morte

Maringá

A morte simbólica do Parque do Ingá

De Rafael A.F. Zanatta:
Eu sou um homem com poucas lembranças de minha infância. Entretanto, das poucas e saudosas que tenho, uma das que mais gosto é a imagem viva e saborosa dos piqueniques em família no Parque do Ingá, área de conservação florestal situada no coração de Maringá. A cena que tenho na memória é singela: eu e meu irmão sentados numa toalha xadrez, lambuzados de bolo de chocolate, enquanto minha mãe contempla o verde, o lago e os gansos, apoiada com o braço numa cesta trançada de madeira. Essa imagem me traz uma série de lembranças dos gostosos passeios que fizemos durante a segunda metade da década de noventa, quando voltei a morar em Maringá após alguns anos no Mato Grosso do Sul. Ir ao Parque do Ingá era um programa comum, um tradicional passeio em família dos habitantes de Maringá (e também dos turistas). Era a atividade dominical preferida da maioria das crianças da cidade e também dos pais, que tinham a oportunidade de esfriar a cabeça respirando um pouco de ar limpo. Na íntegra.
(Ilustração de Marco Antonio Dias de Oliveira/Mado, via blog Caldo do Lui)

Geral

Homem é morto com 35 tiros em Sarandi

Atualizado – O quarto homicídio do ano em Sarandi foi registrado na noite de ontem: João Batista Joaquim,  39 anos, de apelido Tita, recebeu pelo menos 35 tiros, de acordo com a Polícia Militar. O crime aconteceu no cruzamento da avenida Ademar Bornia com rua Deputado Francisco Borsari Neto, por volta das 22 horas. Os tiros foram disparados de dentro de um Golf preto. A polícia teria pistas sobre a identidade dos autores, que rumaram em direção a Maringá. Tita foi para o local, próximo a uma casa noturna, com a mulher e o filho de 3 anos, depois de receber um telefonema, possivelmente de uma pessoa de confiança. No Golf estariam cinco pessoas; pelo menos duas delas deram os tiros.

PS – Tita foi preso em 2006 como parte de uma quadrilha violenta que assaltava ônibus e residências na região noroeste. Quatro anos antes ele havia  fugido da Prisão Provisória do Ahú, em Curitiba, quando ainda tinha para responder oito processos por roubos e drogas.