josé luiz boromelo

Opinião

“Estamos em greve”

De José Luiz Boromelo:
A cessação coletiva e voluntária do trabalho é uma forma controversa de se atingir objetivos específicos, muitas vezes sem avaliação criteriosa de suas conseqüências. Por aqui se faz greve para tudo, mas o campeão das reivindicações ainda é o reajuste salarial. Entidades representativas de classes trabalhistas oferecem apoio aos grevistas, com o objetivo de atrair a atenção da mídia e da população. Esse é o dispositivo mais utilizado pelo assalariado para requerer seus direitos no país.
Ocorre que por vezes a greve atinge setores estratégicos como transporte coletivo, assistência médica e hospitalar, segurança pública, telecomunicações, controle de tráfego aéreo, distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis entre outros. Continue lendo ›

Opinião

A escalada da violência

De José Luiz Boromelo:
O cidadão brasileiro convive com uma onda de violência sem precedentes. Em todas as regiões do país as diversas modalidades de crimes tiveram um aumento considerável. O Brasil tornou-se um dos países mais violentos do mundo ocupando o 4º lugar, atrás apenas de El Salvador, Venezuela e Guatemala. O aparato policial disponível não é suficiente para fazer frente à demanda por segurança. Com efetivos e salários defasados, equipamentos obsoletos e os índices de violência nas alturas só resta ao contribuinte recorrer à proteção divina e manter-se recluso dentro de sua própria casa. E não adianta os governantes “taparem o sol com a peneira”, pois o clima de insegurança atinge níveis insuportáveis. Há muito o contingente policial está aquém das reais necessidades, apesar dos discursos oficiais contradizerem uma realidade bem diferente daquela apresentada pela mídia diariamente.Continue lendo ›

Opinião

Os devaneios do poder

De José Luiz Boromelo:
“Se quiser conhecer um homem, dê-lhe o poder”. Esta frase em tradução livre do grande estadista norte-americano Abraham Lincoln ilustra perfeitamente certas atitudes daqueles transitoriamente investidos do poder. O cidadão brasileiro é freqüentemente coagido a aturar opiniões estritamente pessoais emitidas por seus governantes. Mesmo sem ter o domínio técnico do assunto nem serem especialistas da área, suas conclusões acabam influenciando posicionamentos. E nesse rol de esquisitices identificam-se algumas “pérolas” memoráveis. Num passado não muito distante, o presidente garantiu que a crise econômica mundial que se avizinhava não passava de uma simples “marolinha” para o Brasil. Não foi bem isso o que ocorreu. Apesar das medidas tomadas para garantir o crescimento do país, as conseqüências se fizeram presentes. Agora eis que a atual ocupante do mesmo cargo defende e alardeia a idéia de que “o crescimento de um país não é medido pelo tamanho de seu PIB, mas pelo que faz pelas suas crianças e adolescentes”.Continue lendo ›

Opinião

A arte de engolir sapos

De José Luiz Boromelo:
Nessa vida agitada da atualidade o ser humano está sujeito a incontáveis embaraços presentes no caminho. Podemos encontrá-los nos mais diferentes ambientes, sob as mais inusitadas formas, mas dificilmente conseguiremos escapar dos aborrecimentos que nos causam. Isso acontece porque convivemos com pessoas que têm personalidades, pensamentos e reações distintas. E em cada situação exige-se uma atitude à altura para solucionar ou minimizar os impasses criados pelas opiniões divergentes. Seja no lar, no trabalho, no lazer, no convívio social, nas relações do comércio e principalmente na famigerada política, diariamente somos compelidos a praticar o custoso exercício de “engolir sapos”. Que pode tornar-se uma tarefa das mais complicadas, dependendo do diâmetro e da elasticidade de nossa garganta nessa empreitada.Continue lendo ›

Opinião

Orgulho de ser caipira

De José Luiz Boromelo:
O termo caipira tem sido utilizado para designar as pessoas oriundas do meio rural e que apresentam certos comportamentos peculiares que os identificam de imediato, seja no modo de falar, vestir ou de caminhar. O dicionário o classifica ainda como um “indivíduo tímido, acanhado” e afeito às dificuldades da vida na roça. Pelo menos é dessa forma que os compositores há muito tempo descrevem o nosso sertanejo, decerto inspirados no estereótipo do personagem criado por Monteiro Lobato, o “Jeca Tatu”. A postura típica do matuto está igualmente representada de forma acentuada, com ênfase ao exagero de expressões e trejeitos imortalizados pelo impagável Mazzaropi. Essa mistura de componentes resultou na consolidação da imagem de um ser renitente e despojado de cultura, mas com uma carga expressiva de valores morais arraigados na alma, que transmitem uma alta dose de confiança aos seus interlocutores.Continue lendo ›

Opinião

Os desafios do educador

De José Luiz Boromelo:
Houve uma época em que os profissionais da educação assumiam outras funções além da sublime missão de levar o saber. Freqüentemente os professores deslocavam-se até a residência de algum aluno, muitas vezes morador em área rural de difícil acesso, com o intuito de identificar as causas das freqüentes faltas. A locomoção se fazia por meios próprios, amparada no desejo de solucionar os problemas que afligiam aquele educando, na tentativa de reconduzi-lo à sala de aula. Um estímulo e tanto, que na imensa maioria das vezes surtia o efeito desejado e garantia a assiduidade e a continuidade dos estudos, tão importante para o futuro de um jovem. Assim procedeu por muitas vezes minha estimada mestra D. Emília, que exibe com orgulho em meio às lembranças do passado, um brilho especial nos olhos e o sorriso sereno do dever cumprido.Continue lendo ›

Opinião

A saúde pede socorro

De José Luiz Boromelo:
A cena percorreu o país e mostra a triste realidade sem disfarces. Uma médica tomou uma atitude extrema levada por justa indignação, diante do caos instalado no pronto atendimento da instituição de saúde a qual presta serviços. Seu desabafo diante das câmeras foi a única forma que encontrou para protestar contra a superlotação dos hospitais públicos. Naquele momento, tomando para si a responsabilidade de manifestar-se (com toda a razão), personificou o padecimento sem fim do cidadão e o descaso do Estado para com um povo que é desrespeitado diariamente em seus direitos mais elementares.Continue lendo ›