josé luiz boromelo

Opinião

A arte imita a vida

De José Luiz Boromelo:
beijoO primeiro beijo da história do cinema aconteceu no filme “The Kiss” gravado em 1896, nos primórdios da sétima arte. O beijo foi filmado pelo inventor da lâmpada Thomas Edison e a cena que durou 20 segundos protagonizada pelos atores May Irwin e John Rice causou escândalo na época, chegando até ser censurado. No Brasil a história registra como pioneiros do beijo na televisão a atriz Vida Alves e Walter Forster na novela “Sua vida me pertence”, de 1951. De lá para cá muito coisa mudou. Os tempos são outros e os valores que norteiam a sociedade idem. Prova disso é o sensacionalismo criado por conta da exibição do último capítulo da novela que se findou. Continue lendo ›

Opinião

O preço da democracia

De José Luiz Boromelo:
rolezinhoO Brasil se mostra cada vez mais o país dos modismos passageiros. É só alguém surgir com alguma mania qualquer, postar na Internet e pronto: o vídeo acaba “bombando”, com centenas de milhares de acessos. Nossos internautas não são nada exigentes, conferindo compartilhamentos e outras baboseiras a coisas que nada têm a ver com a índole desse povo naturalmente ordeiro e trabalhador. Felizmente aquilo que não carrega conteúdo logo cai no esquecimento e por aqui não é diferente. Quem não se lembra das ridículas “pulseiras coloridas do sexo” que deixaram muitos pais de adolescentes de cabelos em pé, ou da insípida “dança da raposa” ou ainda do excêntrico saltitante Psy? Num passe de mágica todos se foram como chegaram e não deixaram saudades. A moda do momento agora é o “rolezinho”, uma nova modalidade de “diversão” praticada por jovens e adolescentes.Continue lendo ›

Opinião

Capilaridade republicana

De José Luiz Boromelo:
cabeloRecentemente o presidente do Senado fez uso de uma aeronave oficial em deslocamento ao estado de Pernambuco para fins estritamente particulares, onde se submeteu a cirurgia de implante capilar. O fato chamou a atenção por ser conduta recorrente, uma vez que em meados do ano passado Renan Calheiros viajou para seu estado natal utilizando o mesmo meio de transporte e por pressão da mídia acabou devolvendo aos cofres públicos o valor correspondente. Dessa vez o eminente senador já sinalizou a intenção de ressarcir o erário após uma consulta prévia à FAB (Força Aérea Brasileira), mas não pode alegar desconhecimento de portaria presidencial de 2002 que regulamenta o uso de aeronaves oficiais nas seguintes circunstâncias: por motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e em deslocamentos para o local de residência permanente. Continue lendo ›

Opinião

Enganação

De José Luiz Boromelo:
comércioO comércio usa e abusa da criatividade para atrair os consumidores indecisos, com promoções das mais agressivas possíveis. Com a promessa de ofertas arrasadoras em todos os setores, a mobilização atinge diretamente o público-alvo ganhando status de credibilidade, utilizando a nomenclatura altamente sugestiva importada de outro idioma, pretensamente revestida da lisura necessária, requisito básico nas relações do comércio. Assim seria de se esperar, não fosse a constatação do maior prejudicado nessa história que se repete a cada edição: o consumidor acaba enganado por comerciantes inescrupulosos, que só visam o lucro rápido.Continue lendo ›

Opinião

Perspectivas para 2014

De José Luiz Boromelo:
2014As emissoras de televisão costumam exibir no final do ano a retrospectiva dos acontecimentos relevantes que se tornaram notícia na mídia. Seria interessante que o expectador tivesse outras opções de informação e entretenimento nos moldes dos que são apresentados atualmente, porém com um enfoque diferente: as perspectivas para o próximo ano. Assunto é o que não haveria de faltar, em todos os setores. O Brasil é muito bem servido nesse quesito, por conta da índole de um povo naturalmente irreverente e meio “esquentado”. Mesmo sem ter bola de cristal para adivinhar os fatos mais interessantes que eventualmente poderiam ocorrer, de antemão poder-se-ia elaborar um rol considerável de acontecimentos que certamente fariam de qualquer programa televisivo uma atração imperdível.Continue lendo ›

Opinião

Vergonha nacional

De José Luiz Boromelo
brigaMais uma vez o país foi destaque no noticiário dos principais jornais pelo mundo afora. Dessa vez não somos citados pelo magnífico carnaval com suas alegorias milionárias e mulheres ousadas, nem pela exuberância de nossas florestas inexploradas ou pelo futebol pentacampeão que produz e exporta continuamente jogadores de altíssimo nível. Tampouco pela diversidade de culturas regionais, que reúne uma miscelânea de etnias envoltas com o manto verde-amarelo da ordem e do progresso, estampado em nossa bandeira. No último final de semana um jogo de futebol trouxe novamente à tona um comportamento condenável que se repete com freqüência em nossos estádios. Uma briga entre torcidas deixou vários feridos logo às vésperas da Copa do Mundo, o maior torneio da categoria entre as melhores seleções do planeta.Continue lendo ›

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Cenas de inverno


Essa terça-feira foi um dia diferente. Nem parecia que estamos quase no verão. A neblina cobria tudo com seu manto branco e a umidade deixava suas marcas. As cenas são quase inimagináveis nessa época do ano, mostrando que o clima está mesmo destemperado. Sorte de quem levanta cedo, presenteado com paisagens inesquecíveis.
Texto e fotos: José Luiz Boromelo

Opinião

Lista incompleta

De José Luiz Boromelo:
corrupçãoA notícia foi manchete nos principais jornais pelo mundo afora. A prisão dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, conhecida como Mensalão foi o desfecho de uma novela que se prolongou por seis longos anos. Ao contrário de alguns prognósticos mais pessimistas, o caso não terminou em pizza e veio reforçar o sentimento de justiça diante do clamor popular. Depois de todos os recursos possíveis exauridos só restou ao presidente da Corte Suprema decretar a prisão dos acusados para o início imediato do cumprimento da pena. Um dos condenados, aproveitando-se da dupla cidadania buscou refúgio na Itália manifestando em nota a intenção de apelar para um novo julgamento naquele país, onde deverá solicitar asilo político.Continue lendo ›

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Cena rara

Filhote 1
A temporada de filhotes começou. A vigilância na casa do João-de-barro foi proveitosa. O filhote procura ar fresco sob um sol escaldante. Cena rara de se ver, mas é uma prova de que a natureza, apesar de castigada pelo ser humano, ainda encontra forças para mostrar toda sua beleza. Texto e fotos: José Luiz Boromelo.Continue lendo ›

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O país do desperdício

De José Luiz Boromelo:
desperdicioO Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, com um excedente de 25% do que consome. De toda essa produção, grande parte é desperdiçada. Enquanto milhões de pessoas sofrem de desnutrição provocada pela ingestão insuficiente de alimentos o país persiste em acumular prejuízos imensos com um comportamento injustificável. No topo da lista estão os hortifrutigranjeiros, naturalmente mais suscetíveis aos efeitos dos maus tratos impostos por uma cultura relapsa e de difícil erradicação. Hoje, um terço do que é produzido no campo não chega à mesa do consumidor. Nessa cadeia perniciosa 10% dos alimentos perdem-se ainda na colheita e outros 50% durante o transporte e manuseio. Nas Centrais de Abastecimento 30% dos produtos são descartados. Nos supermercados e residências 10% são jogados fora. Segundo dados da Embrapa, 26,3 milhões de toneladas de alimentos ao ano tem como destino certo o lixo. Diariamente, desperdiçamos mais de 39 mil toneladas, quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar.Continue lendo ›

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Não foi dessa vez

De José Luiz Boromelo:
voto

As esperanças do povo brasileiro no estabelecimento da verdadeira democracia caíram por terra. Mais uma vez o cidadão foi usurpado em suas aspirações mais elementares por conta de interesses nada louváveis de uma classe que manipula o poder e dita regras conforme suas conveniências. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por 16 votos a seis a proposta de emenda à Constituição que tornava facultativo o voto no País. Dessa forma o eleitor é intimado a comparecer às urnas e o faz (muitas vezes contra sua vontade) apenas para fugir de sanções previstas em lei. Isso (em tese) justificaria os elevados números de votos brancos ou nulos uma vez que o desinteresse é evidente, com resultados diferentes dos apontados pelas pesquisas de opinião pública. A tendência do eleitor quando contrariado é votar no primeiro nome que lhe for sugerido ou direcionar o voto a desconhecidos, ou ainda aumentar a lista daqueles que resolveram aderir ao chamado “voto de protesto” elegendo figuras excêntricas e folclóricas, que nada têm a oferecer à sociedade no exercício daquela delicada missão.Continue lendo ›

Opinião

Capitanias hereditárias

De José Luiz Boromelo:
capitaniasAtualmente existem no Brasil nada menos que 32 partidos políticos. Esse espantoso número (que tende a aumentar ainda mais) sugere uma diversidade inimaginável de ideologias e doutrinas partidárias totalmente distintas. Interesses ocultos vagueiam sob as siglas que se proliferam sem critérios e acabam por confundir o eleitor. A multiplicidade de partidos políticos sem identidade nem representatividade alguma foi possível a partir de recente alteração jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, que garante aos recém-filiados (entre outras prerrogativas) o tempo correspondente no rádio e na televisão e os valores relativos ao Fundo Partidário. Nota-se que os novos partidos são uma forma de abrigar lideranças insatisfeitas e viabilizar projetos pessoais na disputa por poder e na realocação de interesses próprios. Não existem preocupações com programas, ideologias, pragmatismos ou coerências. Continue lendo ›

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Onde está o erro?

De José Luiz Boromelo:
transitoA Semana Nacional do Trânsito instituída pelo artigo 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é comemorada de 18 a 25 de setembro, enquanto que o artigo 75 recomenda que todos os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito promovam outras campanhas durante o ano no âmbito de sua circunscrição e de acordo com as peculiaridades locais. Especialmente nesse período as escolas mobilizam-se para incentivar as crianças e jovens a participar de atividades referentes ao trânsito. É uma forma de estimular positivamente os mais novos a reconhecerem desde a mais tenra idade, seus direitos e deveres no complexo universo de mobilidade urbana que todos estão inseridos. Espera-se que os ensinamentos transmitidos sejam assimilados e colocados em prática na vida adulta, resultando numa convivência pacífica entre os integrantes do sistema. Ocorre que as estatísticas mostram uma tendência de aumento considerável no número de acidentes e na gravidade das ocorrências. Proporção similar verifica-se nas autuações dos condutores infratores, um sinal evidente que as medidas coercitivas tornaram-se ineficazes para conter os abusos e impor a disciplina necessária.Continue lendo ›

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Grinalda de noiva


Apesar do inverno rigoroso e da estiagem que castigaram os cafezais do Paraná, a natureza revela todo seu esplendor. Tal qual a um manto nupcial, a florada chegou trazendo a esperança de novos tempos. Como tudo nesse mundo, o ciclo da vida se renova, mostrando que somos apenas hóspedes desse planeta azul. E que devemos nos empenhar para que as gerações futuras possam desfrutar de imagens como essas.
Fotos e texto: José Luiz Boromelo

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Não foram suficientes?

De José Luiz Boromelo:
stfO país assistiu de camarote aos últimos capítulos da longa e tumultuada novela ambientada nas dependências da mais alta Corte desse país. O julgamento dos réus da Ação Penal 470, popularmente denominada como “Mensalão” direcionou as câmeras e holofotes aos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante todo o processo, mas especialmente na fase final chamou a atenção pelas manobras dos advogados de defesa dos acusados. Após o estabelecimento da dosimetria da pena agora os julgadores se vêem às voltas com o recurso chamado embargo infringente, que na prática concede o direito de um novo julgamento a pelo menos dez réus. Com o acatamento desse pedido pela maioria do colegiado, a decisão final para o cumprimento efetivo das penas certamente será procrastinada por um bom tempo, deixando no ar a sensação de impunidade num momento de agitação social por que o país passa atualmente.Continue lendo ›

Opinião

Caminho perigoso

depredaçãoDe José Luiz Boromelo:
O país tem experimentado momentos de tensão nos últimos tempos por conta de manifestações violentas em algumas capitais. Os protestos voltaram-se indiscriminadamente contra tudo e contra todos e foi a senha para que determinados grupos tomassem para si o direito de reivindicar privilégios dos mais inusitados possíveis, transformando locais públicos em verdadeiras praças de guerra. Os objetivos que nortearam as primeiras passeatas foram deixados de lado, num evidente sinal de que se perdeu definitivamente o foco da questão. Se antes os manifestantes bradavam contra a corrupção e os desmandos políticos, agora não se consegue compreender (muito menos identificar) os motivos para tamanha selvageria.Continue lendo ›

Opinião

Brasil de todos nós

De José Luiz Boromelo:
bandeira7setNeste sete de Setembro comemoramos o Dia da Pátria. Revestidos por um simbolismo contagiante, voltemos nossas atenções para os bons exemplos de civismo, cidadania e respeito pelo nosso país e suas instituições. Transformemos então nossas atitudes em ações concretas em prol do desenvolvimento dessa nação. Está em nossas mãos o futuro que almejamos. A pátria que desejamos e construímos a cada dia não se restringe apenas ao espaço demarcado pelas linhas geográficas.
Pátria é um estado de espírito, um sentimento perene que habita em nosso coração. É uma semente plantada na mais tenra idade, que floresce permanentemente durante nossa vida como cidadão. Pátria é uma herança deixada pelos antepassados com o compromisso de ser transmitida aos nossos descendentes. A Pátria é feita de sonhos, de esperanças por dias melhores.Continue lendo ›

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Onde há fumaça, há fogo

Chamine
Nesses dias de temperaturas baixas as pessoas fazem de tudo para se manterem aquecidas. A chaminé em pleno funcionamento mostra que o equipamento é extremamente eficiente para espantar o frio. O milenar fogão a lenha é companhia diária dos aficionados por um café saboroso, um chocolate quente ou um chimarrão, além de ser um bom pretexto para reunir os amigos numa prosa e colocar as conversas em dia. Um reforço prazeroso para se celebrar o tão necessário calor humano, sentimento cada vez mais raro nesses tempos de modernidade virtual.
Foto e texto: José Luiz Boromelo

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Os limites da incompetência

bandeira-cuba-brasil
De José Luiz Boromelo:
O governo brasileiro viabilizou uma medida polêmica para tentar resolver o problema da falta de médicos no país, segundo sua versão sobre o caso. A chegada dos primeiros profissionais vindos do exterior, recebidos no aeroporto pelo ministro da Saúde é uma mostra evidente que o programa tem prioridade sobre as demais iniciativas oficiais. Além da imagem midiática que a presença de altas autoridades provoca nessas situações, há que se atentar para intenções mais sutis dos dirigentes da república. Não por coincidência a medida efetivou-se num momento em que as pesquisas apontam uma queda acentuada na popularidade da presidenta. Nada mais oportuno que alavancar os números dos institutos de pesquisa com ações de impacto, tentando passar ao eleitor uma imagem de competência e desenvoltura, coisa que o governo atual não possui. No embalo dessas “importações” desregradas sobressai-se um ineditismo constrangedor, uma vez que Cuba ficará com a maior parte dos salários de seus enviados. Estaremos, portanto contribuindo involuntariamente para uma maior qualidade de vida dos ilhados “hermanos” caribenhos. Com a possibilidade de descumprimento dos dispositivos das leis trabalhistas brasileiras.Continue lendo ›

Opinião

Irresponsabilidade ao volante

De José Luiz Boromelo:
pareNa década de 50 os Estúdios Walt Disney produziram uma trilogia de desenhos animados protagonizados pelo inesquecível Pateta, materializado num tranqüilo cidadão que mostrava toda sua ira quando assumia a direção de um veículo. O objetivo foi representar a dupla personalidade de alguns motoristas que transitam pelas ruas diariamente, sendo considerada uma das melhores obras sobre prevenção de acidentes de trânsito e uma valiosa contribuição para a formação de motoristas mais prudentes e responsáveis. Saudosismos à parte, a realidade do trânsito invariavelmente remete ao motorista do insuperável desenho animado de outrora. O que se observa em nossas vias públicas é digno das estripulias do carismático personagem, amplificado pela evolução natural da indústria automobilística. Veículos potentes, seguros, ágeis e carregados de tecnologia fazem a alegria dos irresponsáveis, transformando as ruas em cenário para as mais ousadas demonstrações de irracionalidade motorizada.Continue lendo ›

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O papa é brasileiro!

Papa Francisco
De José Luiz Boromelo:
O papa virou brasileiro, pelo menos durante os dias em que esteve por aqui. O papa Francisco fez sua primeira viagem oficial ao maior país católico do planeta trazendo consigo muitos ensinamentos para a Jornada Mundial da Juventude. Os fiéis aguardaram com ansiedade a chegada do peregrino da fé, sempre acompanhado de sua já tradicional humildade, que encanta e atrai pessoas de todas as idades. Seu jeito simples e despojado de ser, sua instigante tranquilidade e a esmerada atenção dispensada aos seus interlocutores provoca empatia imediata, característica principal dos grandes líderes da humanidade. A visita ilustre despertou as mais diferentes emoções, renovando as esperanças, a confiança e a fé de milhões de pessoas desprovidas de sentimentos outros que não o respeito ao próximo e o amor incondicional àquele que é o motivo maior de nossa existência.Continue lendo ›

Opinião

Escolha errada?

De José Luiz Boromelo:
CopaMr. Blatter fique tranqüilo porque não haverá manifestações nem tumultos na Copa do Mundo de 2014. A escolha foi certa, certíssima, aliás, não poderia ter sido melhor. Da forma como colocou as coisas, nós brasileiros estamos achando que o senhor foi um tanto indelicado. Ou seria algum tipo de discriminação com o país do futebol e do carnaval? Seus temores não procedem definitivamente, senão vejamos:
1) Temos os mais modernos e bem equipados aeroportos do mundo, e nunca sofremos com qualquer “apagão aéreo”, como muitos países em desenvolvimento por aí;
2) Os visitantes não terão problema algum com deslocamentos pois nossa malha viária é de altíssima qualidade com ruas, avenidas e rodovias largas e bem sinalizadas e os motoristas, ciclistas e pedestres são totalmente conscientes de suas responsabilidades no trânsito, um perfeito exemplo de civilidade, diga-se de passagem. E se ouvir algo sobre as extorsivas tarifas dos pedágios brasileiros esqueça, porque é tudo intriga da oposição;Continue lendo ›

Opinião

O que é isso, minha gente?

dispersando
De José Luiz Boromelo:
Houve uma época em que as pessoas carregavam naturalmente consigo alguns sentimentos em vias de extinção hoje em dia: a educação e o respeito. Que não se restringiam a obrigatórios “bom dia, por favor, obrigado”. As instituições, os poderes constituídos e as autoridades eram tratados com extrema deferência, sinal de elevada consciência cívica e salutar apreço aos valores morais de uma sociedade. Os tempos são outros, os conceitos seculares foram gradativamente substituídos e os resultados não tardaram em aparecer. Tornou-se fato comum no Brasil as pessoas tomarem, em momentos distintos, algumas atitudes reprováveis. Em compromissos oficiais recentes autoridades foram vaiadas sem constrangimento algum, mostrando muito mais que sintomas de rebeldia juvenil. Os apupos demonstram um elevado grau de descontentamento ou inconformismo com a situação atual do país, enquanto expõem nossa sofrível formação cultural, além de uma profunda carência de valores morais, (imprescindíveis no ser humano) requisitos básicos para o convívio harmônico em coletividade.Continue lendo ›

Geral

Urbano

Urbano
Os animais estão cada vez mais adaptados ao ambiente urbano. O urubu encontrou o alimento na rua e não se fez de rogado: em meio a veículos e pedestres tratou de saciar a fome ali mesmo, sem preocupação com algum moleque e seu estilingue. Uma forma de convivência inusitada, mas pacífica até então. Sinal que os tempos mudaram mesmo.
Fotos e texto: José Luiz Boromelo
Urbano

Leitura

E agora, Brasil?

De José Luiz Boromelo:
(*Um “plágio” necessário, no momento em que o país passa por turbulências. Que me perdoe o grande mestre Drummond em sua infinita sabedoria, mas é por uma boa causa).

E agora, Brasil?
O dinheiro sumiu,
a paciência acabou,
o caldo entornou,
o povo reagiu,
e agora, Brasil?
E agora contribuinte?
E agora trabalhador?
Você que “rala” todo dia,
que produz riquezas,
você que faz o país crescer,
e agora Brasil?Continue lendo ›

Opinião

Permissividade democrática

manifestação
De José Luiz Boromelo:
?O país experimenta uma das maiores ondas de manifestações públicas desde as passeatas dos “caras-pintadas”, que culminaram com a deposição de um presidente da república na década de 90. Por todo o país as demonstrações de insatisfação tomaram conta das ruas e logradouros públicos, reunindo multidões que ultrapassam as centenas de milhares de manifestantes. A maioria das manifestações foi pacífica, mas em alguns locais houve casos de vandalismo. Veículos incendiados, prédios públicos depredados, estabelecimentos comerciais saqueados e outros casos de violência foram registrados. O confronto com o aparato de repressão foi inevitável e o saldo não poderia ser diferente: policiais, guardas municipais e manifestantes feridos, envoltos num verdadeiro campo de batalha. Na capital da República, a cobertura do Congresso Nacional foi tomada por manifestantes portando cartazes e gritando palavras de ordem, mostrando a indignação do cidadão com a situação atual do país.Continue lendo ›

Opinião

Até quando?

De José Luiz Boromelo:
As notícias dos casos de violência por todo o país são cada vez mais freqüentes. Os crimes acontecem nas movimentadas metrópoles e também nos mais pacatos municípios. O ilícito apenas muda de lugar, com o agravante que os marginais estão cada vez mais agressivos e letais. Em casos recentes distintos, dois profissionais liberais foram queimados em seus consultórios. Uma dentista morreu e outro continua internado com ferimentos graves. Num tradicional evento cultural na capital paulista, gangues apavoraram os freqüentadores com os chamados “arrastões”, provocando uma enxurrada de prisões. O caos instalou-se na delegacia da área, com mais de uma dezena de viaturas aguardando a entrega dos presos, enquanto que as vítimas multiplicavam-se por todos os lados. Sobrou até para um senador da República, vítima ilustre da marginalidade.Continue lendo ›

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Pobre país rico

De José Luiz Boromelo:
O governo brasileiro mostrou interesse em contratar 6 mil médicos cubanos para que atuem em áreas remotas do país (especificamente no Nordeste e na Amazônia), onde o atendimento de saúde é precário ou inexistente. Conforme o chanceler Antonio Patriota, as negociações para a vinda dos médicos envolvem a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entidades da área médica são contra a autorização para que médicos formados em Cuba exerçam a profissão no Brasil, sob o argumento que as faculdades cubanas não têm padrões de formação similares aos brasileiros e que em alguns casos os cursos de medicina da ilha caribenha equivalem aos cursos brasileiros de enfermagem. A ideia em “importar” determinadas categorias de profissionais foi inspirada no regime comunista cubano, que somente na última década enviou 30 mil médicos para atender a população de bairros pobres na Venezuela, principal aliado político de Havana. Uma conveniente troca de favores com o governo socialista de Caracas, como forma de compensar a venda de petróleo mais barato à ilha.Continue lendo ›

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Hiprocrisia presidencial

De José Luiz Boromelo:
Em recente compromisso na capital italiana a presidenta fez-se acompanhar de numerosa comitiva, requerendo uma estrutura considerável. Foi aconselhada por um ministro (ex-seminarista) a prestigiar a posse do Papa (até por conta de suas conturbadas relações com a Igreja Católica). É sabido que o Brasil mantém bom relacionamento com o Vaticano há muito tempo, portanto (teoricamente) não seria imprescindível que a chefe da nação prestigiasse o evento. Não há justificativas para transformar a viagem num périplo dessa envergadura, em que a comitiva presidencial constituiu-se por algumas dezenas de integrantes. Para rematar com chave de ouro o “tour da fé”, decidiu-se não ocupar as suntuosas e aconchegantes dependências da embaixada brasileira em Roma. O jeito foi acomodar o grupo em 52 quartos do Westin Excelsior, um dos melhores hotéis da Europa cujas despesas oneraram os cofres públicos (sem constrangimento algum) em “modestos” R$ 324 mil, incluindo o aluguel de 17 automóveis com motoristas. A justificativa para tamanha farra às expensas públicas viria do chanceler Antonio Patriota (sem trocadilhos), que considerou a incapacidade da embaixada em abrigar a presidenta e seu séquito “por encontrar-se em reformas”.Continue lendo ›