebe os votos que busca para se eleger no cargo desejado. O clientelismo possui suas raízes na sociedade rural tradicional. Atualmente, clientelismo se traduz em um tipo de relação entre atores políticos, envolvendo a concessão de benefícios públicos (empregos, benefícios fiscais, isenções, etc) em troca de apoio político, permanecendo a sua forma básica, que envolve a negociação do voto. O clientelismo é a porta da corrupção política. Necessitamos combater a prática da troca de favores e votar nos políticos que vão lutar pela criação de políticas públicas para melhorar a vida de todos os cidadãos e não somente dos seus clientes. Precisamos decretar a morte definitiva desse velho modo de fazer política.
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Pré-teste da Prova Docente em 2012

A Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente (Prova Docente) é uma avaliação que tem como objetivo subsidiar os Estados e os Municípios no processo de seleção de docentes para a educação básica. No ano de 2010 o Inep elaborou uma Matriz de Referência e decidiu que a prova será realizada no segundo semestre de 2013. Agora, no segundo semestre de 2012, haverá um pré-teste, a aplicação de um “piloto” da avaliação com o objetivo de coletar dados para pesquisa. Após a análise dos resultados do pré-teste a Matriz de Referência será validada e estará pronta para subsidiar a Prova Docente. Já escrevi neste blog sobre o risco da Prova induzir os currículos das Instituições de ensino superior, sobre a possibilidade de criação de um sistema classificatório dessas instituições e o surgimento de uma corrida pelos melhores empregos. A Prova Docente não vai resolver o problema da inexistência de plano de carreira do magistério, do não cumprimento do piso salarial nacional, da ausência de uma política de formação continuada e da falta de apoio ao trabalho dos professores.
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Perdemos Hobsbawm

Morreu hoje, aos 95 anos, em Londres, o historiador Eric Hobsbawm, grande intelectual, considerado um dos maiores historiadores do século XX. Ele escreveu ‘A era dos extremos’, ‘A era do capital’ e outras obras. O pensamento crítico está de luto. Eu estou de luto pois muito do que sei aprendi com esse pensador.
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Tempo de aprendizagem

O tempo médio real de aproveitamento das 4 horas de aula é pequeno. O restante é gasto com chamada, distribuição de deveres e outras atividades não didáticas. O tempo dedicado exclusivamente ao aprendizado em escolas com mau desempenho no Brasil é de 1h17 (32%), nas escolas com desempenho mediano é de 1h44 (43%) e nas escolas com bom desempenho é de 2h13 (55%). Os dados foram extraídos de uma pesquisa realizada pelo Banco Mundial.
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Os alunos conversam, dormem ou…

Segundo estudo realizado pelo Banco Mundial os estudantes permanecem muito tempo conversando, dormindo ou mexendo no celular. Enquanto em alguns países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) esse tempo é de 6% da aula, no Brasil a média é de 45% do tempo da aula.
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Câmeras nas escolas

Já tratei desse assunto, mas volto a ele porque tem candidato a prefeitura de Maringá propondo instalar câmeras nas escolas e porquanto penso ser necessário criticar a apresentação de soluções de caráter imediatista e midiático. Grades, cadeados e câmeras de segurança nas escolas podem dar a sensação de proteção e até serem importantes em alguns casos, porém se tomadas isoladamente essas medidas podem tornar a escola refém do próprio entorno. Especialistas em violência nas escolas recomendam a adoção de medidas preventivas como prioridade.
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Horário de entrada e saída da escola

Em Maringá, as escolas públicas e as privadas deixam muito a desejar nesse quesito, causando grandes confusões. A maneira como cada escola organiza a chegada e a partida dos estudantes diz muito sobre como ela se relaciona com os alunos, as famílias e os funcionários. Cabe à direção programar a entrada e a saída dos estudantes de acordo com o segmento de ensino, o tamanho da escola e o perfil do público. Os gestores devem conhecer a escola, a comunidade, os meios de transporte utilizados e a distância média percorrida da residência à escola. Assim, fica mais fácil planejar a abertura dos portões e a recepção dos estudantes. É importante que a escola coordene o fluxo, organize a entrega dos alunos por parte das famílias e do transporte, controle os atrasos e crie medidas de segurançasobre quem está autorizado a deixar e retirar os alunos. Além disso, é prioritária a presença do diretor na escola para resolver os problemas que possam surgir nesses horários.
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O docente ideal para o MEC

1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas. 2. Tem consciência das características de desenvolvimento dos alunos. 3. Conhece as didáticas das disciplinas. 4. Domina as diretrizes curriculares das disciplinas. 5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, o desenvolvimento dos estudantes e seu nível de aprendizagem. 6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos. 7. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem. Continue lendo ›

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Ampliação do tempo de permanência na escola

Em 2011, o Ministério da Educação (MEC) propôs a meta de em 5 anos ampliar a duração da carga diária de aulas de 4 para 5 horas, em 10 anos, para 6, e em 15 anos, para 7. Paralelamente, o Plano Nacional de Educação (PNE) propõe que 50% das instituições públicas de Educação Básica ampliem sua jornada até 2020. Se as escolas não possuírem estrutura disponível as atividades podem ser realizadas em instalações de instituições parceiras. Alertamos para a possibilidade de ocorrerem problemas graves. Há o risco de a criança receber um atendimento meramente assistencialista, fora do projeto pedagógico da escola, às vezes fornecido por quem não possui formação para lecionar. Algumas experiências empobrecem a rotina e geram, inclusive, a saída de alunos.
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Pergunte ao seu candidato

Especialistas em gestão municipal e em políticas públicas prepararam cinco perguntas que você, como eleitor interessado na evolução da Educação de sua cidade, deve fazer aos políticos aos quais pretende dar seu voto: Qual a proposta para aumentar o atendimento na Educação Infantil? Como resolver o problema das crianças fora da escola? Como melhorar o desempenho da rede municipal nas avaliações? Como aumentar a participação da população na gestão pública? Como pagar o piso nacional e atender à exigência da jornada extraclasse? Os especialistas advertem: cuidado com as falsas promessas.
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Será o fim do Turno da Fome?

Turno da fome, turno intermediário ou terceiro turno: assim é chamado o turno escolar que tem início às 11h e vai até 14h. Com carga horária menor que os turnos convencionais, a modalidade sobrevive até hoje em muitos municípios brasileiros. Essa é a maneira que as secretarias municipais encontram para resolver de modo paliativo o aumento da demanda pela escola e a superlotação das salas. Acabar com o turno da fome é a promessa de muitos candidatos a prefeitura. Em Maringá não há mais a oferta desse turno. Problema histórico e arraigado nas práticas educacionais municipais.
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Séries finais do ensino fundamental estão no limbo

Essa é a conclusão de trabalho da Fundação Carlos Chagas. O estudo analisou normas e programas específicos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e verificou que há poucas pesquisas e raras políticas públicas voltadas a essas séries. No âmbito da União, os pesquisadores encontraram só uma política com o foco de capacitação de docentes. O país prioriza os primeiros anos do fundamental. Enquanto o Ideb da etapa inicial aumentou 1,2 ponto em seis anos, numa escala até 10, os anos finais avançaram apenas 0,6. É o momento que o aluno passa a ter vários professores. Nem ele nem a escola estão preparados.
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