Quem ficará na presidência?
Ainda não dá para se ter uma ideia do que acontecerá com a relação Bolsonaro-PSL.Continue lendo ›
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O diretor geral da Uningá, Ricardo Benedito de Oliveira, foi condenado ontem pela Justiça Federal a 3 anos e 22 dias de reclusão por causa da fraude em dados do ProUni, informa o Maringá News (leia mais). No final dos anos 80 ele presidiu o PRN, em Maringá, e, como mostra a foto, fazia parte do grupo composto por Carlos Roberto Pupin (de barba) e Edenilso Rossi (dir), que aparecem junto com o então governador de Alagoas Fernando Collor de Mello, Edson Marques e Djalma Mello. Ricardo Benedito de Oliveira, cuja instituição teve recentemente reconhecido o curso de Medicina, continua mantendo contatos na área política, em especial com dirigentes do PT.
(Atualizado) Amanhã faz 20 anos que Fernando Collor de Mello foi apeado do poder. Do PRN, partido do ex-presidente da República, fez parte em Maringá o então jovem Carlos Roberto Pupin, hoje no PP.

Por esta reportagem de quase meia página da página 4 da Folha de Londrina, em 21 de maio de 1992, dá para ter uma ideia do trabalho que deu ao capo Ricardo Barros montar uma coligação com 12 partidos para apoiar seu candidato a prefeito de Maringá nas eleições deste ano. No último ano de sua administração como prefeito, ele foi acusado de comprar o apoio do PRN (o partido do então presidente Fernando Collor de Mello) por US$ 40 mil (cerca de R$ 81 mil). O acordo com o PRN incluiu a nomeação de funcionários fantasmas – isso lembra a aquisição do PMDB neste ano, que incluiu a contratação de 18 cargos comissionados? O presidente do PRN era o odontólogo Ricardo Benedito de Oliveira, mas a sigla chegou a ser presidida por Carlos Roberto Pupin. Oliveira contou que recebeu a proposta de US$ 40 mil de Ricardo Barros numa gravação feita por Miguel Grill0 (hoje secretário de Meio Ambiente) e pelo ex-vereador e advogado Eli Diniz. A reportagem pode ser lida aqui.
O prefeito em exercício, Carlos Roberto Pupin (PP), tem experiência com crises político-partidárias. Esta que seu coordenador-geral de campanha passa é apenas uma delas. Ele ingressou e presidiu o PST enfrentando a oposição de um grupo (do qual fazia parte Paulo Mantovani, por exemplo); depois, quando presidia o PRN, viu o grande nome do partido, Fernando Collor de Mello, ser cassado; quando era tucano, viu o então prefeito Jairo Gianoto ser obrigado a deixar a prefeitura, igualmente acusado de coisa errada. Só no PDT não viveu crise, a não ser o fato de o partido nunca mais ter conseguido eleger um vereador na Câmara de Maringá.