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É muito mato

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Leitor reclama do mato que toma conta de um dos terrenos colocados à venda pela Borghetti & Barros (aquele que teve a misteriosa destruição de uma horta familiar), na rua Pioneiro Paschoal Locatelli, no Conjunto Sol Nascente, em Maringá. “Será que vão alugar para pasto?”, questiona leitor, interessado em saber se a prefeitura já lançou multa.

Má-ringá

Horta destruída, parte final: agora, vão retirar o alambrado


(Atualizado) Lembram da horta que o seu Toninho e a dona Fátima cuidavam com extremo carinho havia mais de dez anos, num terreno nos fundos de sua residência no Conjunto Sol Nascente em Maringá, e que foi completamente destruída no início do mês, às escondidas? Está praticamente confirmada a suspeita de que os vândalos usando facões e roçadeira foram pagos para dizimar dezenas de bananeiras (eram quatro variedades de banana), cebolinha, almeirão, morango, chuchu, maracujá vermelho, pimenta, milho, mandioca, quiabo, mamão, almeirão, entre outras variedades de hortaliças, frutas e verduras. O bairro todo – que usufruía da horta – desconfiava que foi a mando de quem interesses imobiliários no local. De acordo com a informação que chegou hoje aos moradores, amanhã o megaempresário Ricardo Barros, que está vendendo terrenos nas proximidades das torres da Eletrosul desde fevereiro, vai mandar arrancar a cerca de alambrado que o casal colocou há alguns anos, completando o “serviço” e liberando os lotes para facilitar a venda.

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Terreno que era horta comunitária é alvo de reclamações em Maringá

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Moradores dos conjuntos Sol Nascente e Cidade Canção está fulos da vida com… com quem mesmo? Logo depois das eleições do ano passado, o terreno em que funcionava uma horta comunitária (debaixo da linha da Eletrosul), na rua Alfredo Urbano Rodrigues, foi dividido. Uma pequena rua foi aberta, a horta passou para o outro lado, o terreno antigo foi colocado à venda mas o asfalto, executado pela Extracon, dividindo a área, não foi finalizado até agora; a rua não aparece no mapa da cidade. Para fazer as alterações, destruíram o passeio público, que era pavimentado com pedriscos e utilizado principalmente estudantes e pessoas da terceira idade (tem uma ATI nas proximidades). Hoje, as pessoas têm que se arriscar no meio do asfalto, e a rua tem trânsito considerável. Sem contar o matagal existente no antigo terreno da horta comunitária, hoje abrigo de animais peçonhentos e de maloqueiros, já que por ali tem uma casinha de madeira. A mudança da horta, perceberam os vizinhos, fez sumir uma vistosa estufa, que existia até o ano passado. O terreno tem 535 metros e o telefone de contato para sua venda é o do escritório do ex-deputado federal Ricardo Barros (PP). “Se o terreno fosse de um mortal qualquer, a esta hora a prefeitura teria tascado multa por causa do mato e punido a empreiteira por ter destruído a calçada”, reclamou um morador.