Reflexões de uma Sexta-feira Santa

Akino

Reflexões de uma Sexta-feira Santa

Nesta Sexta-feira Santa, dia em que nós cristãos e católicos devemos refletir sobre nossos atos, ações, sobre o que estamos fazendo para justificar e merecermos o título de seguidores dos ensinamentos de Cristo. De minha parte procuro fazer o melhor, mas como humano sou falível, posso errar. Há cerca de 12 anos decidi que faria algo de útil na política, mesmo sem mandato eletivo. Foi logo após o estouro do escandâlo Gianoto/Paulich. Seria um fiscal implacável do Executivo e do Legislativo, principalmente ‘aqui no Maringá’, como dizem os mais velhos de origem japonesa.
Muito já foi feito e, graças à parceria com o Rigon, evitamos desperdícios de dinheiro público, na Câmara de no Executivo. A redução de 83 para os atuais 06 comissionados no Gabinete do Presidente tev participação significativa deste trabalho conjunto, que envolve este colaborador, o Rigon, o MP, alguns vereadores, e setores da sociedade, até o Observatório Social. Não foi de toda ruim a gestão Hossokawa (a anterior foi um desastre), avançamos muito, mas ele ainda era preso a fortes compromissos, ao que parece, com setores fortes dos servidores efetivos e nossas denuncias de algo havia de errado no pagamento de horas extras, e gratificações por participação nas comissões de licitações e recebimentos, teve pouco eco. Na gestão Ulisses tem sido diferente. Continue lendo ›

Akino

Reflexões de uma Sexta-feira Santa II

Um comentário em postagem sobre FGs na Câmara de Maringá, tocou-me profundamente. Eis o comentário: “Akino, realmente você não liga par as pessoas, pensa bem quantos funcionários você vai prejudicar, acredito que todos têm família. Ulisses, não caia nessa! (sic)”.
Agora digo eu: Claro que penso nas pessoas. Penso nas zeladoras do meu prédio que trabalham 44 horas semanais e recebem R$ 850,00. É justo uma zeladora da Câmara receber R$ 5.599,72 em feveiro? Qual o salário médio, na iniciativa privada, que faça o equivalente a um assessor administrativo. No máximo, no máximo R$ 2.000,00, e para trabalhar pelo menos 40 horas semanais. Pois um assessor da Câmara, que tem jornada de 30 horas,recebeu R$ 11.282,07 brutos, em fevereiro. Boa parte dos trabalhadores recebe salários na faixa de R$ 1.000,00 a 1.500,00, mensais, e justo de 15 a 20 servidores receberem só de FG R$ 1.371,61, só como complemento salarial, já que seus cargos não justificam FGs? Penso sim nas pessoas, e seria omissão se não divulgasse essa informações. Não tenho poder de prejudicar funcionários, não vou entrar com ação judicial (até caberia). Não sei de Ulisses vai acabar com isso e se o MP vai tomar providências. Espero que compreendam. Não conheço nenhum servidor da Câmara. Não tenho menor intenção de prejudicar ninguém. Só estou exercendo o meu papel de cidadão e de alguém que quer ser cristão. Se estivermos errados, que Deus nos perdoe.
Akino Maringá, colaborador