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Ivana Veraldo

Cidadania moral, ética e política nos currículos

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado acabou de aprovar o Projeto de Lei 2/2012 que inclui a disciplina “Cidadania Moral e Ética” no currículo do ensino fundamental e “Ética Social e Política” no ensino médio.Parece que estamos voltando ao passado quando eram obrigatórias as disciplinas de “Educação Moral e Cívica”, “Organização Social e Política do Brasil” (OSPB) e “Estudos dos Problemas Brasileiros” (EPB). Disciplinas criadas em 1969 durante o governo ditatorial do presidente Médici e extintas em 1993. Em 1997 os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) propuseram o ensino da Educação Moral e Ética atravessado no currículo. Será que a transversalidade não está funcionando? O fato é que já há um excesso de disciplinas no currículo da educação básica. Quais são as semelhanças e as diferenças entre o modelo sugerido agora e o instalado na época da Ditadura?
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Eleições e educação: a educação como prioridade?

Os temas prioritários desta campanha eleitoral são: saúde, segurança, mobilidade urbana e educação. A educação aparece como prioridade no discurso eleitoral desde a década de 80. Se de fato fosse prioritária muito já teria sido feito por essa área. Constata-se, pois, que é apenas um discurso, uma afirmação esvaziada de ações concretas. Chega de demagogia, para que a educação seja efetivamente uma prioridade é preciso aumentar o investimento e direcionar as ações para esse campo.
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“Menino de escola”

Eu sou da época em que a rua era o lugar principal das nossas brincadeiras; um espaço libertador. Hoje, “rua” tornou-se categoria sociológica que determina um lugar inadequado no qual as pessoas ficam em situação de extrema vulnerabilidade. Há, inclusive, uma luta incessante pelo aumento do tempo de permanência das crianças na escola para retirá-las dos perigos das ruas: ensino fundamental de nove anos, escola de tempo integral, aumento dos dias letivos… A escola se transforma no “lugar”, por excelência, da criança. Seria o fim da infância livre e alegre? Estamos roubando a infância de nossas crianças e enquadrando-as na escola, institucionalizando-as desde a mais tenra idade?
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Votamos como consumidores ou como cidadãos?

É evidente que a campanha eleitoral está despolitizada e isso se manifesta de várias maneiras, entre outras pela contratação de marqueteiros para elaborar a plataformas dos candidatos. Eles são encarregados de identificar o gosto do consumidor, o eleitor médio, e preparar um discurso palatável. Consumidores precisam de marketing e não de política. O consumidor é passivo, individualista, não sabe distinguir a real necessidade do objeto de desejo, é comprometido apenas com sua vida particular, no máximo com a da sua família. Já o cidadão pensa no coletivo e está preocupado com o acesso de todos à educação, ao saneamento, habitação, saúde, mobilidade urbana (transporte público), com a qualidade de vida. Como devemos votar? Como consumidores ou como cidadãos? Baseados nos interesses particulares e imediatos, ou nos i nteresses coletivos de médio e longo prazo?
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Pasteurização do repertório político

Maringá tem vários postulantes à prefeitura, mas quem acompanha o horário eleitoral tem a sensação de que as promessas são semelhantes, especialmente entre aqueles com trais chance de se eleger. Dá uma sensação de dèjá vu diante das promessas dos candidatos. Ou seja, a diversidade de nomes e partidos não se traduz, necessariamente, em propostas variadas e originais: em áreas como saúde e educação, muitos compromissos soam repetitivos e, em alguns casos, parecem até idênticos. Em que se diferenciam os candidatos se suas propostas são consensuais? As diferenças residem apenas na forma de execução? Ao optar por propostas consensuais os candidatos estão mirando apenas o eleitor médio? O grande desafio, nesse cenário impreciso, é fazer a escolha certa.
Ivana Veraldo

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Reforma do Ensino Médio 1

Ainda não foi implementada a reforma do currículo do ensino médio, homologada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no ano passado. Porém, depois da divulgação do baixo desempenho dos alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb- 2011) o MEC se viu forçado a acelerar as mudanças. As novas diretrizes agrupam as disciplinas nas áreas do conhecimento que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) propõe: matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. Há também a proposta para a conclusão do ensino noturno em mais tempo do que os três anos estabelecidos hoje.
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Reforma do Ensino Médio 2

Especialistas no assunto registram inúmeros entraves para a execução da proposta. A) o problema da formação dos professores, que estariam despreparados para a interdisciplinaridade do currículo; B) a fragmentação dos conteúdos curriculares, isto é disciplinas desconectadas; C) desaparecendo as disciplinas, desaparece a figura do professor da escola média, uma vez que é pelo domínio de um conteúdo específico que ele se caracteriza; D) o professor do ensino médio será um generalista igual ao professor do ensino das primeiras séries do ensino fundamental; E) não havendo mais o professor de uma disciplina específica para que serviriam os cursos de licenciatura nas universidades? F) as áreas não funcionarão de imediato, haverá, então, o caos na escola média que poderá se configurar como um “lugar de espera”, um lugar para segurar uma juventude que deverá esperar a universidade para voltar a ter professor especialista.
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Eleições municipais e educação

Os candidatos à prefeitura precisam tratar a educação com o devido cuidado. Investir em educação é um processo de longa duração, com retornos que transcendem o horizonte de um ou dois mandatos. É preciso dar continuidade aos avanços já alcançados anteriormente e desenvolver iniciativas importantes para a educação infantil e para o ensino fundamental. Políticas educacionais devem ser definidas como políticas de Estado, que permanecem independentemente do partido no poder.
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Eleições e educação 3: o Ideb decide voto?

Um estudo científico analisou o impacto do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sobre a probabilidade de reeleição de prefeitos em municípios brasileiros. Os resultados mostraram que, na média, um ponto a mais no Ideb aumenta em torno de 4.5 pp. a probabilidade de reeleição. Mas, não podemos nos esquecer que muitos municípios e escolas mascaram os dados para receberem mais verbas, colocando em descrédito o índice.
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Voltei…

Depois de um tempo sumida, devido a alguns dissabores e muito trabalho, é com muita satisfação que volto a escrever para este blog. Já que estamos na etapa pré-eleição para prefeito e vereadores vou postar algumas reflexões sobre as eleições e o tema ao qual dedico meus esforços intelectuais e a minha prática profissional, a educação.
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Eleições municipais e educação 1

Banalização da proposta da escola de tempo integral. Os candidatos à prefeitura disseminam a idéia de que a escola de tempo integral pode vir a representar a redenção em termos de propostas educacionais. Penso que a garantia de qualidade na educação pública não pode ser considerada somente a partir da ampliação do tempo de permanência dos alunos na escola. Muitos estão apresentando o “tempo integral” enquanto um somatório de atividades (Cultura, Esporte e Lazer) a serem realizadas na escola. Isso denota sentidos de preenchimento de carga horária somente, e não de articulação com o trabalho escolar propriamente dito. Em Maringá a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) já implementou a ampliação da jornada em várias escolas. Contudo, há muita reclamação da parte dos professores e dos pais dos alunos quanto ao precário funcionamento do projeto.
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